⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ Em nome da Excalibur, ESMERAY AIBEK-RED em seus 28 anos, jura s e g u i r o legado de CHAPEUZINHO VERMELHO & LOBO MAU durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ela, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO III.I. Com a bondade tocada em seu coração, recebe P E R S P I C Á C I A e não se permite ser corrompida por T E N T A Ç Ã O. Por último, é deixado um corte na mão de MELISA PAMUK como prova de seu comprometimento com a luz.
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OCUPAÇÃO: “espiã” do Conselho; infiltra-se no Castigo para conseguir informações que possam passar batidas. O que o Conselho não sabe, na verdade, é que ela mesmo tem um outro propósito com essa ocupação.
EQUIPES: atleta no time de arco e flecha da Academia. Tem uma pontaria admirável.
DORMITÓRIO: sim, localização Atenas (420).
HABILIDADE
BARREIRAS DE PROTEÇÃO (POR CONTROLE DE ELEMENTOS): pode criar barreiras mágicas a partir de um feitiço que molda a matéria/energia existente ao seu redor. A barreira pode ser moldada da forma que ela quiser, mas depois de “colocadas” as barreiras são imutáveis e imóveis. Dependendo do que a barreira é feita, ela pode possuir uma variedade de habilidades e ser muito eficaz em combates ofensivos e defensivos.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ Quando se fala em Chapeuzinho Vermelho, todos conhecem bem a história. Ou acham que conhecem. A amada neta da vovózinha, que viveu várias aventuras pela floresta até encontrar um lobo malvado e sobreviver a ele, salvando sua avó, vivendo felizes para sempre. Lindo demais, uma pena que não foi isso que aconteceu. Do encontro de Chapeuzinho e do Lobo, que na verdade era um lobisomem, nasceu um romance proibido, digno de filme e que poderia ter tido um final feliz. O romance teria durado para sempre, não fossem as escrupulosas leis de Arthurian, que prezavam pelo “bem”, fazendo com que o Lobo Mau fosse banido para o Castigo, junto dos demais vilões. Não bastasse isso, foi arrancando dele também sua essência, e a lua cheia já não lhe significava mais nada. Porém, afastá-los não foi o suficiente para que o amor não florescesse, e depois de alguns encontros proibidos, Chapeuzinho descobriu-se grávida. Meses depois, os gêmeos vieram ao mundo.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ Separados ao nascer, pois seu irmão possuía o gene lupino do pai e fora considerado um perigo para a sociedade Arthurian, Esmeray cresceu seu sua metade, e também sem companhia paterna. Por ter recebido tudo de bom e do melhor de sua bisavó – esta dona de uma grande fortuna por possuir uma franquia de fast-food conhecidíssima, o Grandy’s – acreditou por muito tempo nas palavras que ela dizia sobre o Lobo Mau ser um homem asqueroso, que nunca se importou com sua mãe. Dizia também que ele jamais tinha lutado contra o governo de Arthurian para tentar recuperar a família, simplesmente aceitou as leis do Castigo porque não sentia amor algum por Chapeuzinho e parte da progenie, que nunca sentiu. Como sua mãe mantinha-se calada sobre o assunto, Esmeray tinha quase certeza de que jamais sentiria falta de seu pai em toda sua vida, e o odiaria para sempre. Porém, conforme os anos se passaram, a mentalidade de Esmeray mudou. Primeiro, começou a estudar mais sobre o Wolf (em segredo), e depois, começou a observar os passos suspeitos e bem calculados de sua bisavó. Sabia que por trás do casamento forçado de sua mãe com outro homem, por exemplo, não haviam boas intenções, ela só queria que seu sobrenome não fosse manchado. A infelicidade estampada diariamente no rosto de Chapeuzinho foi o suficiente para que a Red mais nova decidisse começar a tomar ações.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ Quando completou 18 anos e ingressou na Academia, já tinha um pensamento em mente: encontrar uma forma de conhecer seu pai e conversar com ele, libertar a mãe e fazer com que as coisas seguissem seu rumo natural, sem que a bisavó decidide usar seu dinheiro ou influência para interferir. Para isso, precisou manter uma farsa. Portou-se como a bisneta perfeita, que estava disposta a fazer tudo pela mais velha, comprando a confiança dela. Deixou a família toda orgulhosa ao tocar na Excalibur, receber seu poder e poder continuar com determinação o legado Red. A habilidade de proteção (por meio de criação de paredes) foi uma surpresa para a família, que sempre portou habilidades de ataque, mas Esmeray interpretou o papel de ‘suporte’ como outro sinal de que era seu dever proteger sua família original.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ As coisas ficaram mais complicadas no momento em que descobriu que o irmão se juntaria à Academia também. Depois de 18 anos afastados, sentir a presença dele ali não seria nada fácil, não saberia como agir – além disso, se fosse manter seu disfarce, precisaria não gostar dele. Por isso, os dois não se aproximaram e mantém até os dias atuais uma relação complicada. O que Esmeray não sabe é que para potencializar seu poder precisa de seu irmão. Funcionando como um yin e yang, juntos eles são mais fortes, porém até descobrirem isso ainda tem um longo caminho.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ É uma mulher muito inteligente e astuta, com um ótimo poder de intuição. Esse talento não passou despercebido, visto que em seu terceiro ano de Academia, o Conselho a convocou para tornar-se uma “espiã”; teria acesso ao Castigo, e traria para eles informações relevantes. Esse cargo mudou totalmente seus planos. Achando que teria que lutar muito para conseguir contato com o pai, entender suas verdades e reestabilizar a família original, agora teria mais oportunidades. Porém, é necessário que seja extremamente cuidadosa com todos os seus atos, afinal, não pode ser descoberta.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ Quem conhece a verdadeira Esmeray conhece uma mulher durona, quieta, mas cheia de potencial. Também é uma mulher que pode seduzi-lo num piscar de olhos, embora não queira. Para quem não a conhece, apenas a farsa que mantém sob a verdadeira eu, observam uma mulher que vive do dinheiro da avó e que não se importa nem um pouco de puxar o tapete de seus concorrentes para conseguir o que quer. Em qualquer forma que seja, é uma pessoa memorável, que vai encontrar uma forma de impressioná-lo de algum jeito.
na manhã do dia de halloween duas notificações surgiram na tela do iwish de ayfer, sendo ambas lembranças do spellgram. nessa data, há oito anos, era o que dizia o aplicativo ao exibir uma foto dela com o ex-namorado tümay wolf, devidamente arquivada e inacessível à outros, se não ela. passou para a segunda notificação, essa mais recente: a mensagem nessa data, há um ano surgia junto da foto dela com esmeray red, pública em seu perfil. para comemorar o aniversário da amiga, a soul compartilhou em seu story uma foto ao lado da red, felicitando-a por mais um ano de vida!
Aqui nenhuma roupa é pra ficar bonita. Ah, como a detestava! Zalia podia até fingir gostar de algumas das pessoas da cidade de cima. Mas não dela. Era insuportável em tantos sentidos que era impossível de engolir. Soltou o ar pelo nariz, em um deboche claro do que ela falava. “Bom, de fato nenhuma roupa sua é pra ficar bonita né? Mas que dinheiro não compra estilo a gente já sabe há muito tempo” sorriu em ironia. Com a pergunta sobre o café, a Facilier decidiu que era hora de usar seu novo presentinho ao seu favor. Balançou a cabeça e a mão, antes de levar os dígitos ao colar de ouro com diamantes que tinha em seu pescoço, apenas para chamar atenção para o item que havia ganhado de Albus Boo há algumas horas atrás “Não precisa se preocupar com isso, baby girl. Não estou precisando das suas migalhas. Mas agradeço a empatia e o cuidado, vocês Arthurians, sempre tão gentis, não é? ” tinha de se controlar pra não meter a mão na cara dela, pois era assim que ela lidava com as coisas na cidade de baixo.
𓂃 “Acho que não precisamos discutir sobre gosto. Cada um tem o seu, não é assim que diz o ditado?”, ofereceu a ela um sorriso cínico. Insultos sobre seu estilo não era algo que ela estava disposta a ouvir, mas também não tinha paciência para discutir aquela questão --- ela nem ligava muito para suas roupas, o importante era que fossem pretas, ou vermelhas, e sempre coladas ao seu corpo. Os olhos não demoraram em baixar o olhar até o colar, que ela tentava discretamente mostrar, mas que ficava bem óbvio. “Nós tentamos o nosso melhor.”, piscou os olhos de forma simpática para ela. “E não se preocupe, eu não sou fofoqueira, e não quero prejudicar ninguém.”, sussurrou, inclinando-se na direção dela. “Mas também não acho que seja uma boa ideia ficar enfatizando os itens que você roubou, alguma hora alguém vai achar um motivo para te colocar atrás das grades.”, juntos os dentes num sorriso amargo, de aviso. Voltando a ajeitar a postura, apontou para o balcão da cafeteria. “Agora venha, eu insisto que você aceite um café, está precisando de algo para dar uma animada nessa carinha.”
“Aparentemente, não foi tão traumático assim, ao ponto das pessoas acabarem mudando a percepção da morte ou apenas a maior parte dos arthurianos cagou rios pra sra Darling, ou os dois, não sei. Só sei que ainda há poucos visitantes que os conseguem ver, a maioria do Castigo ”. Explicou, se esforçando para não soar insensível com o houve no Dia do Salvador. Imaginava que a menção ao evento deveria mexer com sentimentos bastante complexos. “ Só de aparência. No geral, são bem amistosos e tem uma boa sensibilidade pra reconhecer quem os estão vendo. Tem gente que prefere ignorar a existência deles. ” Disse, deixando a marmita que comia em cima do banco onde estava sentada e pegando um balde próximo para alimentar um dos animais que se aproximava. “Em Halloween Town, pra quase tudo. São a montaria favorita deles, por serem extremamente poderosos, velozes, e entender perfeitamente aonde o cavaleiro quer ir sem precisar de orientação. Costumava ter um rebanho deles em Storydom há séculos atrás, mas acabaram extintos, graças a um bando de pau no cu que acreditava que davam azar.” Disse tentando disfarça uma certa obsessão com os equinos, desde que lera sobre eles num livro que encontrou no Castigo quando era menor. A maneira que tratavam os animais era muito diferente da forma como Storydom tratava o Castigo. Observando o trestrálio que se aproximava de Esmeray, ela resolveu mostra o interior do balde com carne fresca para outra. “Quer dar um pouco de carne pra ele? Não é muito diferente de alimentar um cavalo, e esse daí parece gostar de você. Até te deixaria montar nele, pelo visto.”
𓂃 Esmeray nunca tivera muita experiência com animais, sua avó nunca os permitira na casa dos Red e a pouca interação que tivera com eles foram cães ou gatos de amigos, e também os cavalos da Academia, que adorava montar, e gostaria de ter mais tempo para tal. Talvez fosse por isso que ficara tão maravilhada com os trestrálios, apesar de não serem criaturas dotadas de beleza, eram intrigantes. “Eu não parei para analisar como cada um está interpretando a situação, mas acredito que possa estar certa.”, deu levemente de ombros; a morte de Wendy tinha certamente afetado Esmeray de uma forma maior do que o esperado porque seu pai estava envolvido na morte da professora. Ao ouvir sobre para que eram utilizadas, sorriu brevemente. Agora prestaria mais atenção nas ruas de Halloween Town, e caso avistasse um, não deixaria de fazer um carinho, caso o animal a permitisse. Quando o balde foi estendido em sua direção, ela não demorou em assentir. Felizmente, um pouco de carne não assustava, já tinha visto coisa pior. Pegou o balde e se aproximou do trestrálio quem havia sido mais amigável com ela, e jurou ter visto uma expressão de felicidade quando ela lhe ofereceu a comida. “Ouch, são fortes mesmo.”, não deixou de comentar, pois lutava para manter o balde parado em suas mãos. “Você trabalha com eles faz tempo? Ou só os faz companhia? Não entendi direito.”
“Eu também! Lanche de vampiro, que destino horrível!” reclamou, embora fosse fascinada pelas criaturas, não queria morrer nas mãos delas. Ou talvez…? Não! Não queria. “Outch… Se ele era vampiro então deve ter ficado ofendido mesmo.” fez uma careta, que continuou ali diante da outra afirmação da Red. Mas então Madison riu “Eu ia contestar, mas assim, tenho fraco por vampiros e talvez quisesse roubar ele de você mesmo. Ou você dele, eu nunca sei pra onde vão minhas vontades ao longo da noite!” comentou empolgada, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Por mais que não estivesse tão bêbada, sentiu que era a hora de ficar. “Ei!” chamou o garçom “Me dá um daqueles com o esqueleto de açúcar que derrete. O verde!” já tinha provado várias bebidas e aquela era a que a deixava mais enérgica. O bartender, sem entender nada, lhe entregou a bebida que com certeza tinha sido preparada para outro cliente e ela lhe deu uma piscadela sugestiva antes de virar-se para Esme. “É claro que é! Não só ele, todo mundo vai ver que você é espetacular e aí ele vai vir atrás porque é sempre assim.” disse, bebebdo sua bebida quase toda de uma vez e mordiscando o restinho do esqueleto de açúcar que antes decorava o copo. “Ei, Vem cá de novo!” chamou o bartender com o dedo “As músicas estão ótimas, mas estão faltando go-go dancers, então eu e minha amiga… Ellen, eu sou a Madelaine e nós somos dançarinas profissionais na nossa cidade. Só que como você é gatinho vamos dar uma palhinha de graça.” tagarelou, puxando a mão de Esmeray para ajudá-la a subir no balcão antes de seguí-la. Algumas pessoas e seres de várias espécies se viraram para ver a movimentação. “Ok Reddie, escolha uma música pra a gente dançar e encantar o amor da sua vida!”
𓂃 Se tivesse planejado encontrar companhia perfeita para aquela noite, com certeza estaria se divertindo bem menos do que agora com Madison. Sabia que a Hatter era um pouco fora da caixinha, mas ela, sempre tão centrada em manter sua falsa personalidade ativa e segredos escondidos em baixo da manga, precisava de um pouco daquela loucura, então estava animada pelo decorrer da noite --- é claro que a quantidade de álcool em seu sangue também ajudava, mas esse era um detalhe à parte. “É uma pena que eu não goste de garotas, porque esse elogio certamente ganhou meu coração.”, lançou uma piscadela para ela. A loira era muito bonita, mas Esmeray nunca tinha sentido atração por garota alguma (infelizmente, às vezes ela costumava pensar). Não achou que ela levaria a sério a sugestão de dançarem, mas no momento em que conversou com o garçom sobre as falsas personalidades, nomes e profissão, a Red não conseguiu conter o riso, assentindo logo em seguida. “É exatamente isso, seu garçom. A gente promete que você não vai se arrepender.”, e elas nem mesmo deixaram o homem dizer algo antes de subir no balcão, uma ajudando a outra. “Ei, DJ! Toca Hex Girl, do War Pieces!”, ordenou, e no momento em que a melodia da guitarra começou a soar, Esmeray não demorou em fazer as mãos percorrerem por seu corpo, o vestido que escolhera para aquela noite parecendo propício. “And I’m gonna put a spell on youuuu...”, mexia os cabelos como uma verdadeira metaleira, e logo em seguida, não deixou de interagir com a parceira, as mãos também percorrendo o corpo dela.
“Posso pensar em várias razões. Não julgaria se você desistisse de vir.” respondeu. Tinha consciência de como era sua Cidade, especialmente para quem morava do lado de cima, e imaginava que talvez ela não se sentisse confortável no local depois dos acontecidos com Kadir. Até o próprio Victor, quando precisava passar por alguma ruela que dava vista para o Isolamento ao distante, sentia um embrulho no estômago. Sorriu genuinamente ao segurar a mão bem menor que a sua e assim permaneceu durante a desconfortável passagem pelo portal. Ao finalmente chegarem do outro lado, com o ar mudado, rarefeito e poluído invadindo seus sentidos ele olhou para Esmeray, incerto. Era diferente para ele estar dando um passeio casual com alguém com quem já tinha dividido tantas vulnerabilidades. “Ok, vamos lá.” começou, tomando a liberdade de manter as mãos entrelaçadas para guiá-la pelo caminho. “Logo vamos para o distrito boêmio, meu lugar favorito de todos, mas antes você vai conhecer alguém. E ela combina muito com você.” abriu um sorriso, a atenção tomada pelo vestido e o batom vermelho que a adornavam. Como sempre ele havia estacionado o carro o mais perto possível do portal, então andaram por pouco tempo até que ele soltasse as mãos para gesticular para seu amado Cadillac. “Esmeray Red, esta é Shelley Tremaine, que poderia muito bem se chamar Shelley Red, na verdade.” riu, referindo-se ao interior vermelho do carro, trabalho feito à mão por anos. Destrancou a porta do passageiro. “Vou levar só um minuto pra tirar todas as correntes da princesa aqui, se quiser esperar dentro, pode ficar à vontade. É o que eu faria. Pode parecer desinteressante porque não consegui colocar nada de magitech nela, mas modéstia parte, ela é bem bonita, principalmente do lado de dentro.” fez um sinal de joinha e deu uma piscadela antes de se dirigir à todas as quatro rodas para tirar as correntes e ao capô dianteiro para tirar a grade de segurança que tinha colocado. Jogou tudo no porta-malas e dirigiu-se ao banco do motorista. “Se você sentir vontade de voltar a qualquer segundo… Just say the word and it’s done. Sem ressentimentos.” tentou dar seu sorriso mais afável. Não queria obrigá-la a nada. “Pirate’s Life primeiro, pra tomar um rum dos piratas, ouvir música boa… Depois podemos dar uma parada no Drizzy’s. Minha mãe é exagerada e fez toda uma decoração de Halloween, quer que todo mundo veja.”
𓂃 A mão de Victor entrelaçada à sua lhe trouxe uma certa segurança, uma sensação familiar que ela gostou, o que era raro. Contato físico nunca tinha sido seu forte. Assim que chegaram ao Castigo, precisou usar a mão livre para ajeitar os cabelos, portais não eram sua coisa favorita do mundo, e não sabia se um dia se acostumaria com eles. À menção dos planos, ela assentiu. Estava animada para, talvez pela primeira vez, visitar o Castigo como atração, como diversão, e não a trabalho, ou atrás de, bem, homens. “Eu já ouvi falar muito sobre esse distrito, me considere animada.”, ofereceu a ele um sorriso, para que ficasse tranquilo em relação a ela estar gostando ou não do passeio. O ‘conhecer alguém’ chamou sua atenção, e assim que avistou o carro, não conseguiu segurar o riso, mas também a admiração, os olhos brilhando. “Ela é linda, meus deuses!”, os dedos longos e finos, com as unhas pintadas de vermelho, deslizaram pela lateral do carro, admirando a lataria. “Shelley, é definitivamente um prazer conhecê-la.”, e com a autorização dele, não demorou em fazer-se confortável no interior avermelhado, quase como se estivesse em casa. Notando a segurança, não deixou de perguntar. “Costumam roubar muito as coisas por aqui?”, era mais por curiosidade mesmo, do que por qualquer outra coisa. Crime era algo “inexistente” em Arthurian, e o pouco que ela conhecia se referia a suas missões para o Conselho, expandir o conhecimento naquela área era sempre bom. “E você sabe, eu nunca andei num conversível. Espero que você me surpreenda.”, comentou. A avó tinha seu carro, sua mãe também, mas eram carros mais de família? Assim podia se dizer. Ela nunca tivera interesse de ter o seu, pelo menos não até sair da Academia. “Não se preocupe, Victor, eu não pretendo desistir de hoje.”, ajeitou novamente os cabelos, o corpo relaxando sobre o banco avermelhado, ansiosa para começarem a jornada. “Quero conhecer sua mãe, e bom, quem sabe eu não acabe fazendo uma tatuagem?”, ela já tinha uma, mas adicionar uma nova à coleção não parecia uma má ideia.
Se ter a oportunidade de desbravar o Castigo, o território no qual vivera toda a sua vida, já podia ser considerado um grande avanço por parte de Violet, visitar Halloween Town mostrava-se uma imensa aventura e um risco tremendo. A horripilante cidade despertava nela a mais pura mescla de sentimentos, como curiosidade e amedrontamento, também rapidamente conquistando sua admiração. Por isso, seguindo o seu mantra de vida, “Vá com medo, mas vá”, ela se atrevia pelas ruas escuras do lugar. Naquela noite, enquanto caminhava em direção ao centro, buscando por algumas promoções que pudessem interessá-la, foi abordada por uma criatura assustadoramente adorável. “Olhe só para você, que gracinha esse rostinho rechonchudinho.” Nunca havia descrito a própria fisionomia daquela forma, mas fazia sentido que uma senhora esqueleto se impressionasse com seus traços mais arredondados e de aparência saudável. “Como se chama, minha querida? Pode me chamar de Sra. McRibbs.” Flowers balbuciou nervosamente o ensaio de uma resposta e, de repente, tinha os dedos extremamente finos e ossudos da outra contra o seu rosto, limitando ainda mais a capacidade da garota de reagir. Não sabia o que fazer, só sabia que desejava fugir. Para a sua sorte, avistou movimentação através de sua visão periférica, imediatamente decidindo alcançar a pessoa que passava ali para pedir ajuda. “Ei… você!” Sem conseguir distinguir a figura de muse, referiu-se a elx de forma neutra. “Por acaso já teve o prazer de conhecer a Sra. McRibbs? Um verdadeiro doce de pessoa…” O sorriso forçado nos lábios logo se dissipou, dando espaço para o olhar consternado. “Quer dizer, esqueleto.” Corrigiu-se de imediato. “Me desculpa.” Sussurrou ao mostro, que continuava a apertar suas bochechas até deixá-las rosadas. Desconforto era pouco para descrever o que sentia ali.
𓂃 Halloween Town havia se tornado uma espécie de cidade conforto para Esmeray. A quantidade de lobisomens presente ali trazia a ela a sensação de estar mais próxima do pai, de sua família; aparentemente, todos ali sabiam quem era Kadir, e também estavam revoltados com os últimos acontecimentos, apesar de não deixarem transparecer. Além disso, o Halloween era uma das épocas que mais gostava, e tudo que era possível comer, beber, ou adquirir naquela cidade trazia uma animação a mais à mulher, coisa que estava precisando nos últimos dias. Tinha em mãos uma sacola, com algumas guloseimas que tinha comprado para presentear Deece --- tinham aquele costume desde que haviam se tornado companheiros de quarto, e grandes amigos ---, mas antes que pudesse voltar à Academia, ouviu o chamado. Aproximando-se da garota, reconhecendo que ela não estava muito confortável com a situação, assentiu. “É claro que sim, como não conhecer a formosíssima Sra. McRibbs? É um prazer encontrá-la novamente.”, estendeu a mão para cumprimentar a esqueleto. “E que bom que você conheceu Violet, Sra., mas...”, Esmeray inclinou-se, e cochichou algo no ouvido da esqueleto, que não demorou em se afastar, dizendo que precisava ir porque estava atarefada. Rindo baixo, Esmeray virou-se para a Flowers. “Eu disse que você usava um creme com pó de verbena, e eles não são muito fãs desse componente. E desculpe por ela, achei que todos sabiam que é importante evitar a Sra. McRibbs, ela realmente gosta de sentir a pele... é um tanto esquisito.”, fez uma breve careta. “Você está bem?”
Os cabelos haviam sido tingidos magicamente, era óbvio. Ruihao queria voltar ao seu normal assim que possível, mas era divertido de ver assim, loira, com um vestido provocante que a fazia se sentir como a própria atriz no-maj demonstrava. Uma bombshell female fatale. Até sua atitude estava mudando, seu olhar era diferente, junto com o andar realçado pelo vestido verde. — How do I look? — perguntou para muse, queria saber as reações dos outros.
𓂃 A loja de fantasias havia se tornado o point de Halloween Town, pois tinha ali as mais diversas opções para que os alunos da Academia pudessem se tornar por um dia, desde monstros a princesas. A Red mexia nos cabides atrás de algo que verdadeiramente a interessasse, mas ainda não tinha encontrado nada. A voz que soou e chamou sua atenção fez com que se virasse, e ela não demorou em reconher a Li. “Está bem bonita. O cabelo loiro certamente trouxe um ar diferente.”, comentou, analisando-a de cima abaixo. “Dá para dizer até que está mais... interessante.”, a provocação não deixou de ser falada, sabendo que era sempre assim entre as duas, a falsa personalidade de Esmeray precisando mostrar-se superior, ou coisa parecida.
a grimhilde corria de muse pelos jardins da escola, como havia convencido muse a participar de seu jogo favorito em sua infância ela não fazia ideia, mas de alguma forma morgan havia recentemente aprendido que podia ser bastante convincente quando queria. quando virou para olhar por cima do ombro o quão perto muse estava, morgan acabou por tropeçar e cair de cara no chão, de imediato ela começou a rir nervosamente cobrindo a boca. “eu acho que acabei de quebrar meu dente, eu não tô nem zoando.”
𓂃 O convite veio de forma inesperada. Ou melhor, o ultimato. Se tinha uma coisa que Esmeray não gostava era que duvidassem de suas habilidades, então quando Morgan a disse que não acreditava que ela conseguia pegá-la naquela brincadeira, a Red precisava provar o contrário. Corria o mais rápido que podia, mas a Grimhilde parecia ser boa naquilo também. Felizmente, a gravidade decidiu ajudá-la, e quando a outra encontrou o chão, Esmeray pousou sua mão sobre o corpo dela. Antes que pudesse dizer ‘peguei’, no entanto, o comentário dela a espantou. “É mentira.”, havia sido uma queda tão brusca assim? “Abre a boca aí, deixa eu ver.”, se tivesse, talvez não tinha sido tão sério, afinal, ela não via sangue nenhum ainda.
Se estivesse sozinho, a fila ia parecer infinita e até chata, mas na companhia da amiga, tudo passou tão rapidamente que assim que pisaram no local, os olhos do King ganharam certo brilho. Era um cliente recorrente das boates do Castigo, mas a Teen Wolf estava lhe dando outra visão e outro gás, como se algo o impulsionasse a criar mais e mais. — Você sabe que não sei dançar! Vamos ficar balançando a cabeça no bar. — Sugeriu com um risinho. Deece não era um dançarino, gostava de música, mas não ao ponto de saber dançar, a falta de coordenação era muito presente naquele momento; claro que quando dividia o quarto com a Red, eles arriscavam algumas danças, mas nunca saiu dali. — Sim, senhora. — Encostou no balcão e mirou o cardápio em uma das paredes, observando todas as opções até que uma lhe chamou a atenção. — Quero uma dose de Coração de Jovem e para a moça… Um Olhos de Verão, por favor. — Pediu ao barmen, voltando a olhar para a amiga. — Eu espero que seja bom, os nomes são interessantes.
𓂃 “Essa desculpa não cola comigo, você sabe disso.”, fez uma careta, mas também não iria forçá-lo a nada. Sabia também que era apenas tomar uns golinhos que ele logo, logo se soltaria, e eles arrasariam na pista de dança a noite toda. Seria engraçado, é claro, porque por mais que gostasse de dançar, Esme não era nenhuma rainha da dança também; as noites que dançavam juntos no antigo dormitório era prova disso. Já no bar, sorriu assim que ele tomou a iniciativa de pedir os drinks, curiosa com o tal ‘Coração de Jovem’. “Você não viu os ingredientes? Está querendo viver uma noite cheia de surpresas?”, ela não deixou de rir, e no momento seguinte, já tinham os drinks em mãos, quase como mágica. Ela não demorou em brincar com ele. “A nós, e à nossa noite!”, e então, bebeu um gole. “Hmmm, delicioso! O seu é bom?”, tinha uma coloração interessante, quase como um verde brilhante. A música que começou a tocar no segundo seguinte chamou sua atenção, e ela começou a balançar a cabeça, como ele tinha sugerido antes, rindo. “O que achou dessa? É o tipo de música que te inspira?”
“Mas é exatamente pela irritação, hoje consigo manter um diálogo com você sem que tenha vontade de matá-la a cada segundo.” Agora a vontade de matar Esme era adiada por vários minutos e não por apenas um breve momento. “Além do mais, você está mais bonita agora, na época em que namoramos você parecia um boneco de posto, sem ofensas.” Brincou, deixando que a atmosfera descontraída do lugar tomasse conta de seu humor, algo bastante raro para alguém que tinha mais rugas na testa de preocupação do que um idoso. Revirou os olhos diante da ameaça velada de morte e brindou com ela, tomando um gole de sua bebida logo depois, inclinando-se um pouco para ficar mais próximo de Esme. “Infelizmente, você não cai nos meus flertes hoje em dia, ainda que sejam flertes sutis.” Ou ela era muito lenta para aquele tipo de relação, ou, simplesmente ignorava as tentativas de uma reaproximação do Hopps. “Talvez seja esse o problema, eu deveria ser mais direto.”
𓂃 “Ofendida.”, ela fez uma careta pela constatação dele, apesar de saber ser verdade. Sempre se cuidara muito bem, é claro, mas conforme ficava mais velha, tinha uma melhor noção de sua aparência, e agora, era quase impossível compará-la com sua eu antiga, mais nova, recém-chegada à Academia. “Mas não ache que com você foi diferente, se lembra das costeletas?”, deslizou os dedos pela lateral da face, rindo em seguida. Felizmente, os dois haviam evoluído. Com a aproximação dele, arqueou uma das sobrancelhas, era sempre interessante a persistência dele, até fazia pensá-la que ele merecia uma recaída, uma noite para lembrar de quando eram mais novos. O dedo encontrou o queixo alheio, acariciando a área. “Não seria nada mal. Será que seus flertes evoluíram também? Porque você sabe, quase dez anos depois, acho que deveríamos estar melhor nessas coisas também.”, deu levemente de ombros, rindo baixo.
As coisas com Esmeray ainda não eram lá uma das mais normais como antes, não depois da revelação bombástica que foi o pacto que fizeram. Com aquela notícia, Anders se viu em uma situação um tanto quanto inesperada ao sentir que estava atrelado à ela sem direito de saída, e isso era perigoso. Conhecia a Red o suficiente para ter esse tipo de conexão com ela? Talvez não, mas de qualquer forma, aquilo não o impedia de ainda manter proximidade com ela, especialmente em Halloween Town quando havia tanta coisa legal a se fazer sem o medo de ser julgado. Então, quando decidiu chamá-la para dar um passeio no pântano, foi inesperado, sim, para ela, mas no momento em que escondeu-se e instaurou aquele mesmo cenário de filme de terror nos arredores, pela escuridão que o ambiente carregava, o Hook esperou ver a silhueta conhecida para que se aproximasse lentamente, segurasse-a em um abraço de supetão e jogar-se na água suja do pântano, sem ligar para as roupas que vestiam - oras, ele sempre usava as mesmas roupas mesmo e elas já eram suficientemente acabadas, não faria diferença alguma um mergulho ali. Assim que puxou ar de novo na superfície, começou a gargalhar pela ocorrência. “Que tal um banho de lodo à luz da lua? Certamente ninguém nunca te levou pra um encontro assim.”
𓂃 Quando recebera a mensagem de Anders dizendo para encontrá-la no Pântano de Halloween Town, ela não hesitou. Fazia tempo que queria sair com ele novamente, para principalmente analisar como estava a relação dos dois. Anders acreditava que eles haviam feito um pacto, que os unia até a morte, mas não, Esmeray tinha fingido a coisa toda. Dito isso, era importante manter um olho nele, para saber se ele não testaria a ‘maldição’, e acabasse contando para alguém a verdade sobre ela. Assim que chegou ao Pântano, não o avistou, então imaginou que não tivesse chegado ainda. Homens, será que um dia seriam pontuais? Nem mesmo conseguiu pensar em qualquer outra coisa antes que um braço a segurasse, e a única coisa que teve tempo foi de deixar o iWish no chão (por sorte) antes de cair na água esverdeada com ele. “Anders Hook!”, irritou-se por um breve segundo, mas não conseguiu segurar o riso em seguida. “Eu ainda vou te matar.”, ok, talvez não fosse a melhor piada para aquele momento, mas enfim. “Não tinha uma água melhor para fazermos isso não?”, era possível ver um pouco de lodo flutuando perto deles, e ela esperava não ficar mal-cheirosa depois. “Isso é um encontro?”, arqueou uma das sobrancelhas com a frase dita por ele; se fosse, teria que reformular as intenções de sua presença ali.
“com certeza, é claro,” hades assentiu com a cabeça, mesmo que sem crer piamente nas palavras alheias. “é uma atitude muito nobre. principalmente dedicar-se a história da magia para os mais novos,” ele balançou a cabeça expressando o quanto achava a atividade um saco, desde quando mais novo até então; ele acreditava ser impaciente demais para mastigar àquelas informações mais uma vez para repassar para outros alunos. “pelo menos é sobre o conselho. algo em que eu possa ajudar? bem, à você, não aos alunos.” hades comprimiu os lábios para esconder o seu olhar favorecido à esmeray. apontando com a cabeça para o próprio livro e anotações, hades suspirou. “estou procurando poções que me ajudem no hospital,” ele disse, um pouco mais sério. “principalmente depois do blood moon ball, tive de ver muito poderes fora de controle; agora, ataques de pânico. a cidade de cima parece estar pouco a pouco corrompida pela própria magia.” estava sendo sincero por estar acostumado com a presença alheia e porque não escondia sua preocupação com o bem maior. “desculpe, estou sendo pessimista?” ele deu um sorrisinho de canto sem ânimo, inconscientemente inclinando-se em sua direção.
𓂃 Sentando ao lado dele, deixou os livros de lado por um segundo, rindo baixo. “Pois é, não é uma tarefa fácil, mas você sabe, alguns dos rostos bonitinhos que tem por lá até me servem de motivação?”, não deixou de provocá-lo, apenas como brincadeira, porque jamais se interessaria por alguém tão mais novo que ela. E além disso, se Hades a conhecesse bem, saberia que não tinha muita paciência para quem estava começando, então a história de ensinar os calouros iria logo, logo pelo ralo abaixo. A explicação de seus estudos trouxe uma expressão mais triste ao rosto da Red, que não demorou em assentir. “Eu imagino que não deva estar sendo nada fácil.”, ela achava nobre que ele, como um castigado, atuasse no hospital, e pelo que ouvira, fazia um bom papel. Ela se perguntava como seria a relação dos dois se naquela noite em que voltara do Castigo, à beira da morte, fosse ele quem a encontrara, e não Chiara. “Mas temos sempre que pensar positivo, não é assim que dizem? Que as coisas vão melhorar, e tudo mais.”, deu levemente de ombros. Não era muito fã da teoria. Como ser? Os dois tinham parte da família no Isolamento, por exemplo, sem saber se os progenitores um dia veriam a luz do dia novamente. Afastando os pensamentos ruins, relaxou na cadeira. “Você vai ficar aqui por muito mais tempo? Já desisti de estudar, quero ir fazer alguma coisa. O que acha que invadirmos a cozinha?”
Benjamin era ingênuo demais. Talvez um pouco estúpido. Mas, ao seu ver, a informação não poderia prejudicar Jim, e era apenas por isso que ele estava lá. Ainda enxergava o Hawkins como seu salvador, um homem incrível e admirável, e se Phillip estivesse ali por algo errado, seu pai não estaria incluso, certo? Não resistiu ao sorrisinho no canto dos lábios ao senti-la atrás de si, começando a massagem, apenas para ser pego de surpresa com o aperto no pescoço. “ ━━ Ouch! ━━ ” Reclamou, mas não exatamente odiando. Abriu um sorriso zombeteiro, erguendo o olhar para cima para fitá-la. No fundo, sabia que ela tinha mais poder sobre ele, ainda que a informação estivesse sob seu domínio. Então, antes que pudesse perder, começou a falar. “ ━━ Planos inesperados. Foi o que ouvi Phillip dizer. E algo a ver com ‘resolver o problema’ no Castigo, mas Jim fez “shh”, antes que ele pudesse dizer algum nome. ━━ ”
𓂃 Assim que a informação chegou aos seus ouvidos, a mente de Esmeray novamente começou a trabalhar, e ela sentiu o sangue ferver. É claro que ele poderia estar se referindo a qualquer um no Castigo, mas a intuição apontava para seu pai, para seu irmão, e sua sede de vingança crescia um pouco mais. “Entendi.”, não podia esboçar mais reações além daquela, afinal, Benjamin não sabia de seu plano, de tudo que escondia por trás de suas intenções com ele, e ele nem podia saber. Para distraí-lo de fazer qualquer perguntas, logo mudou a postura, como a boa atriz que era, um sorriso satisfeito sendo esboçado nos lábios. “Foi o suficiente para você receber sua recompensa.”, e então, ela soltou o pescoço com delicadeza, agora acariciando a área, massageando os ombros alheios que estavam verdadeiramente tensos. Novamente, os lábios foram de encontro ao lóbulo de sua orelha, deixando ali um beijo delicado. “É somente isso que vai querer por hoje ou posso entretê-lo de outras formas?”