Dentre todos os presentes, era óbvio que justamente ela foi a escolhida para servir como vítima. Desde que foram teletransportados de Facitractus para a Terra, as coisas estavam confusas na cabeça de Sully. Seu objetivo era exterminar pessoas más, isso era um fato, porém não sabia se o título de heroína cabia a si. Ela sabia da existência de outros super heróis pelo mundo, porém todos pareciam ter a mesma linha de pensamento de Tyler, acreditando na salvação da mais corrompida das almas. No seu ponto de vista, isso não existia. Fosse pela natureza agressiva ou por tudo que havia perdido, e as mortes que havia testemunhado, mas não conseguia se acostumar com tal pensamento. Sentia raiva de injustiças, e as descontava em qualquer um que segundo a sua concepção, não fosse bom o suficiente. É assim que heróis agem? Eles quem decidem quem é bom ou mau? Sinceramente, ela não sabia.
Foi arrastada até o banheiro com brutalidade, tendo que lidar com as ameaças que a todo momento causavam-lhe raiva e uma vontade incontrolável de rir. Ele não sabia com quem estava mexendo. Quando finalmente a porta foi trancada, o agressor ameaçou deixá-la desacordada, um ato que foi extremamente estúpido e mal pensado.
Era ele quem iria dormir.
Aparentando uma fraqueza momentânea, o bandido mordeu sua isca, puxando seus fios loiros para prendê-la contra a parede do espelho, e num segundo momento, era sua cabeça é quem ia de encontro a ele, quebrando-o em mil pedaços enquanto o sangue se misturava aos cacos de vidro. Um grito de dor, e uma tentativa de agarrá-la foi o que se sucedeu, porém antes que ele pudesse encostar suas mãos sujas no corpo da jovem, esta foi mais rápida, um soco na garganta foi o que bastou para que batesse a cabeça na pia. Estava prestes a deixar aquele ambiente nojento, quando escutou um palavrão direcionado a sua pessoa. Virou-se lentamente, e exibiu um sorriso angelical.
--- Sabe, meu irmão trabalha com crianças. E como ele mesmo diz as vezes, quem falar palavras feias vai precisar lavar a boca com sabão.
A cena final foi, de certa forma, cômica. Abriu a porta, deixando para trás uma pessoa enrolada em papel higiênico, absorventes usados na cabeça e um sabonete enfiado na boca.