⣠Task 01 ⣠Philosophy homework
Sinceramente, estou fazendo esse trabalho somente porque deve ser um tanto vergonhoso ficar de recuperação em filosofia, logo no meu Ășltimo ano. NĂŁo Ă© nada pessoal e eu reconheço o quĂŁo importante Ă© sua disciplina para nos ensinar a pensar, contudo o senhor nĂŁo pode me culpar por usa-la para algumas sonecas. Expressado meu desgosto e, consequentemente, pouquĂssima habilidade para tal lição, espero que entenda: vou direto ao assunto, respondendo suas perguntas de sala. Ao menos, eu acho que foram essas, quando pedi foto do trabalho no grupo da turma, foi isso que me enviaram.Â
Como eu me sinto em relação a vida e ao futuro, essa Ă© difĂcil. Me sinto, atualmente, um peixe fora dâĂĄgua. Menos do que hĂĄ alguns anos quando cheguei em Hadleigh, mas ainda mal se comparado a como eu adorava morar no Brasil, infelizmente como, possivelmente o senho e todo o resto do mundo sabe, meu pai traiu minha mĂŁe e deu toda aquela encrenca que foi exposta na mĂdia e blĂĄ blĂĄ blĂĄ. NĂŁo tenho raiva dele pela traição, entretanto me trazer para cĂĄ foi o cĂșmulo do absurdo. Fora a sensação de que, definitivamente, nĂŁo estou no meu lugar correto, me sinto indiferente. Eu nĂŁo sei pra onde vou, nem qual o objetivo disso tudo, mas apenas vivo. Confesso que a morte de FP me fez repensar se estou, de fato, vivendo como achava. O que me leva a nĂŁo terminar de responder diretamente sua primeira pergunta, mas sim a segunda. Toda essa coisa de desaparecimento me mostrou que, do nada, as pessoas que eu conheço podem sumir, e no outro dia eu encontra-las mortas. Ă bizarro, porque normalmente eu nunca me importaria com isso, mas agora que Ă© algo plausĂvel, eu me importo. Isso entra naquilo de âcomo viam o mundo e como veem agora?â, eu espero que sim. Gosto de pensar que estamos em constante evolução e nĂŁo necessariamente essa ameaça foi a responsĂĄvel pela minha nova forma de enxergar os outros; vamos chamar de amadurecimento.Â
Eu imagino que, mais cedo do que esperam, esses desaparecimentos vĂŁo se solucionar. SĂł nĂŁo tenho certeza se vocĂȘs vĂŁo gostar de como isso vai acontecer, visto que agora temos mortes envolvidas. Certo, FP nĂŁo estĂĄ, aparentemente, ligado ao resto; contudo, para mim sim. De qualquer forma, tento nĂŁo gastar o resto do meu tempo no instituto para pensar nisso, afinal Ă© meu Ășltimo ano, desde que eu nĂŁo seja a prĂłxima vĂtima estĂĄ tudo certo. Brincadeira.Â
Por falar em futuro, nĂŁo sei o que esperar do meu, eu adoraria seguir carreira na ĂĄrea de robĂłtica, mas Ă© tentadora a proposta de usar a fama do meu pai para me promover como jogador de futebol, afinal eu tenho talento. Mas isso Ă© um pouco hipĂłcrita da minha parte, visto que eu sempre fujo de qualquer popularidade do Sr. Evans. NĂŁo penso em mais nada sobre o futuro que nĂŁo seja minha carreira, afinal eu volto para o inĂcio do meu texto: nĂŁo sei para que estou aqui e muito menos para onde vou quando tudo acabar, nĂŁo serei eu a gastar meu oxigĂȘnio pensando nisso. O que diga-se de passagem Ă© contraditĂłrio jĂĄ que sou muito racional. Mas acredito no equilĂbrio entre a racionalidade e a vivĂȘncia do presente. Digo, nĂŁo tenho que agir como um imbecil impulsivo sĂł porque nĂŁo quero pensar no futuro, certo?
 JĂĄ estou farto de escrever isso aqui, e tenho treino agora. Considere meu esforço e sinceridade, aceito a mĂ©dia do trabalho sem problema nenhum, sei que essa pseudo-carta ao senhor deve ter ficado deplorĂĄvel; se acostume, todas as minhas liçÔes de filosofia, sociologia e afins sĂŁo do mesmo nĂvel.Â
Respeitosamente, Lorenzo Fernandes Evans, 15th grade B