Reivindicações da Greve Estudantil em negociação no C.A.
Na próxima quarta-feira, dia 17 de junho de 2015, ocorrerá mais uma reunião do Conselho de Administração, responsável por questões financeiras da Universidade, sobre as pautas da Greve Estudantil da UEL!
Evento: https://www.facebook.com/events/375180179341999/
Por isso, vamos resgatar aqui quais são essas demandas. Confiram:
1) Medidas mitigatórias para a ausência de Restaurante Universitário
Em virtude da capacidade insuficiente, nosso Restaurante Universitário foi fechado para reformas para ampliar seu espaço e melhor atender aos estudantes e servidores que dele se utilizam. Contudo, o prazo final de entrega das obras não foi respeitado e o que era previsto para meados de fevereiro, talvez fique para julho ou setembro.
Enquanto isso, muitos estudantes, que têm no RU sua única referência para alimentação, estão desamparados pela Universidade.
Em termos de medidas que poderiam diluir a gravidade da situação, o Serviço de Bem-estar à Comunidade conseguiu junto a estabelecimentos da redondeza um desconto de R$ 0,50 (cinquenta centavos) numa marmita que, custando R$ 6,50 (seis e cinquenta), passará a custar R$ 6,00 (seis reais).
Consideramos essa proposta da Universidade insuficiente e fora da realidade dos estudantes que normalmente pagariam R$0,90 ou R$2,70 no RU.
Por isso, exigimos que a Universidade, em decorrência do atraso na entrega das obras do RU, apresente medidas mitigatórias que de fato possam contemplar os estudantes da Universidade que são, em grande parte, oriundos da rede pública de ensino e não possuem renda própria. A Educação Pública é um direito. Garantir esse direito de forma igual a todos é um dever da administração dessa Universidade.
2) Reajuste da bolsa permanência segundo o Índice Geral dos Preços do Mercado – IGPM, e segundo o Índice salarial inflacional;
A Bolsa de Permanência oferecida pela Universidade possui hoje o valor de R$ 300,00 (trezentos reais). Sua cumulação com qualquer outro benefício era vedada até março deste ano de 2015, com muita luta durante a primeira greve, conseguimos revogar esse artigo e hoje as e os estudantes já podem receber bolsa permanência e, ao mesmo tempo, receber a justa valorização por participarem de estágios, projetos de pesquisa e extensão.
Agora, se faz urgente a correção deste valor. Para se ter ideia, essa bolsa foi criada tendo como parâmetro uma bolsa que era concedida em 2009 de apenas R$300. A correção portanto deve ser feita para que as e os estudante recebam um benefício compatível com o custo de vida da cidade de Londrina. E também porque se essa correção não for feita a bolsa perde sua função.
3) Ampliação do Centro Estadual de Educação Infantil – CEEI, para possibilitar que também as/os filhos/filhas de mães e pais estudantes possam usufruir de tal beneficio;
A UEL possui um Centro Estadual de Educação Infantil dentro do campus. Contudo, presentemente, a creche não consegue nem atender a demanda das e dos servidores, tendo ainda uma lista de espera para aqueles que não conseguiram ser atendidos. Filhos e filhas de dos e das estudantes não podem se quer, se inscrever para concorrer uma das vagas.
Por isso, exigimos a ampliação da creche para que possa atender todos e todas os estudantes, docentes e servidores. A situação atual é nada isonômica, atenta de forma direta à política de permanência estudantil, pois, estudantes que são mães e pais também devem ser contemplados pelos benefícios que a Universidade ou correm o risco de serem obrigados a deixar a Universidade por falta das condições mínimas para permanecer.
4) Disponibilização aos finais de semana de cardápio de almoço e de janta no Restaurante Universitário – RU;
O Restaurante Universitário da UEL funciona tão somente de segunda a sexta, nos horários de almoço e janta. Contudo, entendemos que essa sistemática não nos contempla. Estudante também come aos finais de semana! Além daqueles que moram na Moradia Estudantil, dentro do campus, há aqueles que moram nas redondezas da Universidade, bem como há ainda os que não possuem condições financeiras de se alimentar de forma correta e balanceada diante do custo de vida que Londrina possui.
No mais, é importante lembrarmos que aos dias de sábado muitas pós-graduações possuem aulas, assim como vários outros órgãos da Universidade (como o Laboratório de Línguas). Havendo, assim, a presença de estudantes no campus, vê-se mais um ponto que justifica a necessidade de um Restaurante Universitário que de fato nos contemple, funcionando não só de segunda a sexta mas também aos finais de semana.
5) Contratação imediata de corpo de servidores para o Restaurante Universitário – RU;
Diante da ampliação do Restaurante Universitário, é fundamental que sejam contratados novos servidores, pois caso assim não aconteça, é muito possível que, acabadas as obras, continuemos sem esse serviço. Isso porque, antes do projeto de ampliação, já havia uma sobrecarga dos servidores – alguns ali que prestaram concurso em outras áreas, sendo transferidos para o Restaurante. Com a conclusão das obras, haverá ainda maior sobrecarga dos servidores alocados, o que poderá inviabilizar o seu funcionamento.
Existe, ademais, possibilidade de se terceirizar o serviço do Restaurante, de forma a “atender” a demanda por mais funcionários sem gerar altos ônus para a Universidade. Contudo, a terceirização é uma forma de precarizar a mão de obra, concedendo ao trabalhador menos garantias de que seus direitos serão atendidos. Desta forma, somos contrários a essa ideia, que sequer deve ser considerada.
O Movimento Estudantil da UEL luta não somente para a reabertura do RU, mas para que isso se dê de forma que contemple não apenas os estudantes, mas também à comunidade interna, oferecendo um serviço de maior qualidade respeitando os direitos e garantias dos trabalhadores envolvidos.
6) Bolsa Permanência para o número excedente de vagas daqueles estudantes que preencheram os critérios socioeconômicos do Serviço de Bem-estar à Comunidade - SEBEC.
Criada informalmente em 2009, se tornou uma política institucional da UEL, desde 2014. A concessão de bolsas de permanência é destinada aqueles que, preenchendo o critério socioeconômico estipulado pelo Serviço de Bem-estar à Comunidade (Sebec), não puderam ser contemplados com vagas junto à moradia estudantil em virtude do limite de vagas.
Essa política começou a ser praticada, de forma paliativa, mediante decisão anual dos Conselhos superiores da Universidade em 2009. Institucionalizada em 2014, passou a oferecer 100 bolsas anuais.
Entendemos como insuficiente esse número de apenas 100 (cem) estudantes, diante de mais de 18mil discentes que estão hoje matriculados na Universidade, mais de 50% advindos do sistemas de cotas. É urgente aumentar, tanto em termos de quantidade quanto em termos de valores, a Bolsa de Permanência, de forma que a UEL possa trabalhar de modo a construir uma real política de permanência.
Chega de aguentar tanta enrolação desses Governos. Vamos garantir que nosso dinheiro, arrecadado pelo Estado, seja realmente investido na educação!
Nosso dinheiro, nossas regras!
Todas e todos à reunião do C.A.!!