ambitchiiious:
a loira sorriu empaticamente para o amigo, sabia que ele não estava falando apenas de baptiste. questões com justiça e corrupção eram pessoas para gaspard e chloé o entendia, ambos eram frutos de lares caóticos. ❝ ━━ eles pagam por isso, não da forma ortodoxa. não duvido que você esteja certo, tudo tem um preço. se baptiste sabe sobre negócios obtusos alheios, tenho certeza que ele está sendo defendido pelos melhores advogados e não teria problema algum em derrubar quem considera inútil para poder ter liberdade.❞ a beauchamp entendia daquele assunto de uma maneira, provavelmente, superior a todos seus colegas. seus pais poderiam ser considerados chantagistas profissionais e durante um longo tempo chloé acreditou que aquela fosse a maneira certa de lidar com poderosos criminosos. se sentia estúpida por ter acreditado que os pais tinham boas intenções quando recebiam milhões de euros de algum político corrupto, era claro como a ação era movida por ambição e não tinha nada de justa. gaspard tinha razão, certamente era algo muito mais profundo que propina por aprovação e notas altas. se sentia estúpida por não ter cogitado aquilo e ter acredito, mesmo que minimamente, no poder judiciário. afinal, baptiste havia feito algo bem pior que corrupção. ❝ ━━ o seu pai?❞ ela indagou de forma retórica, a jovem respirou fundo. se gaspard tivesse certo e aquilo se tratasse de uma esquema gigantes e obscuro, chloé sabia que existia a possibilidade de envolvimento também de sua família. estava exagerando, certo? sua família era terrível, tóxica e criminosa, mas isso não queria dizer que estavam envolvidos em todos os crimes cometidos na frança. ❝ ━━ eu não sei… que tipo de esquema levaria a uma delação premiada? o que você acredita que acontecia exatamente?❞
» ― Você tá surpresa? ― Perguntou de maneira irônica dando uma leve risada, de seu pai, Gaspard só esperava o mau e o pior. ― Maxence é que nem um rato, não pode ver uma sujeira que já quer se enfiar, por isso eu desconfiei e, ao que tudo indica, eu estou certo. ― Levou os cabelos que caiam no olho para trás, aquilo era um assunto que o deixava nervoso, principalmente depois que quase conseguiu pescar alguma conversa entre o progenitor e o antigo diretor. Nada desse para apresentar como prova, mas o suficiente para que desconfiasse ainda mais. ― Eu não tenho a menor idéia. ― Já tinha pensado naquele assunto inúmeras vezes, mas nunca conseguiu chegar a alguma conclusão. ― Desvio de verba, talvez? Ou talvez eles usassem o espaço da escola para algum outro esquema. Eu não sei o que que é, mas acho que é maior do que a gente pensa e acho bem capaz que meu pai seja um desses “peixes grandes” que eles disseram que vão cair, enfim, é só um palpite.

















