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❣ Chile in a Photography ❣
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AnasAbdin
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@gr3yish
Boa sorte, meu bem. Espero que essa vida não apague o teu riso.
meu maior inimigo sou eu quando gosto de alguém. parece que meu mundo passa a girar em torno disso. em torno da atenção que eu vou receber e de como ela chegará. fico ansiosa pela notificação, como se eu fosse morrer, caso não aconteça. e quando recebo, me tranquilizo, como se o antídoto contra a morte tivesse finalmente chegado.
@lovesdaya
Não foi por falta de amor, talvez nem por falta de vontade. Foi por excesso. De expectativa, de medo, de passado mal curado. A gente se desencontrou tantas vezes que já não sei se nos procurávamos ou se só repetíamos o ciclo porque era a única forma que conhecíamos de amar: tropeçando, colidindo, se desfazendo. Era quase um vício — esse ir e vir sem fim, esse nó no peito que apertava sempre que a distância crescia, mas que nunca soltava de verdade.
Tentamos nos ajustar como quem tenta montar um quebra-cabeça com peças que já se desgastaram. E toda vez que encaixava, algo escapava pelos cantos. O que nos restava era um fio de ligação quase invisível, mas forte o bastante pra não nos deixar partir por completo. Como se algo ainda nos dissesse, em silêncio, que ainda havia algo ali. Uma pontinha de talvez, um resquício de nós que insistia em resistir, mesmo depois de tudo.
A gente fingiu. Fingiu que não sentia, que dava pra viver longe, que o tempo curaria. Mas o tempo não curou. Pelo contrário — foi acumulando camadas sobre camadas de silêncios, de vontades engolidas, de perguntas sem resposta. O fim veio e, sim, ele era necessário. Mas não menos cruel. Eu me parti em mil pedaços achando que partir era um jeito de me refazer. Só que, no fundo, era só mais uma maneira de continuar sangrando.
O gosto amargo permaneceu. Aquele mesmo que ficava depois das nossas brigas, depois dos nossos silêncios longos demais. A gente tentou tantas versões de nós que, em algum ponto, deixamos de saber quem éramos uma pra outra. E talvez o mais triste tenha sido perceber que nem mesmo a melhor dessas versões conseguiu segurar o que tínhamos. A dor de não dar certo com alguém que ainda se ama é um tipo de luto que não tem fim certo.
Eu queria dizer que passou. Que consegui seguir. Que ficou no passado. Mas a verdade é que ainda acordo com a sensação do teu nome ecoando no meu peito. Ainda tem dias em que procuro receber uma mensagem sua de bom dia, um áudio longo seu contando uma situação que aconteceu durante o seu dia.
Não tem mais a gente. Mas tem você. Aqui, em mim. No meio do que sobrou. No que ficou entalado. No que não soube se despedir. E eu não sei o que fazer com isso. Não sei se sento e espero passar, ou se levanto e finjo que já passou. Porque sentir ainda dói. Porque ainda existe. Porque não acabou aqui dentro. E o pior é que eu não sei se algum dia vai acabar.
Algumas histórias não têm ponto final. Elas ficam pairando no ar, como cartas não enviadas.
Apenas fico aqui. Esperando que, um dia, essa ausência seja menos cruel. E que o amor que não soube ser vivido encontre paz — mesmo que seja em mim.
Se um dia, por acaso, você se pegar lembrando de mim — entre uma xícara de café e a pausa entre um pensamento e outro —, espero que sorria. Mesmo que por um segundo breve, quase imperceptível, sorria.
Porque se há algo que sempre desejei deixar neste mundo, foi isso: um traço leve no peito de quem cruzou meu caminho.
Não se preocupe se eu não responder todas as mensagens daqui em diante, ou se demorar mais do que o habitual pra reaparecer. Às vezes o silêncio também é uma forma de cuidado. Às vezes, a gente se recolhe não por ausência, mas por respeito ao que está pulsando dentro da gente. E tudo em mim tem pulsado diferente ultimamente. Mais sereno, mais contemplativo, mais silencioso.
Ando observando mais o céu. Percebi que ele nunca tem exatamente o mesmo tom de azul, e que as nuvens sempre dançam como se soubessem algum segredo antigo que esquecemos de aprender. Tenho prestado mais atenção nas pequenas coisas: o som da água correndo, o cheiro de livro antigo, o vento brincando com as cortinas. É como se, de repente, tudo tivesse ganhado um significado especial. Ou, talvez, como se eu finalmente tivesse aprendido a olhar com calma.
Eu tenho pensado muito nas pessoas que amo. Não no sentido urgente de querer estar junto o tempo todo, mas naquele outro — mais profundo, mais tranquilo — de querer que elas estejam bem, mesmo longe de mim. De saber que deixei nelas algo que possa florescer, mesmo que eu não esteja por perto para ver.
Não quero que se preocupe comigo. Estou bem. Estou em paz. Há um tipo de tranquilidade que vem quando a gente aceita que nem tudo precisa ser dito, nem todas as respostas precisam ser encontradas. Algumas presenças continuam ecoando, mesmo quando o corpo já não está ali. E, às vezes, o amor que plantamos é suficiente para seguir vivendo em outras formas.
Se um dia sentires saudade, escuta a música que eu gostava. Vai até aquele lugar que era nosso. Lê aquele trecho sublinhado no livro antigo. Você vai me encontrar ali — não como um fantasma, mas como uma presença leve, quase brisa.
E se, por alguma razão, a vida te parecer pesada demais, lembra que meu abraço sempre foi morada. Mesmo que agora ele seja memória, ainda é abrigo.
Fica bem, tá?
Com carinho — aquela que não some com o tempo.
Lana's hair at The Met Gala. 🖤
sempre que preciso dormir vejo você, vestido de seda e cabelos soltos sobre os ombros, te vejo sentar na cama ao meu lado e me dizer sutilmente, eu não pertenço a você, mas vou passar as próximas duas horas pairando sobre a sua cabeça até você adormecer. E então acordo com o despertar do alarme, olheiras e uma puta dor de cabeça. Minha insônia tem nome e sobrenome, minha doença é não saber te esquecer.
John and blues
eu ainda tento te encontrar em todos os lugares
até mesmo naqueles em que eu nunca te vi.