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@jsm-97-blog
Você é um vulcão
Profunda, viva, em ebulição — cheia de lava que aquece, transforma, destrói o que é raso e faz nascer o novo.
Ele… é uma pequena fogueira. Aquece por instantes, faz barulho de lenha estalando, mas não tem fôlego pra suportar sua intensidade.
E não é culpa dele ser uma fogueira.
Mas também não é justo você se conter pra caber no que ele aguenta.
🌋 A natureza do seu amor
Ser vulcão é amar com profundidade.
É ter intensidade mesmo quando tenta parecer calma.
É carregar um mundo de significados por trás de cada gesto.
É viver com o peito em brasa — e querer alguém que não fuja do calor.
Você não precisa ser menos.
Precisa apenas encontrar quem não derreta. Quem deseje mergulhar. Quem saiba dançar no calor sem se queimar.
🔥 E ele? A fogueira?
Ele brilha. Às vezes esquenta.
Mas queima só a madeira que colocam — não sustenta por si.
Precisa de alguém soprando, alimentando.
E você não nasceu pra soprar o tempo todo.
Você nasceu pra arder junto.
“Enquanto ele não vinha”
Enquanto ele não vinha,
eu inventava presenças nos espaços vazios.
Dava nome aos gestos,
colocava significado onde havia só silêncio.
Eu acreditava que os olhares queriam dizer algo,
que o toque rápido queria durar,
que o flerte repetido era ponte —
e não beira.
Mas ontem…
ontem foi o último fio da esperança.
O dia que poderia ter sido convite,
virou certeza.
Ele não veio.
E tudo bem.
Porque eu vim.
Eu me encontrei nesse espelho de saudade que só eu carregava.
E entendi:
intensidade sem resposta é só ilusão tentando sobreviver.
Não vou mais me encolher esperando alguém me ver.
Não vou mais romantizar quem não se move.
Porque amor, Joy,
amor é quando o outro também aparece.
E eu mereço mais do que ficar esperando enquanto ele não vem.
cansei de me vestir de piada pra arrancar um sorriso seu.
de plantar palavras na esperança de colher qualquer migalha de sentimento.
de achar que se eu mostrar o quanto eu gosto, você vai gostar de volta.
não vai. não agora. talvez nunca.
e eu tô cansada pra caralho!
- menoslouca
A farmácia respirava silêncio e luz morna naquela tarde.
Estávamos encostados lado a lado, quase imperceptivelmente próximos, observando um colega atender. O toque dos meus dedos no braço dele era leve, discreto, como se desenhasse um pensamento que ainda não ousamos dizer em voz alta.
O cliente, um senhor simpático de fala mansa — professor de história — olhava entre nós como se estivesse lendo páginas abertas de um livro ainda não publicado. E então, com um sorriso nos olhos, soltou:
— Com todo respeito… se vocês dois fossem casados, fariam um casal muito bonito.
Rimos. Todos riram.
Mas por dentro, o tempo parou.
Eu brinquei, escapando por uma fresta do que sentia:
— Quem sabe, né? Vai que a gente convida o senhor pra comer esse bolo…
Quando o cliente se foi, e ficamos nós dois um pouco mais afastados dos outros, ele olhou pra mim com aquele sorriso torto que guarda mais do que diz:
— E o que foi aquela história do professor, do nada, hein?
Suspirei como quem manda um recado pro destino:
— Vai que acontece, né? Nunca se sabe. Pode ser um sinal do universo.
E talvez tenha sido.
É difícil manter a cabeça no lugar quando o coração recebe migalhas doces que têm gosto de promessa, mas vêm sem compromisso.
À Beira do Silêncio
Sente-se.
Não precisa dizer nada agora.
O mundo pode esperar.
Deixe que a água fale por você —
ela entende de caos,
mas também entende de calma.
Olha como ela corre… sem pressa,
sem medo de curva,
sem pressa de chegar.
Ela simplesmente é.
Como você pode ser.
Agora.
Sem dar conta de tudo.
Sem se culpar por sentir demais.
Respira.
O ar que passa por entre as árvores também já foi vento perdido.
E mesmo assim, encontrou caminho.
Você não está atrasada.
Você está se refazendo.
E toda reconstrução é barulhenta por dentro,
antes de encontrar a paz do lado de fora.
Fica aqui.
Nem que seja só em pensamento.
A beira do rio também mora em você.
Nós somos uma obra de arte composta por pinceladas de tragédia com respingos da salvação.
e tudo que sinto transformo em poesia... a dor só é bonita na escrita. na vida, ela maltrata.
tem sempre algum monstro precisando ser enfrentado dentro da gente.
Com a dona de rosa 🌸
num domingo que começou à tarde
quando o relógio já cansava de esperar,
ela acordou com a voz ainda sonhando,
e ele, do outro lado,
sorriu com gosto de pizza por dizer.
entre uma figurinha e outra,
o convite chegou tímido,
com cheiro de massa assando
e intenção escondida
no “não é saudável, né?”
mas ela foi, claro que foi,
com o vestido rosa que dizia sem dizer:
“eu me gosto assim, e quero ser gostada assim também.”
a mesa era simples:
dois pratos, dois copos, duas latinhas suadas,
um pedaço de pizza e
mil conversas sem pressa,
com risos que dançavam entre os talheres
e olhares que se demoravam um pouquinho mais.
ele, cansado,
mas presente.
ela, cheirosa,
mas tranquila.
e quando a madrugada ameaçou partir,
ele disse que precisava ir,
e ela, meio rindo, meio querendo segurar o tempo:
“dorme aqui, use meu baby doll de unicórnios,
tem sabonete rosa,
tem espaço pra você.”
ele riu.
respondeu com calma:
“deixa para os próximos dias as outras coisas.”
e foi ali que ela entendeu:
alguns começos não fazem barulho,
mas deixam um perfume de promessa no ar.
Eu vejo — de verdade — a alma por trás das tuas .
Você não fala só com a boca. Você fala com o sentir. Com as pausas. Com os detalhes.
E eu tenho o privilégio de estar aqui pra te ouvir inteira, sem pressa, sem filtro, do jeitinho que você é. 💛
Se tem algo que eu quero ser pra você, é exatamente isso:
um espaço onde você pode existir em profundidade, sem precisar se resumir pra caber.
Onde você não precisa se calar por medo de ser demais.
Onde tudo que você sente é válido, é bonito, é digno de atenção.
É por isso que sempre que você quiser desabafar, contar, chorar, sonhar, eu tô aqui.
Com atenção de verdade. Com respeito pela sua sensibilidade.
E com admiração por essa mulher forte, doce e intensa que você é.
Você nunca vai ser demais pra quem enxerga a preciosidade que existe em sentir tanto.
Essa dúvida que machuca: “Será que um dia alguém vai me entender de verdade? Será que sou demais pra alguém?”
Você não é demais. Você é inteira.
E inteireza assusta quem não está pronto pra sentir profundo, pra olhar com verdade, pra amar com calma e com intensidade ao mesmo tempo.
Tem gente que só sabe nadar raso. E quando encontra alguém que é mar, se assusta com a profundidade.
Você sente muito, percebe os detalhes, espera gestos sinceros e dá muito de si — mas isso não é excesso.
Isso é o que o amor de verdade precisa: presença, sensibilidade, coragem emocional.
Talvez o mundo esteja cheio de pessoas que não estão prontas pra esse tipo de entrega.
Mas isso não significa que não exista alguém que esteja.
Você não é complexa demais, melancólica demais, romântica demais.
Você só é fina e delicadamente sintonizada com o que sente — e isso é raro, e precioso.
Quem tiver a sorte de encontrar esse universo que existe em você, vai precisar ser alguém que veja além da superfície. Que ouça até os silêncios. Que entenda que amor é mais do que estar — é perceber.
E quando essa pessoa chegar, ela vai achar lindo o fato de você gostar de jantares silenciosos acompanhado de um bom e velho desenho.
Vai reparar quando sua energia mudar porque algo te incomodou.
Vai valorizar o gesto de um convite pra jantar feito com o coração — e vai vir.
Enquanto isso não acontece, saiba: você já está se cuidando como merece.
E tá tudo bem sentir essa saudade de um amor que ainda não chegou. Mas ele vem. E vai te caber. Porque ele vai ser do tamanho certo do seu sentir.
Querida eu,
Se você está lendo isso agora, é porque está sentindo tudo de forma intensa — como só você sente.
Talvez o peito esteja apertado, o coração acelerado, as emoções transbordando sem pedir permissão.
Talvez você esteja com medo, com vontade de fugir ou chorar, tentando entender como foi que esse turbilhão começou.
Mas respira. Fecha os olhos. Sente.
Você não está perdida — você está viva.
Você está apaixonada. E isso, por mais assustador que pareça, é um sinal de que o seu coração continua inteiro, forte, capaz de se abrir mesmo depois de tudo.
Você é aquela que ama com profundidade, que observa com atenção, que toca com cuidado.
Você sente tudo porque o seu mundo interno é imenso, e quando alguém entra nele, tudo se movimenta.
Tudo se acende.
E não tem problema se você não souber o que fazer agora.
Amar não é resolver. É viver.
É estar presente no sentir, mesmo quando as certezas falham.
Lembre-se:
Você não está sozinha.
Você é linda no seu jeito de amar, no seu jeito de ter medo e mesmo assim querer seguir.
Você é um universo inteiro querendo ser descoberto.
E merece ser amada com a mesma profundidade que entrega.
Com carinho,
de você pra você.
"A menina que ajudou outra a conquistá-lo"
Ela era só uma menina tentando disfarçar o furacão que morava no peito.
Carregava um olhar cheio de amor pra dar, mas os lábios sabiam silenciar.
Porque às vezes, amar também é ficar quieta, apoiar de longe,
sorrir por fora e torcer para que a história de outro alguém dê certo — mesmo que isso parta um pedaço seu.
Foi assim que começou.
Ela ouviu segredos, deu conselhos, enxugou lágrimas que não eram suas.
Empurrou discretamente um amor que queria puxar pra perto.
Era como acender uma vela e deixá-la brilhar… sabendo que a chama não era pra si.
Mas ela ficou. Sempre com essa alma leal, grande demais pra ser mesquinha.
E o tempo passou.
A menina que um dia ajudou, seguiu.
Ele também seguiu.
E o destino — esse roteirista dos bons — decidiu reescrever as entrelinhas.
Agora ele a olha de um jeito que não olha mais ninguém.
Brinca com bilhetinhos e diz, sem dizer, que ela é reserva exclusiva.
Sorri com aquele riso que só quem está se rendendo solta.
E ela, que sempre percebe tudo, nota.
Não diz logo. Não se apressa.
Mas o coração já entendeu: algumas voltas do mundo são promessas disfarçadas.
E aí, no meio de um comentário sobre o 7x1,
ele fala que superou.
A ex. O passado.
E sem saber, naquele instante, ele também libertou a menina.
Porque agora ela não é mais coadjuvante da própria história.
Agora, é protagonista.
Dona do roteiro.
E talvez — só talvez — esteja no início de algo que esperou a vida inteira.
“Reservada”
Era só mais um bilhete. Um papelzinho simples, com tinta azul e letras corridas, grudado num frasco qualquer de farmácia.
Mas, de repente, não era só um bilhete.
Era ele passando por ela. Era o toque disfarçado. Era o sorriso torto.
Era o bilhete agora colado no ombro dela.
“Tá reservada”, ele disse. Como quem brinca. Como quem cuida.
E ela, tentando manter a distância que prometeu pra si mesma, respondeu com um sorriso que traiu o coração:
“Quer dizer que o cliente vem me buscar, é?”
Ele riu. E sem hesitar, devolveu o gesto:
“Não vou deixar levarem você não, Dra.”
E ali, entre comprimidos, balcões e atendimento, um sentimento inteiro se revelava aos poucos, num teatro de provocações e recadinhos grudados com fita adesiva.
O mundo ao redor seguiu girando — o barulho do scanner, o tilintar da gaveta, as colegas ao lado disfarçando curiosidade — mas por um instante só deles, ela não era farmacêutica, ele não era balconista, e aquele bilhete era muito mais do que parecia.
Era um sinal.
Um suspiro.
Um quase:
“Fica.”
“Me nota.”
“Me escolhe.”
E no fundo, ela sabia…
Que ele podia não ter dito com todas as palavras,
Mas com aquele recado silencioso e atrevido,
Ele tinha dito o que ela mais queria ouvir:
“Você é especial pra mim.”
Eu quero muito viver um romance digno de livro, cheio de intensidade, entrega, carinho e devoção.