“Agora vou dizer o que tenho por ideal de casamento. Primeiro de tudo, precisa-se saber amar. Saber o real significado dessa palavra. Saber que não se casa para ser feliz, mas sim pra fazer o outro feliz. Pois amor é sobre dar e não sobre receber. Temos que casar sabendo que será muito difícil as vezes, que nem sempre haverá entendimento, que algumas vezes vamos querer desistir, mas ainda assim temos que ser forte para aguentar, porque escolhemos amar! E novamente, o amor é sobre dar. Longanimidade. Casamentos, para mim, podem ser resumidos a esta virtude, que significa suportar com firmeza contrariedades em benefício de outrem; magnanimidade, generosidade. É paciência, resignação com que se suporta contrariedades, dificuldades. É disposição, constância de ânimo; coragem, obstinação. Pois amar as coisas boas é muito fácil. Então, ainda que fiquemos sem paciência e esgotados devemos ter a sabedoria de sentar e conversar pra resolvermos os problemas. Procurar compreender o outro e não ser tão egoísta. Se apaixonar TODOS OS DIAS pela mesma pessoa, pelo resto da vida. Devemos amar nosso parceiro de tal forma a ponto de continuar amando ainda que ele não seja mais o mesmo, pois todas as coisas são mutáveis, mas o sentimento deve ser inabalável! Porque quando casamos prometemos perante Deus “até que a morte nos separe”. Difícil é manter a constância do desejo em permanecer juntos de maneira à que tudo suporte. Mas Deus nos deixou um bilhete em que diz: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”.”