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“Permaneceu em silêncio alguns segundos, encarando o próprio tornozelo machucado, como se ponderasse sobre todas aquelas coisas que haviam dito.-A senhora é uma guerreira incrível. Mas eu realmente sou uma negação, não sei como puderem me fazer nascer com asas.-fez uma careta, considerando que seria ainda pior caso as perdesse.-Todo mundo do meu ano já é bom de alguma forma. E não consigo imaginar como algo pode valer a vida de outra pessoa…eu não sei…falta-me alguma coisa, entende?”
Ponderou sobre as questões que a garota trazia, assentindo com a cabeça ‘—–—Entendo, e sabe o que é?’ perguntou tentando ajuda-la, enquanto sentava ao seu lado ‘—–—Só porque crescemos para a guerra e esperam isso de nós não quer dizer que vamos ser bons. Se você não gosta ou não se sente confortável, procure seu lugar.’
“Ayla encarou um ponto qual no chão, encolhendo os ombros, sentindo-se subitamente desconfortável com tantas indagações, ciente de que aquilo poderia fazê-la se expor muito mais do que gostaria. Ela sabia responder aquela pergunta, mas ao mesmo tempo não sabia. Ela queria ser alguém. Mas como poderia dizer tais coisas em voz alta.-Só espero poder continuar na dança.-engoliu em seco, franzindo o cenho, sem levantar o olhar para a mulher. Não poderia dizer outras coisas.-E provavelmente eu não me sairia tão bem nessas outras coisas como vocês…”
Percebendo o desconforto da garota, a Hildr logo ia dizer que esquecesse, pois havia sido impertinente; no entanto, a ouviu falar sobre dança. Suspirando pesado, Elora decidiu dar-lhe algo em troca ‘—–—Não desista disso. Eu também amo dançar, e se te faz bem como faz a mim, não desista.’ afirmou, embora soubesse ser difícil. ‘—–—Todo mundo tem habilidades, e ninguém é igual a outra pessoa, então nunca queira ser igual.’
— Verdade, a minha desgraça deve ser um ótimo prato pra você… Não posso julgá-la por isso, é recíproco. — deixou que um riso anasalado saísse abafado, antes de torcer o nariz, ponderando sobre o que iria dizer para a alada. — Eu poderia te deixar enlouquecida, seria interessante. — brincou, deixando que ela se aproximasse, fazendo o mesmo, logo levando seus lábios até uma das orelhas da loira, sussurrando. — Sabe aquela massagem que você me fazia? Que tal? — questionou, quase tocando seus lábios na orelha dela. Aquela era uma das coisas que se passaram em sua mente, algumas outras iam bem além de uma simples massagem, mas primeiro veria a reação dela com aquela sugestão.
Ao constatamento de reciprocidade de Illidan, Elora apenas revirou os olhos e abriu um sorrisinho; eles nunca mudariam, pelo visto. ‘—–—Ah, você não faria isso comigo...’ murmurou em resposta enquanto o observava se aproximar. Um sorrisinho felino se formou em seus lábios ao ouvi-lo mencionar o passado que tiveram, e um arrepio a percorreu rapidamente, pois o macho estava muito próximo do pescoço, seu ponto fraco. ‘—–—Eu não sabia que estava com tanta saudade assim, Illidan.’ sussurrou de volta, virando o rosto de frente para o dele.
— Justamente… não está na nossa alçada, decidir se falam muito de nós ou não, mas está em nossas atitudes, dar essas oportunidades para os outros. Mas de qualquer forma, não pretendo mudar para impedir ou encorajar isso. — deu de ombros e balançou a cabeça positivamente, concordando com a mais velha. — Sim. Espero que Consiga fazer isso corretamente e mudar um pouco a cabeça daquela família, fazer o que meu pai falhou miseravelmente em fazer, se é que um dia tentou.
‘—–—Que triste de se falar.’ comentou de forma simples, sem querer entrar em questões emocionais com um macho que acabara de conhecer. Mas esse era o jeito dos alados, falar de sentimentos rindo, por mais que fosse triste. ‘—–—Mas sei o que é ter problemas com o pai’ disse com um riso fraco, esmurrando o saco com mais força. ‘—–—O que veio treinar?’
Assentiu com a resposta dela, mas a pergunta foi que chamara a atenção de Hian, as vezes, o alado acreditava realmente que todo mundo naquela instituição sabia quem ele era e que sua vida parecia um livro aberto que ninguém deixava fechar, mas era só impressão. Nem todo mundo o conhecia afinal. “ — Manuseio de armas brancas e estratégia de guerra avançada ” Respondeu simplista. “ — Sou general da sétima corte, então. ” Deu de ombros, deixando um sorriso se formar no canto de seus lábios.
Assentiu com a cabeça quando ele respondera; eram suas classes que ela havia sido cotada e pensada, mas Elora recusava-se a aparecer em situações de estratégias, sempre preferindo manter-se nas sombras, com perfil baixo. ‘—–—Ah sim, eu sei.’ disse simplesmente, pois como parte da alta hierarquia do exército, ela precisava saber quem fazia parte da mesma hierarquia nas outras Cortes. ‘—–—Gosto de suas matérias, que armas costuma usar?’
Como um Erthana, Maiele não entrou no instituto para aprender a lutar, entrou para aperfeiçoar as técnicas que já sabia e expandir seu conhecimento estratégico, além também de sobre Midgard. A primeira vez que pegou em uma espada foi na semana em que o pai o tirou do bordel, da casa das caídas, e o fez treinar. Pequenino e magricelo, posto para lutar contra um dos irmãos mais velho, não teve chance; carregava a cicatriz disso na coxa até hoje. Mas servira para mostrar-lhe que não deveria confiar nem mesmo em sua família, uma lição valiosa, já que agora seus irmãos o viam como um adversário que deveria ser morto. O mesmo alado que lhe feriu a coxa, no treinamento atual, derrubou-lhe no chão sem ter a piedade com suas asas que foram de encontro com a superfície dura. O menor grunhiu, tentando libertar-se das mãos firmes do outro que nem mais era um aluno, estava ali como funcionário; um novo professor, afastado do exército por cometer um delito contra um luminoso. Mais um para que Maiele tivesse que tentar lidar.
‘ — Me solte, Drilkur!’ o caçula gritou. A face acima da sua estava com o nariz ensanguentado, torto, e com um olho que ameaçava ficar roxo. No chão, Maiele tinha o lábio e a sobrancelha cortados, o ombro deslocado e as asas feridas. Com o braço que não doía tentou socá-lo mas o irmão, mais rápido e com a vantagem de estar por cima, levou as mãos ao seu pescoço, apertando-o. Foda-se. Aquilo não era um treino, Drilkur lhe mataria, precisava reagir. Chutando-lhe entre as pernas, aproveitou-se da distração para empurrá-lo e erguer-se cambaleante, conseguindo lhe dar um segundo chute, agora na cabeça para fazê-lo desmaiar. Ofegante, assustado e talvez um pouco em choque, tombou para trás, erguendo o olhar para a porta, queria sair dali. Mas ao invés de encontrar a saída, encontrou o olhar de @hildrmind. E se tivesse em condições normais, Maiele teria corado. Mas apenas continuou encarando-a, tentando recuperar o fôlego e acalmar os ânimos.
Com seu tempo livre entre as aulas que realmente lecionava no Instituto e as extras que gerenciava para alguns alunos, Elora quase sempre se prestava a fazer as mesmas coisas: ler, treinar, dançar em segredo. Duas das coisas que mais amava fazer, quase ninguém sabia que ela era realmente boa; a Hildr escondia de todos o fato de ser uma excelente dançarina, não por vergonha, mas porque crescera em um mundo onde um alado dançar era perda de tempo, uma falha, uma fraqueza. E ela não podia se permitir nenhuma fraqueza, sendo tudo o que ela era e representava, o que trazia a segunda coisa: ninguém realmente sabia o quão inteligente Elora era, com exceção de Maeve, sua parabatai e irmã, mesmo que não de sangue.
Isso se dava por estratégia, visto que a loira sempre imaginava um cenário melhor quando você conhece plenamente o seu inimigo, mas ele não conhece plenamente você. Dessa forma, a coronel da Primeira Corte deixava que a fama e boatos sobre ela circulassem, mas apenas sobre suas habilidades como guerreira, nunca sobre como ela era uma brilhante estrategista. Sendo assim, como quase sempre em horários de aula, Elora estava treinando; quando terminara e fora trocar de roupa, viu que dois alados chegaram para treinar, reconhecendo-os como Maiele e um de seus irmãos. Não querendo atrapalhar e também curiosa para ver como se sairiam, a Hildr permaneceu silenciosa no canto em que estava.
No decorrer da luta, vira que aquilo não estava sendo apenas um treino, mas havia ódio e jogo sujo naquela briga. Entretidos um com o outro, não viram ou ouviram quando a professora os circulou, indo até a porta de saída do ginásio de lutas. Quando percebera que aquilo não daria certo, foi se aproximando, mas Maiele deu logo um jeito de sair, aparecendo exatamente em sua frente. Com a expressão séria, indicou a porta de saída para o irmão do garoto à sua frente, um comando silencioso para que saísse; o rapaz obedecera, embora não parecesse muito feliz. ‘—–—Está bem?’ perguntou quando ficaram sozinhos.
A tempestade chegou para acabar com o treino do Erthana. Não ligava para a chuvinha que chegara ou para a asa encharcada, mas foram os trovões que fizeram a corrida dar meia volta em direção ao instituto. por medo? Sim, mas não era ele quem estava com o rabo entre as pernas por causa da chuva. Enquanto secava-se, procurou a mulher por todos os cantos óbvios que sabia que estaria, mas foi chegando na biblioteca que bufou por não ter ido lá primeiro. - Ei! Adivinha quem está de mau humor hoje? - Elora era uma das poucas pessoas com quem Lucio se permitia baixar a guarda e ser mais divertido, arriscando até mesmo umas piadas. Ainda molhado, sentou-se de frente pra ela, uma das mãos em seus ombros. - Te procurei por toda a escola. Você está bem?
‘—–—Lucio’ exclamou surpresa, embora sua voz não passasse de um sussurro; não esperava vê-lo por ali e ainda era estranho tê-lo em seu cotidiano novamente. Soltou um suspiro juntamente com um riso fraco, assentindo levemente a cabeça em concordância. Lucio era uma das únicas pessoas do mundo que sabia de seu medo. O observou enquanto se sentava e ela mesma se ajeitou na cadeira, surpresa e lisonjeada dele ter procurado por ela. ‘—–—Estou tentando, sabe como é. Quer bebida?’ perguntou enquanto lhe estendia a garrafa, agora na metade. ‘—–—Procurou mesmo por mim? Onde?’ sua curiosidade falara mais alto.
“E se nunca der?-apertou os lábios em uma linha fina, encarando o pano que se tingia de uma cor avermelhada.
-Como a senhora conseguiu se tornar assim? Você já nasceu sendo ótima nisso de lutar, aposto. Você não se sente mal por ter que machucar outras pessoas? O que você pensa disso tudo?-disparou, a fala rápida, enquanto a enchia de perguntas.-Não me parece tão grave. Eu juro que os enfermeiros não me suportam mais lá, e aquelas coisas, elas ardem!”
‘—–—Quem insiste sempre alcança, não?’ questionou com um sorriso nos lábios ‘—–—Sabe o que dizem ser a diferença e semelhança entre um guerreiro novo e um experiente?’ perguntou, embora não tivesse esperado muito pela resposta antes de dize-la ‘—–—São a mesma pessoa, mas o experiente é um novato que nunca desistiu. Eu não nasci boa, apenas me tornei e trabalhei muito para isso.’ garantiu com um riso ‘—–—Aqui e nos acampamentos se trata apenas de treino, embora lá treinemos de verdade, nos machucando de verdade. Mas se não treinarmos, não ficamos bons para lutar em guerras reais. E quando se luta em uma guerra, não pode evitar de machucar as pessoas, só precisa pesar o que vale mais a pena: a causa que defende ou aqueles que a atacam.’
illidcn:
— Não deveria rir da desgraça alheia. Não sabe o quão triste é isso. Me sinto usado, me sinto sujo. — brincou, com um claro tom jocoso em sua voz, tentando esfriar as mãos, sacudindo-as no ar e batendo-as contra a própria roupa. — Muitas coisas se passam na minha cabeça, algumas que faria você bater minha cabeça contra essa pia, outras que riria até o amanhecer. Difícil é escolher, apenas, uma delas. — deixou que uma feição de pensativo surgisse em seu rosto, soltando um leve suspiro, enquanto a observava comer o peixe.
‘—–—Ah, mas é a sua desgraça!’ falou com uma voz teatralmente triste, acompanhada por sua expressão, embora fosse claramente uma brincadeira. ‘—–—Não me deixe curiosa, sabe que fico enlouquecida quando fico curiosa.’ comentou, se aproximando um pouco ‘—–—Diga-me tudo o que se passa pela sua cabeça, e eu vejo o que está em meu poder. Só espero que lembre que não sou a mais refinada cozinheira.’ disse rindo, porque realmente não era; acostumada a cozinhar animais na fogueira durante guerra, sim. No entanto, quando se tratava de cozinhar de verdade... nem tão boa.
— Bom, espero não fazer muito com isso… não é de muita utilidade pra mim. Prefiro ser respeitado e conhecido dentro de meu próprio círculo, do que ter muitos falando sobre. — deu de ombros, na verdade, para Nefarian, não fazia muita diferença, já que havia passado quase toda a sua vida em um único lugar, acabava por não se importar muito com o que pensavam de si por ai. — Justo… Acredito que conhecê-los tão bem é um ponto positivo.
‘—–—Depende da situação, é claro. Assim como o que faz dela. Mas tendo a concordar com você, infelizmente, não é uma coisa facilmente controlada por nós, os elfos gostam de falar.’ comentou de forma suave, começando seu aquecimento com alguns socos e chutes no saco destinado a tais coisas. ‘—–—Não tenha dúvida que sim.’ comentou rindo curtamente ‘—–—Mas precisa ser entendido e dar bons conselhos, não apenas ser próximo.’
“É, eu não sei…parece que não devemos aprender isso…ou é isso que querem que a gente pense.-encolheu os ombros, fazendo uma careta ao considerar aquelas coisas, um arrepio percorrendo-lhe a espinha ao ouví-la dizer aquilo, como se soubesse mais que ninguém que aquilo era verdade, uma verdade aterrorizante.-É verdade.-murmurou, os olhos encarando o chão aquela altura.-Isso é difícil algumas vezes.”
Um pouco confusa com a indagação da garota, Elora ergueu uma sobrancelha e se permitiu pergunta-la ‘—–—O que quer dizer? Não gostaria de aprender?’ Assentiu com a cabeça, lembrando-se de todos os obstáculos que se puseram em seu caminho para o que é hoje, a maioria deles sendo machos e sua descredibilidade nas fêmeas. ‘—–—Diga-me, qual o seu sonho? O que gostaria de ser, daqui a uns anos?’
❛ — Poço de alegria? Não, professora, eu sou uma elfa! Mas eu adoraria ter um poço de alegria! ❜ comentou mais consigo mesma, o olhar sendo encaminhado para o teto por alguns segundos enquanto a sua imaginação a fazia pensar em como seria útil ter um poço para tirar alegrias de lá. Sairiam coelhinhos e cupcakes de lá de dentro? O seu foco apenas retornou para a conversa quando ela escutou as parabenizações, um sorriso surgindo em seus lábios enquanto os seus pés eram brevemente elevados nas pontas dos pés e os ombros maneados em uma comemoração contida. ❛ — Eu sei é incrível! Eu posso te mostrar? ❜ questionou com a empolgação totalmente aparente em sua voz. ❛ — Ele ficou dormindo, mas não estava dormindo. Ficou só inconsistente por um tempo, mas está bem agora. ❜ O seu lábio inferior foi mordiscado e a sua cabeça pendeu levemente para o lado, a esquerda sendo encaminhada para o próprio cabelo para que pudesse pegar nos fios. ❛ — É, nós estamos juntos. Não sei o que a gente tem, é meio estranho definir, mas nós estamos juntos. Bom, a gente não se vê desde a festa e eu nunca mais o encontrei pelo colégio, então… ❜ a frase morreu em seus lábios e a ela limpou a garganta para continuar falando. ❛ — O que você sente pelo professor Illidan? ❜
Ao ouvir a garota, Elora não conteve um riso, que minguava, depois de um tempo, para um sorriso que ficaria em seus lábios, mantido pela conversa com Gweyr, que de costume a fazia feliz. ‘—–—Seria algo formidável, não é?’ comentou rindo, embora não esperasse por uma resposta direta. Sobre os treinos de seus poderes, a Hildr demonstrou uma surpresa, embora fosse positiva ‘—–—Claro! Eu adoraria ver!’ exclamou com sinceridade, embora sua voz mantivesse o mesmo volume. Era muito bom para todos os elfos treinarem suas habilidades e poderes, e a garota havia usado os seus durante a invasão, de forma que a deixava imensamente feliz vê-la bem e seguindo em frente, treinando seus dons. Assentiu a respeito de Thomas, contente pelos dois, mas preocupada com a razão do sumiço do rapaz. ‘—–—O que?’ perguntou, bastante confusa com o rumo que a conversa tinha levado, e com a menção à Illidan, que Elora nem tinha ciência de ser próximo de Gweyr. ‘—–—Querida, por que pergunta?’
Chegou a pigarrear com a maneira que a mulher se portava, apesar de Hian ter o seu lado militar aflorado, o seu contato com os mais jovens acabava derrubando certas barreiras e a simpatia poderia aparecer as vezes, o único problema era que sempre vinha na hora errada e com a pessoa errada. “ — Pode-se dizer que sim. E você? ”
‘—–—Igualmente’ respondeu de forma simples. Tentou lembrar-se do quê o colega lecionava, mas não conseguia, de forma que o perguntou, tentando não parecer grossa ‘—–—Desculpe-me, mas não lembro o que leciona, poderia me iluminar um pouco?’
❛ — O meu pai disse que nós temos como evitar tragédias assim, mas que podemos escolher como agir depois disso. Também falou que se deixarmos que nos abalem, eles vão ter vencido, mesmo depois de terem partido. ❜ E era verdade. O senhor Whitethorn havia batido bastante naquela tecla com a filha, justamente por acreditar que ela não deveria mudar a sua personalidade em nada, por conta daqueles seres malignos. ❛ — Depois que melhorei do ferimento, ele também treinou bastante comigo… Melhorei muito a aerocinese. ❜ pontuou, endireitando a postura e dando de ombros a seguir. ❛ — Ele estava fraco e os pais dele são um pouco estranhos, Els. Achei que ele ficaria melhor na minha casa e ele aceitou ir comigo. Nós não estamos namorando, mas estamos juntos… Eu não sei, as coisas estavam muito bem até o Seighr, mas ele desapareceu. ❜ um certo desanimo vinha pontuado em sua fala, mas a luminosa tentou disfarçar isso com um sorriso. ❛ — Eu posso te fazer uma pergunta? ❜
Ouvia Gweyr atentamente enquanto ela falava, assentindo positivamente com a cabeça, demonstrando que concordava com o que o pai dela dizia. ‘—–—Seu pai está certo, querida. Seria muito triste vê-la melancólica pelos corredores. Você é um poço de alegria.’ disse com sinceridade enquanto abria um sorriso. Sobre a notícia de seu treino, a Hildr ergueu uma sobrancelha em surpresa, mas manteve o sorriso nos lábios ‘—–—Isso é ótimo, Gweyr!’ sua felicidade e orgulho pela menina logo se transformaram numa ligeira preocupação ‘—–—Ele ficou muito ferido? Está bem agora? Espere, estão juntos?’ as perguntas saíram mais confusas do que esperava, mas supunha que era normal ao ouvir as novidades do tempo que esteve fora. ‘—–—Como assim ele desapareceu sem te dar notícias? E claro que pode me perguntar o que quiser.’
— Entendo… Bom, ao menos, não sou um total desconhecido do povo. Mas não sei se isso seria bom ou ruim. Enfim, espero que seja a primeira opção, já basta ter que lidar com aqueles projetos de demônios. — brincou, logo dando de ombros ao comentário dela. — Conto com isso. Esperemos que seja o suficiente.
‘—–—Depende do que faz com isso, assim como todas as coisas.’ ponderou, pois de fato já havia pensado bastante na questão. Soltou um riso espontâneo quando ouviu a referência à família real; não era comum os alados terem tanta liberdade a ponto de falarem assim de nobres. ‘—–—Será, se você aguentou até hoje, não deve ser decepcionante.’
— Não é questão de cavalheirismo, eu prometi que fritaria, caso não gostasse… e mesmo que eu não entenda como pode não gostar, cumpro minhas promessas. — deu de ombros por uma última vez, antes de começar a sentir o ponto do peixe em suas mãos. — Não é bem por isso que é deprimente… mas o fato de estar fritando um peixe na própria mão que é deprimente. — resmungou, de novo, logo deixando o peixe, já devidamente pronto, sobre uma tábua. — Não sei ainda, alguma sugestão?
Ouvindo o colocado, a Hildr percebeu que ele estava certo, tinha mesmo prometido. Tombando a cabeça levemente para o lado, Elora ofereceu-lhe um sorriso ‘—–—Tem razão.’ pontuou simplesmente. No entanto, ao ouvir sobre fritar peixe com sua mão, a loira não conteve o riso; depois de alguns instantes tentando se controlar, ela pegou sua refeição da tábua e comeu discretamente ‘—–—Não sei bem o que se passa em sua cabeça, então terei de torcer para que peça algo viável.’