VOLTEI
Voltei.
Com que intuito exatamente, não tenho certeza. Mas voltei.
Minha cabeça anda cheia demais e meu trabalho tem me trucidado. Ás vezes sinto como se estivesse a beira de um ataque de nervos, apenas rezando para que um raio se parta bem no meio da minha cabeça e me resgate daquele ninho de loucos com os quais sou obrigado a trabalhar.
Queria estar exagerando. Não estou.
Acordo todas as manhãs dizendo a mim mesmo “Benício, aguente firme, sua mãe precisa desse dinheiro.” e é só por causa dela mesmo que continuo tentando.
Praticamente tudo na minha vida eu só tento por causa da minha mãe. E se eu tenho que cair duro e seco no chão no meio daquela maldita floricultura que pelo menos seja tentando a ajudar.
De boa, não sei ainda o que posso fazer com esse blog. Ninguém lê nada disso e um diário on-line, por mais que as intenções de Madalena tenham sido as melhores, me parece exposição desnecessária. Mas ao mesmo tempo... não parece tão ruim assim?
Não posso falar sobre nada disso com nenhum dos meus dois ou três amigos. Afastei-os o suficiente pra que assuntos pesados não sejam mais opção nas poucas vezes em que conversamos. Então qual seria a outra opção? Sufocar em frustrações e palavras não ditas até engasgar e morrer?
Talvez um dia isso aconteça.
Enquanto não acontece, continuo determinado a ser o garoto de 18 anos mais angustiado de todos os tempos.














