Hoje, rezemos.
Pois, enquanto escrevemos.
Mais milhares estão morrendo
Aos milhares, aos trezentos.
Há 30 anos
A poderosa civilização
Nos estendeu sua mão
Nos salvando, Palestinianos.
Oh, Profeta!
Me ajude a esquecer
Toda a mazela
Da civilização, a aparecer
Com paixão,
Abraço e executo minha heresia
Toda noite, todo dia
Eu te renego, civilização!
À sua salvação, dou as costas
Na sua redenção, taco bostas.
Eu não te quero, imperatriz!
Serei sempre da meretriz!
Se o fogo que sai de vossos canhões
E se nossas mortes se escondem em porões
Não se esqueçam,
O ódio receberão de volta, tanto quanto mereçam
Allah, o único Deus.
Maomé, seu profeta.
Eis a verdade, nua e bela.
Eu nego os seus!
Viveremos para sempre
Pois somos soldados
Na linha de frente
No paraíso, abençoados.
Pela Palestina viver
E pela Palestina morrer.
Por mais forte e poderosa seja sua lâmina,
Não pode com o espirito de nossa flâmula!
Pois esta, eterna
Vem de Deus
E a sua, maquiavélica
Executada por soldados hebreus
Se por Maomé e pela Palestina morremos,
Para sempre com Deus viveremos.
É este o caminho que escolho.
Pela Palestina vivo, e por ela morro.