O escritor Felipe Blanco em pleno trabalho madrugada afora, durante sua residência na Casa do Sol. Flagra da Renata Caldana.
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Kiana Khansmith
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❣ Chile in a Photography ❣

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@institutohildahilst
O escritor Felipe Blanco em pleno trabalho madrugada afora, durante sua residência na Casa do Sol. Flagra da Renata Caldana.
Olga Bilenky convida todos a participarem da Residência Criativa na Casa do Sol!
"Desde os anos 1970 e até hoje a Casa do Sol cultiva a residência artística. Quando Hilda Hilst e José Luis Mora Fuentes viviam na casa, nasceu o hábito de convidar os artistas para realizarem seus projetos. Hoje, depois de mais de cem residentes terem passado por aqui, estamos recebendo duas escritoras e uma pianista. Mais noites lindas e frias de inverno na Casa do Sol, regadas a vinho tinto, e entre amigos, como sempre."
Luciana Annunziata, primeira participante do Programa de Residências da Casa do Sol depois da reforma, escreve sobre sua experiência:
A Casa do Sol está em movimento. A Generosa casa da Hilda. Não há incêndio, terraplanagem, nenhuma merda que possa diante da Poesia! Poesia alta, poesia oca, poesia em dança em prosa em música em busca, não tem cinema que não caiba nesse jardim, enfim Hilda, obrigada por essa casa. que reconstrói Flávia e abriga Renata, o piano, o cachorro (o décimo onde já foram 100!) acolhe Luciana, Wagner, Givaldo e árvores que saem pelos canos A casa da Hilda se caiou de rosa, saiu da fossa e ganhou um portão de rainha. Olga-guerreira-de-fogo obrigada pela acolhida! Vamos inventar novas odes e aguardar que o jardim se recomponha. Vai rolar. É o tempo.
Dia ensolarado! E o trabalho segue no Programa de Residências da Casa do Sol. Este é Felipe Blanco, poeta paulista.
O residente Anderson do Carmo conversa com Olga Bilenky sobre a sua experiência no Programa de Residências da Casa do Sol.
PASSEIO
11
Cavalo, halo de memória, guardo-te no peito Sobre esta grande artéria Fonte de vida e alento que sustenta Amor de madurez e adolescência.
Cantando-te sou teu corpo e tua nudez. E ombro a ombro seguimos a alameda Casco de dor num caminho de sol E labareda, indivisível água Obrigando-me a ver o que tu vês.
Esta e outras poesias de Hilda Hilst: http://goo.gl/o4wv5S
DO DESEJO
I
Porque há desejo em mim, é tudo cintilância. Antes, o cotidiano era um pensar alturas Buscando Aquele Outro decantado Surdo à minha humana ladradura. Visgo e suor, pois nunca se faziam. Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo Tomas-me o corpo. E que descanso me dás Depois das lidas. Sonhei penhascos Quando havia o jardim aqui ao lado. Pensei subidas onde não havia rastros. Extasiada, fodo contigo Ao invés de ganir diante do Nada.
Esta e outras poesias de Hilda Hilst: http://goo.gl/N5ZCjJ
CADERNO "PARA ONDE VÃO OS TRENS'!
Caderno com capa exclusiva baseada em desenho feito pela própria Hilda Hilst! Pequeno e prático, ideal para organizar contatos e compromissos :) Artístico e inspirador!
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CAPA DE CELULAR "LAMBER E SER LAMBIDO"!
Já viu a capa de celular com arte exclusiva feita para ilustrar um trecho de "O Caderno Rosa de Lori Lamby"? Original e divertida!
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À TUA FRENTE. EM VAIDADE
IV
E lívida Em organdi Entre os escombros?
Indefinível como criatura. Eternamente viva.
Esta e outras poesias de Hilda Hilst: http://goo.gl/hweHhp
CADERNETAS FICÇÕES
Este molesquine, que faz parte da nova coleção da Obscena Lucidez, resgata a capa original do livro "Ficções", de Hilda Hilst, que era uma compilação de "Pequenos discursos. E um grande", "Qadós" e "Fluxo-floema". Uma bonita homenagem à autora que te aproxima de sua literatura.
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PÔSTERES IL QUADERNO ROSA DI LORI LAMBY
A Obscena Lucidez traz um pôster com a versão original italiana de "O Caderno Rosa de Lori Lamby", relembrando a trajetória literária da autora. Uma bela maneira de homenagear Hilda e deixar sua Casa mais artística!
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DA MORTE. ODES MÍNIMAS
XXXVII
Não compreendo. Apenas Tento Somar meu corpo A teu corpo negro Minhas águas A teu remo E cascos, os meus, E luzes de um dia E ânus, regaço Somar A teu matiz cobreado Tua garra fria.
Não compreendo. Apenas Tento (Suor, subida, cascalho Seca) Somar teu corpo A meu pensamento.
Esta e outras poesias de Hilda Hilst: http://goo.gl/mEHmJh
VIA ESPESSA
XIII
— Queres voar, Samsara? Queres trocar o moroso das pernas Pela magia das penas, e planar coruscante Acima da demência? Porque te vejo às tardes desejosa De ser uma das aves retardatárias do pomar. Aquela ali talvez, rumo ao poente.
Pois pode ser, lhe disse. Santos e lobos Devem ter tido o meu mesmo pensar. Olhos no céu Orando, uivando aos corvos.
Então aproximou-se rente ao meu pescoço: — Esquece texto e sabença: as cadeias do gozo. E labaredas do intenso te farão o voo.
Esta e outras poesias de Hilda Hilst: http://goo.gl/UWgs33
CAMISETAS "TU NÃO TE MOVES DE TI"
A capa original do livro "Tu não te moves de ti" trazia uma ilustração de Jose Luis Mora Fuentes, considerado "irmão de alma" de Hilda. Nesta camiseta, resgatamos a clássica imagem para homenagear esses dois grandes artistas! Impossível vestir mais arte :)
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VIA ESPESSA
XI
De canoas verdes de amargas oliveiras De rios pastosos de cascalho e poeira De tudo isso meu cantochão tecido de ervas negras. Grita-me o louco: — De amoras. De tintas rubras do instante É que se tinge a vida. De embriaguez, Samsara.
E atravessou no riso a tarde fulva.
Esta e outras poesias de Hilda Hilst: http://goo.gl/1FeiLc
O Instituto Hilda Hilst destaca com prazer a ótima conversa sobre a literatura hilstiana. Veja o vídeo:
Os escritores e jornalistas Humberto Werneck e José Castello conversam sobre aspectos da literatura da escritora Hilda Hilst. Eles relembram também caracterí...