Eu não costumava me importar mt com a vida, com qnt tempo eu teria ou com quantos anos eu iria partir.. eu via a morte como algo melancólico, mas não triste, pq eu já achava a vida triste. As pessoas vazias, o mundo cruel.. Mais daí eu conheci ele. E tudo mudou. Eu não posso partir antes de andar na chuva com ele. Eu não posso morrer sem passar a noite irritando ele com meu jeito de criança ligada no 220, querendo atenção. Eu não quero ir embora sem testar como é acordar com ele do meu lado. E daí de repente o diagnostico vem. Não a nada a se fazer. Eu sou nova, mais meu corpo tá cansado. Eu sou nova mais não consigo respirar. Eu sou nova mais meus desmaios frequentes dizem que eu não vou sobreviver. Os sinais continuam sendo óbvio, e eu só consigo pensar que não posso ir sem antes ver ele. Eu nunca pensei que estaria nessa condição. Uma viagem, por favor Deus. Minha mãe diz “impossível você ir viajar assim, sem chance” e eu caio em lágrimas dizendo “semana que vem eu to boa” a gente sabe que não. A vida não normaliza depois de um diagnóstico avançado. As coisas continuam funcionando, mais seu corpo não quer funcionar. E eu obrigo ele a funcionar e repito que eu tenho que ficar boa, o mais rápido possível. Eu não posso partir sem ver ele. Se eu pudesse dar um conselho pra qualquer pessoa que seja no mundo é para ir atrás de quem você ama, não importa se é no Japão ou no nordeste. Só vai. Poupa economias, você não precisa de dinheiro pra amar. Mais precisa criar memórias, precisa fazer alguém feliz. Eu juro que faria ele tão feliz.. eu sei como cuidar dele, eu sei que posso fazer ele se sentir o homem mais feliz do mundo. Mais as memórias criadas será só dos planos que não concretizamos, sempre pensamos que temos um novo amanhã pra tentar. Até que esse amanhã para de surgir e você quer fazer tudo no hoje , mais já é tarde..