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Parada aonde estava, Riley ficou. Algo realmente grave havia acontecido com seu amigo e doía mais do que ela podia imaginar. O instinto de abraçá-lo e protegê-lo do que quer que fosse gritava dentro de si, mas seus pés pareciam pregados no chão, não deixando-a dar mais nenhum passo. Palavras finalmente foram ditas entre eles mas por parte de Joseph, fazendo a loira apenas assentir com a cabeça e acompanhá-lo com os olhos até que sumisse no quarto. Como um robô, voltou para sua posto anterior, sentando no sofá mas agora sua atenção não ia para nenhum lugar a não ser sobre pensar o que poderia ter acontecido com Joseph. Sabia que a dor que sentia no peito não era só apenas pelo amigo. Já fazia tempos que nutria algo além da amizade, mas nunca teve a coragem de dizer, com medo de perder o que tinham. Soltando um suspiro, a garota permaneceu sentada no sofá esperando ele voltar. Passou a mão no rosto a fim de se acalmar ou então não conseguiria ajudá-lo.
O banho terminado e Joseph ainda mais sentia-se completamente limpo. O moreno tinha esfregado o corpo o máximo possível mas, mesmo assim, ainda se sentia sujo. Ao sair de dentro do box, olhou para o espelho e acabou por suspirar. Erguendo a mão direita, passou no vidro e apenas encarou-se lá. Sua pele estava corada, vermelha demais e não apenas do banho quentíssimo, mas também das esfregadas que, aparentemente, foram mais fortes do que estava registrando. Os machucados do rosto já não sangravam, apenas doíam; seu corpo inteiro doía. Mas seguindo para fora do banheiro, buscou vestir uma roupa confortável, uma calça macia e uma camisa de mangas compridas para esconder as áreas roxas em seus braços. E tomando uma respiração profunda, rumou para sala. "E-eu... eu preciso te contar algo. Mas... mas eu não sei como." confessou, mordendo o interior da bochecha. Riley iria olhá-lo diferente depois daquilo e isso iria doer demais.
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Dessa vez era muito mais diferente. E a prova disso era a forma como olhava por cima do ombro para ver o mais novo levar os dedos úmidos para dentro da boca. E porra, se aquilo não o deixou mais necessitado, Joe não saberia mais o que era.
Mas tão inocente quanto o rostinho e o jeito rotineiro de Edds eram; agora, na cama, isso parecia ter se esvaido. Aquilo não era um pedido, era mais como uma ordem e Joe estava mais do satisfeito em seguir, apesar de gostar internamente muito mais quando era ele a comandar, não tinha nada contra ceder um pouco o controle. E naquele momento ainda mais? Ele deu de bom grado, virando-se para que pudesse dar uma visão melhor à câmera e finalmente esticasse a língua para fora, lambendo a extensão quente do membro à sua frente.
Uma parte de Joe ainda estava levemente surpresa pelo modo como ele fizera a pergunta direcionada a si e não aos clientes; isso nunca acontecia e sinceramente, não sabia bem o que fazer sobre o tal. Resolvendo então focar no que sabia e tinha experiência: envolver a boca em torno da glande, sugando o local antes de deixar a língua rodear e pressionar o buraquinho ali presente, separando mais os lábios para levá-lo por completo em sua boca. E o peso dele em sua língua, o gosto invadindo seu paladar, Joseph não segurou o gemido de satisfação, fechando os olhos para apreciar o momento.
Nico Tortorella photographed by David Urbanke for Playboy (June, 2018).
“Eu ia amar se isso fosse verdade.” Sorriu sem mostrar os dentes. Acontece que Paige sabia que provavelmente não estava muito. Pensava que Joseph tinha muito mais sombras do que deixava transparecer… Quem não tinha, certo? “Danço.” Riu fraco, mas assentiu com a cabeça para demonstrar sua certeza. “Vou te fazer passar vergonha, mas danço.” Estava fazendo apenas porque queria ver Simmons como a pessoa que tanto gostava e não daquela forma. Se fosse tirar de sua mente o que fosse que estava lhe incomodando, ela dançaria milhares de vezes. Colocou sua mãe sobre a dele e apertou-a com firmeza levantando-se do sofá para andarem até o meio da pista de dança. Jogou seu braço livre pelo ombro do mais velho e começou a se movimentar da maneira que parecia seguir o ritmo da música. “Você é mesmo um profissional comparado a mim, geez. Mas pode ser que não seja tão ruim quanto eu imaginei.” Admitiu sorrindo um pouco mais largo e erguendo a cabeça para encará-lo com tranquilidade. “Que nota você daria?”
Não era como esperava que a sua noite terminaria. A verdade é que estava surpreendido ainda com a sugestão de Paige, a ficha não parecia ter caído. Depois de algumas escapadas para as boates com a menina, quantas vezes não havia pedido para que ela dançasse consigo? E todas as vezes a mesma negava somente para agora oferecer do nada. Joseph bufou um riso baixo, rodeando a cintura fina da menor com o braço livre antes de levar a destra alheia para seu ombro, podendo assim descansar ambas as mãos no quadril dela. "Você seriamente quer uma nota? E eu deveria ser sincero?" brincou, tentando permanecer sério mas falhando. "Acho que sete. Você está na média."
Merda. Pensou, sabendo que não tinha escapatória. Odiava não estar no controle da situação, pois quando assim se encontrava, tendia a fazer isso que estava fazendo. Desde que pronunciara aquelas palavras Eu vi o seu vídeo vinha tentando remendar o estrago feito e, por um certo momento, achava que estava conseguindo chegar em algum lugar. Mas daí acabou saindo na armadilha alheia ao falar dos brinquedos, sem lembrar que ele não os apresentava no começo do vídeo. No entanto, se parasse para analisar a situação, ambas as opções eram pegadinhas no qual ele sairia como o errado. O moreno sabia exatamente o que estava fazendo. “Idiota” pronunciou, mantendo a cabeça baixa por não ousar olhar em seus olhos. Sabia que sua expressão provavelmente entregaria mais do que as próprias palavras, que, por sinal, já não o ajudaram muito. Podia estar bêbado, mas entendia o que ele estava falando; pelo menos isso para o tranquilizar um pouco. Gravar-se na internet era algo arriscado, que poderia comprometer sua vida toda dependendo das mãos em que esses vídeos caíssem. Se o pessoal da faculdade descobrisse, provavelmente nunca mais deixariam o garoto em paz. E, por mais que não soubesse dos seus motivos, entendia que algo devia ter acontecido para fazê-lo recorrer a essa forma de ganhar dinheiro. Alguns segundos depois ele lhe direcionou uma pergunta, uma pergunta que, percebeu, estava fazendo para testá-lo. Seus joguinhos não tinham acabado. Levantou-se em um jato, voltando-se rapidamente para ele, mas sem olhar exatamente em seus olhos. “Eu preciso ir. Já disse. Nenhuma palavra.” E antes que o outro levantasse ou falasse alguma coisa, o loiro virou de costas andando apressado pela praia na direção do prédio da fraternidade onde a música alta dominava o ambiente. O peito estava apertado e sentia uma súbita vontade de gritar. Antes que entrasse no prédio, olhou o céu, procurando a constelação que tinha como sua desde que o seu pai morreu. Manteve um olhar fixo, como se pedindo ajuda às estrelas ou tentando contatar algo que mais ninguém era capaz de ver ou ouvir. Suas últimas palavras antes de adentrar o ambiente foram: “Desculpe pai.”
Apenas ergueu as sobrancelhas com o xingamento, não realmente afetado com as palavras, afinal, já ouvira coisa muito pior. O moreno observou atentamente as emoções passando no rosto do loiro até que este se fechasse completamente e o resultado disso foi o mesmo se erguendo. Talvez tivesse passado dos limites com a pergunta, mas foda-se, Joseph realmente estava gastando a paciência com algo que nem era de sua importância; consigo mesmo, revirou os olhos, não dando-se ao trabalho de olhar por cima do ombro para ver o caminho que o outro traçava. Seus olhos focaram no mar à sua frente, internamente podia lamentar pelo rapaz estar tão profundamente empenhado em permanecer na negativa, mas bem, cada um tem a escolha quanto a isso. E, no momento a sua era deixar os problemas dos outros para lá e focar nos seus, no que teria que enfrentar no outro dia. Isso sim era importante para si.
fechado
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1, 2, 3… Era um total de três badaladas. Ele tinha contado. Foi o pai que o ensinara que esse era o tempo que precisava manter a respiração dentro dos pulmões de quisesse se acalmar. Eles tinham treinado na frente da igreja, olhando o sino, e ele contava ansiosamente depois de puxar o ar pelo nariz e prender dentro do corpo. Era um tempo curto, mas seu pai dizia que funcionava. Quando tinha aprendido isso, seu pai informara que poderia usar esse truque sempre que se sentisse nervoso em relação a alguma coisa. Ele dizia que muitas vezes na vida passávamos por situações que nos deixávamos meio nervosos, sem conseguir pensar direito, pois exigiam muito da nossa capacidade limitada de ser humano. Todo mundo tinha uma fraqueza e, com ela, alguma delicadeza. Era nisso que estava pensando quando fechou os olhos e imaginou o sino à sua frente. Conseguiu até ouvir a voz do pai lhe dizendo: conte 1-2-3, olhe o sino. Ele é seu guia. E assim o fez, puxou o ar pelo nariz e o manteve presa dentro do pulmão, contando o tempo como se fosse baseado em uma música. Ding-dong. Olhou para o rapaz à sua frente, tentando analisar objetivamente a situação em que estava metido. Pelo olhar que recebia em retorno o outro não tinha comprado muito a explicação que dera, talvez porque deveria estar uma bosta mesmo. Pelo fato de estar bêbado, todos os seus sentidos estavam mais comprometidos e o raciocínio, lentificado. “Dos brinquedos, eu acho. Não lembro de tê-lo visto com ninguém. Acho que estava só.” Não adiantava mentir quanto a isso. Se tinha afirmado que lembrava dele, então conseguiria dizer se estava só ou não. E lembrava-se muito bem. Ele estava só. Passou tempo o suficiente no vídeo para ter certeza. De repente, era como se o entendimento o tivesse atingido, o perigo do segredo vir a tona e destruir tudo aquilo que ele tinha construído. Imaginava que seu pai, onde quer que estivesse, já estivesse decepcionado por aquilo tudo estar acontecendo. “Você não pode contar isso a ninguém.” Encarou-o, tentando mostrar que falava sério, independente das circunstâncias. “Ninguém, entendeu?”
Pelo olhar no rosto do loiro, Joseph quase recuou. Quase. Já esteve do outro lado de uma situação parecida mas nunca imaginou que veria alguém com tamanha vontade de negar o óbvio. Quem o visse atualmente dificilmente iria chegar a cogitar que o moreno tinha passado por alguma fase que quis esconder e negar quem era. Sua bissexualidade não foi aceita pela família verdadeira, não foi aceita no orfanato. Aprender a esconder e reconhecer quando isso estava em perigo; somente uma surra do pai e dos irmãos tinha sido o suficiente para que entendesse na época que era errado. Isso só veio a mudar quando foi finalmente adotado pelas mães que lhe acolheram e o livraram das garras do medo. Devia a ambas a sua atual liberdade e por isso retribuía esforçando-se para conseguir o dinheiro para o tratamento de uma delas. A única certeza é que sozinho, não teria saído daquele lugar sombrio que a mente havia criado. Joseph esticou a destra e passou o indicador na testa alheia para tirar uma madeixas loira da frente daqueles olhos bonitos. "Sabe, pretty boy... meus anúncios só contém uma coisa... eu sem roupa. Não têm brinquedos. Isso eu coloco apenas nos vídeos. " respondeu em troca, exibindo um sorriso pequeno. "E eu não começo o vídeo já com algum em cena..." não precisava terminar a frase, iria pressioná-lo demais se dissesse com todas as palavras que sabia que não havia sido apenas algum anúncio. "Mas não se preocupe, eu não vou contar para ninguém. Nem todo mundo seria tão silencioso com isso quanto você. Se me descobrissem... eu não acho que teria sossego." comentou. "Já que estamos contando segredos... só preciso perguntar uma coisa. Você gostou do anúncio?" a curiosidade foi grande demais para que não perguntasse mas ele logo mordeu o canto do lábio.
“ Se me deixar preparar a sobremesa, sabe, eu sou brasileiro, então… ” Pendeu a cabeça com aquela expressão de ‘você sabe muito bem o que somos capazes’, sorrindo sem mostrar os dentes, mas levando tudo à sério. Por que não? Joseph era uma ótima companhia e ninguém melhor do que ele para ver como Augusto ficava sóbrio, sem contar com os demais problemas que era perfeitamente mascarado com o álcool e qualquer outra coisa ilícita que pudesse contaminar o seu sangue. “ Esse suco é horrível, babe. Sério. ” Manteve a expressão em seu rosto de quem não tinha gostado do que provou, então segurou a mão dele para que pudessem ir até uma das várias mesas de bebidas, escolhendo alguma que não fosse suco de maçã e não tivesse álcool, não sabia em que momento tinha determinado que passaria a noite sóbrio, mas estava levando a sério e tentaria ao máximo não cair na tentação. Pegou um suco de laranja, nunca se erra com um suco de laranja, se tiver amargo, coloca açúcar. “ O que deu em você pra vir à essa festa? Não tem nada aqui que combine com você, Joe. Quer dizer… só se tiver interessado em chupar alguém. ”
"Pode ficar à vontade, eu vou adorar se é verdade o que dizem sobre as sobremesas brasileiras." Joseph respondeu com os lábios esticados em um sorriso, seguindo-o para pegar um novo copo de suco. O seu de maçã foi deixado em cima da mesa, apesar do que dissera, de como tentou defender, realmente não era lá um dos melhores. Um que deveria ser limão foi pego pelo mais novo que logo experimentou e aprovou internamente um pouco mais do que o outro, pelo menos não estava azedo nem nada. "Meu irmão está em uma festa do pijama com o melhor amigo, eu não tinha trabalho hoje então por que não acabar aqui? Não é como se você pudesse falar, essa também não é uma festa que eu esperava te encontrar."
GET TO KNOW ME / FAVOURITE ACTORS
[3/5] Nico Tortorella
Nos primeiros segundos que se seguiram Chris tentou ao máximo remendar o estrago feito. Pensou em possíveis explicações e lógicas palpáveis para justificar de alguma outra maneira o que tinha feito. Não sabia se era o desespero da revelação ou o álcool no sangue, mas nada lhe vinha a mente. Nem uma ideia que pudesse ser pronunciada como desculpa plausível. Não sabia como o outro reagiria aquele comentário, se ficaria surpreso ou assustado, mas nenhuma das opções que passaram pela sua mente corresponderam ao que viu em seguida. Era como se isso que o revelara estivesse... estimulando-o. Ele logo tratou de diminuir o espaço que os separavam, fazendo o loiro tornar-se mais perdido que nunca. Não conseguia pensar, não conseguia reagir, tudo o que queria era voltar no tempo e calar a boca quando bem deveria. Aí estava, seu grande segredo revelado justamente ao causador de tal delito. “Eu não...” Mas tinha visto. Tinha visto como ele usava a câmera ao seu favor e os brinquedos. Estendeu uma mão, na tentativa de recuperar o espaço perdido, mas o tiro saiu pela culatra quando os dedos entraram em contato com os músculos por cima da camisa. O delinear firme. “Espera.” Conseguiu falar. A bebida estava dificultando tudo. “Calma. Eu posso explicar isso.” E o empurrou, tentando não prestar atenção no fato de estar tocando em seu corpo naquele momento, nem nas reações que aquele simples toque causavam. E sentou-se ao chão, o lugar que pensava ser longe o bastante para não correr o risco de acontecer nada, mas que também não saísse como um covarde como no dia do bar. Sentou-se e deixou que a areia fria tocasse seus dedos, a medida que o olhar perdia-se entre as ondas do mar em busca de algum tipo de ajuda. Precisava mentir, mas temia que sua capacidade fosse dificultada pelas doses tomadas. Tinha que tentar. “Sites de câmeras online mostram todos os tipos de anúncio que você pode imaginar. Apertei sem querer em um desses anúncios e lá estava. Você. Eu logo fechei, já que nunca tive interesse em vídeos assim. E esqueci. Ou pensava ter esquecido até que o encontrei no bar naquele dia. Inicialmente não sabia de onde o conhecia, mas acabei lembrando. Enfim, foi tudo um acidente.”
Se as íris azuladas eram rotineiramente claras, agora deveriam estar um pouco mais escuras que o normal. Joseph encarava o loiro sem pudor algum, não apenas bebendo dos detalhes do rosto dele tão mais próximo, mas também daqueles lábios pecaminosos ao qual queria provar desde o primeiro dia. Não expôs o desejo, é claro, embora tenha precisado de toda a força de vontade para não subir a mão até a dele em seu peito e puxá-lo para perto de si. O rapaz parecia em conflito e foi isso que lhe fez resistir. Joseph esperou pacientemente, embora no rosto dele já estivesse escrita a resposta para sua pergunta. Foda-se. Seus instintos tinham acertado antes então iria confiar neles agora. Chris tinha visto o vídeo todo ou pelo menos grande parte. Mas, infelizmente, não parecia que ele ia admitir isso. E ao vê-lo se afastar, esperou apenas um pouco para que fosse até o local onde o mesmo estava agora sentado, ajoelhando-se para sentar sobre as próprias pernas com os joelhos no chão. "Sabe, meus anúncios não ficam em qualquer parte dos sites." Verbalizou, lambendo os lábios para umedecê-los. A desculpa alheia era plausível, se Joe não tivesse presenciado a luta que por meros segundos pareceu explícita aos seus olhos confirme o loiro lhe encarava, ele teria acreditado. Mas não era bem o caso. "Qual deles você viu?" perguntou com curiosidade. "O anúncio, claro." acrescentou inocentemente. "Foi o que eu estava acompanhado ou apenas com alguns brinquedos?" indagou, talvez fosse uma armadilha, mas precisava tentar de toda forma.
nicotortorella: dead sea. live see. king davids. #niconiconico
Deu de ombros, não era como se ficasse chapado vinte e quatro horas por dia, ele só não era muito produtivo quando não tinha álcool ou drogas na sua dieta diária. Joseph não acordava com ele para saber como era uma merda estar sóbrio, no momento, só não estava achando tudo uma verdadeira bosta porque tinha o rapaz ali com ele, adorava a companhia do camboy, então não podia negar. “ Então vamos fazer assim, se você gostar tanto assim da minha companhia, você vai jantar lá em casa. ” Não pensou muito bem quando lançou aquela proposta, quer dizer, naquele quarto só entrava Thomas e não conseguia imaginar outra pessoa fazendo o mesmo, mas não conseguia evitar de pensar que Joseph era o tipo de pessoa que queria receber em sua casa, sem necessariamente pensar em sexo. Aceitou a bebida e tomou um breve gole, odiando de imediato, deixando claro na careta que surgiu em sua face. “ Obrigado. ”
Com a sugestão, Joseph não deixou de se animar. O moreno balançou a cabeça em afirmação e sorriu para o mais velho, decidido então a mostrar para ao outro que ficar sóbrio não era assim tão ruim. "Fechado! Você me deixa cozinhar? Terá o melhor jantar." tentou garantir, o orgulho pingando na voz. Pegando de volta o copo, revirou os olhos para o exagero alheio. "Não está ruim, Augusto. Só porque não tem álcool, não é ruim. Para de fazer essa cara."
Era claro que ela queria saber mais sobre a notícia que deixara Joseph tão para baixo daquela maneira, mas não perguntaria nada. Sabia, por experiência própria, como perguntas demais poderiam deixar uma pessoa abalada. Ela detestava quando lhe faziam perguntas sobre seu irmão, então não falaria mais nada. Iria focar-se apenas em deixar Jose sentindo-se melhor. Levantou a cabeça no ombro do mais velho e se virou para ele com um sorriso de canto de maneira divertida. “Você apenas melhora, Simmos.” E não estava mentindo. Foram inúmeras as vezes que apenas um chamado dele para fazer alguma coisa, deixaram o seu dia muito melhor. “E outra. Acha que eu tenho algum humor para festas? Você me conhece bem para saber a resposta. Ficar aqui com você está sendo o meu ponto alto. Então, não se preocupe.” Deu de ombros e passou um segundo encarando-o de maneira doce. “Eu só queria saber fazer alguma coisa que te ajudasse a tirar de mente essa notícia…” Pensou alto, mordendo o canto do lábio inferior pensativa. “Acha que se eu dançar você vai se sentir melhor?” Sabia que ele tinha o desejo de fazê-la dançar, já que todas as vezes que iam juntos em festas, Paige se negava. “Eu danço com você, Jose.”
Seus olhos ficaram presos na face de Paige. Era muito mais fácil olhá-la e se concentrar nisso do que realmente fingir que estava tudo bem; ele não iria ficar bem, não importava o que a mais baixa falasse ou quão perto estivesse, ao sair dali, Joseph estaria de novo mergulhando na própria realidade. Entretanto, enquanto estivesse dentro dos limites da festa, poderia usar de distrações e a menina com certeza se mostrar sendo ótima nisso já que desde que ela sentou-se ao seu lado, a inquietação em seu peito havia diminuído. "Hoje é você quem está melhorando para mim então." respondeu, exibindo um sorriso pequeno. "Você não precisa fazer muito, estar aqui já está me ajudando demais." garantiu, assentindo em confirmação. Mas isso não o impediu de alargar o sorriso com sinceridade, descansando a destra na perna alheia. "Dança comigo mesmo? Bom, então como eu posso recusar uma chance dessas?" arqueou as sobrancelhas antes de se levantar, estendendo a mão para a menor.
“Que você quer? Ah, entendi...” falou, um tanto embaraçado. Tinha sido da mesma forma quando o encontrara da primeira vez. Pelo menos tinha abandonado o apelido que usara para chamá-lo. Pretty boy. “Você é louco, cara.” Foi o que conseguiu dizer, enquanto deixava o ritmo dominar seu corpo. Seus braços e pernas mexiam de forma precisa e seus cabelos grudavam na testa um pouco suada. Gostava daquela sensação, pois naquelas horas de ebriedade sentia-se como dono do mundo. Como se cada sentimento que tivesse aflorasse cada vez mais e soubesse que no fim poderia ser exatamente quem quisesse. Por vezes queria apenas poder continuar assim, sem voltar para a vida monótona a qual vivia. Abriu os olhos um momento para perceber que ele também tinha entrado no momento. Imaginou o que estaria pensando naquele momento, se sentia as coisas que conseguia sentir, ou se era particular seu. No entanto, compartilhavam a mesma areia, o mesmo vendo e o mesmo som. “Sinto que se eu continuar assim, vou acabar caindo já já.” E então fez a pior merda que poderia fazer. Não sabia porquê, nem pensara a respeito, só se dando conta quando ouviu as próprias palavras deixar os lábios. “Eu vi o seu vídeo.”
Um riso leve e baixo lhe escapou com a reação alheia, Joseph não podia mentir, deliciava-se com a falta de jeito do outro perante aos seus flertes descarados. O moreno então manteve os olhos no loiro enquanto dançava — bem mais perto do que reconheceria, do que deveria já que o outro sempre mantinha distância em outros momentos —, fechando-os apenas depois de um tempinho pois a música foi trocada e ele realmente gostava daquela batida, era mais lenta que a outra, porém ainda dançante. Seus movimentos perdiam a animação e cediam para a sensualidade que costumava esbanjar nas boates e ele teria permanecido assim não fosse pela voz alheia que lhe fez diminuir o balanço e abrir os olhos. Joseph não esperava pelo o que o rapaz tinha a dizer, a confirmação do que desconfiava lhe deixou mais aquecido. Seus vídeos não ficavam nas partes iniciais dos sites. Geralmente ficavam em uma categoria separada. "Sim? Você viu?" indagou, a voz soando mais baixa do que antes, as íris claras focadas no rosto do loiro. "Até o fim?"
Ao vê-lo daquela forma, o coração de Paige se apertou em preocupação. A imagem que via não combinava em nada com a imagem que tinha de Simmons. Alguém que estava sempre sorrindo para vê-la fazer o mesmo. Sorriu de canto, sem mostrar os dentes, com a resposta que recebeu. Nunca aprenderia a lidar com os elogios. Semicerrou os olhos para Joseph e suspirou. Ele não estava bem mesmo, para até optar pela mentira a dizê-la o que estava acontecendo. Em uma decisão rápida, encostou-se no sofá e se aproximou dele. Não sabia onde encontrara coragem, mas abraçou-o de lado, passando sua mão com delicadeza pelo torso do mais velho. Deitou sua cabeça no ombro alheio por fim, e sorriu. “Você não precisa fingir para mim, Jose.” Murmurou de maneira tranquila e em tom de voz baixo, sabendo que ele escutaria perfeitamente bem, ainda com a música alta tocando no lado de fora da casa. Não pretendia fazer nenhuma pergunta, pois não queria deixá-lo desconfortável. Queria ser uma boa companhia e que o fizesse se sentir bem como ele fazia consigo. “Não precisa me falar nada. Vou ficar com você.”
A aproximação não era esperada, mas foi recebida de bom grado. Joseph sentia-se melhor com o contato e abriu um pequeno sorriso mais verdadeiro, deixando de lado — pelo menos por aqueles segundos — a angústia que já sentia por prever o que viria a acontecer no dia seguinte. Inclinando-se levemente na direção dela, esticou o pescoço para lhe beijar a testa. "Obrigado." murmurou baixinho, optando por deixar um beijinho brincalhão na ponta do nariz dela. Era um pouco doloroso que enquanto atualmente estava ali desfrutando daquela atenção, no próximo dia iria enfrentar algo tão diferente. "Só recebi uma notícia não muito boa." confessou, embora não tivesse intenção de falar mais do que aquilo. "Não quero estragar o restinho de sua noite com minha falta de humor para a festa, Paige."
A sobrancelha franziu de forma forçada. “Se você estiver se referindo a me arrumar com alguma de suas amigas então pode se aproveitar como quiser. Essa permissão está concedida.” Falou, deixando o riso escapar desguardado em seguida. Nunca o tinha visto antes do dia dos patos, portanto nem desconfiava que poderia encontrá-lo depois do lamentoso dia no bar. Porém lá estava ele e, desde então, o viu mais algumas vezes andando pelo imenso terreno da UCLA. Muitas dessas vezes estava acompanhado por garotas que, Deus, eram lindas. Não sabia como ele conseguia conhecer e andar com garotas tão atraentes daquela forma. “Claro que são importantes. É a marca do feriado. Os fogos de 4th of July. Não é assim que dizem?” Sugeriu. “Dançar comigo? Cara, o tanto que eu já dancei…” Porém levantou-se. A música alta chegava a eles como se não estivesse muito distante, então apenas pôs-se a se movimentar em seu ritmo específico. Manteve os olhos fechados, enquanto dedicava-se a sentir a batida adentrando por suas veias. “Não vai dançar aí também?”
Joseph teve que bufar e revirar seus olhos, não estava ouvindo aquilo. Não podia estar ouvindo isso. "E por que diabos eu iria dar para elas o que eu que quero?" questionou retoricamente, tomando o restinho da tequila que tinha em seu copo para poder encará-lo corretamente, as íris claras focadas no homem que já tinha começado a dançar antes mesmo dele próprio levantar. E foda-se, ninguém deveria ser tão bonito assim. Ainda mais alguém que parecia ser hétero. Resignado com o destino, o moreno se levantou já pronto para limpar a areia da bermuda quando percebeu que por forrar a camisa no chão, não precisava se preocupar com aquele imprevisto. "Claro que eu vou, pedi uma dança e não vou pegar?" desdenhou com um balanço de sua mão direita, abrindo um sorriso ao se aproximar um pouco e deixar a música lhe tomar os movimentos de seu corpo. Podia não saber que música era aquela, mas não se importava.