Ele fez o mesmo que ela abrindo os olhos apenas um tempo depois. – Desculpa ter te confundido daquela maneira.
Está tudo bem, não precisa se preocupar com isso, já está resolvido – falou dando minimamente de ombros.
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Ele fez o mesmo que ela abrindo os olhos apenas um tempo depois. – Desculpa ter te confundido daquela maneira.
Está tudo bem, não precisa se preocupar com isso, já está resolvido – falou dando minimamente de ombros.
Retribuiu ao beijo dela mantendo as mãos em sua cintura, ele adorava o modo como ela sempre acariciava sua nuca quando estavam se beijando.
Continuou o beijo da forma como ele se iniciou, calmo e delicado, sem imprimir nenhuma urgência e assim que este foi quebrado, ela manteve seu rosto próximo ao dele, demorando um pouco para abrir os olhos.
Ele segurou a contra da garota a puxando para perto de si e lhe deu um selinho longo.
Helena desceu suas mãos a nuca dele, e após o selinho deu início a um beijo. Este era calmo, e um tanto delicado, enquanto ela acariciava levemente a nuca dele.
Arthur a olhou e encostou sua testa na da loira. – Você não sabe no que está se metendo. – sorriu de canto.
Estando com você, eu não tenho muito com o que me preocupar – Falou olhando para ele com o mesmo sorriso de canto.
Voce não tem nada de errado. Eu tenho. – abaixou o olhar. – Eu quero te afastar da bagunça que eu sou.
Se aproximou dele novamente levantando seu rosto e segurando o mesmo em suas mãos. – Você não tem que me afastar, eu não quero me afastar.
Nada é típico quando se trata de mim, Lena. Deveria saber disso. – deu uma risada sem humor e depois deu nos ombros. – Sinceridade? Eu amo você mas não sei como demonstrar isso.
Se isso é verdade, quer dizer, se você realmente me ama, por que parece querer me afastar? O que eu tenho de tão errado?
Está começando a me encher esquisita, a menos que queira que um dos meus seguranças te tire pelos seu aplique loiro falso, é só continuar falando comigo, então, volte aqui com o Art, ele pode te ajudar.
Para de me chamar de esquisita, eu me chamo Helena, e a única esquisita é você, que parece não ter percebido que já passou da idade de ter uma fase rebelde e de "ninguém liga para mim". Ninguém precisa me tirar não, eu vou embora, e ai dos seus seguranças se tocarem no meu aplique loiro que não tem nada de falso.
Arthur fechou os olhos negando com a cabeça. – Não, Helena, eu… Está vendo? Eu não sei nem falar com você direito. – parou as mãos nos cabelos. – A verdade é que eu sou apaixonado por você. Completamente, eu não sei… Não sei como eu não consigo agir normalmente quando estou com você. No começo era diferente eu conseguia. Mas você foi se aproximando de mim e… Caramba, eu não sei o que você faz comigo. Eu só sei que eu quero que isso dure pra sempre. – falou soltando o ar logo depois.
Arthur, eu não estou te entendendo. Uma hora você diz que eu não posso me interessar por você, que não é o que eu quero, coisas típicas de um fora. Agora você diz que está apaixonado por mim? Eu estou realmente confusa, e quero que você seja sincero, não precisa mentir nem nada, eu entendo se você não estiver afim de mim, e eu pareço frágil, mas eu não vou quebrar assim tão fácil, você pode me falar a verdade – falou meio afastada dele.
Está me dando enxaqueca. - revirou os olhos se levantando. - As coisas são do Art, onde ele soca as coisas dele não é problema meu, então… A casa está ai, só procurar.
O que deve estar te dando enxaqueca é esse negócio aí que está usando, e não eu. Eu não posso sair procurando sem nem saber por onde começar, não posso sair mexendo nas suas coisas, além de não sermos íntimas, muito capaz de eu encontrar algo... não tão agradável.
Não. – negou com a cabeça e se aproximou dela. – Olhe pra você. – se afastou um pouquinho. – Você tem uma família, é toda fofa, toda… Você. – suspirou. – O que você vai querer com um cara como eu que não tem nem estabilidade emocional?
Olhou para ele sem saber o que falar e se afastou mais um pouco dele. – Foi um belo jeito de me um fora, Arthur. Obrigada pelo elogios, que pelo menos eu prefiro acreditar que foram elogios – Sorriu meio fraco, um tanto forçado. – Melhor eu ir embora, estudar, continuar sendo toda eu.
Você é esquisita. - deu de ombros, enchendo o peito com a fumaça do bong. - Pela casa, eu não fico monitorando a bagunça do Art.
Você pode parar de me chamar de esquisita? Eu não sou esquisita – falou dessa vez com mais firmeza, mas não alto, mantendo um tom de voz normal. – Mas é sua casa, você não sabe onde ficam as coisas?
Lena, eu me importo com você. Eu gosto de você, de verdade. Mas eu não tenho esse costume de ser todo atencioso, eu não sei ser o príncipe encantado. Eu já tentei, mas não deu certo. As vezes não é isso que você quer.
Você está falando para eu não criar esperanças, é isso? – Perguntou mordendo o próprio lábio, talvez estivesse um pouco magoada com aquilo, mas no fundo já era algo que ela esperava, só não iria demonstrar aquilo. – Eu só não entendo de onde você está tirando isso, eu nunca te pedi para ser um príncipe encantado, para ser o cara dos romances nem nada disso.
Você quer mesmo fazer isso? Eu não sei, as vezes acho que te pressiono. – se sentou em sua cama. – Eu não sou o cara dos romances.
Tomar banho com você? Bom, eu disse que queria, não disse? – Respirou fundo olhando para ele. – Não estou entendendo onde você está querendo chegar, sugiro que você seja mais direto.
Você a loira esquistia que ele ta comendo, espera, isso foi forte, que ele está dormindo, é ficou melhor. - fechou os olhos, colocando a cabeça para trás. - Estão… Eu nãos sei, por ai,
Oi? – Perguntou meio chocada e visivelmente envergonhada depois do que ela disse. – Eu não sou esquisita – falou com meio baixo. – Por aí onde?
À mim. – franziu a testa minimamente. – Tem algo que queira me dizer?
Desviou o olhar dele, sem saber o que falar afinal, talvez estivesse realmente hesitante a ele. – Deve ser coisa da sua cabeça mesmo, Arthur – falou voltando a focar seu olhar nele. – Não íamos tomar banho? – Perguntou tentando mudar de assunto.
Não, é que… Você parece meio hesitante, mas deve ser coisa da minha cabeça. – deu nos ombros olhando para ela.
Hesitante em relação ao que? Bom talvez não seja coisa da sua cabeça... quer dizer, eu ando meio cansada, posso estar parecendo meio hesitante.
Como sempre. - moveu os ombros erguendo os olhos apenas para saber de quem se tratava. - Precisa de alguma coisa?
Tem certeza? – Perguntou se aproximando parando na porta da varanda, tossindo um pouco pela fumaça e o cheiro forte, mas tentando disfarçar. – Eu sou estagiária do Arthur, e ele me pediu para pegar algumas coisas que ele tinha deixado aqui.