Meu nome é Felícia, cresci num lar cristão, mas nascer mesmo, foi no momento que morri para o mundo. Estar na igreja todos os domingos, cultos, programações, e exercendo cargos não é o mesmo que estar em Cristo. Meus pais me mostraram o caminho, mas eu não estava nele. Na adolescência, sempre estava só, comparada aos amigos na escola me sentia diferente afinal, eu era a "crente". Tinha problemas de baixa autoestima, odiava meu cabelo, minha extrema magreza, de usar uma Percata Ortopédica que mais parecia de menino, não usar maquiagem e salto alto, a menos atraente, já que minha mãe não deixa me vestir como elas. Não entendia, mas me sentia a pior de todas, chorava amargamente, dava murros no espelho e no outro dia inventava para as minhas amigas relacionamentos escondidos, se elas soubessem que eu era "BV", que vergonha seria! Fui enganada pela mídia que impõe todos serem como um personagem da malhação, só restava ser influenciada e tentar me inserir naquele meio aparentemente "legal." No ensino médio, deixei de lado meus bons costumes e comecei a me envolver com drogas, a mergulhar em filosofias vãs, sabe, o vazio existencial, era nítido no meu rosto. Cheguei a me envolver com um rapaz ateu, ele não queria nada sério, mas em mim, nascia a vontade de viver com ele tudo o que os filmes/novelas pregam, ilusão... Tempos depois iniciei um relacionamento com uma das minhas amigas, foi um momento conturbado, de traições e "novas descobertas". Paralelo a tudo isso, eu participava do ministério de teatro da igreja, mas com o coração longe. Até que depois de um tempo fui convidada a assumir a liderança do teatro, e percebi que não tinha outro jeito a não ser permitir que Jesus agisse. O inimigo não deixava barato, me dizia não ser digna, que não deveria ter nascido, lembrava da minha infância, do fato de não ser tão feminina como as outras, dos irmãos da igreja falarem mal de mim e dos meus comportamentos. Então me via novamente confusa, presa, e interpretando minha própria vida nas peças que ensaiávamos. A noite encostava a cabeça no travesseiro e pedia para não estar nesse mundo, eram sutilmente, clamores, orações sutis com gritos de desespero, eu sentia medo. Certo dia fui para um retiro espiritual, e lá eu ouvia aquela doce voz, era JESUS, então tudo mudou. Era época de vestibular, fui cursar Artes Visuais na Faculdade Federal, minha hoje amiga/ex-namorada sem saber, profetizou na minha vida: "Você vai passar nesse curso, lá você vai conhecer um cara muito bom em artes, e ainda será uma missionária, Felicia", e numa simples oficina de teatro, guardei no coração as palavras do rapaz que ministrava: "esse choro não é por emoção do que estou falando, mas por saudade do seu Pai". Foi suficiente, foi o dia do meu nascimento, arrependida, me reconciliei com meus pais e a amiga/ex-namorada, larguei tudo e recomecei. Jesus me perduou, me amou, e queria me usar! Todos os vícios e conflitos desapareceram, dores curadas, eu experimentava a liberdade, a felicidade, a paz, eu finalmente sabia quem era: uma filha muito amada. Sabe aquilo que minha amiga falou sobre encontrar um cara incrível? Esse cara é Jesus, e de presente me levou a conhecer um cara na faculdade muito bom em artes, não só um cara, mas um irmão em Cristo que busca imitar Cristo, o incrível de como Deus age, é que esse mesmo cara estava no mesmo dia em que eu me encontrei com o meu maior amor, Jesus, depois de sarada e ciente de que só Jesus é realmente o amor, ele me permitiu continuar essa caminhada com alguém que também almeja o céu. Tudo o que passei hoje serve de testemunho, e posso ajudar outras pessoas que sofreram e sofrem dos mesmos conflitos que sofri. Hoje eu sei que sou uma filha amada de um pai de amor eterno. E você que leu até aqui, saiba que Jesus é melhor que qualquer coisa que você possa experimentar! Hoje minha missão é imitar Ele e ser um instrumento para gerar vida, como um dia a VIDA em mim foi gerada. Eu creio em Jesus, sim, ele é REAL. #EuCreioEmJesus