Se fosse em meu corpo, escreveria “Nunca é tarde para fazer o certo”. Acho que me reflete bem, e talvez também reflita você. - ela comentou e soltou os ombros tamanho desanimo com tudo. Levantou o olhar ao ouvi-lo falar o motivo da tatuagem e esboçou um sorriso mínimo, mas sincero, seus olhos estavam cintilando. - Você também mudou muita coisa em mim e me marcou de várias formas. Eu quero uma família com você, eu… eu quero o nosso filho! - ela murmurou feito um desabafo. Era um assunto random, que não tinha tanta ligação com o que ele dizia, mas havia verdade nas palavras dela, e também um tom ruidoso e choroso. Ela levou a mão a barriga, acariciando-a de leve, mesmo sem ter nenhuma criaturinha ali. Sentia-se culpada agora, depois de tantos anos. Sentia-se culpada de ter tentado abordar seu fruto na adolescencia, e sentia raiva por te-lo perdido. Aquele era um assunto que eles nunca falavam, e Greh parecia não notar que ela agora queria falar daquilo, mas não poderia culpa-lo, ele também deve ter ficado muito mal com tudo. - Greg eu quero um filho seu! - Repetiu baixinho, como se perdesse as forças, e as mão agarraram na camiseta dele, ao ouvir que ele estava disposto a ser sua ancora. Tudo o que precisava era mais que um namorado, era um futuro, uma esperança, um amante e um amigo. De repente, toda essa insegurança, dor, e culpa vieram a tona, em um dia cujo ela ka estava mal pelo reencontro com a ex amiga Ananya. E novamente, ela pensava nisso. Sem conseguir segurar mais um minuto se quer, um soluço estrangulado saiu da garganta, desatando o nó e soltando o choro contido. Eileen permaneceu com as mãos firmes na roupa dele, como se não quisesse deixa-lo ir embora, e deixou que sua cabeça aos poucos se inclinasse e caisse sobre os ombros dele, que logo foram molhados pelas lagrimas cristalinas dela. Não era mais a adolescente com medo e com dúvidas, desta vez era a adulta que se sentia incompleta por saber o que queria, e mesmo assim, por se sentir incapaz de um dia alcançar todos sonhos, por não ter esperanças.