Após todo o lance da aposta, não conseguiu livrar-se da missão de ter que quebrar o coração de @chrismcdonell e cada dia que passava estava mais difícil fazê-lo, Frederich ficava ainda mais próximo de ser exposto para toda a universidade quem ele era e isso o apavorava, não por conta do seu passado, além do seu histórico violento, mas por medo de perder as pessoas por quem prezava muito, amigos, colegas, até mesmo seus ex amantes, todos pessoas que queria manter consigo e não conseguia imaginar sua vida sem eles. Chris estava entrando pra lista, pensar naqueles olhos assustados focados em si só tornava tudo tortuoso. Então decidiu visita-lo naquele dia, não havia mais nenhuma marca em seu rosto, estava livre das dores musculares devido a briga, estava bem e precisava mostrar pra ele que estava agradecido por toda a paciência. Com isso, levou com ele uma caixa de macarons, como um pedido de desculpas e um agradecimento em cores pastéis. Quando o loiro abriu a porta, Freddy deixou um sorriso brincar em seus lábios, enquanto erguia a caixa na direção dele. “Eu tinha um monte de coisas pra te dizer, mas acho que preciso começar com o mais importante. Desculpa e obrigado.” Esperava mesmo melhorar a imagem dele, mais precisamente ajudar com que Chris ainda continuasse interessado, e quando tinha ali, o homem de cabelos claros e um belo rosto lhe encarando, Frederich ficava visivelmente incomodado, porque era nesses momentos que se arrependia, que desistia, até mesmo ligava para a antiga advogada, pois ficava disposto até mesmo a desisti de sua carreira, só pra não quebrar o coração dele.
Às vezes ele fingia. E, por vezes, até funcionava. Só precisava de alguma distração, geralmente as matérias atrasadas, para ter seus pensamentos roubados e suas vontades silenciadas. Não tratava-se de uma fórmula secreta, não era perfeita; tinha suas falhas. Vinham como flashes, atravessadas à velocidade da luz, como se alguém as chamasse: as imagens. Suas pálpebras fechavam-se como se pesassem, e contraíam, uma tentativa frustrada de afastamento. Mas lembrava-se. A sensação de frio que corria em sua pele, fazendo cada uma de suas células arrepiarem quando o contato lhe parecia iminente, o olhar leve que parecia trazer um grande segredo, os lábios que pareciam refletir o brilho da lua. A pele. O toque na porta atraiu seus pensamentos, seja qual fossem. Parecia um tanto apressado e, com um levantar de sobrancelhas, Chris pôs em sua direção. Abriu a porta sem nem checar. Tratava-se de um bairro seguro, então nunca se preocupara muito quanto a isso. Mas sentiu que deveria tê-lo feito quando viu quem o olhava do outro lado do vão, com aquele mesmo sorriso que parecia cravado dentro de sua cabeça, os mesmos dentes brancos e o mesmo olhar azul. Ocean blue eyes... Limpou a garganta, antes de pronunciar a única coisa que lhe pareceu inteligente naquela hora. “Fred”, olhou o que trazia nas mãos e surpreendeu-se com o quão colorido era. Mas não ocupou-se muito com aquilo; o pedido de desculpas é que chamou a sua atenção. “Desculpas?” Apesar das tentativas, sua mente não parecia funcionar. Não quando tinha os olhos dele preso em si. “Do que você tá falando?”











