Os destaques do último dia de Latinoware 2014
O programador brasileiro e contribuidor do projeto LibreOffice, Olivier Hallot, convidou os participantes a contribuírem com a suíte de escritório – mesmo que não sejam programadores. Na palestra “20 mil linhas submarinas”, ele frisou que o título não se referia a linhas de código, mas sim a linhas de material de apoio, como arquivos de ajuda, tutoriais, manuais e conteúdo para o site.
Todo trabalho é bem vindo, de acordo com Olivier, que falou no espaço Brasil do evento. “Muitas funcionalidades novas que nós incorporamos, por exemplo, podem passar batidas apenas pelo fato de não ter uma descrição no arquivo de ajuda”, disse. O trabalho na comunidade LibreOffice é colaborativo, e precisa da ajuda de todo tipo de profissional.
No período da tarde, no espaço Uruguai, a graduanda em Ciência da Computação da Universidade Federal do Espírito Santo Thalyta Moraes apresentou seu projeto de conclusão de curso: o software ScrumTop. Apaixonada pela linguagem de programação Java, Thalyta conta que resolveu partir para uma aplicação web, feita em PHP, para apresentar um gerenciador de scrum.
Scrum é um framework de trabalho em metodologias ágeis, e Thalyta incorporou como diferencial as melhores práticas de gestão de projetos de software. “Apesar de minha defesa de trabalho ser apenas em novembro, a primeira versão do ScrumTop já está disponível no Github, e o código está aberto”. O trabalho foi co-orientado pelo programador gaúcho e mestrando em Nanociências Luiz Henrique Rauber.
Logo em seguida, também no espaço Brasil, foi a vez do holandês Boudewijn Rempt falar sobre o uso de softwares gráficos livres. Programador das linguagens Python e C++, é mantenedor do software de arte digital Krita, e falou das vantagens do uso deste software em relação às soluções proprietárias existentes no mercado.
Boudewijn considera que o software gráfico livre coloca artista digital e programador no mesmo patamar, próximos o suficiente para discutir melhorias e correções. “Muitas vezes o artista se pergunta: eu posso realmente falar com um programador? Ele pode ouvir minhas sugestões?”, contou, dando em seguida uma resposta alternativa a todas as perguntas. O que falta ainda é um maior conhecimento por parte dos profissionais gráficos deste tipo de relação.










