Sério? Quando… Céus, pelo menos me diga que não havia ninguém na casa dela na hora. Desculpa a sinceridade, mas sua família é um pouquinho complicada no quesito drama. Estou quase te levando para a igreja, com essa maré de azar vai que depois você acabe inventando de ficar broxa na hora h? Tá… Só não se acostume com isso.
Gabreel soltou o ar pela boca, dando de ombros e retornando a se jogar no sofá. - Talvez, olhando de perto, todas sejam. Digo...como diria Tolstói: “Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.” Talvez isso sirva para complicação. Talvez todas famílias simples se pareçam, mas... todas as as famílias complicadas sejam complicadas à sua maneira e no fundo a simplicidade só seja vista com miopia. Sendo assim, de perto...Tudo é complicado. - O jornalista se permitiu olhar o teto pensando um pouco sobre a própria conclusão, voltando por fim, a atenção a sua companhia. - E não, não havia ninguém quando ela chegou, por sorte. Mas, o susto não foi pequeno. - Ele se ergueu um pouco, de maneira a esticar o braço, na intenção de segurar o dela e ao menos, fazê-la sentar no sofá junto a si. - Minha mãe já tem feito isso. Na verdade acho que ir a igreja é a única coisa que a mantem em paz no meio do caos todo. - Tornou a deitar no sofá, deixando espaço para ela, como em um convite. - Adoro que esteja aqui rindo da minha cara enquanto eu abordo uma situação tensa. - Riu baixo. - Céus...Eu sou tão difícil assim de se levar a sério, é isso? Prometo não me acostumar, só realmente não estou muito no clima de atravessar a rua.