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@jamesnotexactlybond
Cara você pensa demais… Só chama ela pra um café, tenho certeza que ela não vai te engolir vivo.
A questão não é ela me engolir vivo, é o vasto conjunto de possibilidades onde eu posso fazer uma besteira muito grande e ai ela nunca mais olhar na minha cara. Além do mais, ela é uma escritora em ascensão que mais parece uma modelo daquelas lojas chics de Paris e afins, não é como se fosse perder tempo com bom...comigo.
Você pensa demais, por isso que ainda não aceitou meu convite pra tomar café.
Não, não. Na verdade, o motivo pelo qual eu ainda não aceitei o seu convite para tomar café foi: Você simplesmente não o fez, mocinha.
A coffee with a stranger // @James x @Charlie
Se Charlie tinha apresso por algo na sua vida era por sua profissão – e isso obviamente refletia em sua rotina. Plantões, consultas, até mesmo palestras sobre sua área de trabalho eram coisas que o homem fazia com tanto prazer que era raro se deixar abater pelo cansaço. Por isso, nada irritava mais o médico do que ter alguém criticando essa rotina, ainda mais alguém com quem ele não tinha nenhuma intimidade, chegando ao ponto de sequer se lembrar qual era o nome da pessoa em questão. Tudo o que Charlie fez foi escutar atentamente às palavras do colega que estava fazendo plantão com ele e havia se dado ao trabalho de tentar supostamente aconselhá-lo com frases vazias como “você precisa pegar leve” ou qualquer coisa do tipo. Melhor dizendo, talvez Charlie nem estivesse prestando tanta atenção assim, uma vez que já estava entregue a devaneios sobre como seria o meio mais rápido de assassinar o colega sem chamar a atenção do resto do hospital. Com medo de que esse instinto assassino transparecesse em seu semblante de alguma forma, tentou suavizar sua expressão com um sorriso tão largo que provavelmente convenceu o colega de que toda aquela perda de tempo realmente tinha sido agradável. Sem de fato ter escutado metade do discurso desagradável do outro homem ou mesmo ter se lembrado qual era o nome do mesmo, Charlie conseguiu se livrar dele e se viu novamente sozinho.
Quando esse tipo de coisa acontece, parece que a situação é envolta de tamanha energia negativa que a pessoa pode desistir do seu dia – nada dará certo. E foi exatamente isso que aconteceu com Charlie, enquanto fazia atividades muito complexas e exaustivas como atender ao telefone. Aquela parecia ser a primeira vez em que o seu trabalho começou a deixá-lo realmente cansado, quase como uma praga rogada pelo colega. Tão logo atendeu a ligação de um paciente, viu-se preso em uma série de ameaças de auto-mutilação e tão poucas informações pessoais da pessoa na linha que estava simplesmente de mãos atadas, precisando ouvir os delírios e tentar inutilmente dissuadi-la. Charlie se via tão raramente naquele tipo de situação que a sensação de frustração era o suficiente para fazê-lo desistir de tudo. Não que ele realmente pudesse deixar o hospital naquele momento, mas já era derrota o suficiente para fazê-lo agir apenas mecanicamente pelo resto do dia.
Que horas eram quando o pobre Ramsay finalmente se viu livre? Ele não se lembrava. Sua última lembrança era chegar em seu apartamento tão cansado que sequer tinha em mente que o dia seguinte era dia de folga. Os dias de folga eram geralmente recebidos com entusiasmo – não que ele ficasse empolgado só com o fato de não precisar trabalhar. Eram dias planejados e normalmente produtivos. No entanto, a frustração era tanta que Charlie sequer sabia quais eram seus planos para o dia seguinte. Se é que ele tinha realmente planejado. A primeira pontada de dor de cabeça fez ele se sentir como se fosse um de seus pacientes da neurologia.
Acordou no dia seguinte com tão pouco ânimo que decidiu se presentear com um breve passeio. Não se lembrava da última vez que havia simplesmente caminhado pelas ruas de Londres. Devia fazer tanto tempo que talvez ele fosse capaz de se perder em algumas vizinhanças, mesmo tendo morado na cidade a vida toda. Estava próximo ao London Now – há quanto tempo ele já estava caminhando? – quando decidiu parar para tomar um café. Afinal, nada como um café para combinar com aquele clima londrino. Escolheu um café onde nunca havia entrado e se surpreendeu com o quão cheio o lugar estava – seria tão bom assim? Sorte a de Charlie ainda ter uma mesa vazia, assim não teria que tomar seu café sob o olhar de algum estranho.
Talvez fosse seu inferno astral. Pouco tempo depois de Charlie se sentar e começar a apreciar seu café, justamente um estranho veio pedir para se sentar à mesma mesa. “Claro. Por favor, fique à vontade.” É claro que sua cordialidade britânica falaria mais alto, com um tom tão natural que o estranho sequer desconfiaria do incômodo que Charlie sentia. Suspirou e deu uma boa olhada no homem – analisar pessoas era provavelmente seu maior talento e algo que não conseguia evitar, mesmo quando não estava trabalhando. Um detalhe ou outro na figura do estranho indicavam que ele estava em uma situação parecida, principalmente alguns trejeitos que indicavam que o homem estava à beira de um transtorno de ansiedade. Acabou sorrindo.
Não era como se James fosse uma pessoa antissocial, assim, o motivo pelo qual estava apreensivo era simples: O homem a sua frente parecia antissocial e ele precisaria controlar sua língua para não ficar puxando assunto. Dessa forma, o jornalista tentou se restringir a analisar o homem antes e falar qualquer coisa. Elegante, educado, sotaque bem colocado. Por um momento, um perfil sobre o estranho a sua frente foi traçado na mente de James. Deveria ter crescido em uma das mansões da Oxford Street, com pais ocupados demais ou algum tipo de perca familiar. - Obrigado. - Abriu um sorriso e sentou rapidamente, como se o outro pudesse, de alguma forma mudar de ideia. - Desculpe mesmo incomodar, esse lugar não costuma estar tão cheio, eu me pergunto o que está havendo aqui. - Fez uma pequena careta e então riu. - Aliás, James Hound. - O jornalista estendeu a mão, para cumprimentar o outro.
Diferente da maioria dos britânicos, inclusive do outro homem, o Hound não era um obcecado por controle e educação, ele era ligeiramente despreocupado e talvez essa fosse a causa de sua continua maré de azar. James se virou, procurando alguma garçonete no lugar e então fez sinal para a mesma vir até mesa. Uma garota com não mais que vinte anos se aproximou da mesa com um sorriso largo, ela tinha longos cabelos ruivos e um rosto lindo. Aquela era Savannah Hamish.
Savannah havia saído de uma pequena cidade no Sul da Inglaterra e se mudado para Londres a cerca de um ano, trabalhava naquele café para bancar a faculdade de literatura com a qual tanto sonhara e James sabia disso porque uma vez ele derrubara café nela sem querer, e, como pedido de desculpas, a esperara terminar o expediente e a acompanhara em casa. No começo, a garota ficara um pouco assustada com a companhia e as perguntas, entretanto, fora a partir desse dia que os dois acabaram se tornando...”Amigos”? É, acho que amigos é uma boa palavra.
-Então, Jim? O que vai ser hoje? - A garota perguntou sorrindo gentilmente. - O de sempre, por favor. - A garota riu e assentiu com a cabeça. - Coloque um pouco de sorte nele, por favor. - James brincou. - Dia complicado? - O rapaz fez uma careta e concordou com a cabeça, a moça riu e deu um toque leve em seu ombro. - Volto já. - Murmurou antes de ir embora.
Agora que Sav havia ido embora, a situação estava ligeiramente tensa, afinal...James não sabia se comportar quando não sabia se podia falar muito ou não. O Hound coçou a nuca e sorriu. - Então...Você não costuma vir aqui, certo? Desculpe, é que eu venho aqui todos os dias e não lembro de bom...Eu quero dizer, certo, esqueça, vou só...calar a minha boca. - Parabéns, James, agora você realmente conseguiu parecer um tonto.
Bad weather , bad luck // @James x @Isabel
Ao ver o estranho fitando-a por um tempo um tanto longo de forma contemplativa, as sobrancelhas de Isabel franziram em curiosidade, embora um sorriso se fizesse presente no canto de seus lábios. Sorriso esse que foi crescendo gradualmente ao ver o quanto o rapaz era desajeitado ao tentar se comunicar com ela, transformando-se por fim em um riso genuíno. Mas não era por mal, não exatamente. Isabel apenas ficara impressionada em como a forma desajeitada do homem à sua frente - combinada com suas roupas molhadas - o fazia parecer estranhamente… adorável. A agente não costumava se interessar por figuras assim, mas aquela que estava à sua frente era fascinante demais para se ignorar. - Você parece ser um grande conhecedor do tipo de garotas que frequentam esse lugar. - Provocou com um sorriso divertido, apenas pelo prazer de vê-lo se enrolar em suas próprias palavras. - Não se preocupe com isso, eu já estava molhada antes de você fazer sua aparição. - Isabel preferiu omitir o fato de que já estava começando a secar. O pobre bastardo já parecia constrangido o suficiente sem isso. - O que responde à sua pergunta anterior, eu não costumo vir aqui. A chuva me pegou desprevenida. Eu sou Isabel. - Apresentou-se de volta, estendendo sua mão para cumprimentá-lo. - … E já estava de saída. - Acrescentou, sem conseguir conter o fato de soar um tanto hesitante. Afinal, o que poderia ter acontecido se ela tivesse permanecido no bar apenas mais alguns segundos?
Ao escutar a primeira frase da mulher, James fora obrigado soltar uma risada espontânea. Ela devia imaginar que ele era um frequentador fiel do bar, quando ele raramente visitava o local. Entretanto, aquele local era o local onde o jornalista tinha ficada mais bêbado em toda sua vida. - Um amigo meu trabalha aqui, então...Talvez eu tenha vindo algumas vezes falar com ele. - Explicou, não porque acreditava dever algum tipo de satisfação ou quisesse tirar uma possivel impressão errada, apenas porque gostava de deixar as coisas claras, em sua cabeça, elas funcionavam melhor assim.
James prensou os lábios e assentiu com a cabeça ao escutar a mulher dizer que já estava de saída, se desculpou mais uma vez e se preparou para ir até o bar, falar com Martim e pegar a chave. Todavia, depois dos dois primeiros passos, James deu meia volta. Talvez o mau tempo não quisesse dizer má sorte, pelo contrário, talvez o mau tempo, pela primeira vez o tivesse trazido sorte. Talvez a sorte estivesse em cerca de um metro e cinquenta e cinco e lindos olhos verdes.
Dessa forma, o homem fez questão de andar atrás da moça, alcançando seu braço. - Desculpe...De novo. Bem, eu estava pensando...Não sou um crente em destino ou coisa assim, mas, também não sou um descrente. Enfim...O que estou tentando dizer é...Você estava indo embora exatamente no momento em que eu estava chegando e houve um esbarrão. Se eu tivesse chegado segundos antes ou segundos depois isso não teria acontecido. Se você tivesse saído segundos antes ou segundos depois isso não teria acontecido. Nossos segundos de chegada foram dois eventos independentes que precisaram acontecer simultaneamente para o esbarrão acontecer e considerando a multiplicação de probabilidade desses dois eventos o resultando seria uma probabilidade menor ainda, então...talvez, matematicamente falando esse esbarrão devesse acontecer. Entende? - James parou por alguns segundos e percebeu que em parte, nem ele entendia o que havia acabado de dizer.
O jornalista soltou uma risada baixa e sentiu suas orelhas queimarem. - Quem estou tentando enganar? Eu nem se quer sou om em matemática ou estatística. - Riu. - Eu poderia dizer que quero lhe pagar uma bebida para compensar o esbarrão, mas, seria mentira. Quero lhe pagar uma bebida porque você é diferente das pessoas que costumam vir aqui e não estou flertando é só...sei lá, uma constatação. Então, realmente seria legal se sentasse comigo, bebesse algo e conversasse.
It Was An Accident! // @James x @Aberto
Como acabara fazendo parte de tudo aquilo…? Por vontade própria, inegavelmente. Se aquilo era tudo que imaginava que seria, talvez não. Independentemente, fora por iniciativa própria que saíra de casa aos quinze e começara a seguir a carreira que queria. E, afinal, o que a fazia se sentir como um peixe fora d’água não era o emprego em si, eram os outros que a olhavam diferente por causa de sua idade e experiência. Uma vez que isso acabasse, provavelmente ficaria mais feliz que pinto no lixo. “Bom, James… Eu fazia parte de uma família que nunca me entendeu. Um dia me cansei disso e fugi para onde eu queria estar… Que é aqui.” Ela olhou em volta para os milionários e os agentes. “Eu só me sinto meio alheia por causa da minha idade… Não pelo meio, eu digo.” O próximo comentário de James imediatamente acendeu uma lâmpada em sua mente. Não fora exatamente difícil entender aonde o homem se encaixava na festa; Se seguisse por eliminação acabaria na mesma resposta. Pandora só não queria… Estragar a mágica, talvez? E depois, se ele fosse o que ela estava pensando, era tão mais simples apenas esperar que James mesmo revelasse… Se fosse bom no que fazia, só o diria no final da noite… Mas Pan tinha todo o tempo do mundo. “Eu não sou exatamente contra a liberdade de informação. De fato, eu acho que já vivemos numa sociedade quase completamente liberta em relação a isso.” Ela se aproximou de James, para poder sussurrar em seu ouvido. “As informações estão todas aí… Só precisa ser ligeiramente mais atento para percebê-las.” Mais uma vez Pan olhou em volta, tentando notar se alguém estava prestando muita atenção à ela. Se estivessem, problema deles. Depois de uma leve risada, a morena estendeu a mão para o homem. “Já que você já sabe do seu lugar, acho que não vamos ter problemas, James.” Ela sabia que eventualmente seria confrontada por causa daquela interação, mas não estava dando a mínima no momento. Sabia cuidar de si o suficiente para evitar os maiores problemas que poderiam ser causados, então, o que havia de mal em parar de falar com gente com quem não tinha assunto, e se divertir, para variar?
Se James pudesse fazer uma nota mental sobre Pandora, ele escreveria nela “audaciosa” e cada uma das letras estaria em maiúsculo. A garota a sua frente era verdadeiramente audaciosa. Ela era delicada em seus movimentos, ainda assim, não parecia se importar com o fato de algumas pessoas começarem a observar os dois ou de se aproximar dele e sussurrar algo em seu ouvido. Ela não parecia se importar com muita coisa.
O Hound afundou suas mãos nos bolsos e deu uma risada tímida. Sentiu as orelhas começarem a queimar e imaginou se elas já estavam ficando vermelha. Sempre ficavam quando ele estava sem jeito por algum motivo. - Talvez eu seja um tanto complicado em perceber as coisas. Eu não diria quase completamente, acho que ainda temos de nos esforçar muito para garantir a liberdade de informação. - James soltou uma risada. - Sabe o que é uma ironia? Eu estar falando de liberdade de informação em uma festa cheia de agentes, que devem conhecer vários segredos aos quais as pessoas nunca terão acesso.
E, naquele instante, James se tocou de que Pandora era uma agente também e que ele havia falado besteira dizendo aquilo. Suas orelhas queimaram ainda mais e ele queria achar um buraco para se enterrar depois daquela “bola fora” que lançara. O homem balançou a cabeça negativamente e suspirou. - Em todo caso, quase é uma boa palavra. Eu acho. - Disse por fim, coçando a nuca.
Era muito obvio perceber o nervosismo do jornalista. James sempre ficava com as orelhas vermelhas e começava a passar a mão insistentemente pela nuca. Além disso, começava a soltar risinhos não contidos. - Acho que deveríamos falar sobre algo mais descontraído, eu não sei.
E eu aqui achando que você era incapaz de ficar mais estúpido!
Estou me sentindo tremendamente desapontado com essa afirmação. Não acredito que você teve a ousadia de duvidar da minha estupidez.
Estava pensando que se toda regra tem uma exceção, então essa regra não tem uma exceção, então ela é exceção das outras regras, sendo assim nem toda regra tem exceção, mas, se ela for a exceção dessa regra, então toda regra terá uma exceção mas se…
Ah! Que ciclo vicioso maldito!
Essa reclamação não faz o menor sentido…
Claro que faz, posso reclamar do que eu quiser, inclusive de como seus ombros ficam irritantemente bonitos nessa blusa.
Eu estava te ouvindo, só que não prestei muita atenção, caso não tenha notado estou com uma arma na mão, há coisas mais importantes para ter atenção.
Mas agora sim, pode repetir o que estava dizendo.
Nada, eu só estava de boa passando para encontrar uma amiga e aí ouvi uns tiros então tudo o que eu disse foi “Leve tudo o que eu tenho, só não me mate” e depois eu percebi que esse é um lugar de treinamento de tiro e completei com um “Que susto do caralho”. Todavia, não era nada de relevante então, Mr. Ken, o senhor pode apenas ignorar e voltar a fazer o que estava fazendo com essa sua arma que fica muito bem longe de mim.
Não é tão simples assim, okay? Na verdade, é sim. O que complica é...bem, eu mesmo. Não fui tão bom em matemática na época de escola, todavia, eu calculei a probabilidade de um encontro entre nós ser um verdadeiro fiasco e olha, ela é bem alta.
Ei, isso é meu!
Opa, desculpa. Eu estava exatamente tentando descobrir de quem era para devolver. Não é como se eu tivesse a intenção de roubar, até porque, sou muito indefeso para ser um ladrão.
Bad weather , bad luck // @James x @Isabel
Isabel andava em um ritmo compassado e mecânico pelas ruas de Londres naquela noite de semana. Seu expediente já havia terminado e a única coisa que a agente conseguia pensar era em chegar em casa, tomar um banho e se jogar no sofá e assistir qualquer filme que estivesse passando. Nos últimos tempos essa era a única coisa que a morena conseguia ter energia para fazer após um dia de trabalho, o que era algo que ela recriminava sobre si mesma . O máximo que algumas vezes ela conseguia era a companhia de Adrian no processo, que morava um andar acima do dela. Isabel estava considerando ligá-lo quando chegasse em casa e perguntar se ele queria passar por lá, quando de repente começou a chuva. Amaldiçoando-se terminantemente por ter esquecido seu guarda-chuva em casa (um item básico de sobrevivência em Londres), Isabel começou a andar mais rápido, porém parecia que a cada passo que ela dava, a chuva ficava mais densa. Praguejando audivelmente pela sua má sorte, a moça entrou pelas portas do primeiro estabelecimento que viu aberto. Enquanto tirava seu casaco molhado e mexia nos cabelos para tirar o excesso de água, viu que sua sorte poderia estar começando a mudar. Afinal, não seria de todo ruim esperar que a chuva mais forte passasse enquanto estivesse tomando alguma coisa. E foi apenas se aproximar do bar e pedir uma cerveja para o barman que notou que o Arsenal e Chelsea disputavam um jogo, sendo transmitido pela televisão do bar. Não era exatamente tão bom quanto um jogo de Rugby, mas Isabel poderia viver com isso por algum tempo.
Acomodada em um banquinho alto no bar, Isabel mal percebeu o tempo passar enquanto assistia o jogo, entretida entre a fervorosidade dos torcedores do bar e o jogo em si. Ao dar o fim do primeiro tempo, a morena decidiu ir embora, percebendo que a chuva já passara e que ela estava relativamente mais seca. Pegando suas coisas, a agente saltou do banquinho e fez seu caminho para fora do estabelecimento, a animação começando a converter-se em cansaço novamente. Porém isso foi esquecido quando de repente sentiu um corpo molhado colidindo contra o dela, fazendo-a praguejar. - Wow, você sabe como fazer uma entrada. - Brincou com o estranho, analisando-o. - Não tem o porque se desculpar, você ainda está claramente está em desvantagem aqui. - Abriu um pequeno sorriso provocativo, referindo-se às suas roupas molhadas. Apesar de aquele encontrão ter resultado em mais uma mancha molhada na frente da blusa de Isabel, não se comparava com o estado que aquele pobre rapaz se encontrava. Era como se tivesse resolvido dar um mergulho ainda usando suas roupas.
Assim que ouviu a resposta da outra pessoa, o jornalista foi praticamente obrigado a rir sem graça, antes mesmo de erguer a cabeça para analisar quem era. Tudo o que ele sabia é que era uma moça. - Bem, eu geralmente estou em desvantagem. - Respondeu sinceramente e então ergueu a cabeça. Para sua surpresa, a visão que ele teve, foi muito diferente da que esperava ter. As mulheres que iam ao bar onde Martin trabalhava geralmente se dividiam em dois tipos: Ou eram gostosonas que provavelmente tinham problemas familiares e saiam por ai se oferecendo para qualquer um, ou, eram bad girls que curtiam loucamente rock e davam respostas grosseiras. Entretanto, ao menos para James, nenhum dos casos parecia ser o da garota em sua frente.
Diferente do clichê naquele bar, a moça tinha uma beleza atípica, requintada, diria James. Delicada até, não que parecesse frágil, era apenas...Diferente. - Você não vem aqui com frequência, certo? - Ele ergueu uma das sobrancelhas, passando a mão pelo cabelo o sacudindo. - Digo...- Tentou se consertar para não parecer um flerte. - É que o seu tipo...Geralmente não é o tipo das garotas daq...Ops, isso também soou estranho. Enfim, eu me atrapalho um pouco falando e em outras coisas e...Resumindo, eu sou James e sinto muito por ter te “atropelado”. - fez aspas com os dedos.
Eu só quero dormir mais um pouco…
Moça, eu sei que essa não é uma das melhores peças, mas.... Você não acha meio desrespeitoso dormir no meio dela?