jimin x dispatch

祝日 / Permanent Vacation
noise dept.
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hello vonnie

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Sade Olutola

Kiana Khansmith
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Not today Justin

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almost home
Peter Solarz
i don't do bad sauce passes

★

pixel skylines
Xuebing Du
Three Goblin Art
NASA
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@jeonjwn
jimin x dispatch
( hvnswl: )
₊˚.*ೃ࿐ »»-—— “sim, eu tenho dezessete anos. não, a aspirina sozinha não vai curar a sua amigdalite e não, eu não vou chamar o meu chefe. se for só isso, pode me liberar? você ‘tá segurando a fila.” empacotou a caixa com o antibiótico receitado e o estendeu na direção do cliente, movimentando os olhos para a próxima pessoa na fila.
࿐ ࿔*:・゚jiwon não estava na fila. ele apenas procura seu shampoo em um canto, mas interrompe esta ação para observar o mais novo falar. ❝ ——— mas que alma mal humorada.❞ sussurra balançando a cabeça de leve e volta a procurar o que precisava. não demora muito para estar na fila e chegar a sua vez. ❝ ——— bom dia rapazinho.❞
❛ ❪ 🍒 — 하나 。
Os pequenos olhos do garoto piscavam confusos em direção à pessoa que, agora, tinha a pele do rosto avermelhada, de tanto rir. — E… Eu não entendi… — murmurou, totalmente perdido. — ‘Tá tudo bem? Por que você ‘tá rindo?
࿐ ࿔*:・゚o anjo aguarda algum tempo antes de poder responder, cessando sua risada quase que por completo. ❝ ——— me perdoe, eu costumo rir quando estou nervoso. eu só lembrei como as coisas estão uma merda e comecei a rir da desgraça e acabei não conseguindo parar. no fundo eu quero chorar.❞ o riso agora torna-se fraco, e a feição mostra a tristeza que sente. ❝ ——— perdoe-me lhe deixar confuso. ❞
( kwyxh: )
“s-se distraiu, é? bem… obrigada…” — eu ri nervosamente, apontando para um canto mais separado do lugar. — você vai encontrá-las logo ali.”
࿐ ࿔*:・゚ ❝ ——— não há de que.❞ mantém o sorriso na face e logo se afasta da mulher agradecendo novamente com uma reverência. o loiro para próximo as mesmas e passa a observá-las. as mãos no bolso da frente mostrando a paciência que tinha em apenas ficar ali para apreciar.
( ahjwrl: )
impossível. essa era a palavra que usava para descrever a sensação que tinha toda vez que tentava reprimir o próprio riso. era impossível não rir quando jiwon ria. era um som contagiante, que fazia com que a ahn se sentisse compelida a o fazer também. os dedos novamente seguraram a taça de vinho entre os dedos, levando-a até os lábios e dando um novo gole. o gosto era doce, e contrastava de uma forma inusitada com o sabor da comida. contudo, havia outra coisa que sentia de forma mais intensa: o álcool nas próprias veias. “não conteste! seria maldade, jiwonnie!”, e novamente o sorriso se fazia presente nos lábios de hyejong. sentia-se estranhamente solta. era a companhia do rapaz? o álcool? uma junção de ambos? “aish, você está levando o que estou falando para um sentido horrível, seu bobo!”, resmungou, um bico se instalando nos lábios levemente inchados e avermelhados — o culpado? o alimento quente —. por fim, pousou a taça sobre a mesa, os hashis educadamente posicionados sobre o móvel. delicadamente, os dedos retiraram uma mecha dos cabelos castanhos do rosto, deixando a mostra as bochechas levemente ruborizadas. não era de beber, e quando o fazia, tinha uma tolerância baixa. “uhm, se eu posso pedir algo… para compensar o lámen que não estava ruim!”, brincou, erguendo o indicador e apontando para o rapaz, “eu quero pedir que você me faça companhia por mais um pouco.”, pediu simplista. não havia segundas intenções no pedido de hyejeong. os pés se esfregaram um no outro, e um sorriso tímido pintou-se novamente nos lábios “uh? claro, pode ser.”, aceitou a oferta, desviando o olhar para a taça em cima da mesa. o que raios estava fazendo?
࿐ ࿔*:・゚o riso solto acompanhava sempre a fala do anjo, assim como notava que também acompanhava a alheia. os dois estavam certamente alterados, talvez em níveis diferentes mas jiwon conseguia notar. o olhar não evitou fitar os lábios avermelhados e rechonchudos formando um bico e ali se fixaram, quase que sem querer. os gestos começavam a tomar uma visão diferente e isso talvez não fosse bom para a situação atual. os dois estavam sozinhos, tarde da noite, bebendo vinho e em um aconchego confortável. automaticamente o flerte começaria a dar as caras, e o jiwon sóbrio e responsável ------ que não existia no momento ainda tentava tomar conta daquele bêbado. aquele que decide investir discretamente, afinal, seria algo bom para ambos. até porque o álcool ajudava a aumentar sua segurança física e pessoal, por isso naquele momento o loiro conseguia sorrir de forma mais charmosa. conseguia piscar os olhos mais lentamente e entonar as palavras com o baixo que o deixava mais atraente. usualmente falava baixo, mas com entonação diferente. jeon começa a colocar em prática suas discretas estratégias para saber se ela estava tão a fim quanto ele. ❝ ——— eu faço companhia a você até o amanhecer, se quiser.❞ ele sorri de forma gentil, concentrando-se agora na taça que enchia. talvez o olhar anteriormente havia ficado preso a boca por muito tempo, mas o loiro já não se importava mais. ainda mantinha sua gentileza, e jamais forçaria nada, por isso estrategicamente tentava de tudo para que ela mostrasse que queria e desse o primeiro passo. a partir dali ele tomava conta. deixa a garrafa novamente sobre a bancada, e volta o olhar a ela. ❝ ——— aliás, quando eu me referia a pedir eu sugeri discretamente que você pedisse uma comida ou sobremesa, mas percebi que você gosta mais da minha companhia do que de doces.❞ brinca casualmente, e dá outro gole na taça de vinho. ele logo retorna a brincar. ❝ ——— na verdade, eu sou doce, então você tem razão em me escolher mesmo nunca tendo provado.❞ volta com o sorriso solto, típico de uma pessoa começando a entrar em estado de embriaguez, contudo em jiwon o sorriso tornava-se incrivelmente atraente.
( jvhns: )
pressionou um olho fechado, os dentes igualmente apertados. o algodão deixava o rastro de uma dor aguda por onde deslizava, era como se uma dúzia de pequenas agulhas dançassem sobre a pele fina do rosto e a sensação fazia seus ombros enrijecerem. com cuidado e uma lentidão pouco usual, expulsou o ar dos pulmões de maneira a ancorar a si mesmo. a dor seria maior se fossem as mãos de daehyun ou heejoon, tinha certeza, em parte porque a juventude desajeitada dos garotos naturalmente lhes roubava o zelo, e em parte porque havia algo reconfortante na suavidade das mãos do anjo —— algo a que ele não dedicava nenhuma parcela do pensamento fora daquelas quatro paredes, mas que o deixaria quase confortável o suficiente para pegar no sono se ele apenas se permitisse desengatilhar por alguns instantes. o modo como jiwon desviava intencionalmente os olhos dos seus era quase tão chamativo quanto seria caso ele o encarasse de vez, e jooheon sentiu o impulso idiota de rir de maneira débil. que porra estava fazendo ali? tinha mesmo que parar de precisar do auxílio das pessoas, principalmente quando essas pessoas detinham do poder necessário para levar à ruína tudo o que havia construído. era um idiota, sem dúvida alguma as coisas não podiam estar cem por cento certas em sua cabeça —— se tivesse dois por cento a mais de autopreservação teria se arrastado para casa; cinquenta por cento a mais e não teria se metido em merda de briga nenhuma em primeiro lugar. nenhum daqueles ‘se’ eram a realidade, no entanto, e jooheon apenas percebeu aquilo com mais intensidade quando os dedos de jiwon cessaram a tarefa constante e metódica que performavam até então. apertou os dentes de maneira enfática o suficiente para que um zumbido distante se instalasse nos ouvidos, e então mordeu a isca. se o outro havia mudado de ideia subitamente, preferia acabar com a conversa banal e sair de lá o mais rápido possível. “o que, tem alguma coisa na minha cara?” o torcer debochado dos lábios não fez dosar a ironia, visto que de seu rosto pouco era visível debaixo de tanto que o sujava. “se vai me mandar embora faz isso logo, não fica me olhando.”
࿐ ࿔*:・゚”tem.” uma risada soprada deixa os lábios cheios do anjo com tal pensamento, e ele apenas abaixa o olhar novamente para onde sua mão ia buscar o último algodão para limpar o último machucado. ❝ ——— se eu realmente fosse fazer isso não teria nem aberto a porta.❞ comenta em tom suave, e o algodão frio e úmido como a brisa que entra pela fresta da janela, volta em direção aos lábios. como se as almas não soubessem a bondade que habitava o coração daquele anjo. sempre estaria disposto a ajudar a todos que precisassem, e isso incluía aqueles que o jogavam fora mesmo depois de usar. não se importava, pelo menos o bem ele fazia. não que fosse o caso de jooheon, ele era uma exceção que tinha uma forma diferente de expressar, mas jiwon sabia que não era uma alma ruim. na verdade, almejava conhecer o que se passavam nas entrelinhas que nunca conseguia ler. almejava desvendar o que fazia os olhos brilharem ou gostos peculiares que provavelmente tinha. todavia era algo um pouco fora da linha que jamais conseguiria colocar-se sobre. na realidade, apreciava a relação atípica que tinham. o confortava estranhamente. os olhos castanhos fixam-se nos lábios da alma e se pudesse não os tiraria dali. estavam inchados e sangrentos mas eram bonitos. com gentileza ele arrasta o algodão sobre o canto inferior, limpando os resquícios de qualquer substância coagulada que ali não pertencia. estragava a imagem tão bonita que aquela boca tinha. ❝ ——— há mais machucados além destes na face? algo por debaixo dessas roupas?❞ questiona com um olhar breve ao alheio que logo volta para a boca e que sem demora termina de cuidar. ❝ ——— aceita um chá? dizem que esquentam nosso interior.❞ e era verdade. jiwon sempre sentia-se aquecido quando tomava tal bebida. era ótima para confortar. então ele oferece ao que dedica a atenção para os objetos sendo agora guardados na maleta.
broken angel. ࿐ྂ
˗ˏˋ @byvnghc ˎˊ˗
tw: a lot of angst.
࿐ ࿔*:・゚o dia havia sido consideravelmente cansativo, como quase todos vinham sendo para jiwon. havia um bom tempo que não tinha notícias concretas de byungho e estava começando a tornar-se aflito com relação aquilo. quando chegasse em casa depois de um bom banho iria dar um jeito de ir atrás dele com certeza. todavia, a carta em suas mãos assim que pisa na porta deixam claro que não é mais necessário. o que o loiro não espera é que o conteúdo fosse muito pior do que pode esperar, quando pega sorridente o pedaço de papel. o coração dá uma pontada, mas ele pensa ser saudade e ignora.
professional jimin catcher
( kwyxh: )
E-então… você vai comprar alguma flor o-ou ficar me encarando?
࿐ ࿔*:・゚ ❝ ——— perdoe-me, você tem belos olhos, me distrai. ❞ responde com suavidade e sorri gentil, fazendo uma pequena reverência como pedido de desculpas. ❝ ——— eu queria saber se você tem camélia. ❞
( ahjwrl: )
um sorriso delicado adornava os lábios da anjo enquanto os dedos finos — dignos de uma pianista, diga-se de passagem — envolviam a taça com cuidado. não costumava beber, não era disso, mas de alguma forma, jiwon conseguira a convencer de que vinho era um perfeito acompanhamento para lámen, e com uma gargalhada suave, aceitara a proposta, não se arrependendo no final das contas. era, de fato, um ótimo acompanhamento, por mais estranho que soasse a ideia. na realidade, sequer sabia quando foi que ficaram assim, próximos o suficiente para dividirem uma refeição tão informalmente juntos. gostava da personalidade do rapaz, do jeito que ele agia, dos sorriso dele e principalmente o quão tudo ficava calmo na presença dele. amava a companhia de jiwon, e era uma alegria tê-la. “sério? pois eu acho exatamente o contrário. está ótimo, jiwonnie. não é não.”, as palavras saíram com uma risada baixa, mansa. soprava um pouco do alimento no pote, prendendo os fios da massa entre os hashis e colocando-os na boca com a mesma agilidade d'outro: “a próxima vez eu faço alguma coisa para gente. mesmo que eu não concorde com o seu ódio para com seu lamém.”, e era verdade. ou talvez, a comida apenas estivesse tão boa porque ele estava ali, também. sorriu.
࿐ ࿔*:・゚ ele ri de forma suave, balançando a cabeça negativamente. sabia que ela o elogiava para não concordar que estava ruim, de fato não estava mas ainda não era de seu agrado. jiwon gostava de agradar ao máximo sua companhia, o que não parecia ser a situação atual. a mão captura a garrafa de vinho e ele serve mais em seu copo, tomando liberdade para preencher o dela também. ❝ ——— se você acha eu não vou contestar. ❞ diz sorridente ao que coloca novamente o vidro na superfície da mesa e a atenção volta para o lámen, quase no final. ❝ ——— pelo menos agora você concorda que dá próxima vez quem tem que fazer é você. ❞ brinca com ela não segurando a risada e por pura educação, coloca a mão à frente da boca. não demora muito para que terminem de jantar. a conversa entre os dois flui tão normalmente que ele agradece um descanso como aquele no meio de tanta tensão e problema. o loiro coloca as louças na pia e decide limpar depois, indo até a mesa para beber um pouco do vinho que ainda tinha em sua taça. ❝ ——— se você ainda quiser pedir algo para recompensar o lámen ruim eu deixo. ❞ brinca risonho. não tinha segundas intenções na brincadeira, ele referia-se a pedir outro alimento mas talvez isso não ficara explícito da forma de desejava. jiwon também já sentia o álcool começar a fazer efeito em seu corpo. o teor daquele vinho era bem alto, e por ser extremamente doce, não se sente o limite do do não-sóbrio para o bêbado. ❝ ——— aceita mais vinho? ❞ pergunta quando destampa a garrafa novamente e decide preencher o último copo. não beberia mais.
keewu :
Era ele e somente ele ali naquela imensidão nada acolhedora. Aquilo, certamente, era um gatilho para lhe fazer pirar. Kiwoo não aguentava mais as próprias vozes e não aguentava mais brigar com elas, porque elas lhe faziam se sentir mal. Não podia morrer mais, mas e daí? Ficar ali para sempre, longe de tudo e todos, era pior do que simplesmente morrer. — Eu vou achar o caminho de volta e me recuso a matar qualquer esquilo ou galinha pra sobreviver! — Disse alto, batendo o pé numa direção que nem sabia qual era mais. Tudo o que fez fora reclamar no caminho e quando já distraído demais pela própria voz, tropeçou e caiu, xingando até a sétima geração da sua própria mãe. Mesmo assim, ele decidiu ficar no chão, pois já estava cansado demais para prosseguir.
— Por todas as cartas clow, será que eu vou ficar aqui pra sempre? Será que se apodrecer aqui tem chance de um dia alguém me achar? E se achar, será que vão achar meu corpo inteiro? Se eu perder um braço ou uma perna pra um bicho que queira me comer, será que cresce outro? Tantas perguntas, tão pouco tempo… — Ele ergueu a mão em um gesto dramático ao que olhava a folhagem das árvores bem acima de si. Estava pronto para aceitar seu destino, porém algo lhe picara. Não algo, mas vários “algos”. — AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!!! — O grito gutural ecoou por aquela floresta quando ele praticamente deu uma cambalhota para levantar e começar a se debater, pois milhares de formigas haviam subido em si. O Kim, tão inteligente, acabara caindo e ficando sobre um formigueiro. Ele saiu correndo, debatera-se contra aquelas árvores e continuara gritando e gritando até sair rolando quando escorregara na grama. Será que aquilo nunca teria fim? Ele deveria ter feito igual ao anjo e ficado bem seguro onde estava. Agora, estava praticamente chorando de dor e desespero com mil formigas por suas costas. Ele se perguntava então, quem poderia lhe defender?
࿐ ࿔*:・゚ um grito em meio ao silêncio gritante da floresta fora decerto chamativo aos ouvidos do coreano. o anjo franze o cenho inicialmente, mas logo se põe a correr pelo mato na direção que cogita ser o destino. será que kiwoo havia se metido onde não devia e agora estava em perigo? droga, o loiro lhe avisara para não ir, mas as almas teimosas nunca o escutam. sua vontade momentânea era deixar para lá, mas sua consideração com kiwoo era imensa, e mesmo que ficasse bravo ele jamais se perdoaria em recusar uma ajuda, ainda mais de quem vinha. ❝ ——— KIWOO-AH! ❞ grita novamente esperando uma resposta e logo se vê aliviado por não mais precisar. o anjo fita o corpo sentado no chão, parecia ter acabado de cair e os olhos arregalam-se com o estado deplorável. ❝ ——— MEU DEUS! O que aconteceu com você? ❞ joga o corpo na grama para agachar-se ao lado do moreno e não espera muito para puxá-lo para um abraço envolvendo seus braços finos ao redor do corpo magro. ❝ ——— eu estava preocupado, não faça mais isso pelo amor de Deus, você tem que ouvir os mais velhos kiwoo.❞ a voz é mansa, enquanto o abraço insiste. ❝ ——— está machucado em algum lugar? ❞ solta o corpo maior para fitar lhe cara a cara e as mãos apoiam nos ombos largos. ❝ ——— se sim bem feito, não deveria ter ignorado meus conselhos, seu teimoso! ❞ esbraveja apertando os dedos de forma leve mas perceptível na carne alheia, porém logo suaviza. ❝ ——— eu vou cuidar de você, vamos achar algum lago próximo aqui para limpar esses machucados. ❞ suspira e inclina o rosto para beijar a bochecha alheia com ternura. ❝ ——— não me preocupe mais desta forma. ❞ pede quase como uma súplica e levanta, estendendo a mão para ajudar o mais novo a erguer-se também.
࿐ ࿔*:・゚
nem mesmo yoonhee era capaz de entender o estopim de sua curiosidade e eventual comportamento, muitas vezes precisava correr para alguém e simplesmente questionar sobre o que sentia e como sentia… até obter algum sentido. ainda que não tivesse estabelecido motivos ou justificativas para com jiwon, era fato que certificava-se de não perder uma única oportunidade de rodeá-lo, como um satélite. mesmo que almejasse por respostas, precisava se deixar agir naturalmente… para sentir naturalmente e se discernir naturalmente. yonnhee pendeu a cabeça para frente, deixando as madeixas ocultarem minimamente o rosto que se enrubesceu. não estava acostumada com elogios, mas era bom ouvi-los. ❛ aniyo, não estou incluída na lista de coisas que gosto de fotografar. ❜ respondeu sincera, dedilhando a câmera uma última vez antes de circundar o pescoço com a alça e deixá-la repousar sobre o peito. ❛ sim é, embora algumas não sejam tão interessantes assim. ❜ ainda que parecesse um pouco ofensivo, tinha os próprios motivos e não fazia parte de si poupar palavras. ❛ se você olhar muito fixamente para alguém pode acabar vendo coisas que não quer. ❜ aprendera sobre isso da pior forma. à medida que caminhava, erguia parcialmente o rosto, intercalando o olhar entre o céu cinzento e jiwon. ❛ claro que achei, não viu eu tirando fotos suas ? ❜ gargalhou baixo, enfiando as mãos no bolso do casaco, pigarreando por um instante. ❛ é que… hoje foi um dia de trabalho, então você foi o único que eu fotografei por vontade. pode parecer estranho, mas as pessoas parecem realmente interessadas em fotografia por aqui. ❜ eram inúmeras requisições, nunca faltava trabalho. não compreendia em plenitude as reais intenções por trás de cada pedido, mas estava feliz por realiza-los. ❛ a atmosfera é dífícil de mudar, por isso me surpreendo por apreciarem o meu trabalho. mesmo que eu tente mudar isso, a maioria das minhas fotos parecem sempre tão… melancólicas. ❜
࿐ ࿔*:・゚ jiwon não precisa pensar muito para que discorde da fala alheia. ela com certeza perdia em não gostar de fotografar a si mesma. o rapaz espera um pouco em silêncio para poder rebater, com um sorriso ladino. ❝ ——— então esta lista está precisando ser reconsiderada. ❞ não era um flerte em si, ou era? jeon nem sabia diferenciar mais, era tão acostumado a gentileza e elogios que discernir do flerte para a gentileza tornava-se difícil até para o próprio cérebro. jiwon olha de forma curiosa para yoonhee, era fato que ela entendia de observações como ele, e não podia concordar mais.❝ ——— é, certamente. ❞ assente em concordância. a gargalhada alheia é decerto um motivo para os dentes brancos do anjo serem expostos com mais gosto. ele a acompanha e balança a cabeça negativamente, agradecido pelo elogio. ❝ ——— eu não vejo muita coisa interessante em mim, mas se você vê... espero que esteja fazendo bom proveito. ❞ imita o gesto alheio, enfiando as mãos nos bolos da frente da calça de lavagem escura que vestia. ❝ ——— vai ver sua presença muda a atmosfera de alguma forma e eles se sentem confortáveis o suficiente para quererem registrar? ❞ subentende-se que é uma pergunta retórica, como se fosse óbvio. mas na realidade, jiwon joga um palpite. é um fator a se considerar, afinal, tinha conhecimento do trabalho que yoonhee fazia com a câmera, e muito bem por sinal. ❝ ——— agora, estou curioso com um fato. permita-me perguntar o que tanto lhe chama atenção em mim? é intrigante o fato de a senhorita ter tantas coisas ao redor e decidir fotografar por pura vontade um anjo simples como eu. ❞ deixa com que as pérolas quase negras encontrem a faceta bem desenhada da mulher, e ali a fixa intensamente e curiosamente ansiando uma resposta.
( jvhns: )
⋆¸* ⋆ —— tw: sangue e ferimentos. / trouxe uma mão ao rosto, cobrindo momentaneamente o inchaço do lábio inferior. em um hábito débil, havia mais cedo recolhido com a língua o sangue superficial do corte, fazendo restar um resquício acobreado no palato que agora o incomodava com uma intensidade irracional. encontrou o olhar do anjo com silêncio, os próprios olhos apenas parcialmente abertos, aguardando que ele fizesse qualquer coisa —— o deixasse entrar, cuspisse em sua direção, risse, o expulsasse. não havia uma expressão definida no rosto de jooheon, talvez em razão do cansaço; mais do que tudo, no entanto, a indiferença era parte de um ciclo: jooheon não sabia manejar a vergonha, preferia se fazer ingrato. brigava, achava alguém para costurá-lo, sentia-se vulnerável e sumia assim que possível, sem qualquer agradecimento. jiwon era a última pessoa que deveria se importar o suficiente para remendar seus ferimentos, visto que não recebia de jooheon absolutamente nada em troca à exceção de indiferença. tomou apenas dois passos para dentro depois de receber a autorização implícita do outro, enterrando os dentes no lábio inferior ao perceber que a terra seca que manchara suas botas o havia acompanhado. era difícil se familiarizar com o ambiente, havia uma porção inquieta de si que nunca desligava e, assim, impedia que experienciasse conforto sem que antes se esforçasse para consegui-lo. era imóvel, silencioso e afiado, à imagem exata de um animal ferido. desejava que o corpo ocupasse menos espaço, mas sabia que era inútil quando sua sujeira contrastava tão enormemente com o lugar. ergueu a cabeça e seguiu o comando gentil do anjo, afundando-se nas almofadas do sofá com um suspiro esgotado e endireitando os ombros para que o peso do corpo se deslocasse deles. percebeu, quase que de modo inconsciente, que ele havia trocado de roupa e tinha os cabelos ainda úmidos —— devia tê-lo surpreendido em meio ao banho, se aqueles fatores indicavam qualquer coisa. umedeceu o lábio inferior outra vez, desviando os olhos e afundando as unhas na suavidade do encosto de braço. nada do que ele havia dito requeria uma resposta, e jooheon não ofereceria uma.
࿐ ࿔*:・゚ a forma com que jiwon aceita aquela situação é uma incógnita. não era novidade que ele gostava de ajudar, gostava de estar sempre ciente do bem estar das almas e anjos naquele lugar mesmo não sendo próximo o suficiente da grande maioria. a forma como seu coração dói ao ver almas indo para lugares ruins. constata que é uma persona fraca de coração, muito apta a sentimentos intensos por qualquer alheio. empatia. jeon não perdeu sua essência no pós morte e isso apesar de ser visto como algo bom tem suas consequências, muita das vezes nada agradáveis para o hospedeiro de tal ‘qualidade’. ele não levanta o olhar para o lee, apenas começa a preparar o que iria utilizar, deixando a caixa no chão. as mãos capturam o algodão para primeiro limpar a ferida e assim que termina de umedecê-lo procura pelo vermelho chamativo em contraste à pele branca. o suspiro que escapa é discreto, mas audível. lhe doía ver o rapaz ferido daquela forma. com cuidado ele segue primeiro para o corte próximo a têmpora. toma cuidado para que não machuque mesmo sabendo que jooheon nunca admitiria estar doendo ou pediria a ele tomasse mais cuidado. apostava era no silêncio total, até chegar a hora dele apenas o olhar da porta e sumir novamente, não deixando sequer um rastro de quando voltaria. mas mesmo que não dissesse nada, jiwon sabia ler os olhos e sabia sentir, e não precisaria de palavras para que o agradecimento estivesse estampado na face do outro. as bolotas castanhas do anjo não fitam as escuras da alma. elas se fixam ao machucado e ali ficam, trocando de foco apenas quando transita a limpeza para o outro próximo ao olho, nariz, maxilar ( e que maxilar bonito meus amigos). mas era uma boa ideia manter-se em silêncio? o questionamento ronda a mente do anjo, que pela primeira vez resolve fitar os olhos do rapaz pálido desejando que fosse retribuído. naquela troca de olhares ele pergunta discretamente se está a fim de conversa, e almeja obter algum sinal como resposta, sem notar que havia inclusive parado de mover os dedos.
𝒅𝒆𝒎𝒐𝒏𝒔 𝒐𝒓 𝒂𝒏𝒈𝒆𝒍𝒔? ࿐ྂ
( lostxtlimbo: )
Apesar de irritante a mulher não era ruim, pelo menos não se via dessa forma ainda que por vezes fosse um pouco brusca demais. Nunca fora com a cara de Jiwon, nem por isso podia dizer que o odiava, era mais como se nunca fossem de fato se entender. — Acho que mais uma vez e uma questão pessoal… — Deu de ombros sem muito interesse, acomodando seu corpo contra a cadeira semicerrava os olhos e encarava o rapaz. Era boa lendo pessoas, tinha algo de errado com o anjo e a mais velha faria questão de sair dali entendendo a situação. — Então ainda bem que você já está morto, né? Ainda assim não vou te deixar em paz até descobrir, posso até te seguir pelos cantos, aposto que não aguenta meia hora. — Dizia quase que em uma ameaça ainda que parecesse boba, sabia que Jiwon não aguentaria, afinal, Jieun sabia muito bem como ser irritante. Entretanto não acreditava que seria necessário, a menção de uma paixão fez o rapaz mudar e a mulher não demorou para perceber — Espera…. Você está mesmo apaixonado? — Questionou com insistência, mesmo que as palavras do outro negassem o jeito como reagira indicava o oposto, deixando a mulher mais curiosa ainda. Jiwon nunca parecera o tipo que sofreria com tal coisa, sabia que podia estava errada, mas não lhe custava tentar. — Como isso foi acontecer? Você é sempre tão sério…. É uma alma? Ou um anjo?
࿐ ࿔*:・゚ ❝ ——— entendo. ❞ responde simplista, cruzando os braços ao seguir o gesto dela no dar de ombros. ele logo revira os olhos. o anjo claramente não havia entendido uma palavrinha do que ele se referia ao dizer “morte”. wah, que estúpida. pensa expondo uma feição tediosa. ❝ ——— não há como aguentar, você é incrivelmente insuportável! ❞ exclama jogando as mãos para o ar. ❝ ——— com todo respeito. ❞ completa rapidamente, fazendo uma pequena reverência não debochada. sempre de tão bons modos, nunca conseguia ser cem por cento grosseria e palavras ofensivas. a conclusão errada sobe ao ar novamente e jiwon se vê sem alternativas. qual era o problema dela? nem entender as entrelinhas ela entendia! a paciência já beirava o 272 negativo. o coreano bufa, e desiste. ❝ ——— droga, já disse que não é isso. eu estou metido em coisa que não devia mas não tem nada a ver com paixão, deus que me livre, eu apenas acoberto.❞ confessa rapidamente, o tom mantendo-se nervoso todo o tempo. era contra sua vontade ter que contar, mas a favor do apito no cérebro. no detector de mentiras jeon seria o primeiro a perder. ❝ ——— eu não sei porque eu te disse isso mas você não pode sair daqui até me prometer silêncio. ❞ o loiro apoia as duas mãos sobre a superfície lisa da mesa e fita a faceta da mulher. ele espera que ela concorde, mas sabe que não será fácil. nada era fácil quando se tratava de jieun e ele tinha plena consciência. o olhar é tão intenso que mostra súplica e tensão. na realidade, o olhar de jiwon mostra muitas coisas, inclusive raiva. ele tem raiva do momento, mas tem muito mais medo e um é tão visível quanto o outro.
@ahjwrl
࿐ ࿔*:・゚ o sabor doce contrastava com o pingo amargo quando o vinho tinto descia pela garganta do anjo. lhe deixara o paladar tão bom, mas tão bom que desejava dividir para ver se na boca alheia era o mesmo. obviamente que não o faria, pois não era nem de longe alguém desrespeitoso. a conversa fluía normalmente, e jeon sorria por finalmente ter alguém que lhe fizesse confortável e um pouco mais distraído depois dos últimos acontecimentos. sempre sentia-se bem ao lado de anjos que tinham a personalidade parecida com a sua ou até mesmo ideias semelhantes. no fim, ele amava a companhia de hyejeong. ❝ ——— acho que o lámen ficou sem tempero, sou um péssimo cozinheiro.❞ comentou depois de puxar os primeiros fios da massa quente para dentro da boca com os hashis. não estava de todo ruim, apenas pouco apimentado e sem pimenta não era lámen coreano para o anjo. o olhar ergue para a faceta feminina, e o jeon sorri divertido. ❝ ——— ok, eu juro que da próxima vez você cozinha ou vamos a algum lugar melhor para comer. ❞
( hanixland: )
A garota estava tão distraída que nem mesmo chegou a ligar a voz tão conhecida ao anjo ali presente, assentindo assim que o rapaz lhe corrigiu. — Ah, me desculpe, Jiwon-ah, estava tão distraída que acabei não reconhecendo sua voz. — Respondeu com um sorriso divertido, não acreditava ter ofendido o outro, então simplesmente assentiu diante do questionamento. — Já que você está aqui, vou adorar ter sua companhia. — Assentiu alegre, estendeu o braço com delicadeza, sinalizando para o rapaz segurar este. Sendo mais fácil de andarem por aí desta forma, uma vez que a sala estava praticamente a alguns passos deles. — Tudo bem comigo, o pessoal anda sendo generoso no dinheiro que pagam pelas apresentações, e você, tem passado bem?
࿐ ࿔*:・゚sem demora o anjo já pula para o lado da morena entrelaçando assim seu braço com o dela. ❝ ——— nah, tudo bem, eu peguei um resfriado nos últimos dias.❞ funga franzindo o nariz e logo volta a andar, seguindo o ritmo dela. ❝ ——— jura? woah, fico muito feliz com isso! de verdade!❞ responde alegre. era verdade, ficava feliz quando via as coisas dando certo para pessoas a sua volta, mesmo que não fossem seus amigos. jiwon queria ver todos naquele lugar se dando bem, de uma forma boa e honesta, fazendo o que gostam. infelizmente nem sempre todos conseguiam se dar bem de uma forma agradável e justa ao restante, entretanto nada podia ele fazer para mudar esse fato. ❝ ——— ah, eu tenho. na mesma de sempre.❞ o sorriso diminui gradativamente. agradeceu a ela não poder ver como sua expressão murchou. nem o próprio jiwon era capaz de entender a confusão que estava seu âmago, e o pior era que o motivo não existia? ou talvez existia e ele sequer sabia. empurrou a porta e deixou com que ela entrasse na frente. ❝ ——— o que vai treinar hoje?❞
( byvnghc: )
encontrar-se com jiwon era provavelmente uma das ideias piores que havia tido naquele momento. as vésperas do que estava planejando, ver o anjo seria só como jogar um balde de água fria por cima de sua própria cabeça voluntariamente, mas não encontrou dentro de si forças para negar o convite do outro. vendo também que soava como uma eternidade a última vez que tinha o visto, byungho fez facilmente o caminho até a casa do anjo sem que deixasse nenhum daqueles pensamentos lhe prender para trás. só queria ver o outro novamente, talvez poder apreciar sua presença confortável uma última vez, lembrá-lo de como ele era importante e todas aquelas coisas que o menino mais novo nunca seria, de fato, capaz de cuspir como palavras, mas que talvez passasse em um toque ou outro. nunca tinha sido alguém muito bom para reconfortar ninguém, palavras nunca haviam sido o seu maior dom no final das contas, mas esperava que a sua presença fizesse aquilo para o melhor amigo de uma forma ou de outra. tinha passado algumas horas cozinhando os cookies que o outro tanto gostava, sempre trabalhou melhor com seus pensamentos se estivesse fazendo algo paralelo —– talvez fosse por isso que em vida, sempre conseguia clarear sua mente se estivesse com as mãos ocupadas pintando, já que não tinha mais a sua paixão, encontrava coisas que podiam substituir aquilo. confortável o suficiente para entrar na casa de jiwon sem a permissão do outro primeiro, mesmo assim bateu na porta algumas vezes quando já estava para dentro e tirando os sapatos para deixar sobre o carpete, deixando a compartimento de plástico sobre a primeira superfície quando decidiu ir procurar pelo outro primeiro. “jiwon-hyung? eu trouxe biscoito,” o sorriso suave que cresceu numa das laterais dos lábios veio porque aquilo era muito parecido com a forma que falaria com uma criança, sendo que na situação que eles viviam era o oposto. “e hoje eu vou literalmente comer tudo sozinho, porque eu estou com fome.” .゚☆。’` —— @jeonjwn
࿐ ࿔*:・゚a única coisa que rondava a cabeça do anjo nos últimos dias fora a necessidade de ter byungho perto. não sabia se era o instinto de querer protegê-lo ou a angústia que crescia em seu peito sem motivos aparentes. ele não sabia mas precisava, queria, sentia saudade mesmo sabendo que poderia vê-lo a qualquer momento do dia. depois da última conversa jiwon chegou em casa com o coração dolorido e sem saber como fazer passar ou de que forma aliviar, ele apenas deitou e procurou concentrar-se em coisas que lhe faziam bem, memórias de quando em vida, etc. no fim da noite já sentia saudade do corpo maior próximo do seu e das conversas banais que costumavam ter. estranho, aquilo não acontecia com muita frequência. o anjo sentia sim falta do mais novo mas não com aquela intensidade e nem tão rápido. alguma coisa não estava certa e isso era fato. ele só precisava descobrir o quê. jeon está tão concentrado lendo para passar o tempo que não escuta a porta, apenas quando a voz doce invade o ambiente. levanta-se rapidamente e calça seus chinelos estofados indo de encontro ao outro no corredor. ❝ ——— byung-ah!❞ não disfarça o sorriso ao exclamar contente. nem é surpresa o ato seguinte, quando puxa o outro pelo ombro para abraçá-lo de forma saudosa. ❝ ——— vou virar uma bolinha de tanto biscoito que você traz.❞ implica ainda sorrindo. era mais que visível o prazer que jiwon tinha em deliciar-se com os biscoitos alheios. ficavam sempre tão deliciosos, era quase como se conseguisse sentir a paixão do moreno ao fazê-los. ❝ ——— vamos para a cozinha.❞ diz puxando o outro ainda envolto no seu abraço e caminha na direção do cômodo uma vez que na sua época em terra o costume de comer apenas na cozinha era frequente. não tinha essa de a mãe deixar almoçar ou jantar no quarto. ❝ ——— so... o que tem feito nos últimos dias que eu não lhe vi por aí?❞ pergunta sem mostrar as reais intenções. queria na verdade era saber se a ideia maluca ainda permanecia na mente do moreno. jiwon torcia imensamente para que não. ❝ ——— senti tanta saudade que tive até que lhe convidar para minha casa!❞