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@iccvx
Aqui terá vários pontos. porque talvez esteja ouvindo em mais uma daquelas vezes, oásis. Mas primeiro, agora, digitando e pensando aqui, eu quero escrever que eu encontrei, mas uma vez eu encontrei. Fecho os olhos e essa palavra encontro é o meu próprio encontro sobre o que vive dentro de mim, quando eu encontro.
Eu encontrei tão pouco. E quando encontro. Eu perco, se perde, o encontro nunca é para sempre.
Mas, de alguma forma que não “encontro” formas de dizer, sempre também fica. Fica tudo.
Você encontra e vai, pra mim alguma coisa é o encontro.
Nesse de agora, eu encontrei. E não sei quando vai ter outro e isso é o que mais me dói.
Para escrever dos encontros sempre tenho que parar e fechar tanto os olhos e depois continuo a escrever.
Esse último encontro, fecho os olhos agora. E eu não lembro da fala, não lembro do cheiro, parece que tudo é muito rápido. Mas eu lembro de algo, lembro do encontro. Porque o encontro eu ainda sinto. Quando eu escrevo o encontro me encontra, mas eu não sei escrever mais do que encontro. Escrevendo e fechando os olhos, eu não consigo ver nada, mas eu consigo olhar. Eu consigo parar e passar horas olhando aquele encontro. Nesses momentos, de horas olhando, sinto vontade de chorar, faço uma força pra alguma coisa que não sei, também consigo sorrir tanto e sinto muita raiva, porque é tão lindo, mas ele passa, e ele sempre deixa uma parte nova dentro de mim tão gigante. Tenho que respirar muito pra viver o encontro.
John Craxton (British, 1922-2009), Taverna by the sea, Poros, 1953. Pencil, watercolour and gouache, 60.5 x 48 cm.
PJ Harvey, 1991
aesthetic building or what
José García
ô véi
Bootyful fur 🍑
“Quando a gente vai embora, na verdade a gente já foi embora um pouquinho antes.”
— Jout Jout.
eu olharia nos seus olhos até que a eternidade nos devorasse
tudo que eu sei é sobre ir embora.