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Kiana Khansmith

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roma★
Cosmic Funnies
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@flor-poeta
A gente nasce grande
E vai diminuindo
Do outro lado azul do muro
Pensamentos orbitam a cabeça Um grito calado na garganta Bato à porta que é de salva e cera Entrar não há quem me garanta
Asas protegem o meu corpo A luz dilata minha retina Desbravo mares, mapeio terras De um coração que se defina
Meus vinte e poucos não me dão Certeza de júbilo e amor Na vida a van opressão Não calo, enfrento com vigor
A minha mãe, cabeça branca Diz que não devo me render O álcool me alivia o peso Um pequeno momento de prazer
E amanhã o que eu serei Lhe responder não posso ao certo O certo é que eu amarei Aquilo que se haver desperto
Os que me amam eu quero amar Afagar-lhes entre meu seio E as más línguas decepar E bem altivo, dar volteio
Anjos neon, mãos de topázio As tais bocas não vão assustar Abro a minha, entre Paris e Estácio Floresço a alma, rasgo o peito: vou cantar!
Na minha necessidade de escrever Mergulho em ondas de poesia E vivo velejando sem rumo Por entre versos da maresia.
-Bruno Freire
Há uma hora certa, no meio da noite, uma hora morta, em que a água dorme. Todas as águas dormem: no rio, na lagoa, no açude, no brejão, nos olhos d’água, nos grotões fundos. E quem ficar acordado, na barranca, a noite inteira, há de ouvir a cachoeira parar a queda e o choro, que a água foi dormir… Águas claras, barrentas, sonolentas, todas vão cochilar. Dormem gotas, caudais, seivas das plantas, fios brancos, torrentes. O orvalho sonha nas placas da folhagem. E adormece até a água fervida, nos copos de cabeceira dos agonizantes… Mas nem todas dormem, nessa hora de torpor líquido e inocente. Muitos hão de estar vigiando, e chorando, a noite toda, porque a água dos olhos nunca tem sono.
(Guimarães Rosa)
Eu tão isósceles você ângulo hipóteses sobre o meu tesão teses sínteses antíteses vê bem onde pises pode ser meu coração.
Leminski (via sensibilista)
Do outro lado azul do muro
Pensamentos orbitam a cabeça Um grito calado na garganta Bato à porta que é de salva e cera Entrar não há quem me garanta
Asas protegem o meu corpo A luz dilata minha retina Desbravo mares, mapeio terras De um coração que se defina
Meus vinte e poucos não me dão Certeza de júbilo e amor Na vida a van opressão Não calo, enfrento com vigor
A minha mãe, cabeça branca Diz que não devo me render O álcool me alivia o peso Um pequeno momento de prazer
E amanhã o que eu serei Lhe responder não posso ao certo O certo é que eu amarei Aquilo que se haver desperto
Os que me amam eu quero amar Afagar-lhes entre meu seio E as más línguas decepar E bem altivo, dar volteio
Anjos neon, mãos de topázio As tais bocas não vão assustar Abro a minha, entre Paris e Estácio Floresço a alma, rasgo o peito: vou cantar!
Na minha necessidade de escrever Mergulho em ondas de poesia E vivo velejando sem rumo Por entre versos da maresia.
-Bruno Freire
o vento sopra e leva as folhas as nuvens e você
Século XXI
Shakespeare riria de mim por falar de amor .
Frida Kahlo.