Atypical, 2017.
Claire Keane

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@e-xordio
Atypical, 2017.
“Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é imperfeito desaparecerá.”
— 1Coríntios 13:10
If you come, for example, at four in the afternoon, from three I will start to be happy! The more the time to arrive, the more I will be happy! At four o'clock, then, I will be restless and agitated: I will discover the price of happiness!
- the little Prince
Honestamente, quero que saiba que perdoei você. Mas todas as coisas que você me fez passar, todas as dores que foram causadas por ti. Infelizmente são bem difíceis de esquecer. E acho que jamais serão. Então, não faz mais sentido te manter na minha vida. O perdão você tem, use ele para fazer mudanças. Mude aprendendo com seus erros. Você não terá de volta, as coisas que foram deixadas para trás, não se apagam tão fácil assim.
Julyane Oliveira.
““Todos erram um dia: por descuido, inocência ou maldade.””
— William Shakespeare.
“Existe uma luz no céu acima de nós que apenas quem ama a consegue ver.”
— Amy Winehouse.
“Sabedoria não é saber pra onde ir e sim saber pra onde não se deve voltar.”
— Caio Augusto Leite.
a gente tenta medir o amor
a gente tenta medir o amor pelo livro, pela música, pelo filme, como se para ser amor devesse ser daquele jeito que está sendo descrito. criamos idealizações tão estabelecidas em nossos corações que ai daquele amor que ousar não ser minimamente como elas.
a gente mede o amor pelo que os outros vêem dele, caindo no furacão das subjetividades em que precisamos parecer e não ser. foto, post, lugar perfeito de fundo, comentário dos amigos. a gente mede o amor pelo ibope que dá, pelas menções e pelo que é falado alto nas ruas.
a gente mede amor pelo que nos contam dos amores, pelo que queremos que os amores sejam, pelo que não queremos que também. a gente mede o amor com todas as réguas existentes, todos os modelos confiáveis e cientificamente estabelecidos, todas as conversas de bar e pareceres de poetas, mas não descobre tão cedo que amor não é pra medir.
a gente tenta medir o amor pelo tamanho do texto que escreveu, pela intensidade das palavras e pela beleza delas. a gente tenta medir o amor pelo tempo que demora surgir, havendo assim os que julgam amor apenas os que são rápidos e outros os que são vagarosos. baseados na máxima que “amor de verdade não acaba”, medimos o amor pelo fim, pela duração do laço que foi vivido.
a gente mede o amor, estica, puxa, enquadra, sem perceber que medir diminui a experiência e acaba sufocando o amor com tudo aquilo que ele não é.
discursos sobre o amor, H.