Gawain Arthur Robards | Former Ravenclaw | Muggleborn
“I solemnly swear to be a good knight of the Round Table of Camelot and to never use violence without purpose, never to fall to murder or treason. I swear on my honor to give mercy when asked and to protect the innocents and to enforce their rights. And I promise to never fight in any unjust cause or to fight for personal gain. This oath I take upon my knighthood in the Round Table of Camelot.”
Varinha: Cedro, 29 cm, pelo de Unicórnio. Considerada a varinha de alguém com força de caráter e lealdade incomum. O bruxo escolhido por uma varinha de cedro carrega o potencial de ser um adversário assustador, que geralmente choca àqueles que os desafiam.
A história de Gawain Arthur Robards começa há muitos anos, muito antes de ele nascer, pela origem do nome. A personagem homônimo, Gawain, é uma das pertencentes às obras literárias inseridas no Ciclo Arturiano e normalmente o nome é precedido pelo título Sir. Gawain é muitas vezes descrito como sendo sobrinho do rei Arthur, filho de Morgause e irmão de Gaheris, Gareth, Agravaine e Mordred. Possuía um comportamento muito irritadiço, como pode-se constatar em Layamon, onde, quando Artur descobre a traição de Lancelot e Guinevere, Gawain declara que vai enforcar Mordred com suas próprias mãos e que Guinevere deve ser despedaçada por cavalos selvagens. Outra passagem, descrita por Thomas Malory, onde se pode visualizar o caráter persistente de Gawain, é mostrada quando do cerco ao castelo de Lancelot. Lancelot, que durante a fuga com a rainha mata Gaheris e Gareth, afirma que a acusação de traição contra ele é falsa e que o julgamento por combate havia mostrado que ele estava certo. Arthur poderia até perdoá-lo, mas Gawain não deixa que isso ocorra. Ele tem uma peculiaridade que lhe permite ganhar força física no período que vai das nove da manhã até ao meio-dia. Malory diz que isso era um presente de um homem santo, mas é claro que, originalmente, Gawain era um adorador do “deus-sol”.
Nascido em 8 de Outubro de 1951, Gawain foi o segundo filho de três do casal Madoc e Enid Robards. O irmão mais velho, Gareth, nasceu três anos antes de Gawain e a irmã mais nova, Glenys, juntou-se à família quatro anos depois em 1955. A família Robards vivia na área de Crickhowell de Powys, País de Gales, onde tinham uma fazenda. Os anos iniciais da vida de Gawain foram muito calmos e dificilmente notáveis: Enid ensinava as crianças em casa e todos eram esperados a ajudar nas tarefas - como alimentar animais e ordenhar vacas - assim que tivessem idade suficiente para realizar a tarefa. No tempo livre, Gawain e Gareth pegavam pedaços de madeira e fingiam uma luta de espada nos campos (quando Gawain tinha cinco anos, sua mãe cometeu o erro de dizer aos garotos que foram nomeados em homenagem a dois cavaleiros de Rei Arthur). Sempre ficou subentendido que Gareth, como mais velho, herdaria a fazenda e Gawain e Glenys tinham duas opções: ficar e ajudar Gareth ou sair e procurar outros empregos na comunidade, apesar de Madoc esperar que os três filhos escolhessem continuar com a fazenda da família.
A vida tranquila e idílica dos Robards foi interrompida no verão de 1961. Uma coruja voou até a casa no meio do dia - enquanto corujas eram pouco incomuns ao redor da fazenda, uma coruja no meio do dia era certamente notável - e entregou uma carta, endereçada a Gawain. A carta em si tinha mais perguntas que respostas (apesar de, de fato, explicar alguns acontecimentos que não faziam sentido algum na vida de Gawain), já que era um convite para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Depois de uma discussão entre Madoc e Enid (e a visita de um professor da Escola, que explicou as coisas à família), chegaram à decisão que seria melhor que o filho de meio fosse a Hogwarts. Uma vez lá, foi colocado na casa de Rowena Ravenclaw, apesar de o Chapéu Seletor - e que fascinante, um chapéu que falava e dizia onde seria seu lugar - ponderou colocá-lo na Gryffindor.
Durante seu primeiro ano, um de seus colegas de quarto o apresentou ao xadrez de bruxo. Gawain nunca havia jogado nem xadrez normal de trouxas, e seu colega achava que venceria a partida facilmente. Mas, fosse por sorte de principiante ou puro talento, Gawain ganhou sua primeira partida de xadrez de bruxo, apesar de não ter ideia do que estava fazendo. Nos próximos anos, aprendeu sobre o jogo e, por fim, juntou-se à equipe da Escola no quinto ano. Desde o começo, Gawain era fascinado por Defesa Contra as Artes das Trevas, para qual ele mostrou aptidão natural. No segundo ano, juntou-se ao clube e tentava conversar com pessoas mais velhas na esperança de aprender um pouco do que sabiam e do que não lhe fora ensinado ainda. Alguns dos mais velhos pareciam irritados com isso, mas a maioria se entregou à sua curiosidade, com limites razoáveis. Gawain também entrou no Clube de Duelos. Com tantas atividades extracurriculares, era de se imaginar que ele não encontraria tempo para estudar, mas ele tinha as habilidades de estudo de um Ravenclaw típico e, combinando isso com o hábito que ele tinha de acordar com o sol (um hábito adquirido na fazenda e que fazia jus também a Sir Gawain) com ele não se importar em ficar no Salão Comunal para terminar suas tarefas até bem depois que os colegas de casa forem dormir, ele conseguia notas notavelmente altas.
Foi em seu quarto ano que Robards teve o primeiro contato com sua futura carreira: em um fim de semana de visitas à Hogsmeade, ele e os amigos estavam no Três Vassouras quando alguns Aurores fora de serviço entraram no pub. Gawain ouviu sobre o que conversavam - não estava bisbilhotando, apenas escutando-os - e soube imediatamente que era isso que ele queria fazer. Quando retornou ao Castelo, foi imediatamente conversar com a Professora McGonnagall e perguntar sobre a profissão da qual ouvira. Ela disse que ele parecia ter a aptidão necessária para o programa de Aurores e falou dos requerimentos para entrar. Apesar de sempre ter dificuldade com Poções, ele olhou para a matéria com determinação quando percebeu que deveria ir bem nos N.O.M.s e nos N.I.E.M.s para conseguir o que queria. No quinto ano, quando fez o teste de N.O.M.s, passou em todas as matérias com todas altas, somente O’s e E’s, exceto por Astronomia e Herbologia, em que conseguiu um A. Nos últimos dois anos em Hogwarts, ele optou por continuar somente com Feitiços, Defesa Contra as Artes das Trevas, Poções, Transfiguração - as quatro que requeriam N.I.E.M.s para o programa de Aurores -, Trato de Criaturas Mágicas e História da Magia, uma aula que sempre gostou, apesar do desgosto geral dos colegas. No sétimo ano, inscreveu-se no programa de Aurores e foi aceito com a condição que fosse bem nos N.I.E.M.s, o que ele certamente conseguiu com O’s em todas as matérias. A família ficou mais que contente com os resultados obtidos pelo filho – depois de terem sido explicados sobre o que significava ser Auror. Era uma profissão com riscos, talvez até maiores do que qualquer outra, mas com certeza faria a diferença no novo mundo em que o garoto estava inserido e somente isso importava a eles.
Finalmente no Programa de Aurores, Gawain passou mais três anos estudando na companhia dos futuros colegas de profissão do Ministério, em meio a rigorosos testes de caráter e aptidão para mostrarem suas reações em situações sob pressão – testes que variam desde transformação de aparência física até discrição. Também, teve seu primeiro contato com os Aurores já formados, como Alden Proudfoot e Dominic Savage, e o último tornou-se um exemplo a ser seguido para o futuro. Dominic certamente representava tudo que Gawain queria atingir. Já durante o último ano de treinamento, Gawain foi designado a acompanhar o caso e julgamento de Noah Woodcroft, um dos hit wizard, a quem atribuíam a culpa por vazamento de informações internas para Lord Voldemort e Death Eaters. O desfecho não fez absolutamente o menor sentido para o auror em treinamento, que acreditava piamente na inocência de Noah, porém não tinha meios de provar quando o próprio réu confessara o crime do qual estava sendo julgado. Apesar da situação infortuna, foi devido a isso que Gawain conheceu sua atual melhor amiga, Helena Gallagher, que era noiva de Noah e, também, porta-voz de Woodcroft no dia do julgamento.
Gawain se apresenta como um indivíduo qualificado, entendido e possuidor de sangue-frio nas tarefas que lhe são dadas, e não decepciona na manifestação desses atributos. Enquanto ele prefere manter discussões a um número mínimo, e raramente levanta a própria voz, Gawain vai lutar quando necessário. Ele tem um talento para dar más notícias de uma maneira aceitável e reage bem a notícias do gênero, alguns diriam que até estoicamente demais. Por ter crescido no interior e com uma família pequena, Gawain sempre foi tímido com as pessoas das quais não é íntimo – e são poucas as que podem entrar nessa classificação. Ele gosta de fazer o que é esperado de si e é capaz de ir longe e superar suas habilidades para fazer algo que vá ajudar outras pessoas e o primeiro exemplo dessa atitude foi ter escolhido a carreira de Auror. Apesar de não ser naturalmente impulsivo e raciocinar antes de tomar qualquer decisão, quando lhe são dadas duas escolhas ele normalmente escolhe a que menos o beneficia, na esperança de ser melhor para outros. Quando Robards fica bravo, e isso acontece raramente, ele fica quieto, menos comunicativo que o usual. Seus movimentos ficam erráticos e é visível uma certa tensão em suas mãos. Em tal estado, ele continua a agir racionalmente, mas pode escolher uma rota divergente do que normalmente escolherias e, em algumas vezes, acaba por desrespeitar a cadeia de comando presente no Aurors Office. Apesar de se arrepender de algumas dessas decisões depois, ele genuinamente não deseja que tivesse feito algo diferente. Pelo contrário, há vezes que ele gostaria de agir assim mais frequentemente.
Com a maior transparência da guerra, Gawain vê-se cada vez mais em situações desagradáveis. Ele é ciente do papel que tem e teve em numerosos acordos com os Death Eaters, mantendo informações importantes em segredo. Homens que cometeram crimes terríveis foram soltos sem punição completa; Robards sabe e sente que isso é claramente um afronto à justiça. As informações recebidas em troca são, na maior parte das vezes, úteis, mas para ele é difícil conviver com o fato que participou na soltura de homens culpados. Apesar de desejar que tais criminosos possam ser reincluídos apropriadamente na sociedade, ele não acredita nisso. Já viu o suficiente de erros humanos para entender as altas probabilidades de retorno a antigos hábitos. Fora do Ministério, Gawain é praticamente o mesmo de sempre. Obviamente, não tem muita vida fora do trabalho e esse fato piora consideravelmente com o tempo, o que o torna desnecessariamente formal em situações do dia a dia e tende a não pensar nos colegas de trabalho em qualquer outro lugar que não no ambiente de trabalho – com seletas exceções. Robards sente falta de uma companhia e isso é outra autoafirmação que ele prefere ignorar, e se sai muito bem nisso. Guerra não é hora de fazer amizades ou algo mais, nem de passar tempo com qualquer tipo de família, o que o leva a passar o quarto ano seguido sem visitar seus pais na fazenda em que cresceu. Acredita que, assim, sua família ficará mais segura. Ele confia quase que completamente em si mesmo e tenta não depositar sua fé em outros. Quando se depara com uma tarefa, ele tende a trabalhar sozinho ou com pessoas em quem confia de olhos fechados, e essas são poucas, mas geralmente o auror sabe os limites do seu corpo e de seu conhecimento.