A cada batida de seu coração, um sentimento e reação diferentes. Diana não podia perder mais ninguém. Só de imaginar que os mais novos estavam em perigo, já a deixava tensa, com os nervos à flor da pele — ainda assim, respirava fundo para manter-se em ordem. Precisava ser forte. Ela sabia que não era forte — sabia; mas tinha de ser, por Lupa e todos os outros desaparecidos. Quando foram direcionados e separados por grupos, olhou nos olhos de Fox e Mnemosine , sem tirar a própria concentração. Quis sorrir, mas estava tão transtornada por dentro que isso afetava suas expressões faciais de forma que deixaram-na tão séria quanto jamais foi um dia. Colocando-se em seu devido lugar, a agente só esperou a confirmação para que pudesse ficar de frente para o portal que seu time havia sido designado. As mãos não tremiam, pois sua sanidade estava na mais perfeita condição, embora tivesse confiado nos próprios dígitos quando passou diversas vezes nos dedos, a fim de sentir os anéis. Que garantia ela teria se perdesse sua arma? Faria honra ao que Xavier havia lhe dado e não falharia dessa vez. Por fim, as duas mãos caíram na lateral do próprio corpo, mas sentiu a crescente necessidade de segurar os pulsos alheios. “Please, don’t let go…” Confidenciou aos dois, olhando-os brevemente enquanto esperava o sinal verde para que entrassem. Pensou que seria algo muito extraordinário, mas os cinco segundos que se passaram — na sua cabeça — lhe deram uma sensação terrível no âmago. Ao ver aquele novo espaço, sombrio, largado à destruição e horror, lembrou-se rapidamente no porquê estava ali. “Isso parece uma Silent Hill… Fuck!” Comentou, dessa vez com uma entonação de humor mórbido, coisa que não era tão comum da parte dela; mas estar naquelas condições também não era algo natural, sequer passear por portais. No entanto, ao não obter resposta, sua primeira reação foi a de olhar para os lados. Cadê eles? O desespero tornou-se maior. Não podia fazer tudo sozinha — não conseguia! Foi então que viu, na distância de sua visão, ao horizonte, o corpo esguio feminino de outrora. Junko!, a exasperação mental tornou-se completa quando passou a mesma ansiedade para as pernas, que trataram de correr em busca da colega. Tomou-a pelas mãos para que conseguisse segurar o pescoço desta. “Você ‘tá bem? Você ‘tá bem, Mnemosine?” Balançava devagar a cabeça dela, pois entendia as limitações que a outra possuía; portanto, deu um jeito de deixá-la sentada. “Onde ‘tá o Fox?” Ela revezava os olhares da loira para os outros lados, tentando entender não só onde o outro membro da equipe estava, como também onde eles estavam. Em meio ao desespero, então, percebeu o sumiço de dois de seus anéis na destra.