{flashback} you’re going down an earlier round ;@malfalot
O interesse em Lucinda Talkalot era apenas um. Claro, a sonserina morena, conhecida por sua língua afiada e a capacidade de se envolver com mais garotos do que qualquer pessoa que pisara em Hogwarts nas últimas centenas de anos da escola, possuía certas qualidades. Olhos azuis, sangue puro, um sobrenome de prestígio e uma boa fama. Mas acima de tudo, de qualquer curva ou habilidade provinda das experiências, Talkalot tinha algo que interessava à Jonathan por completo: Uma vaga titular de artilheira no quadribol.
Parcia injusto, nas concepções machistas do filho de Armand, que ele precisasse se contentar em fazer parte do time de banco quando sua posição do jogo era ocupada por Lucinda, uma garota. Jonathan não era burro de ignorar o talento de Talkalot, sabia o quão bem ela jogava, mas isso não sigificava que o loiro não pudesse jogar tão bem quanto ela, ou talvez até melhor em seus piores dias, que eram justamente os que jogava melhor. O fato de não poder usar o quadribol em uma base diária para descontar seu comportamento ferino e agressivo era um tremendo problema para Malfoy; um que muitas vezes culminava em transformar sua irritabilidade em brigas absurdar com qualquer sujeito que lhe olhasse por mais do que dois segundos. Por vezes, sua insolência gerava brigas até mesmo com Autumn, e a simples iminência de mais um período de afastamento e chateação com a ruiva dos Dolohov já era motivo para irritar mais ainda o sonserino.
Em suma, jogar quadribol era uma necessidade. Jonathan não o fazia somente porque era bom, ou porque queria contraria seu pai com seus planos de colocar o filho no Ministério. Jogava porque aquilo era como uma terapia, e provavelmetne a única coisa que lhe trazia satisfações verdadeiras na vida.
Por tal razão seu interesse por Lucinda havia se firmado, e por tal razão Jonathan estava decidido a sabotar o jogo do dia seguinte somente para tirar a morena de campo e ter um momento de glória só seu.
Seus esbarrões com Talkalot já vinham de outros carnavais e, conhecendo a fama de relações da morena, sabia que suas chances de atacar por aquele lado eram maiores. O salão comunal da sonserina estava repleto de burburinhos, grande parte do time tirular de quadribol se encontava ali para discutir as táticas do jogo seguinte, enquanto outros alunos circulavam pelo local e transformavam aquilo em uma algazarra controlada, mas não menos irritante. Jonathan havia encomendado, através do pai, a melhor garrafa de vinho português, com a desculpa de que usaria a única utilidade de fabricação dos trouxas para presentear o professor de poções. Uma tremenda mentira, é claro. A garrafa jazia debaixo de sua cama, e somente duas taças se encontravam em suas mãos. Uma com o mais fino vinho do porto português, e a outra com a receita mas potente de uma poção para dormir.
Jonathan havia passado boa parte da noite em um ponto estratégico da sala, esperando o momento certo de se aproximar de Talkalot, e fora somente quando a morena se afastou da roda de jogadores para ir em um canto afastado que sua chance se apresentara. Certificando-se de que ninguém lhe seguia com o olhar, Malfoy levantou-se e seguiu atrás de Lucinda, em seus mais silenciosos passos e com o mais charmoso de seus sorrisos nos lábios, afinal, o que pretendia fazer exigia toda a arte da preparação, em todos os campos possíveis.
Assim que Lucinda parou, provavelmente ocupada com algo que desconhecia naquele canto da sala, o sonserino aproximou-se pelas costas da garota. Muito calmamente, permitiu que sua respiração denunciasse sua presença, o sorriso mais suave, mas ainda existente quando aproximou os lábios da lateral do rosto da sonserina, o toque sendo leve o bastante, mas não menos marcante pela combinação do perfume masculino e o timbre rouco da voz. – Preocupada com o jogo de amanhã, Talkalot? – A indagação veio suave, desaparecendo quase tão calma quanto viera, à medida que os mesmo lábios que roçavam no rosto alheio agora desciam para o pescoço dela. Como todo bom demônio em busca de uma presa faria numa situação daquelas.
Lucinda nunca foi uma pessoa responsavel, ela pouco se importava com as regras do castelo, não estava nem ai pra maioria dos trabalhos e deveres que tinha. Mas tinha uma coisa que fazia com que ela mantesse a linha e aquilo era o quadribol. O esporte era algo que ela realmente levava a sério, era sua grande paixão, junto com a dança. E mesmo depois de todas as frustrações e tentativas de entrar no time e ainda sua eterna tentativa de eliminar a capitã do time para que finalmente ela pudesse liderar, era a única coisa que ela realmente mantinha em sua vida.
A verdade era que ela queria mais, queria não só ser uma das artilheiras titular do time da sonserina. Queria ser capitã, queria poder mandar no grupo e não ter que ficar ouvindo a nojenta da Vanity falando o quanto ela precisava melhor e dar o seu melhor, quando claramente Talkalot dava o seu sangue pelo time. Além de discordar de todas as técnicas usadas pela rival, ela não suportava ver a cara da colega de casa. Se ela fosse uma batedora, provavelmente já teria jogado uma balaço na direção de Emma pra que ela ficasse desacordada por um tempo e ela pudesse assumir o cargo alheio.
O grande problema de focar em uma só pessoa pra eliminar é baixar a guarda achando que ninguém vai te eliminar, apesar da lingua afiada, Lucy sempre fez questão de manter uma ligação ainda que pequena com seus colegas de time. Claro que era pra tirar uma certa vantagem nisso, quanto mais pessoas ela juntasse ao seu lado, mais fácil seria derrubar sua grande oponente.
Com a proximidade de um dos jogos, ela não conseguia parar de pensar que eles precisavam vencer. Vencer era a única opção deles, nem que tivessem que massacrar o outro time. Quadribol poderia ser um jogo violento e pra Lucinda quanto mais ela quisesse ganhar aquilo, mais violento o jogo seria, pelo menos da parte dela.
Enquanto conversava com seus companheiros de time na noite anterior ao grande jogo, discutia as técnicas usadas e era obrigada a ouvir a voz irritante de Vanity discordando de tudo que ela falava, fazendo com que seu sangue fervesse de raiva. O que mais irritava era o fato que ela podia sugerir algo que era sempre negado pela capitã e em seguida alguém sugeria a mesma coisa e como se não tivesse negado antes aceitava a sugestão alheia apenas para contraria Lucinda na frente de todos e mostrar quem manda no time. Quando já não aguentava mais aquilo tudo, Talkalot se levantou caminhando para um canto mais afastado do salão. Ela queria voar no pescoço da outra sonserina e mata-la, sem nem se importar com o jogo do dia seguinte.
Parou apenas para encarar a parede e fechou os olhos tentando se acalmar, antes que fizesse alguma besteira e fosse suspensa do jogo. Estava tão concentrada em tentar controlar sua raiva que nem ouviu passos lhe seguindo, apenas notou a presença de alguém quando a respiração alheia surgiu próximo demais fazendo com que ela se sobresaltasse levemente. A aproximação da pessoa até então desconhecida, com a combinação do leve toque dos lábios alheios em seu rosto e o perfume masculino, fez com que Talkalot mordesse levemente o lábio inferior. Só descobriu a identidade do ser misterioso quando a voz alheia lhe denunciou. Jonathan Malfoy, sonserino, mesmo ano que ela e jogador reserva do time de quadribol.
A fala dele fez com que ela soltasse uma risada baixa. Ela não estava exatamente preocupada com o jogo do dia seguinte, sabia que o time ia ganhar, principalmente se dependessem dela. — Preocupada? Não...Tudo sob controle, Malfoy. — Disse ainda de costas para o rapaz enquanto tentava manter a voz firme, mas era quase impossível fazer isso com os lábios alheios roçando em seu pescoço. Pra quem queria se acalmar, um pouco de diversão com o sonserino não faria mal algum. Na verdade, seria a maneira perfeita dela relaxar. Inclinou o pescoço lentamente pra dar mais espaço para que o rapaz pudesse explorar aquela área e então levou uma de suas mãos até a nuca alheia, arrastando a unha lentamente ali, subindo até que ela pudesse agarrar os cabelos dali.









