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@flo-res-ceu
Você não percebeu? Ela tá na tua, idiota. As indiretas no Facebook e no Twitter são pra você, as fotos com os amigos saradões são pra te fazer ciúme e a demora pra te responder por sms é intencional. Ela só passou a frequentar a academia porque ouviu falar da tua preferência por mulheres saradas e renovou o guarda-roupa com peças das tuas cores preferidas. Ela gosta das tuas piadas – que, francamente, não possuem graça alguma -, acha fofa a tua mania de roer as unhas e consegue encontrar um lado bom em todos os teus erros. Aposto que você não percebeu como ela tenta soar sexy quando você está por perto e não notou o jeito que ela te olha. Acorda pra vida cara, ela se amarra em você. E ela se importa contigo. Se preocupa quando você cai do skate e volta pra casa tarde da noite. Odeia quando você sai pra farrear com os amigos e bebe mais do que o devido. Ela pode não dizer, mas gosta de você, vai por mim. Ela também não disse, mas gostou do teu novo corte de cabelo que todo mundo odiou e achou legal o teu tênis que você passou a tarde inteira escolhendo. Abre o olho, ela vale a pena. E ela não é como as outras garotas que apareceram pra foder com a tua vida. Ela faz a diferença e veio pra ficar. Ela quer te fazer ficar, acima de tudo. Então não a deixe ir. Não a faça acreditar que você é um babaca e também não tente provar que você não precisa de ninguém, porque cara, tu vai precisar dela. E ela vai precisar de você. E vocês vão dar certo, acredite em mim. Não aja como se você não estivesse louco pra saber no que isso vai dar.
Germana K.
E eu sou um pouco mais estranha do que ser estranha permite. Sou estranha além do charme de ser estranha.
Tati Bernardi.
A esperança está em cada nascer do sol, em cada desabrochar de flor. No canto dos pássaros. No vento que balança os braços das árvores. A esperança está entre os passos, no reflexo dos olhos, no ar brejeiro que passeia nos pulmões. No entanto, esperança é um sentimento e sentimentos são coisas que brotam de dentro para fora. Se não está no coração não floresce em nenhum outro lugar.
Docismo.
A liberdade, em extensão, é inexistente. As pessoas geralmente acreditam apenas naquilo em que conseguem medir. Muito provavelmente as estrelas sejam livres na infinidade do universo, muito provavelmente o abstrato mundo de pensamentos e imaginação seja livre e infindável no crânio mental. Há uma gama de liberdades genéricas. Estamos sempre pontuados. Uma liberdade dentro da outra, como bonecas russas. A baleia, por exemplo, é livre na imensidão do mar, mas o que ser o mar se não uma banheira grande?
Docismo.
Eu quis cravar meus dentes na tua coluna vertebral enquanto tu agitava meu velcro, alisando deliciosamente meu baixo ventre em busca do meu prazer, eu quis colar-te em meu corpo logo de uma só vez, porém tu não se destranquilizava daquele alisamento prazeroso. Quando enfim sessou, pediu para que eu me ajoelhasse e mandasse ver, talvez sua mente achasse que eu não era de nada, mas suguei-o sem dó nem piedade, lambi cada centímetro de sua extensão, não vou vulgarizar as palavras, mas foi uma transa legal. Ele tinha olhos bonitos, não que eu reparasse nisso, não que ele tenha me satisfeito, eu apenas não tive vontade de pegar minhas trocas de roupa e zarpar elevador a baixo, eu me contive ali nos seus braços enquanto ele me contava do seu trabalho em uma biblioteca suburbana, enquanto ele ressonava babando no meu peito inexistente, era muito para mim, tinha de sair dali, tinha de carregar minha carcaça para um bar qualquer, contar os trocados que me sobravam e trocar por uma cervejinha barata, mas algo me deteve, eu esperei por ali até amanhecer, eu não ousei dormir, mas velei por suas pálpebras arrochadas nos cílios. Eu deveria ter ido embora, porém eu queria mais, eu sempre queria mais, mas nunca com o mesmo cara.
Ninfomaníaca
“Então compreendi perfeitamente o que gerava a dor. Não era o corte com a ponta da faca, a topada na quina da cama, o amigo que não liga mais, o café que sujou o fogão, as palavras duras, as notícias na tv, obviamente isso soma-se ao fardo, mas não é ele em si. A dor era gerada pela sede...
Eu poderia te ligar. Chamar no msn com a desculpa boba de ter errado de janela ou mandar uma simples sms dizendo que sinto a sua falta. Poderia mandar as indiretas mais diretas possíveis, onde só faltaria ter o teu nome. Eu poderia dizer que você mudou a minha maneira de pensar, agir e me relacionar. Que você conseguiu fazer comigo o que todos achavam impossível - Ser uma pessoa melhor. Poderia te implorar para voltar e não sair mais de perto. Poderia… Mas deixa assim. Estou bem do jeito que está. Se você se acostuma - Vou me acostumar.
Allax Garcia.
Para a maioria das pessoas, ela mal chegava a ser visível. Uma pessoa não especial. Com certeza, tinha excelentes habilidades como pintar. Sua habilidade musical era superior à média. Mas, de algum modo, e tenho certeza de que você deve ter conhecido gente assim, ela conseguia parecer uma simples parte do cenário, mesmo quando estava na frente de uma fila. Vivia apenas por ali, sempre. Indigna de nota. Não era importante nem particularmente valiosa. O frustrante nessa aparência, como se pode imaginar, era ela ser completamente enganosa, digamos. Decididamente, havia valor nela, e isso era despercebido.
A Menina que Roubava Livros.
De tudo o que perdi, era o coração que me fazia mais falta. Ninguém pode amar sem coração.
O Mágico de Oz.
Você se foi. Se foi por medo de ficar na chuva das minhas lágrimas, se foi porque não queria ficar, se foi porque não queria, se foi porque não sabia permanecer, se foi porque possuía medo de tentar, se foi porque não gostava, se foi porque não amava, se foi para ir, voltar, e ir novamente para cada vez mais longe. Se foi porque simplesmente não queria e adorava andar por aí entre aventuras e desventuras. Entre idas, vindas, ficadas e partidas você sempre fugia do meu caos, você nunca era e nunca fora um bom cais.
A Escritora de Bar.