“Can you believe in me? That I’ll surely be able to sing someday”.
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@kusosawa
“Can you believe in me? That I’ll surely be able to sing someday”.
zerotzone:
você não sabia se foi intencional que o beijo que dia deu em seu rosto ser tão próximo da sua boca.
ok. certo. calma, chika.
você não pode se convencer o suficiente pra dizer que realmente tinha um… clima entre vocês duas rolando depois que ficaram sozinhas na sala do clube. mas era impossível negar que dia estava sendo mais calma contigo. ou até mais doce. ou talvez você esteja imaginando coisas de novo e a mesma situação do primeiro ano esteja se repetindo e—
calma, chika. você não pode começar a surtar. não em um momento desses.
talvez você pudesse abaixar sua bola um pouco e não fazer nada, apenas rir e sorrir e fingir que não pensou que foi algo proposital ao todo, mas dia estava a encarando como se esperasse alguma reação, e vocês ainda estavam próximas o suficientes e você ainda conseguia sentir o cheiro do perfume dela e—
você não pensou mais, e beijou dia. não teve muito tempo para pensar que foi um erro porque logo depois sentiu as mãos da mais velha em seu cabelo, e ah meu deus.
você poderia fazer isso muito mais vezes se dia quisesse.
Um, dois, três—
você contava os segundos com a respiração presa, mas isso não te acalmava.
Foi um impulso. Você nunca se deixava levar por ele... só que as coisas com Chika sempre foram diferentes de todas as outras, não foram? Há algo nela que traz outro lado seu à tona. A ruiva despertou alguns sentimentos que você não sabia que ainda existiam dentro de você, como a vontade de deixar que te conheçam melhor; a liberdade de abrir-se para alguém de novo, já que eram tão, tão iguais; o carinho que você só teve, até hoje, pela irmã e pelas melhores amigas, mas que nunca conseguiu explanar. Era estranho. Te olhariam torto. Por que você fez isso com Chika...?
Por que ela fez de volta?
Era real antes que você tomasse a posição de afastar-se e pedir desculpas. Você não era tão orgulhosa, sabia reconhecer os seus maiores erros, só que aquilo não soou incorreto para a líder. Ela veio até você e te beijou de verdade, tão logo haviam dedos afagando-lhe os cabelos, olhos fechados e algum sentimento que nenhuma das duas entendia direito. Talvez essa fosse a graça— vocês se beijaram sem terem muita certeza do que aconteceria depois. Então foi bom.
Mas você não pediu por mais assim que se afastaram.
Tentou não olhá-la nos olhos; encara outro ponto, qualquer ponto, do recinto. Antes que o silêncio se instaurasse e tudo ficasse ainda mais constrangedor, você disse, colocando uma mecha de cabelo para trás da própria orelha: ❛ .E então? ❜
™
SEND ™ AND MY MUSE WILL DO A POOR IMITATION OF YOURS.
Aquele seria o seu fim.
Yoshiko tinha uma característica muito marcante— toda a coisa de anjo caído era fácil de imitar, já que só seria necessário balbuciar algumas palavras sem sentido algum… porém, era constrangedor, também, colocar-se na posição dela, já que vocês duas eram mentes que funcionavam de maneiras totalmente divergentes.
Arriscou. Abaixou levemente a cabeça, fazendo um v com o indicador e o dedo médio da destra, pondo-o, então, na frente de um dos olhos. O braço esquerdo estendeu-se para o lado, como se você estivesse prestes a pegar alguma coisa. Ali estava a pose característica da mais nova, mas suas bochechas queimavam, já que ouvia algumas risadas no fundo— e, pelo tom delas, talvez fossem de Ruby? Você não queria ver.
Pigarreou e forçou um risinho, tentando, a partir dali, engrossar um pouco mais a própria voz, já que a própria primeiranista o fazia. Por fim, após seus segundos de organização mental, pôs-se a ditar, de maneira quase tão convicta quanto ela mesma soava: ❛ Eu posso sentir… as barreiras espirituais foram danificadas, alteraram o balanço da magia… o curso do mundo depende de uma decisão dos céus… eu sou… a anja caída, Yohane, que descende da ilha proibida, e prevê tudo com seus… olhos de demônio…? ❜
™ - zerotzone
SEND ™ AND MY MUSE WILL DO A POOR IMITATION OF YOURS.
A ruiva era uma pessoa meio previsível…
…isso não significava que conseguiria fazê-la direito.
Chika era animada demais, gritava demais; para você, que era uma garota com classe e bons modos, agir de uma maneira exagerada daquelas era um imenso desafio. Você não usaria, obviamente, as qualidades dela para tal brincadeira— não teria graça brincar com o quão esperançosa ela era, por exemplo. Você tomou alguns segundos para pensar (e tomar coragem), então pegou uma folha qualquer jogada em cima da mesa… olhou-a diretamente (porque, se olhasse para qualquer outro canto agora, morreria de vergonha) e, fingindo empolgação, gritou: ❛ É um milagre!❜
Ah… aquela frase te trazia certa nostalgia…
E a folha também. Há quanto tempo você não olhava diretamente para aquele zero?
™ dos brother (by kaiyosu)
SEND ™ AND MY MUSE WILL DO A POOR IMITATION OF YOURS.
Kanan era uma imitação fácil.
Vocês duas tinham as suas diferenças; nenhuma delas era em um nível extravagante, no entanto. O que você fez: assim que achou algo para prender o seu cabelo (um rabo-de-cavalo alto, penteado característico da amiga desde sempre), pôs-se de pé, duas mãos na cintura, um biquinho que você sempre achou que Kanan fazia enquanto falava— considerando o quão infantil a sua voz ainda lhe soava, às vezes…
❛ Por quê estamos fazendo isso? Nós deveríamos estar fazendo coisas mais importantes. Como ensaiar! Ou dar abraços! ❜ e sorriu com a lembrança da quantidade de vezes em que a outra lhe fez tal pedido voltando-lhe à mente. Sua amiga era uma pessoa fofa por trás de toda aquela postura que ela fazia… você nunca se esqueceria. E apostava que Mari também não.
™ (marioharass)
SEND ™ AND MY MUSE WILL DO A POOR IMITATION OF YOURS.
Constrangedor.
Mari era uma de suas melhores amigas, mas suas personalidades eram completamente opostas. Dentre todas as integrantes do grupo, talvez a loira fosse uma das mais difíceis de interpretar— a garota tinha uma energia que você não sabia repassar sem ser de um jeito absolutamente ridículo.
Porém, para uma garota como você… missão dada era missão cumprida. Fez a sua pose — ou melhor, a pose dela; juntou o polegar e o indicador da destra para gesticular um ok e, com um sorriso muito maior do que os que você geralmente desenhava nos lábios, começou, timidamente: ❛ S-… Shiny! ❜
E quis parar.
Com o rosto inteiramente vermelho e a voz trêmula, você não queria nem imaginar como a expressão dela estava agora, vendo você imitá-la com um sotaque tão diferente do dela.
❛ Eu estou feliz de estar aqui com todas vocês! Reunidas! De novo! W-Wow…~❜
™ !!!!!, sakvrauchi.
SEND ™ AND MY MUSE WILL DO A POOR IMITATION OF YOURS.
Era isso que fariam naquele dia?
Passar vergonha?
Você pensou rápido. Riko era linda, mas não tinha a personalidade mais marcante que você conhecia— no improviso, fingiu que um apontador da mesa de vocês era uma xícara de chá e insinuou bebericá-lo, as pernas cruzadas, a cabeça erguida… ❛ Eu sou a Riko. Pare de gritar, Chika-chan. Eu não tenho medo do seu cachorro, Chika-chan. ❜ e fez uma pausa. Fingiu surpresa. Atirou o apontador longe. ❛ Ele está aqui?! ❜
Send ™ and my muse will do a poor imitation of yours.
º🎃┊❛ ( CLOSED ) ┊the "who" when you call, "who's there?"
tsushitma:
ˣ ❛♠⧽ Heresias, heresias e mais heresias! Uma após a outra, sem folgar uma vez sequer. Nunca havia Yohane, o anjo caído, cogitado que as demais little devils que tanto a apoiavam poderiam ser tão apáticas com sua causa! Era halloween lunar, uma celebração que ela mesma havia inventado, e praticamente nenhuma das aquors se mostrou disponível pra ajudar com seus preparativos. Tudo bem que a aula recém havia acabado e que talvez as pessoas tivessem planejamentos mais importantes do que celebrar... o que quer que estivesse tentando celebrar ali, mas Yoshiko YOHANE necessitava de uma companhia ali, não por carência, e sim por uma questão ritualística.
Aconteceu dessa companhia ser Dia, que veio por livre e espontânea vontade. Claramente não era apessoa mais alinhada com o seu estado de espírito — a garota mais velha era claramente mais responsável e menos... Yohane — mas seria uma acompanhante boa o suficiente, mesmo levando em conta seus defeitos…
… como não deixar a mais nova brincar com a abóbora.
❝ Meu nome é Yohane!!❞ Crente de que ainda portava a faca em mãos, a dita cuja tentou cravar a arma dentro da abóbora que jazia na mesa falhosamente. Seus punhos fechados atingiram a casca de uma vez só, em uma sensação tão incrível quanto socar o asfalto. Soltou um grunhido de dor e ocupou-se em afagar a área machucada. ❝ E-ei, Dia-san!! Não precisa fazer isso, eu não sou mais criança.❞ Bufou, contrariada. ❝ Isso é um ritual sério, você não pode simplesmente interromper assim!! ❞
Veja bem, você já tinha sido uma babá antes.
Ruby nunca tinha feito algo nem parecido com aquilo— a sua irmã mais nova era uma menina normal e civilizada, afinal de contas. De qualquer forma, você já tinha a experiência em lidar com gente que era mais nova do que você. Talvez não tivesse tanta paciência, mas com certeza tinha o jeito para evitar grandes tragédias... por isso que tirou a faca da mão dela com tanta pressa. Imagina se ela se machucasse naquela brincadeira? Imagina se você tivesse que limpar? De jeito algum permitiria que a ideia evoluísse. Cortou o drama pela raíz.
Você sabia que ela ficaria frustrada com a sua atitude, mas ser responsável era o seu instinto mais forte. E antes que pudesse abrir a boca para qualquer coisa, se desculpar ou corrigir-se por chamá-la pelo nome errado, a primeiranista simplesmente... socou... a abóbora. Você deixou com que uma de suas sobrancelhas se arqueasse, devidamente confusa com a atitude repentina da outra, até que ela desse um jeito de explicar isso também.
❛ Eu sei que você não é mais uma criança... Yo-ha-ne, ❜ soletrou, o nome ainda te soava um tanto estranho, considerando o contato que você tinha com fichas de estudantes e suas informações reais diariamente. ❛ mas mesmo que seja um ritual sério, você não pode se arriscar com isso desse jeito. ❜
Aquele seu discurso não a convenceria.
Então... pensou fora da caixa. E se arrependeu, um pouco, do que acabou dizendo.
❛ Se você se cortasse com a faca e seu dedo sangrasse... em cima desse monte de pentagramas que você colocou na sala. Algo ruim aconteceria. É melhor evitar, certo? ❜
º☀┊❛ ( CLOSED ) ┊i don't mind if there's not much to say
Você fechou o livro antes do sol despedir-se da costa.
Não esperava que uma leitura recomendada por Hanamaru, garota muito mais nova que você, fosse capturar a sua atenção por tanto tempo; estabeleceu-se naquela cadeira ainda cedo (ou seja, assim que terminou os milhares de afazeres de casa, nos quais Ruby nem sempre lembrava de que tinha que ajudar) quando dirigiu-se à praia para tirar o resto do dia de folga. Desde então, passou-se tanto tempo que até o protetor solar que você tinha aplicado no corpo, horas atrás, já mostrava-se falho em alguns pontos de seu tronco— tanto que puxou discretamente o biquíni que usava para o lado, vendo o quão marcado aquilo ficaria e, para a sua sorte, a sua falta de cuidado não lhe traria um sofrimento tão longo dessa vez.
Com certo alívio, você decidiu começar a guardar as suas coisas para finalmente voltar para casa. Você sabia que não haveria nada de tão especial para o jantar, já que a sua família não estava comemorando nada... foi um dia de retiro para todo mundo. Acontecia, às vezes. E essa foi a primeira vez que você viu a sua irmã mais nova ter um encontro combinado, também; teria que perguntar tudo sobre isso quando estivessem reunidas novamente.
Talvez isso fosse demorar mais do que você imaginava.
Você notou uma sombra nova a escurecer a sua figura e os seus pertences; achando que era só o sol finamente se pondo, ergueu despreocupadamente o olhar, surpreendendo-se, então, com a expressão familiar que zelava por você, erguida sob o que há pouco lhe dava luz.
A sua boca abriu-se por um segundo em espanto. Logo, pensou— não era estranho ela estar ali, na verdade. Ela morava pelos arredores... e estava sempre trabalhando com coisas relacionadas para o avô. Deveria ter previsto aquele encontro em alguma parte do dia.
❛ Você esteve por aqui o dia todo? ❜ questionou-a, sem rodeios; Kanan estava acostumada a ser recebida por você daquele jeito. Ela sabia como lidar com todo o seu temperamento em um geral (que não era difícil, só... esquisito, já que você vive em uma concha). ❛ Você acha que a minha pele está vermelha demais? ❜
º🎃┊❛ ( CLOSED ) ┊the "who" when you call, "who's there?"
Não foi ideia sua— era óbvio que uma coisa daquelas não seria ideia sua.
Quando Yoshiko pediu logo a sua ajuda para organizar uma festa de Halloween na sala de reunião de vocês, você sabia que algo estava errado. Talvez ela tivesse sido rejeitada ao solicitar ajuda de outra pessoa, porque, bom... não era mais Halloween. É óbvio que você também tentou negar por causa da bagunça que tudo aquilo faria, só que a mais nova não te deu escolha. Você se viu puxada para dentro do recinto e um monte de tarefas lhe foram resignadas logo de repente...
...não tinha mais como fugir daquilo. Só que ficaria de olho com o quão longe a menina tentaria ir naquilo, já que todas as integrantes do grupo sabiam que ela se passava às vezes.
❛ Yoshiko-san, pare de brincar com isso. ❜ você resmungou ao vê-la balbuciar algumas palavras estranhas enquanto erguia para o ar uma abóbora e uma faca. Não era exatamente o cenário mais seguro que poderia imaginar para o momento, então aproximou-se e tirou a arma de sua mão, levemente emburrada. ❛ Você pode se machucar. Essa faca está bem afiada. Você ao menos sabe desenhar em abóboras? ❜
º✩┊❛ ( CLOSED ) ┊darling, you shouldn’t even try
marioharass:
Desde quando ela havia se mudado para a pequena cidadezinha sua primeira amizade havia sido Kanan. Dia, no entanto, já era amiga da garota e por ene motivos as três acabaram se tornando um grande trio. No entanto, as duas não costumavam passar muito tempo sozinhas juntas, não por não gostarem da companhia uma da outra, mas mais por que a personalidade de Mari e Dia não batiam muito bem.
Ela tinha que admitir que se sentiu um pouco triste com a informação de que Kanan não viria. Mas esse não deveria ser motivo de desânimo, pois estava com Dia e ela podia fazer isso dar certo igual.
“No problem!” ela disse rodopiando e lançando um sorriso brilhante para Dia.
Mari costumava demostrar seu afeto com atos físicos e extravagantes, o que não pareciam ser muito bem vindos pela amiga na maioria das vezes, o que não impedia que ela continuasse a fazê-los.
“Já era hora de nós passarmos um tempo juntas. It’s a date~,” ela falou e se jogou com os braços abertos em direção da amiga.
Como ela conseguia ser tão despreocupada com o espaço pessoal dos outros?
Você sempre tentou se convencer de que, um dia, se acostumaria com todos aqueles toques. Mari era uma pessoa carinhosa, mas seus carinhos sempre vinham dos diálogos mais inesperados... já a sua criação é dada por uma família consideravelmente reclusa, então você ainda fica constrangida, na maioria das vezes, com abraços espontâneos vindos da loira— isso quando suas mãos não se desviavam para lugares muito inapropriados, lugares que ela sabia que não deveria tocar só pela expressão que você fazia. Ela não se importava com limites, de verdade.
❛ É—- um encontro?! ❜ você não teve a escolha de não aceitá-la em seus braços. Enquanto a segurava, sentia o próprio rosto ruborizar-se mais e mais, só pela ideia de alguém ter ouvido e achar que aquilo fosse mesmo... algo que não deveria ser. Se soltou poucos segundos depois, a destra pálida prontamente tomando a atitude de jogar os cabelos negros para trás; você se esforçou para manter a sua pose séria, só que ainda estava envergonhada demais para fazer isto de uma maneira convincente. ❛ Só vamos logo. Estamos perdendo tempo... ❜
º✽┊❛ ( CLOSED ) ┊like vines, we intertwined
sakvrauchi:
જ⋆❥❞˖*┆ caso alguém lhe disseste que viria a te tornar uma school idol, há uns tempos atrás, dirias que esta pessoa estava ardendo em febre, a dizer loucuras. a primeira vez que chika lhe pediu para juntar-se à ela & you, sem nem ao menos pensar pela segunda vez, tua resposta foi um ‘não’ repleto de certeza, e agora estás aqui, dedilhando as teclas do piano, compondo uma nova canção para as aqours.
sentes uma mão tocar seu ombro, o toque é tão delicado quanto o teu ao encostar no instrumento a tua frente, todavia ele ainda te assusta & faz com que te percas por entre as notas, cessando a melodia. aquilo era muito previsível, porém não esperavas que realmente acontecesse, oras, estavas a usar o piano da escola sem autorização alguma para tal. mas o que podias fazer? passaste a aula inteira lutando contra a própria razão, culpando-te por mal conseguir prestar atenção no conteúdo devido a inspiração que veio a ti espontaneamente. não conseguirias aguentar chegar até em casa e no teu quarto ver o tão aguardado resultado, se tratava de uma emergência!
e então, tua segunda surpresa, a voz de dia, em manso tom, cobrindo teus ouvidos, não somente isso, ela te elogiava. sem mentira alguma, kurosawa dia era a última pessoa que querias que estivesse ali. bem, não é por se tratar de gostar dela ou não ( até porque, ela é uma das pessoas que tu mais admiras, de disciplina invejável ), é por medo. sim, essa é a melhor palavra. não esperavas por um comentário gentil & sim que ela te repreendesse por estar usufruindo das coisas do colégio sem teres autorização para tal.
finalmente tens a coragem que precisas para levantar-te, fazes uma breve reverencia em sinal de respeito a mais velha & enfim a encara. podes sentir o coração palpitando com força, mas tentas não demonstrar mesmo sabendo que as bochechas coradas te denunciavam.
———— o-obrigada, dia-san. ❜ respiras fundo & pode sentir teus batimentos se normalizando, aos poucos mas ainda assim; tens a certeza de que sua voz sairá com mais firmeza dessa vez. ———— é sim, mas, ainda está longe de estar pronta. ❜
O grupo que Chika formou tinha uma diversidade insuperável de talentos e singularidades. Você acha cômico como nada daquilo foi intencional, lembra-se bem de como a garota estava tentando convidar todo tipo de pessoa para o grupo quando desejava tanto que se tornassem algo oficial. Recorda-se, inclusive, do quanto foi resistente à ideia e que agora era, talvez, uma das integrantes mais empolgadas que as Aqours tinham. Você estava vivendo o seu sonho de novo e com mais pessoas que você admirava— nada seria melhor do que aquilo. Jamais.
A mais nova era uma das meninas que mais lhe surpreendiam dentro do grupo, pois você jamais imaginaria uma pessoa como ela sendo uma school idol. Riko era uma moça séria de personalidade totalmente incondizente com o que se espera de quem participa de tal atividade; ela era timidez e magnificência mescladas, dona de uma pose adulta demais, madura demais. Você a via no piano e você sentia orgulho por ela ser ótima em tudo que precisa ser quando reunida com as outras garotas, mas conseguir dominar com destreza, também, outra habilidade não diretamente relacionada a isso. Ela era talento puro e você não queria ser como ela, todavia gostaria de poder demonstrar, em pequenas atitudes, o quanto a apreciava.
Você era meio ruim nisso.
Pelo menos, ela não se assustou tanto quando você desfez grande parte da distância que havia entre ambas. Te tranquilizava notar que a sua abordagem não era mais tão problemática quanto um dia já foi, considerando que a menor não demorou para recompor-se assim que aceitou a sua presença no recinto. Você tirou a sua mão dela (porque continuar seria desnecessário) e deixou-se soltar ar pelas narinas, sentindo-se um tanto mais leve; se o clima continuasse assim, talvez ela ainda pudesse tocar para você. Você não pretendia sair dali sem ouvir a música toda, de qualquer forma... prometeria guardar segredo se fosse tão importante para Riko, mas ela te devia isso, já que estava a usar o piano sem a permissão de nenhum superior (tudo bem que... o superior de sua escola é Ohara Mari... mas a sua desculpa não pode falhar agora!).
❛ Bom trabalho. ❜ e manteve o sorriso suave, internamente admirada pela ruiva ainda fazer questão de curvar-se respeitosamente; algumas já não faziam mais isso por passarem tanto tempo juntas. E era compreensível, mas você, como uma Kurosawa, achava digno manter as suas relações daquele jeito, extremamente cerimoniosas. ❛ Eu gostei do começo. Você tem ideias para o resto? Eu posso te ajudar a decidir uma nota ou outra, se você precisar. ❜
º♡┊❛ ( CLOSED ) ┊ ̶i̶ ̶m̶i̶s̶s̶ the way we used to be.
zerotzone:
guardou o elogio de dia em seu coração— era o que fazia com todos que recebia. afinal, estes eram raros; principalmente vindos da mais velha. se sentiu melhor em saber que no mínimo, havia a impressionado.
mas agora era a vez dela.
“sim! você já sabe que música vai escolher? vai ser uma das μ’s também, né?” era impossível que fizesse só uma pergunta, pois você estava animada demais. dia vai cantar, e só você vai ver.
isso fazia que você se sentisse um pouco especial, de certo modo. também esperava que talvez a própria agitação não estivesse tão óbvia, mas a maneira na como você balançava as pernas no banco e seu sorriso impagável te entregava um pouco.
❛ É óbvio que vai ser uma música das μ’s. ❜ disse, decidida; ainda não tinha olhado a lista de músicas com a devida atenção para ter certeza do que iria cantar, então, assim que terminou de falar, foi logo conferir o que aquele catálogo lhe oferecia.
E ficou surpresa. Você não esperava que fossem ter tantas músicas das musas naquele karaokê. Seus olhos se arregalaram um pouco com a presença de Soldier Game, já que não era uma canção tão conhecida, apesar de ser uma das suas favoritas. Você abriu um pouco mais o sorriso ao mostrar o que performaria para a ruiva e, então, tomou o microfone.
Quando a música começou, você se sentiu do mesmo jeito que se sentia quando estava sozinha em casa, acompanhada apenas das nove garotas que mais compreendiam o seu sonho no mundo. Com os olhos fechados e o microfone próximo da boca, balançou-se com o ritmo, acertando cada palavra sem precisar de legenda alguma; sem lembrar que Chika estava te observando o tempo todo, nem pensar no que ela acharia quando te visse tão empolgada nas partes de Eli Ayase.
Porque você sabia que ela não te julgaria— nunca.
Você sabia que ela se via representada naquelas nove garotas de Tokyo, também.
º✩┊❛ ( CLOSED ) ┊darling, you shouldn’t even try
Três coisas que deram muito errado no dia em que combinou de sair com as melhores amigas:
1) Ruby gastou o seu dinheiro em doces. Não todo, mas você tinha uma quantia contada e, agora, não poderia fazer tudo que pretendia fazer;
2) Chika esqueceu que vocês tinham um ensaio amanhã. De novo. Você está começando a achar que ela precisa levar uma bronca (ou duas... ou três) para não se estressar mais;
3) Kanan não está com vocês.
E isso muda todo o rumo das coisas. De verdade.
Você considerava Kanan a voz da razão entre você e Mari— quer dizer, não que você não fosse uma pessoa madura e decidida, mas... paciência era o forte dela, não o seu. Especialmente quando se tratava da loira, já que você, muitas vezes, não compreendia as suas piadas, coisa que a outra já tinha maestria em fazer... elas tinham uma conexão especial, na verdade. Você não tentava (muito) se encaixar no meio desse vínculo que elas pareciam ter estabelecido.
Isso não significa que você não as ama. Você ama.
Com todo o seu coração.
❛ Então— ela não vem. Você quer ir embora? ❜
...Mas o seu problema era outro agora.
Vocês se conheciam há anos, todavia, ainda parecia complicado estar sozinha com ela sem que se sentisse um pouco estranha. Você sempre fez parte de um trio, nunca de duas duplas individuais; uma parte de você estava disposta a ter aquela experiência, já a outra sabia que Mari era uma pessoa muito irritante quando queria.
❛ Eu tenho mesmo que comprar algumas coisas. Mas eu posso te levar pra casa... ❜
º✽┊❛ ( CLOSED ) ┊like vines, we intertwined
Você é uma mulher das artes e das coisas com significados bonitos—
e o que te trouxe ali envolvia as duas coisas.
Foi uma melodia conhecida a precursora de sua chegada; você ouviu os dedilhados distantes e seus passos guiaram-se por eles. Não demorou para que chegasse a uma porta aberta e visse uma figura de cabelos rúbidos de costas para você, reconhecendo esta como a autora do que tanto lhe tocou, e nenhum minuto a mais foi necessário para que você se aproximasse e a tocasse pelo ombro. Mãos delicadas sob a pele coberta, na tentativa de assustá-la o mínimo possível.
(sakurauchi riko é uma garota que nunca imaginaria o quanto o mundo está a observando nem o quanto ele a adora.)
E nesse caso, você se sente minimamente incluída.
Você ainda não se senta ao lado dela, sente que é uma invasão de privacidade se aproximar tão rapidamente— principalmente considerando os fatos recentes, onde interrompeu-a em um momento tão íntimo, mesmo conhecendo a sua personalidade naturalmente desconfiada...
O que você podia ter feito pra evitar isso? Nada. Você era uma pessoa curiosa e quase tudo que envolve as propriedades da escola é de seu interesse, de um jeito ou de outro. O que você fez foi tentar não parecer tão assustadora, porque não queria que parecesse que estava ali para uma bronca, nem coisa parecida.
❛ Isso é para a gente? ❜ questionou-a, o tom da voz mais manso do que comumente era. ❛ Ficou bonito no piano. De verdade. ❜