pelos deuses! aquele ali passeando na praia é [HEITOR]? ah, não, é só [HECTOR CAVENDISH ], um [SUBGERENTE DE OPERAÇÕES] nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os [VINTE E CINCO] anos nesse novo corpo, segue tão [DEDICADO] e [INFORTUNADO] quanto na antiguidade. repararam também que ele lembra muito [CHRIS BRINEY]? a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-lo como [FUNCIONÁRIO] do nosso hotel!
“Why, yes, I am and I always will…. Yes, I am and I always will, oh… Yes, I am and I always will be some protector”
BASICS
Nome completo: Hector Thomas Cavendish
Aniversário/Idade: 08/01 / 25 anos
Gênero/Sexualidade: Homem CIS / Heterossexual (Até então)
Apelidos: Hec, Caven, “Principe” (No pejorativo)
Altura/Peso: 1, 85m / 78 kg;
Tipo de personalidade: INTJ-T
BACKGROUND
TW. Violência
Trauma pode ser passado por gerações e, foi exatamente isso o que aconteceu aos Cavendish. Hunter não era um homem mal mas, estava longe de ser um homem bom. Foi retirado de seu lar em idade suficiente para entender o motivo de sair e ele era não acabar sendo morto por seu pai. Os lares adotivos pelos quais passou também não podiam ser considerados exemplares e também por isso, nem o amor de Adelaide foi capaz de salvá-lo de si mesmo. Há consertos que não são duradouros e, o começo da paixão avassaladora que o moldara em um homem melhor foi se dissolvendo. No começo, consertava carros enquanto a mulher focava na universidade de literatura. Porém, jovens e imprudentes demais engravidaram. A universidade foi abandonada, e, expulsa de casa, Adelaide passou a arrumar todo tipo de bico possível para manterem o mínimo de dignidade, Hunter arrumou mais trabalhos para conseguir fechar as contas e, o peso da guerra que é a vida real foi dissolvendo o conto de fadas do romance inicial. Mais filhos. Sete ao todo. Um casamento complexo que se desgastava a cada gestação. Hunter bebia demais, traia demais, era impaciente demais, especialmente com os filhos. Mas, ele amava Adelaide ou, ao menos ela acreditava nisso quando ele chorava em seus pés pedindo perdão pelo último caos em que havia se enfiado.
Hector é o segundo filho de sete, nasceu em um cenário caótico. A infância foi definida pela rotina do limite. Não era miséria absoluta, haviam momentos, às vezes, em que o dinheiro chegava e a casa parecia funcionar por um tempo. Mas, esses momentos nunca duravam, e assim, aprendeu muito cedo que não podia confiar na estabilidade. O que podia fazer era tentar garantir que, quando a instabilidade voltava, a estrutura não desmoronasse de uma vez só. As coisas pioraram quando aos onze anos, os Cavendish perderam a mãe, Adelaide morreu no parto de Eloise e, se Hunter já vivia num caos próprio difícil de regir, a perca foi a gota d`água. Passou a beber mais, ficar mais agressivo, foi demitido de diversos empregos por comportamento inadequado. A rotina passou a ser procurar o pai caído em algum bar e depois simplesmente escutar uma discussão horrorosa entre ele e Harriet, sua irmã mais velha, que acaba quando o homem lhe dava o primeiro tapa. Mas, Harriet logo partiu para a faculdade e sumiu da vida deles, sem olhar para trás. O manejo da rotina caiu sobre as mãos de Hector. O pai era um inútil aquela altura, ele mal cuidava da própria higiene e tinha zero condições de zelar pela casa mas, Hector sabia que eles acabariam sendo enviados para abrigos caso a incapacidade do homem fosse provada. Ele começou a trabalhar aos treze e, criou um fluxo de rotina complexo em que precisavam ajudar uns aos outros o emprego lhe custava tempo e, as faltas na escola começaram a pesar nas notas. A situação dos Cavendish ficou crítica ao ponto de um dos vizinhos precisar contatar as autoridades e, o pior aconteceu.
Quase seis meses se passaram, até serem salvos do orfanato por Harriet que, para a sorte de Hector, acabou olhando para trás. A volta ao lar, todavia, ainda contava com Hunter, que não havia melhorado nem um pouco nesse meio tempo. Mas, agora tinha Harriet, que se dividia nos mais diversos empregos para que os mais novos também pudessem estudar. Hector ajudava, em trabalhos de meio periodo. Aos dezesseis, conseguiu um emprego de meio período em um pequeno hotel perto de Burbank. Era um lugar pequeno, não muito bonito, mas funcional. Foi a primeira vez que alguém olhou para ele e disse “Você faz isso bem.” Foi a primeira vez que o caos que ele conhecia tão bem virou algo que tinha valor fora da sua própria casa. A partir daí, Hector foi se dedicando com uma intensidade que beirava o obsessivo. Estudou sozinho, pediu mais horas, aprendeu cada setor do hotel. A realidade é que Harriet olhar para trás e voltar para uma guerra que não era mais sua, salvou Hector. Não fosse graças a ela, ele nunca teria conseguido se dedicar para a bolsa em uma boa universidade californiana.
Aos dezenove, perto do fim da faculdade de hotelaria, Hector já tinha um emprego em um bom hotel em Los Angeles, e, embora as coisas em casa fossem de mal a pior, ele se sentia no comando de sua vida, ou quase. A volta para a cidade natal, feita com frequência relativa se tornava cada vez mais esporádica, até a fatídica noite. Harriet gritava ao telefone e, Hector não conseguia entender nada se não o nome do hospital dado as pressas. O suficiente para saber que algo de muito errado havia acontecido. Faziam algumas semanas desde que Hunter prometeu, pela milésima vez mudar, e, como prova de responsabilidade, ficou de buscar Heath no treino de futebol. Na volta, ele só parou num bar, rapido, poucas horas mas, o suficiente para provocar um acidente. Morte cerebral, foi o que os médicos disseram do jovem de quatorze anos. E, danos permanentes, foi o que falaram sobre o mais velho. A lesão cervical alta apenas impediu os movimentos, a cirurgia melhorou devolveu os dos membros superiores. Hector não podia acreditar que o castigo daquele desgraçado era uma paraplegia enquanto uma criança inocente tinha perdido… tudo, enquanto eles tinham de assinar termos sobre desligar aparelhos, sobre doar órgãos.
A convivência passou a ser ainda pior na casa dos Cavendish, a violência verbal entre partes só aumentava, guerra. Foi quando a oportunidade da vida se fez. E, após uma proposta de trabalho em Santorini, Hector, diferente do ser mitológico que foi um dia, simplesmente deu as costas aquela familia e o aceitou. Passou por trabalhos pequenos pelo hotel, com dedicação e empenho de quem segurava a vida inteira aquela oportunidade e foi subindo. Mandava dinheiro, auxílios, coisas para a familia mas, nunca ligava, nunca visitava, nunca falava de onde estava e no hotel… No hotel não falava da familia. Explicava ter alguns irmãos, sem fotos, sem nada. O que se sabia de sua infância é que havia violência mas, sem qualquer outro detalhe.
NOW
Atualmente, Hector trabalha como subgerente de operações. É o funcionário mais próximo de uma das donas do hotel, a quem responde diretamente. Ele é bastante metódico e disciplinado em relação ao trabalho, fazendo de tudo para que as escalas e demandas sejam cumpridas. Recentemente soube que seu pai foi diagnosticado com uma doença neurodegenerativa e Harriet e os irmãos tem tido ainda mais dificuldades. Ele foi aceito, no entanto, em um centro de pesquisa em Atenas, para onde, como tiro de desespero a mulher comprou passagem. Não antes de passar por Santorini e encontrar Hector em sua bela vida grega. O acordo feito entre os mais velhos era que ele cuidaria e, controlaria os quatro caçulas em seus traumas desde que não precisasse lidar, de modo algum, com o pai, com absolutamente nada dele. E, sim, as opções que tinham era um acordo ou um escândalo na porta do hotel ameaçando seu emprego.
PERSONALITY
+ Solicito, dedicado, organizado, atencioso
— Fechado, contido, perfeccionista, inseguro
Hector é disciplinado e consistente, você sempre pode contar com ele para finalizar uma tarefa. É extremamente dedicado ao seu trabalho, e, como perfeccionista, pode ser isto por alguns como “chato” ou “sério demais”. Especialmente entre os funcionários mais preguiçosos. Inimigo do corpo mole, Hector realmente fiscaliza sua equipe e, como piada, alguns dos funcionários o apelidaram de “Príncipe Hector”, por julgar que ele se acha o herdeiro de uma das donas do hotel. Ele não é uma pessoa soberba, ao contrário, existe em considerável síndrome do impostor mas, faz o possivel para racionamento reforçar suas proficiências e trabalha duro nela. Ambicioso por maldição mas, leal por história. Ele sempre dá o seu melhor para alcançar um objetivo da maneira mais limpa possível e, presa pelo bem comum, na medida do possível. Se por um lado ele insiste nas coisas estarem bem feitas em seus mínimos detalhes, por outro, ele também é a pessoa disposta a ficar até o final de qualquer tarefa com a qual você precise de ajuda e, lhe explica pacientemente o caminho. Sim, ele pode ser um pirralho insuportável em suas reclamações mas, sempre toma a responsabilidade pela equipe, sem levar reclamações de seus subordinados ao seus superiores.
AESTHETICS
Aparência: Cabelo castanho claro/loiro escuro médio, textura lisa, sempre arrumado de forma pratica. Rosto anguloso, mandíbula levemente definida. Olhos azuis esverdeados, caídos. Estrutura atlética contida, postura ereta.
Postura/Maneirismos: Se move com economia de gestos, mantém as mãos ocupadas quando está parado como se precisasse de função constante. Passa a mão pela nuca quando está processando algo que não fecha, escuta mais do que fala e normalmente há uma pausa antes de responder, como se estivesse avaliando, medindo o peso das palavras. Organiza objetos ao redor de forma inconsciente. Endireita canetas, alinha papéis, ajusta cadeiras desalinhadas. Quando está cansado de verdade, aperta a ponte do nariz com os dedos e fecha os olhos por alguns segundos. Raramente mantém contato visual por muito tempo, como se olhar diretamente exigisse vulnerabilidade que ele não sabe oferecer. Quando ri, é um som baixo e surpreendido, logo recomposto.
Elementos: Caneta de metal no bolso da camisa, usa relógio de pulseira de couro marrom, e mantém um caderno pequeno de anotações sempre à mão, foto dos irmãos em um canto escondido na carteira e, alguns desenhos emoldurados em um canto escondido de sua casa.
Estilo de vestir: Com um estilo funcional e impecável, Hector prioriza peças que transmitem profissionalismo sem esforço aparente. As cores são neutras que não chamam atenção mas que comunicam seriedade. Camisas de botão ou polos sempre bem passadas, calças de alfaiataria ajustadas, sapatos sempre limpos. Usa camadas quando possível, coletes, cardigans discretos, blazers simples. Evita estampas ou qualquer coisa chamativa.
Cores predominantes: bronze, cobre, carmesim, ouro velho, chumbo, branco gelo, azul profundo, roxo escuro, púrpura.
SYMBOLS
Relógio de couro marrom;
Caderno de anotações preto;
Chave mestra do hotel;
Foto dobrada em um bolso da carteira;
TRIGGERS
Gritos e discussões acaloradas;
Acusações de abandono ou traição;
Barulhos de sirenes;
Crianças sozinhas/abandonadas;
EXTRAS
Mesmo nos dias de folga, Hector acorda sempre as 05h. Não consegue dormir além disso. Usa esse tempo para revisar as escalas, tomar café em silêncio, e se preparar mentalmente para o dia;
Ele costuma correr na praia antes do trabalho pelo menos 3 vezes por semana, por necessidade de queimar a ansiedade que existe em si, nunca usa fones de ouvidos nessa corrida;
Criou o hábito de ler manuais de gestão hoteleira, muitas vezes enquanto escuta musica clássica, tem a sensação que lhe ajudam a se organizar e raciocinar melhor;
Ele normalmente percebe quando alguém está mentindo. Não confronta sempre, mas registra mentalmente;
Conserta torneiras, prateleiras, móveis, aprendeu na infância por necessidade. Nunca pede ajuda de manutenção se pode resolver sozinho;
Escreve cartas que nunca envia, as guarda em uma caixinha trancada em sua casa, quase como um diário de coisas não ditas. A sugestão foi dada por um terapeuta que frequentou anos atrás;
Para além de cartas, Hector gosta de escrever fantasia, hobbie secreto que esconde de absolutamente todo mundo, até dos irmãos. Ele é um bom escritor mas, não acredita muito em seu potencial e, guarda as histórias apenas para si. Se tivesse tentado publicação, a essa altura já teria uma trilogia;
Morre de medo da paternidade. A ideia de repetir os padrões de Hunter o aterroriza;
Tem uma politica de não se envolver com colegas de trabalho ou hóspedes;
Fala algumas línguas, aprendeu por achar que seria importante para seu trabalho;
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