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@emily-e-jj-fic
Doutor Spencer Ried
"joguei charadas online com uma garota chamada 'bafo de salgadinho'."
O estrangulador de Boston – cap. 1
Quando cheguei na BAU naquela manhã a Jeniffer já estava lá.
– Faz tempo que você chegou, agente Jareau ?
– Ah… Emily, oi! – disse meio sem jeito enquanto arrumava a mesa.
– Bom dia! – disse olhando para ela.
– Bom dia! – ela me olhou com aqueles olhos grandes e que dizem um milhão de coisas sem nenhuma palavra.
Pareceu que ela ia dizer mais alguma coisa, mas o Spencer entrou.
– Bom dia! Já temos um caso? – ele disse e foi se ajeitando em seu lugar. Pegou a pasta que a JJ havia deixado para ele.
– Vou esperar o resto da equipe chegar e assim posso falar com todos. – ela respondeu.
Caminhei até minha cadeira e acabei esbarrando na JJ.
– Me desculpa. – falei.
– Foi culpa minha. – ela sorriu para mim e sentou-se ao lado do Spencer que estava concentrado demais na pasta para ter notado a tensão que ficou entre mim e ela.
– JJ, parece que o elemento tem um local de caça bem definido. Olha. – Spencer disse enquanto apontava algo na pasta para ela.
Eu olhava fixamente para a JJ enquanto o doutor Reid falava com ela sobre o caso. Vez ou outra os olhos dela fugiam das páginas e encontravam os meus. Os meus nunca fugiam dela. Dez minutos depois o resto da equipe chegou. Cada um pegou seu lugar e a JJ se levantou para passar o caso para nós.
– Bom dia a todos! Ontem a noite a polícia de Boston pediu nossa ajuda no caso de desaparecimento de prostitutas. – ela começou a falar e eu acabei perdendo a concentração. Fiquei pensando em como a gente faz esse trabalho há anos e gente antes da gente também o fez e pessoas antes deles e agora era uma quarta-feira sem graça e nós estávamos à mesa novamente discutindo sobre uma pessoa que reduz a vida de outras pessoas a nada. Desejei que estivéssemos em outro lugar, vivendo outras coisas. Meus pensamentos foram interrompidos pela entrada nada discreta, mas cheia de desculpas da Penélope Garcia. Entrou se desculpando pelo atraso e depois pelo barulho que fez ao entrar. E depois se desculpou por ter interrompido.
– Tá tudo bem, Garcia. – disse JJ – haviam algumas imagens fortes e eu achei melhor eu mesma passar o caso dessa vez e te aliviar um pouco.
– Você é um anjo, sabia? – agradeceu jogando um beijo que a JJ recebeu com um sorriso. – Pode continuar que estarei em minha sala para o que precisarem. – Morgan sorriu. – E, senhor, – se dirigiu ao Hotch – isso não vai se repetir. Prometo.
Garcia saiu apressada para sua sala. Percebi que não tinha visto nada do caso e nem tinha aberto minha pasta ainda.
– Jatinho em 30 minutos. – Hotch disse e todos começaram a se organizar para sair.
A JJ ficou por último ajeitando as pastas e a mesa.
— Eu te ajudo. – falei recolhendo as pastas.
– Você parecia distante enquanto eu passava o caso. – falou com aquele sorriso que não é sorriso, mas sim disfarce para o nervosismo.
– Eu estava pensando se nós…
– Emily! – me repreendeu. – Não é hora nem lugar para a gente falar sobre isso.
– Eu estava falando da equipe, JJ. – ela desfez um pouco a cara de brava. – A gente tá sempre fazendo isso e sempre parece que há muito o que se fazer.
– É o nosso trabalho. – passou a mão pelo meu rosto como se quisesse me consolar.
Segurei sua mão que pousou em meu rosto como se o amparasse.
– Achei que você estaria lá quando eu acordasse.
Ela sorriu do jeito mais doce. Depositou um beijo rápido em meus lábios e disse:
– Vamos, Emily! Algumas garotas precisam de nós. A gente conversa quando voltarmos. Tudo bem?
Não estava tudo bem. Eu estava uma bagunça. Eu queria pausar o mundo e resolver as coisas com a JJ, mas isso não seria possível. Não agora. Não ali. Apenas segui para o jato.