counseloramy:
❛ —— Quando eu era menor, eu também me machucava muito quando brincava, mas isso significa que você está cheia de energia e está gastando-a da melhor maneira possível. Desajeitada, essa é tradução. Mas você não é isso, é apenas uma ruheloses mädchen. ❜ Tocou nos dois pequenos braços, sacudindo-os levemente. Não tinha mais o que discutir, aquela era mesmo sua filha. Podia sentir o mesmo sensor de proteção que tinha quando a menina era apenas um bebê crescer novamente. Contudo, toda aquele situação era perigosa. Sabia que quando saíssem dali, ela contaria para o pai e toda a situação de morte estaria acabada. O sorriso agora que saía de seus lábios vinha junto com um olhar marejado. ❛ —— Bem, você pode ter não um título, mas tenho certeza que seu dada lhe considera uma princesa. ❜ Comentou, sentindo uma pequena lágrima descer por seu rosto ao sentir a mãozinha de Louise tocar seu rosto. Tal comentário sobre as fotos fez a mulher entender então o porque dela ter a conhecido. É claro que Levi mostraria fotos. Era o jeito dele de deixar quanto Liesel quanto Lúcio vivos nas memórias. ❛ —— Isso é uma longa história que um dia eu te conte, tudo bem? Mas será que eu poderia ganhar um abraço? ❜
E a confirmação veio com a mulher falando tão bem o alemão. As pessoas tinham um problema com seu idioma, achavam difícil demais e talvez a pequena Louise admitisse que não entendia isso porque foi o primeiro que aprendeu. Seu pai, porém, lhe introduziu ainda cedo demais ao italiano pois, como ele dizia, era a língua que seu papa falava antes de partir. E então veio o inglês. Daquele tamanho, a adoração por aprender coisas novas se fazia presente em cada momento. “Sim, tudo bem. Está certa.” concordou com a cabeça, um sorriso aparecendo em seus lábios. A menina ainda estava cautelosa, mas sentia-se feliz. “E dada realmente diz que eu sou uma princesa. Ah! A princesa Davina também.” balançou a cabeça em afirmação. Só que bastou ver a lágrima escorrendo dos olhos da sua mãe para que a criança franzisse o cenho, a mãozinha novamente sendo levada até a mulher para limpar o rosto dela. “Se você chorar, eu vou chorar também.” disse baixinho, um biquinho aparecendo em seu lábio inferior. Louise não hesitou, ela apenas deu os passos restantes e envolveu o pescoço da loira com seus bracinhos. “Não chore, mamãe. Dada não gostava de vê-la triste e eu também não.”












