A inglesa encarava o quarto com grande pesar. Havia cometido o erro de deixá-lo destrancado ao sair de viagem no dia que antecedia o baile e agora se deparara com a bagunça de seus pertences espalhados por todos os cantos, indicando que alguém -- ou algo -- entrara no local durante o ataque. Eleanor suspirou pesadamente, sentando diante da penteadeira e apoiando o rosto em uma das mãos. O seu reflexo no espelho trincado revelava uma expressão desanimada, pois, além de não saber por começar a arrumar aquela bagunça, tinha medo de que Avalon fechasse para sempre as portas depois da tragédia. Ponderava sobre os assuntos quando a chegada de alguém chamou a sua atenção. Ela, então, girou o corpo na banqueta e abriu um sorriso fraco. “Entre, mas, por favor, não repare na bagunça.” Disse, brincando.
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