A minha interpretação de mundo é unicamente baseada naquilo que vivi, exclusivamente. Tem-se a partir dos costumes aos quais fui apresentada, ao comportamento que meus pais julgaram correto, a sociedade ocidental que nasci, todas as pessoas que convivi. Com isso, e com o tempo, acrescenta-se as referências as quais tive contato, os meios de conhecimento que encontrei para formar opiniões, a educação que a mim foi imposta e que depois foi contestada - ou não. O meu modo de entender a realidade condiz com aspectos totalmente particulares os quais nao irão condizer com boa parte das outras pessoas que conversar. Por isso, as minhas interpretações nao excluem o potencial e importancia daqueles que passaram por outras referências e realidades. Ao tentar julgar a perspectiva do outro baseado na propria, falhamos enormemente porque nunca o universo alheio fara sentido pra mim e eu sempre procurarei impor minhas visões antes de contextualizar a opinião que se opõe a mim. É correto que pensemos que certas atitudes sociais impostas em paises do oriente medio, ou em lugares remotos como o Daguistão, na Rússia, sejam contrastantes com a ideia ocidental que temos de diretos humanos. Porém, antes de subjugar e tomar decisões é necessário enxergar que, na visão pessoal daquelas pessoas, o mundo é aquilo que eles vivem diariamente. É extremamente fácil considerar como bárbaro aquilo que foge dos nossos costumes tidos como corretos no Ocidente, dificil é entender que não é possível impor à alguém as suas experiências e pontos de vista sem que haja empatia sob os acontecimentos e/ou crenças pessoais da outra pessoa. Se os bárbaros são sempre os outros, sejamos, então, todos considerados bárbaros.
- i dont belong here
Jo
















