pelos deuses! aquela ali passeando na praia é 𝑨𝑵𝑨𝑵𝑸𝑼𝑬? ah, não, é só 𝑶𝑭𝑬́𝑳𝑰𝑨 𝑳𝑬𝑶𝑵𝑶𝑹𝑨 𝑶𝑹𝑳𝑬́𝑨𝑵𝑺 𝑬 𝑩𝑹𝑨𝑮𝑨𝑵𝑪̧𝑨 𝑨𝑺𝑷𝑬𝑵 𝑴𝑶𝑹𝑬𝑨𝑼 𝑳𝑬𝑭𝑬̀𝑽𝑹𝑬, uma 𝑪𝑶𝑵𝑪𝑰𝑬𝑹𝑮𝑬 𝑽𝑰𝑷 nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os 𝑽𝑰𝑵𝑻𝑬 𝑬 𝑶𝑰𝑻𝑶 anos nesse novo corpo, segue tão 𝑴𝑬𝑵𝑻𝑰𝑹𝑶𝑺𝑨 𝑬 𝑷𝑬𝑹𝑺𝑼𝑨𝑺𝑰𝑽𝑨 quanto na antiguidade. repararam também que ela lembra muito 𝑪𝑨𝑴𝑰𝑳𝑨 𝑸𝑼𝑬𝑰𝑹𝑶𝒁? a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-la como 𝑭𝑼𝑵𝑪𝑰𝑶𝑵𝑨́𝑹𝑰𝑨 do nosso hotel!
𝑨𝑵𝑨𝑵𝑸𝑼𝑬: Ανάγκη deusa da inevitabilidade, mãe das moiras e personificação do destino, necessidade inalterável. era casada com moros. ela costuma ser representada por uma serpente, simbolizando, com aeon, o início do cosmos, na cosmogonia órfica. juntos, eles cercaram o ovo primordial de matéria sólida, trazendo a criação do universo ordenado.
“ 𝐼 ℎ𝑎𝑣𝑒 𝑠𝑜𝑎𝑟𝑒𝑑 𝑎𝑙𝑜𝑓𝑡 𝑤𝑖𝑡ℎ 𝑝𝑜𝑒𝑡𝑟𝑦 𝑎𝑛𝑑 𝑤𝑖𝑡ℎ ℎ𝑖𝑔ℎ 𝑡ℎ𝑜𝑢𝑔ℎ𝑡, 𝑎𝑛𝑑 𝑡ℎ𝑜𝑢𝑔ℎ 𝐼 ℎ𝑎𝑣𝑒 𝑙𝑎𝑖𝑑 𝑚𝑦 ℎ𝑎𝑛𝑑 𝑡𝑜 𝑚𝑎𝑛𝑦 𝑎 𝑟𝑒𝑓𝑙𝑒𝑐𝑡𝑖𝑜𝑛, 𝐼 ℎ𝑎𝑣𝑒 𝑓𝑜𝑢𝑛𝑑 𝑛𝑜𝑡ℎ𝑖𝑛𝑔 𝑠𝑡𝑟𝑜𝑛𝑔𝑒𝑟 𝑡ℎ𝑎𝑛 𝐴𝑛𝑎𝑛𝑘𝑒, 𝑛𝑜𝑟 𝑖𝑠 𝑡ℎ𝑒𝑟𝑒 𝑎𝑛𝑦 𝑐𝑢𝑟𝑒 𝑓𝑜𝑟 𝑖𝑡 𝑖𝑛 𝑡ℎ𝑒 𝑇ℎ𝑟𝑎𝑐𝑖𝑎𝑛 𝑡𝑎𝑏𝑙𝑒𝑡𝑠 𝑠𝑒𝑡 𝑑𝑜𝑤𝑛 𝑏𝑦 𝑡ℎ𝑒 𝑣𝑜𝑖𝑐𝑒 𝑜𝑓 𝑂𝑟𝑝ℎ𝑒𝑢𝑠 𝑛𝑜𝑟 𝑖𝑛 𝑎𝑙𝑙 𝑡ℎ𝑒 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑒𝑠 [𝑐𝑢𝑟𝑒𝑠] 𝑤ℎ𝑖𝑐ℎ 𝑃ℎ𝑜𝑖𝑏𝑜𝑠 ℎ𝑎𝑟𝑣𝑒𝑠𝑡𝑒𝑑 𝑖𝑛 𝑎𝑖𝑑 𝑜𝑓 𝑡𝑟𝑜𝑢𝑏𝑙𝑒-𝑟𝑖𝑑𝑑𝑒𝑛 𝑚𝑜𝑟𝑡𝑎𝑙𝑠 𝑎𝑛𝑑 𝑔𝑎𝑣𝑒 𝑡𝑜 𝑡ℎ𝑒 𝑠𝑜𝑛𝑠 𝑜𝑓 𝐴𝑠𝑘𝑙𝑒𝑝𝑖𝑜𝑠.”
Euripides, Alcestis 962 ff (trans. Vellacott) (Greek tragedy C5th B.C.)
𝒄𝒐𝒏𝒉𝒆𝒄̧𝒂 𝒂 𝒗𝒊́𝒃𝒐𝒓𝒂.
tw: assassinato, agressão, ilicitudes?, drogas, crime organizado.
resumo: por vir! (engraçado pq eu escrevi isso no início do rpg)
nascendo diretamente no opulento e cuidadosamente preservado berço de ouro dos orléans e bragança, ofélia já chegava ao mundo sob o peso de um legado que transcendia gerações. mais que riqueza material, mas herança de prestígio, protocolos e expectativas rígidas, moldada ao longo de séculos de alianças políticas, casamentos estratégicos e aparições públicas que projetavam a família como símbolo de tradição, poder e refinamento. cada gesto, cada sorriso, cada passo da vida de um membro da família era calculado para refletir a continuidade de um nome que não podia, e nunca devia!, manchar-se de escândalo. o tradicionalismo não era um dogma. a história da família ensinava que o respeito à etiqueta, à linhagem e à reputação era a força que mantinha a ordem e a segurança social… e qualquer descuido poderia corroer séculos de autoridade cuidadosamente construída. para os orléans e bragança, a figura pública era o verdadeiro alicerce de sua influência; era preciso projetar uma imagem imaculada, ser reconhecido e admirado, manter-se um exemplo do que a nobreza moderna poderia e deveria ser.
ofélia era uma surpresa tardia, um deslize inesperado no cronograma meticulosamente planejado pelos pais. seus irmãos já eram quase adultos, moldados pelo peso da tradição, e eles encontravam-se tão entediados da possibilidade de retornar à rotina (que nunca de fato havia as pertencido) que a criação da morena foi delegada quase integralmente a uma rede de tutores, governantas e funcionários. esses preenchiam lacunas de afeto com disciplina e instrução, ensinando-lhe o jeito certo de falar, andar, se portar, de se tornar pública e polida, sempre consciente do olhar alheio. e ali lhe escapava, um cansaço precoce, uma inquietação silenciosa, uma resistência instintiva a aceitar que sua vida pudesse ser roteirizada por outros. os planos para ela eram claros: universidade adequada, casamentos vantajosos, participação em eventos sociais de alto nível, restrito e previsível. e ainda assim, desde muito cedo, ofélia sabia que não se contentaria em seguir um caminho já desenhado.
parecia que desde sempre sua mente desenhava caminhos próprios, maneiras, jeitos de se reinventar. externamente, era a menina perfeita. dedicada, estudiosa, carismática, exemplar. internamente, cultivava a inquietação e o desejo de liberdade. e então, sem aviso, não muito depois de completar dezoito anos, ela fez o impensável! esvaziou todas as contas dos pais a qual tinha acesso e desapareceu do país, sem explicações, sem rastros. sua mãe e seu pai ainda choram a bonequinha que acreditavam conhecer, enquanto o rastro de pequenos incêndios deixado por ela (pessoas enganadas, caminhos tortuosos, promessas quebradas), lentamente se revelava. se havia algo em que ela era imbatível, era na atuação. moldava sentimentos, devolvia às pessoas exatamente o que queriam ouvir, mas nunca entregava nada de si mesma, mantendo-se sempre um passo à frente.
o primeiro destino dela foi a itália, que parecia respirar história, luxo e decadência ao mesmo tempo. ali, adotou seu primeiro nome falso: alessia elisa santini. e entenda, o dinheiro que levara consigo não era pouco; era suficiente para três anos de indulgência sem limites, mas não demorou muito para perceber que viver no luxo absoluto, com festas, roupas caras, restaurantes requintados e hotéis cinco estrelas, não era sustentável por tempo indeterminado. a necessidade de recursos constantes a levou a explorar caminhos mais… tortuosos, envolvimentos com homens mais velhos que ofereciam conforto, esquemas ilícitos que garantiam fluxo de dinheiro e qualquer oportunidade que a aproximasse de uma vida devassa, livre da pressão da etiqueta familiar. ali, ofélia (ou alessia) podia ser podre, ridícula, tóxica. podia explorar sua própria essência crua e vívida, sem filtros, sem justificativas. sua personalidade intragável, sempre um misto de charme e imprevisibilidade, acabou por arrastá-la para situações de risco extremo. poderia ter sido fatal. mas a brasileira não era só uma carinha bonita. perspicaz, de baixo temperamento controlado, e sabia que seu maior aliado em negociação sempre poderia ser uma boa arma de fogo. se ousara avançar sobre ela, estender-lhe a mão? a solução foi rápida, quase clínica. fria, imersa na convicção de seu direito de se defender, não pensou demais no que havia feito, apenas resolveu o problema. para lidar com as consequências imediatas, recorreu a uma funerária com serviços paralelos, mantendo a ilusão de normalidade por alguns dias. mas quando o dinheiro acabou, teve que ser ainda mais criativa, descobrir formas de tornar o fluxo constante, de garantir sua sobrevivência sem depender de ninguém.
mesmo sem um lar fixo, encontrou constância na figura de um nome da internet, sersi. doce, manipulável, e terrivelmente previsível, caiu em cada uma das armadilhas que ofélia lançava com precisão cirúrgica, permitindo que a brasileira aprendesse a conduzir jogos complexos de influência e persuasão. foi a sersi quem a auxiliou a deixar para trás o caos na europa e a transição para uma nova identidade americana: sienna claire winslow. nos estados unidos, encontrou funções mais fixas, descobrindo talento natural para adaptação e coleta de informações. assim que começou a se envolver com pessoas que, apesar de diferentes, formavam uma rede de apoio improvisada. meera, resistente à manipulação, acabou por criar certo apreço por sua personalidade ardilosa e junto de sersi, foram o convite de entrada para a “agência”. trabalhos extraoficiais, quase acessórios. seu papel era simples, obter informações específicas em troca de dinheiro e favores. e ser ninguém era sua maior vantagem, se não era ofélia e nem alessia, poderia também não ser sienna por algumas noites.. e assim se moldar, assumir qualquer identidade necessária, desaparecer nas sombras sem levantar suspeitas.
as viagens nunca paravam. às vezes eram motivadas por interesses próprios, esquemas particulares, mas na maior parte cumpriam objetivos cuidadosamente traçados. mesmo jurando não se importar com ninguém, descobriu-se vinculada às pessoas com quem trabalhava, acostumada ao estranho tipo de lealdade que se formava no caos. mas mesmo o relacionamento tóxico com sersi, intenso e possessivo, não era capaz de afastar seus instintos de liberdade; quando percebeu que a estrutura ao seu redor começava a ruir, se afastou antes que fosse tarde demais. a decisão coincidiu com seu maior delito, envolvimento direto na morte de um familiar que a havia reconhecido em terras internacionais. o incidente precipitou mais uma mudança de identidade, uma fuga ainda mais desesperada, e a necessidade de se instalar em um lugar seguro, onde pudesse desaparecer de vez do radar de qualquer vigilância.
foi assim que, há cerca de um ano, aspen moreau lefèvre passou a viver em santorini. contratada com um currículo longo e impecável (um legado de todas as suas “experiências”, cuidadosamente formatado por sersi), com longos elogios de todos os empregadores anteriores. não havia dúvidas que aspen seria um bom match para o aletheia hotel. você pode conhecê-la dos corredores, e se foi alguém suficientemente importante, deu de cara com uma funcionária carismática, prestativa, incrível… entretanto, se você foi azarado o suficiente para não ser alguém de relevância para ela, você pode ter acabado por trombar com uma das personalidades de seus outros nomes, mais ríspida, irônica, completamente venenosa. nada é feito sobre completa licitude, e aspen se beneficia de sua posição para movimentar dois tipos principais de atividades paralelas; o tráfico de substâncias (veiculado, não operado), e a venda de informações sobre hóspedes.
𝒆 𝒏𝒐 𝒅𝒊𝒂-𝒂-𝒅𝒊𝒂…
aspen é aquele tipo de pessoa que pensa rápido, age mais rápido ainda, e só depois decide se valeu a pena. não costuma se arrepender; prefere transformar o erro em narrativa. é venenosa no ponto certo, sabe o peso de cada palavra e o prazer que dá ver alguém engasgar com ela. tem um humor cruel, disfarçado por charme, e uma ironia que vem naturalmente. há quem a chame de inconsequente, mas seria injusto: quaaase tudo o que faz tem cálculo, só que o cálculo serve apenas a si mesma. cada gesto, cada aproximação, é movido pelo que ela pode extrair da situação. não se trata de emoção, mas de utilidade. o afeto, para ofélia, é uma ferramenta... e ela é uma exímia artesã do fingimento. sorri com doçura enquanto decide o que vai arrancar de você, e quando consegue, te descarta como se nunca tivesse te conhecido. há uma frieza cirúrgica nesse desapego, a mesma ausência de culpa que a mantém viva.
sabe ler pessoas com a mesma facilidade com que outros leem manuais. entende fraquezas, fissuras, pontos sensíveis, e adora apertá-los, não necessariamente por malícia, mas pelo simples prazer de poder. gosta do poder, mas pior que isso, odeia quando tentam impor qualquer coisa sobre ela. a obediência nunca lhe caiu bem; a provocação, sim. é impulsiva, debochada, e quando o sangue ferve, não mede consequências. e se há algo que a irrita profundamente, é a fraqueza alheia. não sabe lidar com o sentimentalismo dos outros, nem entende porque alguém se permitiria quebrar por causa de outro ser humano. para ela, laços são amarras, e amarras sempre devem ser cortadas. e, mesmo assim, gosta de brincar com elas; puxa, afrouxa, estica, para ver até onde alguém aguenta. é uma crueldade disfarçada de curiosidade, um jogo que nunca termina bem para quem joga com ela.
por trás da arrogância e do veneno, há um vazio quase divertido. uma espécie de tédio constante, uma tristeza intrínseca, que só se quebra quando encontra algo ou alguém capaz de provocá-la. como se imediatamente um lampejo transformasse estátua em humano.
𝒐 𝒑𝒆𝒔𝒐 𝒅𝒂 𝒎𝒂𝒍𝒅𝒊𝒄̧𝒂̃𝒐.
a maldição de ananque sempre foi o peso do destino, o fio invisível que se entrelaça em tudo, a certeza sufocante de que nada escapa do que está escrito. uma força antiga, silenciosa e cruel. e em aspen, essa herança vem como recusa. a negação visceral de qualquer coisa que soe como caminho, propósito ou amarra. é como se o sangue que corre em si soubesse, em memória antiga, o que é estar presa a um desígnio, e por isso passasse a existir apenas para se soltar dele. há em seu corpo um instinto que grita quando alguém tenta traçar uma rota, uma resistência automática, quase selvagem, à mínima tentativa de controle. fugir, destruir, escapar.
e por trás dessa aversão à condução existe a necessidade de provar, para si mesma e para o mundo, que pode ser a única autora de sua narrativa. não há nada que a provoque mais do que a sensação de que alguém a enxerga com clareza, de que foi decifrada. é nesse momento que destrói, por impulso, por reflexo, por instinto de autopreservação. a verdade é que aspen não busca liberdade no sentido puro da palavra; o que ela quer é domínio. quer ser a mão que corta o fio antes que ele a prenda, quer o poder de decidir o momento exato da ruptura. e esse desejo constante de autoria a transforma em algo paradoxal, alguém que não sabe mais o que é escolha genuína. toda decisão é resposta, toda rebeldia é reação. é a corrente mais disfarçada de todas, porque ao tentar escapar do destino, ela o repete em círculos. em vez de estar acorrentada ao que foi escrito, está acorrentada à necessidade de negar o que quer que se pareça com isso.
não há descanso. não há linha de chegada. apenas o impulso quase biológico de permanecer em movimento, de nunca permitir que ninguém a alcance tempo o bastante para dizer que pertence a algum lugar. a constância a apavora. a estabilidade a asfixia. ser livre, para ela, é não ter raízes... mas o preço dessa liberdade é o desmonte constante, a autodestruição disfarçada de recomeço. cada nova versão que cria é só mais uma tentativa de apagar a anterior, até que todas se confundam, se dissolvam, e o que reste seja apenas o instinto de correr, sempre.
𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒂𝒍𝒈𝒖𝒎𝒂𝒔 𝒎𝒊𝒈𝒂𝒍𝒉𝒂𝒔!
não suporta a ideia de ser fotografada (por motivos óbvios), e sempre é bastante cuidadosa com sua imagem;
fala três línguas fluentemente (português, inglês, italiano), além de arriscar mais algumas. num geral, ela finge compreender apenas inglês;
odeia brasileiros, odeia falar sobre o brasil, e jura que nunca mais pisará as pernas lá (desta terra não quero nem o pó!);
fuma sempre em seus intervalos, apesar de ser vigilante com o cheiro;
quase nunca termina um livro, deixa sempre algumas páginas do final e imagina qual o desfecho;
não guarda roupas antigas, e num geral, descarta quase tudo sempre que troca de identidade;
prefere bares a restaurantes, sempre;
fala sozinha enquanto se maquia.
odeia datas comemorativas;
dorme com a cabeça virada para a porta, e está sempre pronta para sair;
assim como também sempre possui malas prontas e um novo passaporte a aguardando;
se irrita quando alguém tenta adivinhar o que ela sente;
pode facilmente chorar para complementar uma mentira ou uma história;
possui uma biografia inventada para cada um de seus nomes ou personalidades, e num geral, deixa esses detalhes imutáveis;
sente prazer em confundir as pessoas;
raramente sonha, mas quando sonha, é sempre com lugares de onde fugiu;
tem um talento estranho para lembrar rostos, mas nunca nomes;
as vezes se esquece de seu nome real... digo... o primeiro. o real é uma... convenção.















