Passeio alternativo e brasileiros, brasileiros everywhere! (Berlim)
Dia tranquilo, acordei, tomei um banho, coloquei minha camiseta do brasil - me sentido patriota, fiz check out, pedi para deixar minha mochila no locker, passeei bastante, entrei em umas lojas - as roupas não são muito baratas, almocei um sanduíche em um parque e fui no ponto de encontro pro "Alternative Tour".
Cheguei lá, e de cara o guia Mark já era um tanto quanto alternativo.. bolsa com o simbolo da paz, roupas meio hippie, uma meia de cada cor. Bem carismático e divertido.
Além do preço do ingresso também precisava de um passe pro metro (6,50 euros - pro dia inteiro). Pegamos dois metros e fomos para uma área que ocorreu uma "gentrification" - ele explicou que é algo que ocorre quando um artista muda para uma área de renda baixa e começa a fazer arte, dai a área começa a ficar mais comercial e valorizada então o aluguel sobe e as pessoas (e o artista) se retiram de lá.
Depois fomos para uma área onde é permitido o grafite e a pichação, um lugar onde vários artistas - ou qualquer pessoa - se encontra pra expor sua arte. O lugar é muito legal! Impressionante, da pra ficar horas ali vendo cada detalhe. Foi difícil escolher as fotos que mais gostei.
Saimos de lá e pegamos o metro de volta para uma área mais pobre no East Side - o lado que costumava ser comunista - mas que também tinham coisas bem legais. Foi engraçado ele falando tipo "se alguém oferecer para vocês alguma coisa não aceitem, pelo menos não no tour, se quiserem voltar depois.. a escolha é de você".
Demos uma volta, fomos na East Side Gallery, onde tem uma grande parte do muro, e falou sobre o slogan de Berlim "poor, but sexy"/"pobre porém sexy" - ele contou a história do dono da O2 (uma empresa telefónica) que para inauguração da sede ele queria chegar de navio pelo lago e andar por um tapete vermelho até o edifício.. só que tinha o muro na frente, ele pagou pra uma parte do muro ser removida, só pra ele passar o que é uma pena mas a cidade não podia recusar o valor oferecido..
Vimos mas algumas coisas interessantes por lá, e acabou o tour. Eu estava muito exausta, sentei no primeiro banquinho que me apareceu e quando me toquei que era de um restaurante pensei "meh, to com fome mesmo" e uma moça muito querida já veio me dando oi me português - porque viu a camiseta. Por coincidência o dono do lugar era brasileiro, e eu tomei um smoothie de açaí muito bom - saudades de açaí.
Sai de lá, peguei o metro - aproveitando que estava com o passe diario - voltei para o hostel, peguei minha mala e fui para a estação. Meu trem era só as 00:27 então sentei na frente da Starbucks para furtar wifi e fiquei por lá.
E ai que me aparece o Pedro - moço muito simpático de Alegre (ES) viajando pelo Rotary - que disse que estava voltando pra casa quando viu minha camiseta e decidiu vir falar comigo. Me fez companhia por quase duas horas. Muito simpático mesmo.
Depois que foi embora fiquei mais um tempo por lá, e ai deu o horário e fui para a plataforma, só que o trem não vinha.. e ai surgiu um outro nome de trem no painel, e comecei a ficar assustada que de alguma forma inexplicável não tinha visto o trem passar (?) mas com meu conhecimento incrivel lembrei das aulas de alemão que "spät" significava atrasado.
Me acalmei, e ficava descendo e subindo a plataforma pra continuar com a conexão mas ainda conseguir ver se o trem chegava. Enfim, peguei o trem e pude ir para Bruges. Foi um dia cansativo e consegui dormir a viagem inteira bem tranquila.