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Eu te deixei ir, mas nĂŁo porque eu quis que vocĂȘ fosse, e sim porque vocĂȘ quis partir. Eu te dei a liberdade de escolher entre ir e ficar, e vocĂȘ, escolheu a certa pra vocĂȘ, mesmo sendo a escolha errada ao meu ver. Eu te deixei ir, mas nĂŁo porque eu fui fraco, e sim porque eu nĂŁo queria que vocĂȘ fosse infeliz ao meu lado, entĂŁo abri mĂŁo de vocĂȘ para que a sua felicidade pudesse acontecer. Eu te deixei ir, mas nĂŁo porque eu te queria longe, mas sim por eu nĂŁo ter conseguido te fazer ficar. Eu te deixei ir, mas se eu pudesse, eu iria com vocĂȘ. SĂł que nessa viagem, eu iria ser intruso, e nĂŁo convidado.
Diego Tavares.Â
JĂĄ andei de chinelo de R$5,00, tambĂ©m jĂĄ andei com chinelo de R$50,00. JĂĄ comi pĂŁo com ovo e tambĂ©m jĂĄ comi em restaurante caro. JĂĄ usei roupa repetida, tambĂ©m jĂĄ usei roupa de marca nova. JĂĄ sai com grana, mas tambĂ©m jĂĄ sai duro. JĂĄ banquei, mas tambĂ©m dependi muito dos outros. A vida Ă© cheia de altos e baixos, nunca queira ser melhor que ninguĂ©m. NĂŁo sabemos o dia de amanhĂŁ, entĂŁo jamais desmereça alguĂ©m! Hoje vocĂȘ tem, amanhĂŁ vocĂȘ pode precisar!!
Ela resolveu me deixar
Ela resolveu me deixar, eu pedi pra ela ficar mas ela me ignorou. Ela resolveu me deixar, eu disse que ia sentir falta dela, e ela me ignorou. Ela resolveu me deixar, eu disse que nĂŁo me imaginava longe dela e ela me ignorou. Ela resolveu me deixar, eu disse que a amava e ela me ignorou. AliĂĄs ela sempre me ignorou.
- Ingrid Beatriz
E de tudo, se nesse momento conversar ainda estivesse em pauta, se a gente por acaso ainda conseguisse se olhar, eu sĂł pediria desculpas. Por nenhum motivo em especial alĂ©m de achar que de tudo eu te devo isso. Por nĂŁo ter resistido a tudo segurando sua mĂŁo. VocĂȘ sempre soube que eu sou meio fraquinha. E Ă© justamente por isso que eu esperei por alguma reação alĂ©m do conformismo. Eu me desculpo por mim e me desculpo por vocĂȘ nĂŁo ter tentado. Eu me desculpo por culpar o universo quando nĂłs dois fomos os Ășnicos culpados.
Lunara. Â
O lance Ă© saber o que fazer das derrotas. Se vocĂȘ corre pra casa e escreve lindezas ou volta lĂĄ no bar com um ferro na cintura e desenrola a treta com o dono da boca de fumo. VocĂȘ engole o choro? Releva? Tudo tem um preço e o imposto da saudade sĂł pode ser pago com poesia. Agora vocĂȘ senta bĂȘbado na sarjeta e me fala de Rimbaud. Revira os olhinhos para estrelas e declama uma merda qualquer traduzida por um charlatĂŁo que simplificou meio litro de sangue do cara. VocĂȘ nunca aprenderĂĄ francĂȘs. VocĂȘ Ă© um troglodita gordo. Um Ăndio. Um mulato bastardo que morrerĂĄ monoglota declamando Drummond para putas em motĂ©is fuleiros do centro da cidade. Nunca lerĂĄ nada no original. VocĂȘ nunca terĂĄ dinheiro para comprar uma quitinete na baixada do glicĂ©rio em SĂŁo Paulo. Se enxergue. Quem Ă© vocĂȘ para zombar daquele poeta gaĂșcho que desenha pirocas na cabeça e escreve frases toscas na nuca? VocĂȘ Ă© um fodido, cara. Estou escutando daqui seu almoço mirrado revirando no estĂŽmago. Escuto daqui suas mĂĄgoas arranhando o fĂgado. VocĂȘ nunca serĂĄ reconhecido. O ponto mĂĄximo de sua carreira serĂĄ as pichaçÔes de uns versos no viaduto. Quando foi a Ășltima vez que vocĂȘ comeu alguĂ©m? A tua Ășltima namorada tava contigo por pena. Diz a verdade. NĂŁo estava? Parecia que ela gostava mais quando a foda acabava e vocĂȘ falava algo bonito olhando para o espelho do teto. VocĂȘ preenchia o vazio existencial dela com chorumelas. Poetas fazem isso. SĂŁo tudo corno. Poetas nĂŁo sabem foder direito. Poetas existem para preencher o vazio existencial das mulheres. No fundo, vocĂȘ Ă© uma espĂ©cie de funcionĂĄrio da prefeitura que tapa buracos no asfalto. VocĂȘ tenta tapar buracos no peito das pessoas. Ă quase a mesma coisa. TĂĄ bom. JĂĄ falei muito. EntrĂĄ lĂĄ no boteco. Pede desculpas e paga a despesa da Ășltima briga. Tenta beber devagar. Sem estresse. Pede um dreher. Acende um derby e pensa num troço bonito pra escrever quando chegar em casa. VocĂȘ Ă© um perdedor brilhante.
Diego Morais.Â
Sinceramente, eu nunca vou entender essa mania que as pessoas tem de dizer eu te amo sem amar. Porra, pra quĂȘ? Qual Ă© a graça? NĂŁo tem. Amor Ă© uma coisa que vocĂȘ tem que sentir; tem que ter as borboletas no estĂŽmago, tem que ter aquela sensação de que vocĂȘ Ă© bobo por nĂŁo ter coragem de ir lĂĄ e falar, tem que ter aquela insegurança , porque, se for pra amar sem nada disso, nem ame. NĂŁo tem âgraçaâ amar assim.. Amar Ă© pra quem sabe. âEu te amoâ nĂŁo Ă© uma gĂria. Amar Ă© um dom.
VictĂłriaÂ
Ă isso, sinto sua falta. Falta da sua alegria contagiante estampada em sorrisos longos, e dos carinhos expressados atravĂ©s das implicĂąncias. Sinto falta do meu humor de manhĂŁ bem cedinho e da alegria que durava o dia inteiro apĂłs receber um âbom diaâ seu. Tudo era tĂŁo bom, agora vivo jogada pelos cantos de cada lugar que eu vou. As pessoas, ao me olharem, pensam que estou doente. Devo dizer Ă elas que isso tudo Ă© efeito de nĂŁo ter vocĂȘ? NĂŁo sei, ao certo, em que momento tu se tornou tĂŁo importante assim, mas sei que o meu cĂ©u era bem mais azul quando tinha vocĂȘ do meu lado.
O céu de Aurora.
E nĂłs nunca vamos nos beijar na chuva. Eu tambĂ©m nunca vou calar sua boca com um beijo e nenhuma das nossas brigas vĂŁo acabar na cama. Eu nunca vou te observar enquanto vocĂȘ dorme e nunca vou fazer cafunĂ© em vocĂȘ quando vocĂȘ estiver com a cabeça deitada no meu peito. NĂŁo vamos passar tardes assistindo filmes romĂąnticos debaixo das cobertas e comendo brigadeiro. TambĂ©m nĂŁo vamos passar madrugadas acordados conversando. Nossos planos nĂŁo vĂŁo se concretizar. Eu nĂŁo vou ficar com vergonha conhecendo sua famĂlia. NĂŁo vamos contar aos nossos filhos a longa e estranha histĂłria sobre como nos conhecemos. As pessoas nĂŁo vĂŁo olhar pra nĂłs e falarem sobre como nĂłs somos bonitinhos juntos. NĂŁo vamos discutir sobre quem vai levantar pra apagar a luz do quarto. NĂŁo vamos ter um futuro. Tudo isso poderia ter acontecido, mas nĂŁo vai. Porque nĂłs dois fomos feitos pra nos conhecermos, nos apaixonarmos, mas nĂŁo pra ficarmos juntos.
VinĂcius Kretek. Â
E mais uma vez, eu abri uma pĂĄgina sua de uma rede social e fiquei olhando sua foto. Como eu jĂĄ sorri olhando pra quilo, vocĂȘ nĂŁo tem ideia. Mas das ultimas vezes, infelizmente nĂŁo era sorrindo que eu olhava, era com desanimo, com saudade e mĂĄgoa misturadas. Porque vocĂȘ tinha que morrer? Porque vocĂȘ tinha que matar tudo que eu sentia? Me obrigar a morrer tambĂ©m. Me obrigar a fingir estar viva pra todo mundo. Me obrigar a nĂŁo chorar, quando tive vontade de chorar. Vontade de te esmurrar, te dizer que vocĂȘ Ă© um idiota, um babaca, um cretino, um fraco, nunca passou disso. Nunca uma piada sua foi engraçada, nunca vocĂȘ me surpreendeu. Nunca. Mas eu nĂŁo consigo deixar de pensar em vocĂȘ, a cada dia, a cada ato meu. E quando eu procuro outras pessoas, eu procuro imaginando vocĂȘ me vendo. E tendo Ăłdio de mim. Porque eu quero que sinta Ăłdio. Porque Ăłdio significa alguma coisa, e Ă© melhor que indiferença. VocĂȘ que jĂĄ foi tudo, jĂĄ foi minha esperança, foi meu futuro imaginado, hoje nĂŁo Ă© nada. NĂŁo passa de uma foto numa rede social. Se eu vivo bem sem vocĂȘ, porque eu continuo te olhando? Porque eu sempre volto aqui? Porque eu ouço musicas que falam de tristeza? Por quĂȘ? VocĂȘ nĂŁo vale isso. Mas eu faço. Eu continuo fazendo. Como uma cerimĂŽnia de luto, eu sigo a risca. Mas acontece que vocĂȘ nĂŁo morreu de verdade, do jeito que eu preferia que morresse. VocĂȘ estĂĄ ai vivo, vivendo sua vida, fazendo suas coisas, feliz, tranqĂŒilo, sem sentir minha falta, sem olhar minha foto em rede social. Porque eu nĂŁo consigo? Porque vocĂȘ nĂŁo podia ser alguĂ©m? Eu esperei muito de vocĂȘ? NĂŁo. Eu nĂŁo esperei nada, eu entendi tudo, eu entendia o que ninguĂ©m entenderia. Eu respeitei. Eu fiz como vocĂȘ quis. Tudo. Eu me anulei. Eu deixei de me amar, pra todo meu amor ser sĂł seu. Eu voltei atrĂĄs. Eu chorei, eu pedi desculpas, eu agĂŒentei besteiras. AgĂŒentei tudo. Ajuntando do chĂŁo, migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite. No outro dia um desconhecido me pedindo pra tratĂĄ-lo como qualquer um, por favor. VocĂȘ Ă© meu personagem favorito. O dono de todos os meus textos, de todas as minhas histĂłrias. O dono da curvinha das minhas costas. E eu tenho que dizer isso agora, sĂł pra uma foto numa rede social. Porque vocĂȘ morreu na minha vida. VocĂȘ pediu demissĂŁo, seu cargo era o de presidente, era membro honorĂĄrio do conselho, tinha tapete vermelho e eu me vestiria atĂ© de secretĂĄria se te agradasse. E vocĂȘ pediu demissĂŁo, sem aviso prĂ©vio nem nada. Me diz agora? Como viver bem? Como sobreviver, sem essa ponta de angustia? Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em vocĂȘ. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que nĂŁo dĂĄ. Eu nem quero que dĂȘ. NĂŁo quero mais. Mas nĂŁo sei o que fazer com esse nĂł. Vai passar nĂ©? Eu sei. Com o tempo eu nĂŁo vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto Ă© infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar as vezes, me domina.
A sua foto. Tati Bernardi.Â
Ă cedo pra dizer, ou tarde demais pra fugir. Talvez vocĂȘ seja um cachorro-cĂnico-egoĂsta apenas sendo gentil-romĂąntico-atencioso sĂł pra me enganar na sua cama. Mas se nĂŁo for vocĂȘ, serĂĄ outro qualquer. Melhor que seja vocĂȘ.
Gabito Nunes Â
VocĂȘ Ă© linda mas nĂŁo sabe. NĂŁo pode ver o que existe dentro da sua alma, sempre se sentindo como se nĂŁo fosse boa o bastante. Ăs vezes nem consegue se enxergar, mas eu consigo ver quem vocĂȘ Ă©. VocĂȘ Ă© excepcional do jeito que Ă©, nĂŁo precisa mudar pra ninguĂ©m. VocĂȘ Ă© incrĂvel, qualquer um pode ver isso. Quando vocĂȘ vai acreditar nisso? VocĂȘ Ă© nada alĂ©m de excepcional. VocĂȘ acha que nunca estĂĄ a altura de ser inteligente ou legal, ou bonito o bastante; sempre se sentindo diferente de todo o resto; vocĂȘ se sente fora do lugar, vocĂȘ acha que nĂŁo se encaixa. Eu acho que vocĂȘ Ă© perfeito na pele que vocĂȘ estĂĄ. VocĂȘ Ă© perfeito do jeito que vocĂȘ Ă©. Se vocĂȘ pudesse ver o que eu vejo quando olho para vocĂȘ, vocĂȘ saberia como Ă© sortudo de ser vocĂȘ. Eu vejo dentro de vocĂȘ, e vocĂȘ Ă©. VocĂȘ Ă© excepcional do jeito que vocĂȘ Ă©, nĂŁo precisa mudar pra ninguĂ©m, vocĂȘ Ă© nada alĂ©m que excepcional.
Excepcional Â