wallacepolsom
Not today Justin

No title available
Cosimo Galluzzi
art blog(derogatory)
Cosmic Funnies

titsay
tumblr dot com

★
No title available
hello vonnie
Sade Olutola
almost home

Love Begins

oozey mess

shark vs the universe
No title available
Jules of Nature
will byers stan first human second

PR's Tumblrdome
seen from Vietnam

seen from Türkiye
seen from United States

seen from Venezuela

seen from Germany
seen from France

seen from United States
seen from Bulgaria
seen from Netherlands

seen from Germany

seen from Canada

seen from United States

seen from United States

seen from Mexico
seen from Germany
seen from Belgium

seen from United States

seen from United Kingdom

seen from Türkiye
seen from Netherlands
@epuccipucci
Emilio Pucci
Foram nas décadas de 60 e 70 que Emilio Pucci, não por acaso, atingiu o auge de seu sucesso. Os anos que foram marcados pela vitalidade, otimismo e confiança ativa no progresso tudo tinha a ver com as modelagens livres de apertos e estampas vibrantes que esse visionário italiano começou a desenvolver desde o final dos anos 40. O trabalho a seguir relata a carreira e legado desse perfeito porta-voz de seu tempo.
Emilio Pucci nasceu em Nápoles no dia 20 de novembro de 1914 como Marquês de Barsento. Seus pais, Orazio Pucci(de origem russa) e a Condessa napolitana Anguste Pavoncelli pertencem a uma das mais nobres famílias florentinas.
Pucci cresceu no coração de Florença, em um palácio com paredes cobertas de retratos pintados por Botticelli,Rafael, Donatello e Leonardo da Vinci. Entre 1935 a 1937 cursou sociologia nos Estados Unidos e em 1938 alistou-se na aeronáutica italiana como piloto oficial.
Apaixonado por esportes(praticava esqui,natação,tênis,esgrima, aviação, etc) e por viagens, sua carreira na moda começou quase por acaso,quando ainda era piloto da aeronáutica.
Pucci era extremamente preocupado com sua imagem e sua história com a moda começa quando ele desenha modelos de roupa para si.Um dia ele oferece a uma amiga um traje de esqui que havia imaginado(uma calça comprida levemente justa na cintura, um pulôver, uma camisa e,por fim, um casaco desenhado como uma parka com um capuz e um bolso de frente fechado com um zíper na cintura). A fotografa Tony Frissell, que trabalhava regularmente para a Harper’s Bazaar, mostrou-se entusiasmada por aquele traje esportivo e elegante que ainda não se encontrava no mercado.
As fotos de Frissell chegaram às mãos de Diane Vreeland, editora chefe da Harper’s Bazaar americana, e em dezembro ela publica um artigo sobre as criações de Pucci com o título: “An Italian Skier Designs”.
Após a promoção de sua criação, Emilio Pucci lança em 1948 sua primeira coleção. Ela apresentava poucas peças (um traje de esqui composto por duas peças de gabardine azul, uma calça de esqui bege no mesmo tecido, duas camisas masculinas de popeline de algodão e três túnicas de tricô de lã) e foi vendida para duas lojas de departamentos na quinta avenida nova-iorquina( A White Stag e Lord & Taylor)
A CARREIRA
COMO DESIGNER
Seus primeiros sucessos, embora modestos, deram-lhe maior consciência de seu talento e permitiram que trabalhasse a partir de suas potencialidades criativas.
Com a fama de estilista promissor na península italiana, Pucci se associa com diversas indústrias do setor têxtil de seu país e começa com as experimentações de cor e utilização de novos materiais que lhe renderam fama até o final de sua carreira.
Foi em 1949, quando tirou uma licença da aeronáutica, que Pucci viaja até Capri e cria a sua segunda coleção. A ilha teve grande influência na escolha de cores e temas para suas estampas.
Sob o pretexto de elaborar peças para sua namorada na época, Pucci criou uma coleção cheia de frescor com modelagens livres da estrutura rígida da alta costura francesa que rapidamente foi consumida e copiada por mulheres elegantes de Capri, Portofino, Cote d’Azur e em todas as praias mediterrâneas. É aqui que ele apresentou as famosas calças capri que hoje é item clássico do guarda roupa feminino.
O marquês criou um estilo que nunca seria dissociado de seu carisma estético e intelectual e Capri nunca deixaria de inspirá-lo: o azul da Gruta Azul, o rosa das primaveras, o verde e o amarelo das plantas de folhas espessas e carnudas, da menta e do limão. Essa síntese de autenticidade e refinamento sugerida pelo espírito de sua moda é justamente o que caracterizaria o “estilo PucEm 1950 Pucci abandona a carreira militar para abrir sua loja própria, a La Canzone Del Mare e com ela nasceu o que viria a se tornar uma grife revolucionária, a Emilio Pucci. Algo entre a produção de massa americana e a alta costura ao estilo francês.
Sua produção tinha características peculiares: eram poucas peças feitas à mão, de modelagens ‘simples’, a preços relativamente baratos, e esses foram um dos motivos essenciais de sua fama. Seus vestidos eram em sua maioria de jersey de seda, que era leve, sem rugas e muito confortável. "É como usar nada", exclamou Diana Vreeland sobre essas roupas.
Recebeu em 1954 o Neiman-Marcus Award, um prêmio que era entregue anualmente às personalidades da moda que se sobressaiam por sua criatividade e originalidade.
Em 1959 casou-se com a jovem Baronesa Cristina Nannini e para atender a demanda de seus sucessos ele abre no segundo andar de seu palácio uma espécie de escritório de estilo, onde Pucci criava suas estampas, negociava suas vendas e realizava seus desfiles.
Apesar de se autodenominar artesão foi a partir desse momento que Pucci começa a trabalhar ‘intuitivamente’ com metodologias de design que comprovam que ele estava além da categoria de estilo ou gosto pessoal.
Com a abertura de seu escritório ele dirigia pessoalmente a elaboração de desenhos, os contatos com os fornecedores e com os seus clientes, a realização de seus desfiles e sessões de fotos e acompanhava a demanda de seus produtos mundo a fora.
Calças afuniladas, shorts, calças capri, vestidos resort, camisas, blusas de seda, roupas casuais e etc viraram objeto de desejo e em pouco tempo o “Estilo Pucci” estava disponível nas mais importantes lojas de departamento dos Estados Unidos(onde o lifestyle que suas roupas exprimiam alcançaram ampla aceitação). Suas criações já eram parte das divas da mídia americana como Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Liz Taylor, Lauren Bacall, Diane Vreeland e etc
Autentico admirador da feminilidade, severo crítico dos limites impostos as mulheres pela moda e inovador por natureza, Pucci introduziu uma série incessante de pequenas e grandes transformações que estavam além das estampas que lhe renderam a fama de “ The Prince of Prints”
Pucci patenteou inúmeros tecidos inéditos como o jérsei de seda e o Emilioform (tecido composto por 45% de xantungue de seda e 55% de náilon).
Em 1960 ele assina contrato com a empresa Formfit-Rogers de Chicago para produzir sua coleção de moda intima e desenvolve uma lingerie revolucionária, o Viva Panty.
No final dos anos 50, o corpo da mulher ainda estava encerrado em corpetes que apertavam a cintura, comprimiam o corpo e empurravam para o alto os seios, tudo conforme os ditames da alta-costura. Em harmonia com a concepção leve,flexível e desprovida de forro de suas roupas, Pucci lançou o Viva Panty, um body de seda strecht que não comprimia e nem levantava, mas deixava adivinhar uma agradável e natural nudez do corpo.
Depois desse sucesso, nasceu uma linha completa de lingerie, incluindo camisolas caracterizadas por suas estampas.
Outras experiências se seguiram:
Em 1961 ele desenha para a Rosenthal sua primeira coleção de porcelana de mesa.
Em julho de 1962, Pucci lançou sua primeira coleção de alta costura, pensada para mulheres de ombros e quadril estreitos, seios pequenos e pernas compridas, cujo retrato era a então primeira-dama dos Estados Unidos, Jacqueline Kennedy. Dois anos depois, em uma linha dedicada à África, Pucci protestou contra o racismo frente ao governo norte-americano ao convocar modelos negras para o desfile.
Em 1965 criou um guarda roupa completo para as aeromoças da Braniff .
E a coleção de 1966, denominada Vivara constitui a síntese gráfica mais abstrata realizada por Pucci e por isso mesmo essa é lembrada como sua coleção mais memorável. Na mesma época Pucci lançou seu primeiro perfume com o mesmo nome da coleção.
Em 1969, por iniciativa da empresa Argentina Dandolo y Primi, criou doze tapetes, cujo protótipos seriam expostos no Museu Nacional da Arte Decorativa de Buenos Aires. E em 1971 a NASA o encarrega de criar o emblema da missão Apolo 15.
Após décadas de auge absoluto, a casa Pucci viveu um período menos vibrante na segunda metade da década de 70 e na década de 80. Um dos motivos foi a recusa de Pucci de descentralizar a produção, sem falar que os rumos da moda daquela época(pensada para mulheres que estavam saindo de casa para um mercado de trabalho ultra competitivo) eram muito distantes do seu padrão de feminilidade.
Pucci começa a se retirar progressivamente de suas atividades a partir de 1989. No mesmo período que sua marca vive a segunda ‘Puccimania’ graças a estilistas como Gianni Versace e Moschino Franco que mostraram coleções fortemente influenciadas por desenhos clássicos de Pucci. A popstar Madonna, a designer Paloma Picasso, a topmodel Claudia Schiffer e a atriz Isabella Rossellini foram algumas das personalidades que embarcaram nesse resgate do mago das estampas.
.
Em 1990 sua filha, Laudomia Pucci, assume a direção da empresa e no dia 29 de novembro de 1992 Emilio Pucci falece.
O ESTILO PUCCI
O estampado de Emilio Pucci é sem dúvida a sua principal característica. O conjunto de suas cores(puras, primárias, vibrantes ou naturais), o gosto pela abstração, a escolha de formas geralmente não figurativas, a organização modular de escalas cromáticas e a orquestração de linhas retas ou curvas parecem derivar de uma síntese geométrica dos fundos os pintores do Renascimento. Sua abordagem também percorreu pela representação simbólica e da decoração de culturas orientais e africanas.
Pucci sempre desenhou tudo sozinho e sempre recusou qualquer associação direta com a arte moderna, no entanto, é possível identificar assonâncias conceituais e estéticas entre seu trabalho e diversas correntes da época, como o estilo óptico de Bridget Riley ou de Victor Vasarely, com a pop art inglesa de Peter Blake e de Eduardo Paolozzi, e com a pintura abstrata italiana de Melotti e Fontana.
Se por um lado a visão de Pucci para a arte lhe rendeu inspirações para suas estampas, por outro, foi no esporte que o marquês encontrou a interpretação de movimento e conforto que foi utilizado desde o inicio de sua carreira.
Por ter sido desde muito cedo engajado numa vida esportiva, Pucci acreditava que não se podia ter uma roupa que não se movesse junto com o corpo.
E este é o principio de suas modelagens simples e limpas, a preferência por sapatos com saltos baixíssimos (ou simplesmente sem) e de criações inovadoras pra época como o Body Viva Panty e o macacão.
O domínio dessas duas facetas (estampa e modelagem) fizeram de Pucci o mais bem sucedido designer italiano de sua época.
O LEGADO
Todas as roupas desenhadas por Emilio Pucci ao longo dos anos são um tesouro, seus vestidos clássicos ainda são considerados como bens de valor inestimável. Exposições continuam a acontecer para manter a tradição que foi trazida por ele.
Uma das grandes exposições foi realizada em 1997 na Kent State University e teve uma audiência muito boa.
Em 2000, o conglomerado de luxo francês LVMH adquiriu a maioria das ações da casa Pucci.
Laudomia Pucci continua como diretora de imagem da Emilio Pucci e junto com com o LVMH dá início a um processo de renovação da marca.
O primeiro designer a assumir a Emilio Pucci foi o estilista porto-riquenho Julio Espada, mas esse ficou somente dois anos pela falta de sucesso comercial.
A volta por cima da Emilio Pucci é atribuída ao estilista francês Christian Lacroix, que sucedeu Espada e, em três anos como diretor de criação, fez o nome Emilio Pucci voltar a figurar entre as grifes top do planeta. O francês mergulhou nos antigos arquivos e trouxe de volta as estampas, brincou com modelos que remetem a roupas para a prática do esqui (lembrando as origens da marca), lançando peças modernas, mas sem abrir mão do colorido e irreverente estilo Pucci. Em 2006, o jovem estilista inglês Matthew Williamson assumiu o império e permaneceu com estabilidade até 2009.
De 2009 para cá quem assume a Emilio Pucci com sucesso superado apenas pelo seu criador é o norueguês Peter Dundas.
SITE DA MARCA
http://www.emiliopucci.com
BIBLIOGRAFIA
CASADIO, Mariuccia. Emilio Pucci. São Paulo: Cosac & Naify, 2000.
WEBGRAFIA
http://oresumodamoda.blogspot.com/2011/08/marcas-e-estilistas-pucci-um-marques.html
http://www.zimbio.com/100+Most+Influential+People+in+Fashion/articles/171/Fashion+Influential+69+Emilio+Pucci
http://www.ultimateitaly.com/fashion/emilio-pucci.html
http://ffw.com.br/noticias/moda/ffw-entrevista-laudomia-pucci-herdeira-e-diretora-da-marca-italiana/
http://modaspot.abril.com.br/spot-doc/marcas-estilistas/emilio-pucci-3
http://modaspot.abril.com.br/desfiles/desfiles-milao-desfiles/milao-verao-2012-desfiles-milao-desfiles/emilio-pucci-4