"Já estive em lugares incríveis mas nada se compara a seu abraço."
Arman.

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Janaina Medeiros
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@evanescemos
"Já estive em lugares incríveis mas nada se compara a seu abraço."
Arman.
“Ele pode estar olhando tuas fotos neste exato momento. Por que não? Passou-se muito tempo, detalhes se perderam. E daí? Pode ser que ele faça as mesmas coisas que você faz escondida, sem deixar rastro nem pistas. Talvez, ele passa a mão na barba mal feita e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram teus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você. Todos os dias. E, ainda assim, preferir o silêncio. Ele pode reler teus bilhetes, procurar o teu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as tuas músicas, procurar a tua voz em outras vozes. Quem nos faz falta, acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape. Talvez, ele perceba que você faz falta e diferença, de alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado verão em Paris. Talvez, ele volte. Ou não.”
— Caio Fernando Abreu.
“Reconstruir os cacos depois de uma queda tão bruta não é tarefa fácil. É como quebrar um copo no chão da cozinha e ver milhares de pedacinhos minúsculos voando para todos os cantos. Como consertar agora? Como juntar cada pedaço em seu perfeito lugar? Como um simples copo a gente vai lá e joga fora. A gente compra outro. A gente substitui. A gente troca. Mas e quando o que se quebra não é um objeto? E quando o que se quebra somos nós mesmos?”
— Martha Medeiros.
“Ninguém nunca me viu tão transparente como você, ninguém nunca soube do meu medo de amar demais, de se perder um pouco de tanto amar, de não ser boa o suficiente.”
— Tati Bernardi.
00:01 2018 ficará para trás
e só depende de você deixar
também outras coisas ou sentimentos
que não foram bons em 2018.
E.denis
eu não queria morrer.
eu só queria que meu corpo se chocasse com o chão, queria que os meus ossos quebrassem no meio apenas para me certificar se eu ainda sentia e estava viva.
eu só queria poder voar. eu só queria estar ciente da minha respiração. eu só queria saber se tens alguma calmaria diante desse caos.
eu só queria que pela primeira vez, os meus sentimentos não fossem o foco de toda essa merda.
Eles deveriam estar indo dormir, mas a boa companhia é inimiga do sono. Lembramos tão bem esse sentimento: o desejo de alongar as horas com outra pessoa, conversando ou abraçando ou mesmo só assistindo a um filme. Nesses momentos, o relógio parece arbitrário, pois você está regulando sua compreensão do tempo em uma outra medida, mais pessoal.
David Levithan
“Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzebier; se ela continua preferindo suco; se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; se ele continua cantando tão bem; se ela continua detestando o MC Donald’s; se ele continua amando; se ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; não saber como frear as lágrimas diante de uma música; não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso… É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler.”
— Tati Bernardi.