❛warm welcome
maxinewest1x1:
Respirou fundo parada na porta do prédio onde agora seria a sua moradia. A viagem tinha sido longa e cansativa, mesmo com o voo podendo ser considerado tranquilo, o atraso de três horas no aeroporto não contribuiu para que Maxine West estivesse em sua melhor condição no momento. Ainda assim, não perdia a sua postura firme e sorriso irreverente no instante em que seus olhos cor de âmbar percorreram sobre a estrutura externa do lugar. Enormes pilastras, com decorações clássicas e delicadas. Talvez, se fosse qualquer outra pessoa, não tivesse nem ao menos notado isto. No entanto, Maxie sempre se encantou com assuntos relacionados a decoração e não deixaria tais detalhes passarem por despercebido. A mulher puxou as alças das malas, pendurando as menores nos braços antes de dar os primeiros passos para dentro do local. A entrada era silenciosa, apenas conseguia-se escutar o barulho de seus saltos e o deslize das rodas de suas bagagens contra o chão.
Semicerrou os olhos, percebendo que o elevador iria fechar as portas a uma distancia equivalente a cinco passos a sua frente. “Segura para mim!” Apressou-se em pedir para as pessoas que estavam dentro. Andando com rapidez, consequentemente, fazendo um esforço maior para puxar seus pertences. Sua tia Florence poderia, ao menos, ter descido para recepciona-la e ajuda-la, mas pelo que parecia, não importava-se muito com isto. Nem ao menos ligara para Maxie querendo saber o porquê de não ter chegado, se o combinado era a morena bater em sua porta as oito da manhã. Acariciou as próprias mãos quando, finalmente, pode soltar o que segurava já dentro do elevador. “Obrigada” Agradeceu de maneira distraída, relaxando os ombros e em seguida ajeitando os cabelos. Porém, após apertar o botão referente ao seu andar, olhou de relance para o lado, não pode evitar um sorriso lascivo. A West retirou os óculos escuros, encaixando-o no decote de sua blusa, fazendo-o descer um pouco mais devido ao peso do objeto.
Fitou-os de cima a baixo com uma expressão divertida em sua face delicada. “Hey, Bom dia” Talvez a sua estadia ali não teria de ser tão desinteressante, afinal. “Acabaram de conhecer a nova hospede do apartamento 202… Maxine West, mas podem me chamar só de Maxie″ Umedeceu os lábios antes de se apresentar, piscando para ambos.
@kennyjuanlovesmaxie
Kenny sempre se perguntava como ele e Juna poderiam ser tão diferentes um do outro e mesmo assim se darem tão bem. Enquanto o amigo era atlético e tentava viver uma vida saudável, Kenny passava a maior parte do tempo estudando ou com um pacote de salgadinho de queijo nas mãos, chupando o resto dos farelos dos dedos alaranjados antes de voltar para sua rotina monótona. Para salvar as prováveis veias entupidas e o colesterol alto do amigo, Juan sempre o arrastava para atividades físicas como aquela que faziam naquela manhã: correr pelo parque sem paradas para lanches e doces vendidos por senhorzinhos bem humorados no parque, o sedentário sempre dizia que estava comprando para ajudar aquele trabalhador, quando no fundo sentia seu nível de açúcar chegar no mesmo patamar que seus tênis ridiculamente coloridos estavam.
Juan ia batendo palmas o caminho todo, de forma a fazer o amigo pegar mais pesado na malhação, mas era inevitável não rir do garoto com falta de ar, dando qualquer desculpa para interromper o exercício e tomar uma água. “Lembra que você vai ter de mijar na moitinha se ficar apertado.” O latino sempre falava. No fim de uma hora de corrida e mais alguns minutos de alongamentos, puderam ir para casa, um Kenny esbaforido quase tirava sua camisa, mas parou em meio ato, já que seu porte era diferente do colega fitness, já descamisado no fim do exercício. Andaram devagar pelos poucos metros que separavam o prédio dos rapazes e o parque em que corriam.
“Vamos pelas escadas, Kenny.” O rapaz olhou de forma brincalhona para o amigo que parecia a beira de um ataque do coração.
“Teu cu, Juan. Teu cu.” Respondeu o esbaforido, tomando o ar com dificuldade.
Juan estava quase apertando para a porta fechar quando uma moça pediu que segurasse. Colocou o pé no fecho, já que Kenneth não conseguia mover um músculo. Apertou o botão da cobertura e esperou a jovem apertar o de seu andar. Ambos acharam a moça maravilhosa e no momento que a estranha entrou, até a expressão de quase morte do futuro engenheiro melhorara, contraindo os quase inexistentes músculos dos bíceps.
Disseram um alô nervoso e se ofereceram para carregar a mala dela para fora dali, pois parecia pesada. O estudante de medicina nunca viu o melhor amigo se recuperar tanto de um exercício, talvez fosse uma boa ideia ter Maxie ali.
“Maxie, se precisar de alguma coisa, vai na cobertura. A gente divide o apê lá.” Explicou Juan, sorrindo. Enquanto Kenneth só a olhava de forma abestalhada.











