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@f1np
as x questões de manejos
Hoje lá fora tudo alaga
Num choro que não penetra a terra
Encharcada
E sem escoamento
Aqui dentro tudo chove
mal se vê o ceu entre tantas nuvens densas de pensamento
um raio de sentidos que não encontra nenhuma razão logica pra cair tao certeiro e queimar tanto
não tem mais vazio
por mais esvaziado que esteja
leva alguns ciclos longos pras terras se refazerem do mal que colocaram pra dentro na intenção de produzir mais pelo bem que lhe fizeram acreditar e engoliu
a terra tambem produz coisas não produtivas ha quem se alimente de erva daninha..
todas as coisas são renovadas e a terra ja não é a mesma
o vento leva e tras junto com a agua que lava afoga cura e limpa
"verdades são relativas"
errar é o que ha de mais bonito antes de um aprendizado
solos ferteis podem ser improdutivos e o oposto pode sempre ser verdadero
não existe impacto 0 e o que é bom sempre pode ser veneno
que meus solos se agreguem depois de um longo periodo seco e cheio
a silenciosa noite e seus gritos em ventos nas folhas das arvores mudas
O vazio que consome hoje
do que você quer ser preenchido, que já não é agora
e porque não bebe a ultima dose de quando foi
não desperdiça duas fichas pra sentir pela primeira vez
o que você perde quando você deixa o vazio
o que te leva a temer o ganhar algo dentro do que nunca foi
quem arrisca não petisca
ou quem petisca nunca sequer ar r iscou
ou só se beneficia da pesca que não é sua
e consome de quem criou
e age como tudo fosse normal
mas torna normal se sentir vazio
e cheio de esperança
de não ser
e de medo
de tentar
m u d e em modo mu (n) d os
desprogramação descrita
gostaria de programar as coisas como programo a publicação dos textos
as pessoas se acham especiais em textos rascunhos republicados pelo sentido que imaginam eles
nunca em uma leitura captamos a real intenção do autor
rascunhos e textos programados não falam de mais ninguém a não ser sobre a pessoa que escreveu e pensar diferente é forma egoísta de ler o outro
se identificar e tentar caber e modificar parte do sentido real faz parte da leitura, achar que o texto lido foi pra você faz parte da loucura do ego enorme que alimentamos com a ideia que o outro escreve pra agradar ou falar com o leitor (não que de fato não o faça)
eu escrevo pra mim, e dos outros não espero nada mais que uma interpretação diferente da minha sobre as coisas que jamais farão o mesmo sentido pra nós
você já tentou ler sem colocar você na leitura? já tentou ler e se ler sem mania de loucura? este texto não foi programado e nem mexido dos rascunhos, esse texto é desabafo sobre ambientes escuros com espelhos duros
cedes um dia serão fitas como foram os discos que não voaram por medo de dançar sua própria música
eu não me importo
pelo espaço que não crio
eu não sou um porta CD
nem tudo que você quer
vou ser
nem vou te fazer caber
nem me moldar em pessoas que não me cabem caber
eu não preciso esquecer, porque não faço questão de lembrar
o que eu vivi eu vou levar até qualquer uma das mortes acontecerem dentro de mim
minhas apoptoses neurais não levam lembranças de um passado que continua parado estático e lá
e que lá continue e lá se ache
o agora é aqui e presente
o agora sente
não lembra pra talvez sentir
memórias não me satisfazem mais
pra mim tanto faz quanto nada vez
mais uma vez é só m'eu que posso caber nos meus mins e eis que os eus se apresentam em saudosos saud(e)ações
minhas nota&tons musicais e também riscos aceito e deleito rindo aproveito de cada movimento agradeço a todos que não puderam apreciar e se apressaram em deixar a pista antes da minha trilha acabar
planetas são orbitados por luas mas dançam em suas linhas sozinhos no todo espacial com ventos intuitivamente longos
se for pra ser que seja p é i n d r ive com t e r ®a b y t e s infinitos que tenha tanto espaço pro novo e do velho só resquícios o que sobra são só informações válidas de suor e pó dos aprendidos o b-cap me protege mas nem tudo eu necessito
deixe esse sentimento bom entrar
como essa fumaça
deixa ele te preencher
deixa eu pousar em ti o olhar
sente, é leve
deixa eu te conhecer
deixa seu corpo sorrir pra mim
por dentro, aquecer
na pele, esquenta, prazer
me ouve falar o que sinto
admito
não precisa ser infinito
sente nosso cheiro
espalhar no vento
o momento
todo nosso sentimento
parece incerto
deixa fluir
como pena
não vai rolar
O que você é hoje?
O te moldou até aqui?
Me diz o que fez você deixar de sorrir
de sentir
de se ouvir
o que te paralisa?
quem te move
o que faz você se chocar?
quem tira sua zona de conforto
o que você espera do outro
pq se cobra por tão pouco
onde você quer chegar?
a quem vc quer alcançar?
você ainda é você?
o que te faz questionar
seus questionamentos te mudam?
quais privilegios você decidiu manter
a custa de quem vc resolveu viver
quem é você pra você?
o que é ser você
o que é ser outro
o que é ser
a quem vc cria empatia
seus principios ferem o de quem?
quais valores vc cultiva
que preço tem seu valor
que moeda te rotula
que rotulo te convêm
o que vc faz pra mudar o que te indigna
o que vc faz pelo outro que vc n faz por vc
o que você deixa de fazer por medo de perder
o que é perder pra vc
quem é o mundo pra vocÊ
E pq não vive o que há dentro de você?
quem você costuma enxergar?
o que te produz cegueira
pra onde vc deixa de olhar pelo incomodo que te gera?
o que te faz incomodar?
por quem você tenta mudar?
quem vc tenta agradar?
me diz, pra onde vc acha que isso tudo vai levar?
pra onde vc quer ir quando chegar?
doses diárias: osídios
doce evoluir
o amargor de ser
cê doze
aga vinte dois
ó 11
energia pra mais um câncer crescer
produção exagerada
células descompassadas
criadas da forma errada
nem sabe que missão foi dada
ela só quer viver
abastecer
um sistema doente
um corpo carente
de produtos, patentes
oxigenação
água e desintoxicação
duas moléculas
inversão
de valores
foi feito o processo
ainda é possível retroceder
quanto mais valer
menos vale
ninguém precisa e nem quer
saber quanto custa
apenas ao usar, julga-se o preço
enigmas da comunicação: eu não entendo bem como funciona, qual intenção. Na minha cabeça ecoa, são varias notas presas em bolhas de ar que fazem um lobo dum pulmão não inflar, sinto todo meu corpo tentar comunicar mas sem conseguir, resolve gritar, mas é um grito mudo e me faz transpirar, minha cabeça gira eu não penso em mais nada, minhas mão geladas, minha cara assustada “eu não vou falar nada?”, minha cabeça fala desesperada, varias vozes gritam, descompassos, meus pés batem no chão tentando ritmar as falas que não seguem o fluxo da minha respiração, que não entendem o suor das minhas mãos. Minha fala e pensamento não fazem mais uma junção, não tem coerência, ciência, nem tenta, to sem razão. Assusta não conseguir expressar, e a fala não ajudar, minha respiração falhar, não entender seu olhar que me julga ou tenta ajudar, que não sei se envolve, ou manda pra longe.. que me mantém perto mesmo quando pareço distante
aaa tem são
músculos
tensos
clima dentro é denso
nervos
atentos
a cada movimento
seguimento
sem fundamento
no fundo
é medo.
paralisa
choca
para
grita
chora
o breu de longe
hoje bateu
a porta
em todo texto
pretexto
siga o contexto
que foi proposto
não seja oposto
o osso exposto
esconda o rosto
e lave bem
a vista
insista
desista
ela não vem
os dois corpos nus O clima esta bom seu corpo responde Mas você não quer
vocês são amantes Mas você não quer
chegamos aqui Mas você não quer
molhou até Mas você não quer
se fecha em medo Não consegue falar em ritmo segue Já pode acabar
ouvi gemer Mas você não quer
chegou a tremer Mas você não quer
o corpo batia Mas você não quer
o ritmo aumenta Mas você não quer
sss segurou o lençol
Parou de mexer esticou o corpo
deixou
amor
por morrer
póuertizimina
desde já, te sinto perto
uma fogueira cerca meu corpo
é você, queima
minhas células, todas elas
sinalizam
é você, arde
meu peito palpita
teu sorriso grita
ecoa em minha pele
faz ranger músculos, língua e dentes.
sumir as palavras
e seus olhos, explicam
deságua em doçura e reflete força
e o fogo ainda arde
pupilas latentes
mantem a frequência
que tua rima, suplica
despertar.
Logo, eu me desculpo
pela falta de jeito
admirar, teu jeito
de usar a fala
que por vezes me cala
quando devo explicitar
pois minha mentepoesia é fraca,
já a sua TRA
MATA.
quem deve
alcançar.
2ª, vez, segunda.
Reflexology aparentemente, existe uma organização pré existente. Cama arrumada, portas e gavetas fechadas. Luminária no lugar, gatos dispostos pelo cômodo internalização da bagunça, e do medo. Gaveta 1, livros e objetos desnecessários saltam junto com o desespero da desorganizante mania de acumulação. Porta 1, roupas caem sem nenhum pretexto, desorganizadamente, a mente implora pela desopilação local. Segunda, gaveta, papéis de pendências e coisas passadas surtem efeito, taquicardia arrítmica. suor frio, nó na garganta, ardor entre o xifóide e o móvel que contem livros e o cacto que floresce em meio ao caos da arrumação forjada.
segunda, novamente, porta, uma caixa diz coisas assustadoramente verdadeiras sobre a vida e os potes vazios de cosméticos que nunca foram usados.
Pés congelantes, passeiam rapidamente com a vassoura
seguido a poeira e os pelos dos felinos frizantes.
Enfileiramento de acumulados das coisas não feitas e por fazer num outro momento que não este.
Fios de sutura, ná i lon de pesca na memoria das coisas que não vem. Luzes vermelhas piscam na janela clara do espelho que reflete a forja toda do quarto florido, ressecado feito a alma, que busca o colorir do papel de parede infantil.
- mixmachistado -
as letras de suas musicas
desafirmam suas ideias
mente em falar de aceitação
de não julgamento
desmerece nossa fala
interrompe, não vê sentido
pra dizer a mesma coisa
levanta e finge inovação
reafirmação de ego
num desmerecimento eterno
utilização
do corpo, alma, fala
esmaga, atira, empala
goela abaixo sua empática furada
“não mexe com as mina não, mermão”
elas merecem respeito
mas não pelas minhas mãos
Não pertencer
Não enquadrar
nem pode tentar
DESCONJUNTADA
não vai servir pra nada
nem sabe pensar
não deixe saber
se preciso mate
a fome de
mas que seja fruta
porque já não cabe
naquelas medidas
E sobre falar
ninguém escutar
não conte a ela
QUE SABE GRITAR
porque se souber
ela vai perceber
não tem que caber
que sabe correr
além de voar
quem vou abusar?
NÃO TEM SABER!
então a faça escolher
o ter, ou não ter
vou engravidar
invalidar
depois liquidar
‘ELA VAI VENCER’
se souber, ela vence
se se juntar, vira gente
tem que rivalizar
fazer odiar
e converter
ao cristo santo
e joga um manto
e tem que manter branco
porque se não, não dá
e vá la pro canto
bem lá no canto
que é seu lugar
e o da outra, julgar
reproduzir
o que o falo mandar
e fetichizar
se “A” boca beijar
é pra excitar
pra reproduzir
que te fiz inventar
Mas não vai ser assim
saia de cena
- a quem cê deve seu lugar?!