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@in-sideouts
Sigo em reabilitação, de quem sou. De quem fui, de quem tu foi, e de quem se tornou. Traço rotas sem ti, que nem sei se quero trilhar. O vento bate forte e tudo me faz querer voltar, mas hoje… Nem tem pra onde.
Alguém do outro lado da ilha
Queria sentir todas as borboletas e nós, mas não sei se aguentaria.
Não era o que eu queria, na verdade eu nem sabia...
Criar sem saber, faz tudo melhor... por que uma vez descoberto nunca mais consegue desligar...
Será que ainda encaixaria uma perna entre duas, um braço por um pescoço?
“Ele pode pensar em você. Todos os dias. E, ainda assim, preferir o silêncio.”
— Caio Fernando Abreu.
O jeito que você me olha denuncia o quão deve ser difícil olhar para ela e não me enxergar.
Seus olhos sentem minha falta - Sejamor
é engraçado [e triste], porque parece que volta sempre para o mesmo ponto.
tipo um nó cego que não dá pra desatar, e por mais que eu esteja lá na frente sempre acabo perdendo o fio da meada.
eu sei que preciso consertar isso, mas não sei como.
k.
escrever é um abraço aconchegante ou, talvez, um soco no meio do estômago.
tive várias experiências ao longo dessa minha não tão longa vida. boas, ruins, curtas, longas, que sinto falta ou que sinto alívio por terem passado. conheci muita gente, perdi muita gente, me emocionei e me decepcionei com muita gente. mas, no meio dessas várias experiências, tem aquela que mais mexeu comigo e que mexe até hoje: você. amar você foi a coisa mais fácil que fiz na vida. ser amada por você, foi uma realização e tanto. li num livro uma frase que dizia algo do tipo ‘sou quem sou hoje por ter te amado um dia’ e senti como ela se encaixou nessa minha história, por que é a verdade. se te amei, se te tive, se te tenho nas minhas lembranças hoje, se te tenho como uma saudade - a minha preferida - é porque valeu a pena. cada pedacinho disso. e sou grata por isso. por você. pelo que fomos e pelo que tivemos. de todas as minhas experiências, sem dúvidas ‘nós’, é o topo da lista.
sinto muito por sentir tanto. - amanda p.
eu não sei mais e eu sabia tanto
drunk
sua presença embebeda meus sentidos e saio, cambaleante, em direção aos seus braços. o meu lado da cama quando contigo é sempre o errado, de quem nem deveria estar aqui e está por não resistir ao gosto do erro. desde que te conheci me convenci de que amor é igual ao vinho tinto que guardou para mim, que subia tão rápido quanto minha alegria ao te ver. me ensinou a degustar de tudo que não pude antes, que minha juventude tímida não me permitiu ter. me mostrou paisagens e sabores, lugares e amores. sempre em constante estado de alteração, te seguir era fácil e eu jamais diria algo diferente de um sonoro e afetuoso “sim”. éramos assim, fomos muito tempo, até o gosto ficar amargo demais. nada disso se repete hoje, aqui, enquanto você me degusta como um vinho barato e ruim que seus pais jamais beberiam, que você não gosta, mas é o que tem. não tão diferente de ti, o gosto também não me agrada, assim como aquela fronha branca manchada de tonalizante e os cigarros no lixo. nada aqui é meu além da minha oscilação e meus questionamentos básicos. o problema de ter aprendido que amor é como vinho foi te amar na embriaguez a ponto de não saber lidar com sobriedade diante do que viramos. nosso amor virou ressaca suave, rebatida no dia seguinte, para evitar o inevitável - para não doer. e é por isso que bebo do teu gosto, me embebedo do teu toque, para sentir algo que até parece amor. [e não é.
você continua sendo inquilino de um lar que não é mais a sua casa. vá embora, bata à porta.