★

No title available
Fai_Ryy
𓃗
I'd rather be in outer space 🛸
No title available

shark vs the universe
Sade Olutola
🩵 avery cochrane 🩵
noise dept.
sheepfilms
Game of Thrones Daily
ojovivo
No title available
No title available

Discoholic 🪩
KIROKAZE

PR's Tumblrdome
d e v o n
todays bird
seen from United States
seen from United States

seen from Iraq

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from Germany

seen from United States
seen from United States
seen from Malaysia
seen from United States

seen from Mexico

seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States

seen from United States
@fivxthousand-blog
selenewilliams.
Selene estava quase pedindo para a garota se retirar, afinal odiava que ficassem por muito tempo em silêncio. Quando a outra falou, a única coisa que a morena fez foi revirar os olhos, demonstrando o quão impaciente estava. Se estivesse em seu trabalho normalmente, Selene se demonstraria gentil e incrivelmente bondosa com ela; quando estava como contrabandista, porém, se tornava exatamente o que seu amigo havia ensinado a ela: indiferente e fria. Calculava cada movimento da outra pessoa, sempre preparando-se para o pior. “Arma? Parece ser algo interessante.” Tentou parecer ao menos carismática, esperando fechar aquele negócio. “Se quiser, tenho alguns silenciadores.”
Fame estava acostumada a lidar com contrabandistas, eles tinham a mesma feição que muitas pessoas naquele lugar – eram frios, calculistas e só se importavam consigo mesmo. Não eram diferentes de si porem ao menos ela não aparentava a frieza e sempre abordava com sorriso mesmo que nunca tivesse a reciprocidade na simpatia. — Eu realmente não lembro, acho que as xícaras de café estão mesmo afetando meu juízo mas era algo, AH! — proferiu a ultima parte quase como um grito assustando até a si mesma. — Você tem alguma tinta de spray por aí? Eu procurei em todos os contrabandistas e eles não trazem mais tintas, uma pena porque eu as adoro. — Complementou observando a garota a sua frente — Silenciadores são legais também, mas acho que eles vão dizer que eu estou gastando demais se eu levar algum. —
xforthetarget.
O comentário que deveria ser engraçado - deveria, pois não despertara risada nenhuma em Xandra - não mudou suas linhas faciais, que continuavam fechadas, congeladas. — Que bicho me mordeu? Um maldito caçador com um rifle, obrigada por perguntar. — Respondeu, sem humor. — Bom ver que pelo menos alguém aqui não está extremamente bravo ou se debulhando em lágrimas. Já fui praticamente mumificada no hospital, estou bem assim.
Não culpava Xandra por não entender seu senso de humor, sabia que apenas ela ria das próprias piadas, embora se achasse a melhor piadista do mundo. — Eu sei, era brincadeira. Você deveria sorrir mais, ao menos o tiro não foi no seu rosto. — Proferiu pensativa, a energia de ser baleada deveria ser ruim pela dor mas a emoção do saque era impagável, Fame desejava o fazer ao invés de limpar canos de rifles o dia inteiro, as vezes ela desejava ser a que aperta o gatilho e bate no braço de alguém. — Eu não me lembro de um dia em que estive extremamente brava, parece bom. Você já comeu? Deveria ir lavar o rosto e comer algo, ainda está suja e no hospital ao invés de mumificarem deveriam ter ao menos limpado seu rosto, esses hospitais estão cada vez mais cheios, mas me conta, quanto tempo até sair em saque novamente? —
{ I just want to see the world }
astridsblood:
Astrid arregalou os olhos com a resposta da outra. Aparentemente, bem no fundo, não acreditava de verdade de que iria funcionar. Havia algo no fato de ter sido tão fácil que a quase fizera hesitar… quase. Conhecia a garota, pelo menos de vista. Sabia que ela estava em treinamento também — pelo menos desde o último treino em conjunto do qual fizera parte. Ainda assim, ela deveria estar formada para aceitar seu convite, o que imediatamente animou Astrid. “É sério? Quer dizer, hum, ótimo! Hã, meu nome é Astrid.” disse, sem ter certeza se já haviam sido apresentadas antes, e cumprimentou a menina. “Então vamos, eu estou… eu estou com a papelada aqui.” ela não se orgulhava daquilo, mas havia falsificado uma autorização durante uma das noites não dormidas. Seu pai fora um Saqueador importante em Redholt, ela havia visto milhares daquelas autorizações em sua vida. Caminhara juntamente à outra garota até chegarem no portão, oferecendo o papel para o guarda. “Astrid? Não sabia que havia recebido sua autorização…” comentou o guarda, lendo o papel. A garota prendeu a respiração. “Muito bem, tomem cuidado.” os guardas abriram os portões.
Fame era uma péssima observadora, tentava observar o perfil da garota que lhe acompanharia numa missão que poderia custar sua vida, mas algo muito atrativo se via nas paredes, os em seus pés uma vez que sempre olhava para tais lugares distraída. — Eu sou a Fame, é um prazer conhecer você. — Proferiu sorridente quando a garota roubou-lhe a atenção. Ouvir a morena citar uma papelada a fez ficar menos despreocupada, não havia pensado em nada e apenas queria se divertir um pouco com o novo armamento que carregava, seria ótimo para si ter alguém tão preparada quanto Astrid consigo já que as armas eram protótipos e poderiam deixa-la em condições ruins, mesmo que houvesse feito alguns testes antes de sair. — Ótimo. — Proferiu quando o guarda liberou a passagem. — Eu nunca usei essas armas antes, na verdade elas nunca foram usadas, estou animada pra ver o que esse baby pode fazer. — Proferiu encostando os lábios grossos no cano da arma enegrecida.
(blaise-beretta)
A morena não entendia como a engenheira podia mudar de humor tão facilmente, Blaise era sempre irritadiça, sarcástica e tinha um fundo bem mal em sua voz, e só perdia o controle durante combate. De resto ela era sempre a mesma mulher ranzinza e pronta pra escorraçar alguém de sua frente. – Isso é terrível, mas saiba que eles estão perdendo, não fazem nem ideia das coisas geniais que você pode fazer… É natural que bombas explodam mas não é fácil, devia pensar no assunto. – Deu de ombros não querendo se meter muito no assunto, era escolha de Fame mas ela achava um desperdício tratarem a mulher assim. – Jura? Agora sim está falando minha língua, Fame, vamos fazer um lanchinho super rápido e dar um upgrade no único bebê e amor da minha vida, te pago algo em retorno! – Respondeu sorridente, verdadeiramente empolgada com a ideia de melhorar sua arma na companhia da loira, sabia que ela era genial, doida às vezes mas incrível e Blaise admirava isso. – Mas e aí, como vão as coisas, biruta? E o treinamento de saqueadora? Já atirou no próprio pé?
A loira mascava o ar indicando a falta que lhe faziam as balas de menta — Eu sei, o pior é que eu já me acostumei e você sabe como eu fico quando algo vira rotina, por isso eu meio que estou indo menos na oficina, é um saco e aqueles velhos parecem maquinas que criam as mesmas coisas todos os dias. Honey, explodir uma bomba é fácil, difícil e fugir da explosão. — Proferiu com um sorriso sombrio posto no rosto, as lembranças eram tortuosas e benéficas de um jeito que Fame não entendia. Levou a destra até os fios presos tentando arrumar o penteado já frouxo. — Com certeza a gente pode dar uma melhorada nela! E se você deixar eu personalizar eu nem cobro nada, come on’ eu estou entediada. — O bico nos lábios foi impossível de esconder ao repetir o quão parada estava naqueles últimos dias. — As coisas vão meio paradas, não sei se isso é ruim ou bom em relação aos saques e não, não cheguei a atirar no meu pé mas eu me distraio fácil e quase matei uma pessoa sem querer, acho que você deveria me acompanhar um dia desses, dizem por aí que você é muito boa a ponto de não ser morta se caso eu me distrair e atirar em você. —
(blaise-beretta.)
– É… Acho que pode ser bem fácil quebrar vidro. – Comentou negando com a cabeça, Fame era no mínimo doida na visão de Blaise, mas de alguma forma isso fazia a saqueadora gostar da mesma. – Eu ia dizer que era inacreditável, mas vindo de você eu espero qualquer coisa hoje em dia… Identidade? Pra mim se a arma fizer o trabalho de matar quem me ameaça já está tudo bem mesmo. – Fez uma careta encarando a outra, quase se assustando quando a outra chegou perto da criança que carregava. Não era sua e Blaise tinha que ter um cuidado extra, principalmente porquê se preocupava com a bebê, mas não seria terrível a ponto de se afastar de Fame, não se a outra não desse motivos para tal atitude. – Na minha opinião os olhos dessa garotinha são lindos. – Disse sorridente, desta vez olhando somente para a bebê, querendo aliviar um pouco da indelicadeza de Fame para que a mãe não ficasse brava com ninguém. – Estou cuidado porque a mulher me pediu um favor… Duvido muito que a mãe dessa gracinha cruze o muro de Redholt e deixe essa belezura comigo, mas de fato eu surtaria. – Fez um carinho na cabeça da bebezinha conforme se despedia da mesma sendo levada pela mãe, sã e salva, agora podia dar toda atenção as loucuras de Fame. – Deviam te dar um pouco mais de valor do que simplesmente limpar armamentos, nisso eu concordo, esse cérebro deve ser capaz de criar muitas coisas incríveis. – Elogiou sincera, Blaise de fato admirava a capacidade da outra, quase que se fascinava, mas não pode deixar de rir com a proposta da outra. – Acho melhor não, a não ser que possa fazer ela matar pessoas e infectados mais rapidamente, aí eu topo sem problemas!
Uma das coisas que mais irritava em Fame era a inconstância, e nisso se via desde os olhos que piscavam mais frequentemente até os assuntos que entravam e saiam fazendo-se difícil de acompanhar. "Valor? Eles só me tratam como limpadora de armas, acho que pela falta de profissionais nesse ramo, inicialmente me contrataram pra fazer bombas mas eu recusei, porque bombas explodem." Proferiu com um sorriso estampado nos lábios. A loira mantinha um respeito mutuo em relação a Blaise, mesmo que o gosto por implicar com a garota existisse, era sua forma de dizer que respeitava a saqueadora. "Se você tem certeza, mas eu acho que posso te ajudar nisso, desde o ultimo saque trouxeram várias coisas legais, e se você souber exatamente o que dar os contrabandistas podem nos ajudar, por que não vamos comer algo e depois eu te levo pra fazer um upgrade no único bebê que você deveria carregar?”
{ I just want to see the world }
Depois da noite da invasão dos Caçadores, Astrid sentia-se preparada para o pior. A garota nunca estivera tão motivada para treinar, acordando todos os dias tão cedo que o sol nem mesmo havia dado as caras. Ainda assim, Astrid estava frustrada. Ela sentia-se preparada pra se colocar à prova, queria conhecer o mundo real, atirar em infectados e não em pedaços de madeira. Assim, começara a praticamente implorar para Malcom deixá-la sair em sua primeira missão do lado de fora. O líder, porém, negara, afirmando que a garota continuava em treinamento e portanto não tinha permissão. Ela tentara discutir, mas o outro sempre saía andando, obviamente atarefado enquanto tentava consertar os estragos feitos pelos Caçadores. Collins não queria desistir. Ela sentia-se energizada e, pela primeira vez desde que o alarme de invasão soara, corajosa. Acampara na sala de reuniões dos Saqueadores até alguém aparecer, — não se importando se a pessoa era Saqueadora ou não, ela estava desesperada a esse ponto. — e apressou-se em encurrala-lx “Escute, você está livre? Acabei de receber minha primeira permissão para um Saque e adoraria ter companhia.” mentiu, rezando para que a pessoa não percebesse. Sabia que iria se meter em um grande problema se alguém descobrisse, mas no momento não se importava.
Sempre atarefada praguejava os adeptos as bestas e arcos, o quão antiquado eram. — Blablabla, arma faz barulho, você acha que vivemos em que século retardado? Já ouviu falar em arma com silenciador? — Brigava com o aço que se firmava para a ponta das flechas. Fame observava os outros engenheiros de soslaio, enquanto eles a olhavam provavelmente se questionando com quem a garota estava falando. — Eu vou sair, cansei dessa palhaçada, quando voltar eu termino. — Proferiu mal criada – como havia aprendido a ser depois do incidente. – Em cima da mesa buscou a pistola que havia personalizado para uso pessoal, resolvera que deixaria o taco revestido ali, não pretendia se envolver em problemas naquele dia, assim como em nenhum dos dias posteriores muito embora parecesse que os problemas tinham um gosto especial por envolver-se com Fame. Adentra-ra a sala dos saqueadores afim de encontrar alguém para ajuda-la a testar a nova arma, alguém que a cobrisse uma vez que sua experiência com aquilo era carente, e ainda estava em treinamento. Ficou alguns minutos na sala tamborilando as unhas na mesa e soprando o cano da arma quando se deu por vencida e levantou, “Ótimo, os espíritos querem me ver moldando flecha o dia inteiro” presumiu, até que alguém entrou fazendo um sorriso brotar no rosto da loira, nem mesmo se apresentou, a garota de fios negros conversava algo que para alguém com o mínimo de sanidade mental estava fora de cogitação, era a sua primeira missão , e assim a de Fame que não tinha a menor pericia no que faria. Fame então estendeu a mão para a garota com um sorriso no rosto. — Claro, por que não? —
Os olhos de Selene analisavam a pessoa em sua frente, demorando-se no seu rosto, tentando descobrir as verdadeiras intenções dx outrx. Franziu o semblante, o questionamento claro em seu olhar. “E como eu posso ajudar?” Os anos trabalhando como contrabandista faziam com que a mulher tomasse bastante cuidado com qualquer tipo de favor prestado, assim como os preços que viriam com cada ação.
Fame apenas ria. Mantinha o sorriso no rosto intocado, enquanto a morena fitava-a por tempo considerável, ela nem mesmo pensava em quebrar o silencio incomodativo com sons que não fossem provindo de seu gargalhar devido a estranha situação. Assim que pôde ouvir a voz da garota Fame pensou "O que eu vim buscar aqui?" O silêncio se estendeu. — Fuck, eu esqueci, tinha algo a ver com a arma que eu comecei a aprimorar. — Proferiu séria. — Acho que as oito xícaras de café que eu bebi não estão me ajudando a armazenar as coisas tão rápido quanto processa-las. — Devolveu o sorriso escancarado na face embora irritadiça por não lembrar o que havia ido buscar ali.
(blaise-beretta.)
A morena nem mesmo percebera o pedaço de vidro no chão quando pisou sobre o mesmo após trombar com um completo desconhecido. Por sorte estava usando um bom par de botas e passara longe de se machucar, no entanto ao ver Fame ali e pouco depois ouvir a voc estridente da mesma, Blaise sabia que o escarcéu seria muito maior. Por respeito a criança em seu colo ela se contentou em revirar os olhos para a outra. – Fame… Tem uma porção de vidros por aí, esse não será o último. – Bufou com um semblante cínico para a outra, arregalando os olhos com a mudança de humor da outra, odiava isso na mulher a sua frente. – Colocar na arma? Vai enfeitar uma arma de fogo? Isso é sério? – Indagou em um tom de deboche como de costume adorava provocar a outra. – Não sei o nome da mulher, ela que me pediu para cuidar por alguns minutos, mas parece que ela já está voltando. – Apontou com a cabeça para a morena, mãe da criança que se aproximava, sem titubear a saqueadora entregou a garotinha para a mais velha e se despediu com um sorriso da outra, voltando-se para Fame. – E aí, biruta? Tem aprontado muitas coisas? Algume engenhoca nova pra eu dar uma olhada?
"Tudo bem, se você conseguiu quebrar ele não servia." Proferiu fitando os estilhaços no chão que refletiam as cores nos próprios reflexos. "Vou colocar sim, estou entediada com essas armas da mesma cor, eu quero uma que tenha identidade, mais como um bichinho ou como um filho, só que ele não chora, não baba e nem grita." Disse rapidamente, enquanto ainda estava presa ao objeto no chão. "Ah, me desculpa bebezinho, eu não queria dizer isso." O rosto de Fame agora fitava os olhos da criança nos braços de Blaise, encarou por alguns instantes as orbes da criança sem perceber que seu corpo se aproximava curiosamente assustador do rosto do bebê. "Que olhos grandes." Proferiu indelicada, enquanto saia do transe e voltava a atenção a Blaise, era intrigante como os olhos dos dois eram diferentes, a íris da criança pequena, apenas a cor se sobressaia e o negro ponto nem mesmo existir. "Como você cuida de uma criança que não sabe de quem é? Sempre procurando problemas, e se ela resolvesse deixar ele com você, iria ser engraçado ver você morrer de aflição pra cuidar de uma criança." A imagem de Blaise cuidando do bebê relampagueou em sua mente conturbada, fazendo-a gargalhar por alguns instantes - era sempre a melhor em contar piadas e rir sozinha. Assim que a criança foi embora a garota cessou o riso, e esbarrou em Blaise caminhando ao lado dela “Quer saber? Esse trabalho é chato. Todos os dias eu tenho que consertar arcos, bestas... Esse tipo de porcaria, alguém tem que avisar pra eles que já existem armas que não precisa pegar a munição suja de vírus e sangue, você bem que poderia avisar, eu não nasci pra limpar sangue de flecha, aliás, você deveria me deixar personalizar sua arma, eu tenho umas tintas ótimas, como eu disse essas armas sem personalidade são muito entediantes.”
Blaise carregava a criança em seu colo com um sorriso no rosto, sempre preferiria animais e crianças a adultos de fato. Então não era uma novidade que estava bem com a outra, a qual a mãe pedira para observar enquanto tinha problemas a resolver, a morena aceitou de bom grado e agora carregava a garotinha pela praça. Completamente distraída demorou ao receber o impacto vindo de uma pessoa que passava, se virando rapidamente para tal e revirando os olhos. – Cuidado por onde anda, idiota! – Disse tampando os ouvidos da criança para que não ouvisse a palavra ofensiva, obviamente irritada. – Não mate ninguém com uma criança no colo, Blaise… – Se repreendeu trincando os dentes em um sorriso falso.
Não costumava ser desatenta em seus passos, mas havia algo luminoso que a tirou a atenção, parcialmente enterrado no chão que guiava Miss Fame, sempre teve interesses em materiais distintos e estava mesmo buscando um material inovador que não pulverizasse com a tração da arma pra adornar a nova criação, entretanto antes que pudesse abaixar para pegar o objeto um corpo robusto a atrapalhou e mesmo antes de ver quem era, a voz já denunciava. — Não acredito! — Proferiu sem interesse algum na criança que Blaise tinha nos braços. — Você pisou no vidro, o vidro que eu ia pegar. — Esbravejou irritada, entretanto logo se acalmou como de costume com a célere mudança de humor. — Tudo bem, se você conseguiu quebrar não ia servir, eu estava procurando algo pra colocar na minha arma, algo bonito e colorido... — Movia os braços rapidamente enquanto acompanhava os lábios a disferir palavras emboladas quase que uma por cima da outra. — De quem é essa criança Blaise? Devolve isso ou você vai ter problemas. —
— Pare de me encarar desse jeito, já disse que estou bem — Xandra rosnou, claramente impaciente. Pouco lhe importava se soasse rude ou fria: odiava quando as pessoas levavam-na como uma coitada. O machucado em seu ombro ainda doía, obtido quando ajudava Vaelin na luta contra o outro sniper, e sentir o tronco todo enfaixado junto de uma tipoia fazia com que parecesse patética. — Se quiser lamentar alguém, que sejam os mortos.
Já havia se tornado um hábito comum para Fame observar os caçadores e saqueadores voltarem de suas atividades, e nem mesmo conseguia se responder sobre o porque desta pratica, apenas o fazia. “Nossa, que bicho te mordeu?” Proferiu para a garota rindo baixo da própria piada sem graça. “Se formos ficar lamentando de todos que morreram, não vamos mais conseguir respirar sem soluçar.” Comentou séria, com uma mudança de humor repentina. "Tem certeza que não precisa de ajuda, podemos procurar alguém, isso parece ter sido feio.”
Parece aquele famoso antigo, MARGOT ROBBIE, mas aquela é FAME ZBÖRNAK, tem VINTE ANOS, e é ENGENHEIRA/EM TREINO PARA SAQUEADORA em Redholt.
ABOUT
Em tempos onde a fé era a única coisa que os ainda sobreviventes tinham para se apegar, um casal de jovens desfrutavam dos prazeres que era a companhia um do outro. Posteriormente descobriram que agora não eram mais dois, e sim três trazendo de imediato a felicidade para o casal que não possuía filhos mesmo depois de muitos anos juntos, aprisionados a fé encararam aquilo como um convite a nova vida, como se uma vela de esperança tivesse se acendido no mundo que desmoronava sob os olhos dos aventureiros, entretanto aquele era apenas o começo da gestação. Quando as contrações começaram a situação passou a ser encarada minuciosamente como realmente deveria ser, os gritos estridentes não os ajudavam e as dores eram cada vez mais insuportáveis, com a ajuda de uma enfermeira que os acompanhavam junto ao grupo. A mulher pode dar a luz e sobreviver, entretanto não mais tinha certeza se aquela criança era de fato uma luz em meio ao caos, era agora como um fardo que só chorava e não tinha condições se defender fazendo o casal tomar uma difícil decisão; Manter a pequena recém nascida ou se desfazer dela de alguma maneira? A resposta fora pensada mas tomada não só pelos pais, mas pelos membros do grupo que eles faziam parte, deixa-la em qualquer lugar por ali e remanejar o grupo em outro esconderijo.
Assim que os primeiros refugiados se mudaram da antiga casa de shows localizada em Pittsburgh que era um bom lugar para se esconder por causa do basement no solo, novos nativos e imigrantes se reagruparam alí, o antigo grupo não havia ido embora por razões de periculosidade alta no local aquele ainda era um refúgio habitável mas havia um problema que vivia debilitadamente naquele local, um bebê, que assustou muitos dos novos moradores achando que aquilo poderia ser uma evolução do vírus, crianças que já nasciam doentes ou mesmo os que não achavam acreditavam veemente que aquilo seria um problema para o grupo - exceto por duas pessoas; Um ex militar e sua esposa, que sempre deram suporte ao grupo tanto para treina-los quanto para a observação dos arredores durante a noite, eles eram vistos como pais - mentores naquele grupo entretanto ao preferirem manter a garotinha viva suas decisões começaram a ser questionadas sendo levantada até a hipótese da idade avançada estar afetando a realidade em que viviam. O assunto foi diversamente repercutido deixando o grupo debilitado, vários dos membros pereceram ao tentar aniquilar o casal e a garotinha, e eles nem mesmo tiveram que fazer algo o próprio descuido comprometia e depois de um ano repercutindo a mesma questão e tentando caçar a garotinha na noite - quando os guardiões estavam mais alerta - resolveram que para melhor foco do grupo a pequena deveria ser mantida viva, mesmo que muitos dos membros a odiassem por culpa-la pela morte dos seus entes, a menina foi chamada de Fame pela fama dentre os refugiados e assim Fame Zbornak foi sentenciada a viver uma vez que viver naquelas situações, e sem conhecer o mundo como havia sido um dia não era uma dádiva.
Fame cresceu acostumada com o mundo precário em que vivia muito embora tivesse algo que outras pessoas não tinham a sorte de possuir pais cuidadosos que sempre tentaram instrui-la da melhor forma possível, mesmo que Fame nunca tenha demonstrado interesse pela caça noturna e sim por construir pequenas coisas desde armadilhas para guardar o seu grupo à pequenos aparatos em armas que para si faziam barulho demasiados, e assim o seu gosto pelos aparatos foi crescendo e se desenvolvendo até que Fame encontrou seu forte - a construção de bombas. A falta de assunto de outrém que desgostava da adotada dos Zbornak tornou-se instrutiva para a menina que preferia estar entre os seus brinquedos criando coisas por vezes descartáveis. Em contrapartida quando obtinha sucesso eram muito perigosas, assim a perícia em bombas tornou-se bem sucedida sendo carente na construção de fusíveis abandonando a prática para aperfeiçoar seu dom.
A reputação de Fame era controversa uma vez que eles sempre precisavam se realocar quando a garota fazia muitos testes experimentais, explodir cinco bombas não tornava o ambiente seguro mesmo que estas ficassem mais silenciosas com a prática, uma das bombas - apelidada de 5000 - que Fame construiu havia sido revestida com um material especial que seu pai havia conseguido durante uma inspeção e presenteado-a sempre instruindo-a da melhor forma que podia, em um dia perdido - uma vez que não se contava os dias a muito tempo - Zbornak testou alguns de seus experimentos e o grupo resolveu não se realocar, a oportunidade perfeita para um mercenário que havia sido recrutado pela bondade dos Zbornak’s. Quando já era manhã ele roubou a bomba 5000, cuja Fame nunca pensara em explodir uma vez que não conhecia seus efeitos e acomulou todo dinheiro e arsenal que conseguiu, pronto pra partir apenas um anel o livraria da perseguição dos vivos, e então ele puxou o anel da bomba e fugiu no furgão que usavam para se locomover. O som da contagem acordava os atentos que em sua maioria fugiam enquanto outros preferiam ficar já que todo o acervo para sobreviverem havia sido roubado, alguns deprimiam-se com a falta da confiança nos seus. Os Zbornak obrigavam Fame a fugir enquanto eles ajudavam os refugiados, enquanto ela recusava uma vez que não havia sido criada daquela forma, ficaria para ajudar como fora condicionada a fazer a sua vida toda - sempre fazer o bem, no último segundo da contagem Fame foi empurrada no poço meticulosamente calculado pelos Zbornak enquanto os mesmos tinham o corpo consumido pela radiação da bomba.
Fame demorou várias horas para sair do poço e alguns dias para se re-alocar, fora atingida pela sorte uma vez que havia chorado por dias, não se alimentava e nem mesmo conhecia pessoas fora do grupo que agora tinha seus destroços no chão, para si o choque veio com os estilhaços da bomba quando ela passou os dedos na numeração cravada na carcaça que sobrara “5000”. Após peregrinar por vários dias para encontrar um refúgio a Redholt lhe acolheu como uma das engenheiras que ajudavam com as armas, sem jamais tocar em bombas novamente por hora uma vez que algo intrínseco em Fame havia amado ver o que a sua filha era capaz de fazer; Ela amava as bombas, construi-las e vê-las explodir.
Fame iniciou o treinamento para saqueadora quando acompanhou os saqueadores em uma desventura com uma arma que havia aprimorado, mesmo que não mais confiasse nas pessoas com o tempo a convivência com os membros daquele lugar, a personalidade calma e prestativa tornou-se caótica e explosiva quando perdeu os pais e precisou aprender a viver sozinha no mundo que percebeu não conhecer, não havia amor como tinha sido apresentado para ela, só existiam as oportunidades e a junção de pessoas com interesse em um único propósito; sobreviver.