O que você quer ? Será que nem tomar banho ou cantar em paz eu posso ?
-- Quero apenas um acordo, será lucrativo, você vai gostar.

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O que você quer ? Será que nem tomar banho ou cantar em paz eu posso ?
-- Quero apenas um acordo, será lucrativo, você vai gostar.
— Essa sou indo indo desafiar essa lógica. Jane vai ficar feliz em saber que já estou me dando bem com o chefe.
Aaren aceitou o papel ficando confusa, mas pediria ajuda a alguém mais tarde. — Só isso? — perguntou retoricamente, ela sabia que não era grande coisa o que deveria fazer também, mas não tinha certeza se o dinheiro seria suficiente para ela comprar o que precisava.
-- Claro que vai. Assim como vai amar saber dessa sua historinha com o Drácula. -- Ele sorriu com ar inocente, mas sabendo o bem o que fazia. Estava testando o terreno. -- E sim, só isso. E quero os dados que eu pedi.
Aaren fechou e abriu os olhos devagar.
— Preciso do endereço. E claro, quanto vai me pagar?
-- Eu diria o mesmo para você. Não costumam achar seguro passar muito tempo perto de mim. -- Para ele, era estupidez ter medo de uma humana. Ele lhe entregou um cartão de sua casa de jogos. -- É aí. Um salário mínimo. -- De qualquer forma, só pretendia que a mulher vivesse durante o tempo em que ela fosse útil para ele.
Aaren levantou uma das sobrancelhas para a proposta e conteve a vontade de jogar algo pesado nele quando o homem dissera que era algo que ela provavelmente tinha capacidade de fazer. — Mas é claro que eu consigo fazer.
Ela não queria um bar. Queria pelo menos um daqueles prédios enormes, e bonitos de onde as pessoas saiam vestindo terno e gravata, mas pelo visto, precisava de fazer “faculdade”, Drácula não lhe havia preparado para tais coisas, agora estava correndo atrás do prejuízo.
-- Não sei, tinha minhas dúvidas. -- Leonard deu um sorriso divertido, nunca gostou de ver as pessoas confortáveis demais. -- Ótimo então, você trabalha das oito às cinco. Hoje vai ter que chegar uma hora mais cedo para aprender tudo o que precisa e eu vou precisar de seus dados. Como nome, idade, parentesco, nível de experiência, dentre outros. -- Apenas isso já seria de grande ajuda para chegar até o Drácula.
Aaren lembrou-se do que a irmã lhe havia dito, que ela precisava de um emprego. A ideia ainda lhe soava estranha, mas dissera seguramente à Jane que poderia dar conta sozinha, afinal, até aqueles dias, sentia como se estivesse sendo tratada como mais um filho dela, a irmã estava sempre conferindo e perguntando coisas bobas como se estivesse se dirigindo a uma criança de sete anos e às vezes à uma adolescente. Sabia que Jane não fazia por mal, mas já estava incomodando. — Sim, eu preciso. Qual sua proposta, Bat?
Leonard segurou o impulso de sorrir, se tudo desse certo, no final da semana ela estaria falando de seu pseudo pai. -- Estou precisando de alguém para cuidar do bar e distribuir bebidas. -- Matara a funcionária que fazia essa parte na última noite, portanto juntara o útil com o agradável. -- É algo simples, provavelmente você tem a capacidade de fazer. -- Se ela o conhecesse, saberia que nada vindo do homem era de graça.
Claro, colecionador de couro… -deu de ombros sem perceber a mentira em sua voz
-- Well... -- Leonard se levantou, olhando para a casa cheia. -- Preciso dar atenção a outros clientes, com licença. -- Ele pegou a jaqueta e começou a se afastar por entre a multidão.
Então… Pode me contar a razão de querer minha jaqueta ao invés de dinheiro e garrafas? -levantou o cenho-
-- Sou um colecionador de couro. -- Apontou para a jaqueta. Estava claro que era uma mentira.
Maybe you think that you can hide I can smell your scent from miles just like animals, animals, like animals-mals
Leonard aparece na frente dela sem fazer a menção de dançar. -- O que acha de conversarmos? -- Não era bem um pedido.
Hum… Homem misterioso, entendi -sorriu para ele, arrumando sua regata que ficara um pouco amassada por baixo da jaqueta- Não, obrigado, eu sei quando parar de apostar em algo que não me trará lucros -deu de ombros, analisando o homem, talvez ele fosse alguma criatura, mas não o atacaria sem saber e sem planejar.
-- Se é assim que decide... -- Ele deu de ombros, já tinha conseguido o que queria.
Hm.. Desculpa ai..
Eu cumpro o que eu digo, então, claro. - ela tirou uma sacola de dentro do bolso - Aquela coisa. Não sei e nem quero saber o que faz com isso, além de não ter ideia quem você é.
Leonard abriu a sacola, sorrindo ao ver a verbena. Sabia exatamente para o que ia usar, mas tinha que tomar cuidado com aquilo. -- Seu pagamento. -- Ele tirou quatro notas de cem e entregou para a moça. Pagava menos do que valia, mas esperava que ela não soubesse.
Expelling Madness // Leonard | Task
Leonard passou a decidir que andar com um duende no bolso para torturar nas horas vagas não fazia mal algum, exceto que o mini ser verde não conseguia se manter calado por mais de cinco segundos. E era particularmente irritante. Assim que ele começava a balbuciar ideias absurdas de que o vampiro tratava Gregory como um amigo e de certas partes da sua infância, quebrar os dedos dos pés do Leprechaun virava um bom passatempo enquanto dirigia. Com o sol se pondo, precisava chegar em casa antes da luz sumir por completo. Passara o dia contando com a claridade para manter o vampiro dentro da mansão, mas se chegasse depois, provavelmente ele já teria saído, tomado pela loucura. Não demorou para que chegasse, pouco depois do céu ficar escuro e agarrou o Lepra pelo pescoço com as mãos firmes, mesmo com ele se debatendo.
Toda a luz vinha do luar, mas Valerius enxergava perfeitamente. Com o ser em mãos, acompanhou a escuridão até a pequena casa atrás da mansão, onde ficava seu estoque de sangue. Assim que entrou, o cheiro o invadiu e fez com que umedecesse os lábios de sede. Não tinha bebido uma gota há dois dias. Estava faminto e sem tempo para caçar. Ou capacidade, já que sua sanidade tinha andado um tanto questionável. No entanto, tudo que fez foi abrir o freezer, pegar uma bolsa de sangue e voltar para a casa sem nenhuma cerimônia. Não precisava. Em sua mente, aquele era um simples negócio para ser resolvido. O frio da noite estava perfeito para um pouco de sangue quente vindo diretamente das veias de uma humana qualquer, mas duvidava que tivesse tempo para isso. Além de tudo, o homem nunca tivera paciência para as bolsas geladas roubadas do Banco de Sangue.
O Logner abriu a porta com ar despreocupado e jogou o Leprechaun em um canto qualquer. O barulho de seu corpo batendo na parede ecoou pela casa silenciosa, o mini ser gemeu de dor. A cortesia ensinava que cumprimentos primeiros, depois chega-se ao ponto, certo? Sem pressa, sentou-se em uma poltrona. -- Cheguei! -- Avisou, levantando a comida com uma mão. -- E trouxe jantar! -- Com a última frase, logo o vampiro mais novo apareceu. A aparência dele era deprimente, olhos vidrados, cabelo completamente bagunçado e mãos nervosas que não paravam de se mexer. Assustaria qualquer humano. Cheirou o ar, aproximando o rosto cada vez mais do sangue e quando tocou a testa na bolsa, deu um sorriso maníaco. Gregory agarrou seu alimento e, mais rápido do que alguém conseguiria acompanhar com os olhos, sentou-se no chão, balançando-se freneticamente para frente e para trás enquanto bebia todo o conteúdo. Algo próximo de preocupação fez com que Leonard franzisse a testa, mas logo o sorriso irônico voltou. -- Desesperado por comida como sempre, uh?
-- Mais. -- A voz que comumente tinha um sotaque notável e chamava atenção (em sua vida humana, Gregory costumava cantar em sua taverna a pedido dos fregueses) agora soava rouca pela falta de uso e exigente. -- E quente. Preciso matar alguém. Preciso... matar. Matar. -- O homem se levantou, ficando cada vez mais agitado. Leonard foi até ele, sendo ameaçado por presas na metade do caminho. -- Greg, Greg... Se eu ultimamente bebesse tanto sangue quanto você anda bebendo... -- Ele deu uma breve risada, transparecendo calma e o mesmo ar ameaçador de sempre, embora duvidasse que, naquele estado, o homem não tivesse capacidade alguma de notar. -- Você vai fazer algo antes de ter sua carnificina, sinto muito. -- Valerius pegou novamente o duende que já se esforçava para sair das cordas novamente e não tinha mais forças para falar e atirou-o aos pés do quase-amigo. -- Essa vai ter que ser sua primeira vítima da noite.
Porém, Gregory já não ouvia mais a Leonard e começou a ir para a porta até que foi segurado. A voz do mais velho foi ouvida: -- Ah, vamos, vai ser divertido. -- Algo parecido com "Não, verdinhos não... Não..." era sussurrado, fazendo com que o único ser completamente são dali suspirasse. Ótimo. Agora Greg tinha medo de seres com metade do tamanho dele. Ou menos que isso. Pelo menos, o Logner era um vampiro forte, contribuindo para o ego elevado, por isso conseguiu colocar uma adaga na mão do outro sem grandes problemas. A raiva que sentia dos Lepra já tinha custado ao que tinha sequestrado bons machucados, então, em sua opinião, seria fácil. Segurou o homem, mesmo que este estivesse com medo, os murmúrios ficando mais altos até o ponto de gritar para que o soltasse e fez com que enfiasse a arma na garganta do ser, segurando em sua mão. O Leprechaun se debateu por um momento, até a vida sair de seu corpo. No mesmo instante, a clareza voltou a mente do antigo taberneiro.
Depois de encarar o corpo do duende sem entender muito, olhou em volta. Não fazia sentido, nada lhe vinha a mente. Nada de seus tempos de loucura onde Leonard tinha visto cenas do homem chorando, encolhendo-se em cantos escuros e murmurando coisas sem sentido. O momento de choque apenas durou o tempo em que não percebeu que seu criador ainda o segurava para se tivesse outra crise, mas a situação foi interpretada da forma errada. -- What the hell?! -- O tom saiu extremamente alarmado e Gregory se afastou do vampiro, os dois não... se abraçavam. O Logner levantou uma sobrancelha. -- É bom que você não ache que eu estava te abraçando. Você tem é que me agradecer pelo resto da sua vida. -- O tom era de ameaça, mas Greg cruzou os braços sem se abalar. -- Péssima, péssima forma de tentar me ajudar. -- Leo soltou o ar com força e se levantou, sem paciência alguma para provocações. -- Aliás, o tapete está sujo por culpa sua. Você limpa.
Zero sabia que havia alguma pegadinha na oferta do homem e a vontade dele de ganhar também não era tão normal. Olhou para ele desconfiado- Minha jaqueta? Por que quer isso? -perguntou, retirando-a e entregando para o homem à sua frente
-- Ah, tenho meus motivos. -- Leonard estava satisfeito. Por enquanto. Ele pegou a jaqueta e a guardou em uma maleta. -- Vai querer apostar mais alguma coisa? Quem sabe você ganha dessa vez.
Por que tem tanta certeza disso? Até agora, nada me agradou nisso.
-- Se eu não tivesse certeza não estaríamos aqui. -- Leonard afirmou, sem demonstrar nenhuma sombra de dúvidas. -- Trouxe o que eu pedi?
Aaren levantou uma sobrancelha. — Não… Não mesmo.
-- Sua decisão. -- Ele deu de ombros, como se desistisse facilmente. -- Mas já que não é a filha do Drácula, era de se esperar que precisasse de um emprego. -- Disse a proposta em tom de desinteresse. Se a moça aceitasse, facilitaria para o vampiro conseguir informações pelo famoso Conde.
Certamente que é -disse sorridente e em seguida observou enquanto o homem fazia seu truque “acrobacias… tinha que ser acrobacias!” pensou lembrando-se que odiava aquele tipo de coisa, mas focou sua mente na pedra, observando cada movimento dela até que ela desapareceu no ar. Sabia que havia sido enganado, tinha a explicação de que ele era um bom mágico ou era algo… Diferente. Preferiu ficar com a primeira opção, o homem era ‘divertido’- Este -apontou para o copo, mesmo sabendo que não estaria lá, apenas para não dar na cara que havia descoberto aquilo. Ele poderia pensar que era um caçador se fosse alguma criatura e Zero não queria estragar seu disfarce. O que eram 1000 libras afinal?
O homem sorriu satisfeito ao mostrar o vazio dentro do copo. -- Bem, você perdeu. Quero algo bem simples, apenas sua jaqueta. -- O homem não tinha nenhuma necessidade física do objeto, mas sabia exatamente como o utilizaria.
Hum… -sentia como se houvesse algo errado no “o que eu escolher”, talvez o homem estivesse tentando passar-lhe a perna- Ok, vamos fazer do seu jeito então… Para adiantar, vou quer meu prêmio em garrafas… Se eu ganhar.
-- Claro. -- O sorriso começou a se tornar mais divertido e menos inocente. -- É um jogo simples, qualquer um pode jogar desde criança. -- Tinha sido um dos primeiros que Leonard aprendeu. Ele pegou três copos e uma pedra, colocando-os em cima da mesa. -- Esconderei a pedra dentro de um dos copos e você vai ter que achar. -- O vampiro começou com movimentos lentos e simples para dar confiança para o outro, mas logo começou a fazer acrobacias com os copos e a trocá-los de lugar tão rápido que era difícil de acompanhar com os olhos. De forma disfarçada, sem que sua vítima percebesse, fez com que a pedra entrasse dentro de uma das mangas de seu terno e após um breve momento, fez os copos pararem de cabeça para baixo na mesa. -- Agora ache o que está com a pedra.
Não creio que sua proposta foi corretamente formulada, por favor, diga novamente como será o acordo
-- É só uma partida de jogo. -- Ele sorriu inocentemente, como se não fizesse tudo para ganhar. -- Se você ganhar, pode escolher ser pago em bebida ou moeda, te dou mil, seja mil libras ou mil garrafas. Se eu ganhar, você me dá o que eu escolher.