A felicidade deveria sentar, e ficar me esperando. Até que eu levantasse, e pudesse alcança-la. Não deveria fugir, assim como sempre faço, mas sim me encarar de frente, e nao enquanto caio. Sigo ao norte do seu sorriso, pelo tão sonhado horizonte. A paz, tem olhos castanhos, cabelos lisos e mãos macias. Mas assim como tudo o que já tentei afastar, ele só voltou, e bateu mais forte no peito. Existe uma letra na minha memória, faltam os acordes e tambem não pensei na melodia. As coisas que eu precisei, foram as únicas que eu não consegui encontrar. Não me adaptei ao vazio, mas aos sons que ele emitia. Á como sempre me pareceu gelado, a como sempre estragou tudo. A felicidade, sempre me pareceu distante. Ao alcance das minhas mãos, sempre tive apenas alguns vícios. Ao alcance dos meus olhos, apenas alguns infinitos , que de alguma forma, não me pertenciam. Ao alcance dos meus pés, toda a profundidade. Ao alcance do meu coração, a imensidão de uma vida de atrasos. De atrasos, e de acasos, que me levaram a tentar entender. Evitar pensar, não me ajudou. Mesmo assim, enfrentar nunca esteve na lista de opções. Tentei por vezes, mudar o tom. Mas abrir os braços, não o trouxe de volta. Ele estendeu a mão, e eu segurei. Mesmo sabendo, que a distância entre dois universos era pouco menos que alguns passos, por enquanto. Não aprendi a levantar todos os dias pra viver a mesma coisa. Não ouvi ainda, algum conselho que me faça voltar atrás. Disso, estou livre. E livre de cada gota de agonia, eu quero estar. Livre, pra cada passo que eu resolva andar. Daqui, até a liberdade, a felicidade é quem vai me guiar.