Água, pra expulsar o nó da garganta
A você amigo, peço desculpas pela minha ausência.
Agora conhecendo o luto, sei por que as pessoas o odeiam.
A minha esperança em voltar a te ver, e te ver bem e cheio de vida como em todas as ocasiões, junto com a falta de saber como lidar, foram coisas que me afastaram de te dizer o quanto queria que estivesse bem e o quanto eu me preocupava contigo mesmo estando longe, parcialmente ausente e, sem te ver a tanto tempo.
A morte não parecesse passível a se juntar com a justiça em uma mesma sentença.
Espero algum dia, aprender a existir como você sabia.
Entender o que você já sabia, e que tanto me inspirou a ver e a acreditar na felicidade e na beleza da vida.
De ti, guardo as tantas memórias incríveis que felizmente nunca irão embora.
Foram intensos vinte e oito anos que sem alegria, pouco conformada, e com lágrimas nos olhos escrevo: chegaram ao fim.
Querido amigo, saber que nunca mais vou ter um dos seus abraços que tanto me ajudavam, é algo muito cruel, e que parte de mim se recusa a aceitar. É uma péssima mania do ser humano ser egoísta nesses momentos, eu sei!
E deixa uma saudade que em vida não terá fim.