❛warm welcome
kennyjuanlovesmaxie:
Kenny sempre se perguntava como ele e Juna poderiam ser tão diferentes um do outro e mesmo assim se darem tão bem. Enquanto o amigo era atlético e tentava viver uma vida saudável, Kenny passava a maior parte do tempo estudando ou com um pacote de salgadinho de queijo nas mãos, chupando o resto dos farelos dos dedos alaranjados antes de voltar para sua rotina monótona. Para salvar as prováveis veias entupidas e o colesterol alto do amigo, Juan sempre o arrastava para atividades físicas como aquela que faziam naquela manhã: correr pelo parque sem paradas para lanches e doces vendidos por senhorzinhos bem humorados no parque, o sedentário sempre dizia que estava comprando para ajudar aquele trabalhador, quando no fundo sentia seu nível de açúcar chegar no mesmo patamar que seus tênis ridiculamente coloridos estavam.
Juan ia batendo palmas o caminho todo, de forma a fazer o amigo pegar mais pesado na malhação, mas era inevitável não rir do garoto com falta de ar, dando qualquer desculpa para interromper o exercício e tomar uma água. “Lembra que você vai ter de mijar na moitinha se ficar apertado.” O latino sempre falava. No fim de uma hora de corrida e mais alguns minutos de alongamentos, puderam ir para casa, um Kenny esbaforido quase tirava sua camisa, mas parou em meio ato, já que seu porte era diferente do colega fitness, já descamisado no fim do exercício. Andaram devagar pelos poucos metros que separavam o prédio dos rapazes e o parque em que corriam.
“Vamos pelas escadas, Kenny.” O rapaz olhou de forma brincalhona para o amigo que parecia a beira de um ataque do coração.
“Teu cu, Juan. Teu cu.” Respondeu o esbaforido, tomando o ar com dificuldade.
Juan estava quase apertando para a porta fechar quando uma moça pediu que segurasse. Colocou o pé no fecho, já que Kenneth não conseguia mover um músculo. Apertou o botão da cobertura e esperou a jovem apertar o de seu andar. Ambos acharam a moça maravilhosa e no momento que a estranha entrou, até a expressão de quase morte do futuro engenheiro melhorara, contraindo os quase inexistentes músculos dos bíceps.
Disseram um alô nervoso e se ofereceram para carregar a mala dela para fora dali, pois parecia pesada. O estudante de medicina nunca viu o melhor amigo se recuperar tanto de um exercício, talvez fosse uma boa ideia ter Maxie ali.
“Maxie, se precisar de alguma coisa, vai na cobertura. A gente divide o apê lá.” Explicou Juan, sorrindo. Enquanto Kenneth só a olhava de forma abestalhada.
Ao cumprimenta-los, Maxie não pode deixar de notar a mudança de expressão de ambos. Sendo que do garoto, o qual se apresentara com Kenneth fora a que mais a divertiu. Com toda a certeza eles tinham se agradado com ela e a reciproca não poderia ser mais verdadeira. A proposta de carregarem suas pesadas malas não poderia ser mais conveniente para a futura estudante de design de interiores. Não fora tarefa fácil leva-las até o local onde jaziam, apesar de treinar quase todo dia, um esforço destes encontrava-se fora da sua carga habitual. Suas mãos e braços estavam doloridos. O seu agradecimento não podia ser mais verdadeiro.
Assim que o elevador parou no andar onde agora seria a sua casa, a West não pode evitar um olhar nada inocente para o latino. Obviamente havia saído para malhar, seu corpo estava suado e os músculos sobressaltados. Conforme esforçou-se para pegar o peso a morena esboçou um sorriso no canto de seus macios e delicados lábios. Oh sim, ele a atraia… Quando o segundo foi fazer o mesmo, mesmo que tentasse disfarçar, cambaleou um pouco para um dos lados, logo recobrando a postura que parecia empenhar-se para ter. Com um olhar divertido o acompanhou até a porta do apartamento, não pode deixar de notar os tênis coloridos, soltando uma leve risada.
Franziu o cenho ao escutar cobertura. Assentiu desviando o seu olhar do rosto de Kenny para quem falava com ela, não sem antes piscar para quem a encarava encantado. Queria ver a sua reação. “Obrigada, meninos.” Iria se despedir se não fosse seu celular apitando, indicando que recebera uma mensagem. Pegou-o da bolsa que jazia em seu ombro direito. Ao desbloquear a tela revirou os olhos. “Parece que se não fosse por vocês eu teria a pior recepção de todos os tempos.” Comentou em um tom brincalhão, antes de soltar um suspiro. “Vou morar com a minha tia aqui para fazer minha faculdade…” Comentou fitando ao redor até encontrar uma planta próxima ao tapete da porta. Seguindo as instruções do SMS, agachou-se de maneira propositalmente sensual e lenta, aproveitando-se da situação, pegando uma chave que estava embaixo do vaso da tal planta. Ergueu-se balançando objeto, evidenciando-o para eles antes de continuar. “Ela não está em casa e não sabe que horas vai chegar.” Uma expressão de desgosto foi revelada em suas belas feições. Fora esquecida pela mulher com que viveria a partir de agora logo no primeiro dia. Isto não parecia ser um bom sinal.Tentou abrir a porta, sem sucesso. “Droga!”













