Desde quando estamos em uma competição entre as casas?
E você acha mesmo que eu vou falar? Aliás, sua equipe não tá desfalcada não?
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Desde quando estamos em uma competição entre as casas?
E você acha mesmo que eu vou falar? Aliás, sua equipe não tá desfalcada não?
I need more than you | @Lavínia @Lia
Respirou fundo e subiu sobre a pequena mesinha de madeira defronte a estante com todos os tipos de livros empilhados. De preferencia, algo que fosse relacionado com aritmancia. Aquela ma´teria fazia Lia passar noites em claro, pensando em como aumentar a sua nota. Por sorte, o professor todo generoso, deixou que a morena fizesse um trabalho extra para recuperar a nota, e se fosse bom, adicionar até pontos. Mesmo que tivesse uma altura um tanto considerável, o livro que precisava para concluir o trabalho estava no meio de outros montes de livros, nos qual se encontravam no alto. Subir em cima de uma das prateleiras era arriscado, e mesmo que não fosse, ser pega fazendo aquilo acabaria se encrencando.
Novamente, Liana desceu, procurando a varinha em sua bota, a achando. Conjurou algo para que fizesse o livro descer, mas nada. Do outro lado, ouviu alguém proferir as mesmas palavras e o livro se mexeu. Puxou a varinha, como se fosse a corda que estava segurando o livro. A frustração era visível em seu rosto, e no fim, largou. Fazendo a volta, parou atrás da moça e pigarreou, cutucando o ombro dela. “Seria de bom grado que você me devolvesse o livro que eu tinha pego primeiro, sabe?!”
Desde quando o assunto me interessa. Você vai continuar reclamando ou vai responder o que perguntei?
E desde quando algo da minha casa interessa à você? Até onde eu sei, você é uma corvina.
Ou você não está dando uma justificativa válida.
Desde quando você ficou tão impertinente?
E você disse que voava melhor do que eu.
Mas eu voou melhor que você, nem tenho duvidas disso.
Angeline não podia negar o quão boa a brisa sentida ou o clima totalmente agradável do céu que estava parcialmente coberto por nuvens. Sem dúvida alguma aquela era uma das mais belas noites e por aquele motivo a garota pretendia passar metade dela ali. Encontrou um local gramado agradável longe o suficiente do lado para evitar qualquer chance de se molhar, fazendo com que apenas relaxasse. Mesmo com a fraca luz da noite Angeline foi capaz de ver a sombra de uma silhueta atrás de si – Eu poderia estar igualmente confortável se você se sentasse aqui, se quiser.
Liana sentia fortes dores no braço desde seu último treino, e aquilo a deixava tão frustrada, resultando em uma menina completamente sem paciência para coisa alguma. Sair das masmorras era a melhor das opções para alguém que não conseguia nem conter uma explosão de raiva. Sentou em um baco um pouco longe do castelo, no meio de uma clareira agradável. -- Ahn, não. Eu tô bem aqui.
Não precisa repetir, eu já entendi o que você está falando. Mas irei perguntar novamente. Por que não?
Sugar, eu acho que você tá ficando surda. Pior que a minha avó sem aparelho de audição.
Tudo bem que a maior parte dos comensais, sem falar o maior bruxo das trevas saíram da Sonserina, mas você não concorda que se a casa fosse essa oficina de bruxos das trevas aí que todo mundo fala, ela já teria deixado de existir? E você, por acaso, se encaixa nessa classificação? Você é uma bruxa má?
E qual é o preconceito contra lufanos? E homens? Já sei, sonserinos são bruxos das trevas e lufanos são babacas, acertei?
Eu não tenho o que discordar, porque eu me encaixo na minha casa. Assim como você deve se encaixar na sua. Eu não sigo o esteriótipo "sou sonserina, comensal, marrenta, de mal com a vida, ideais puristas na veia". O que você acha, Basil? Eu tenho jeito de ser uma assassina? E não, você está complementamente errado. Eu fui educada para nunca depender de ninguém, principalmente de homens. Mas podemos deixar essa parte de herança familiar fora da conversa, né?
Me falaram isso. Mas, ah, vai ficar legal no fim. As coisas nem sempre fazem muito sentido no começo, mas depois tudo muda de perspectiva quando a gente vê os detalhes.
Garoto, você usa algum tipo de alucinógeno que não faz mal a saúde e nem degrada o cérebro? Eu não entendi nada do que você falou, vamos de novo.
Ué, eu prefiro ser cúmplice do que vítima, ou inimigo. E por que vocês sonserinos tem essa mania de falar “de uma sonserina” como se eu por acaso estivesse me aliando a um estuprador ou coisa pior? Você tem tão pouca baixa estima assim que não consegue nem se valorizar como cúmplice?
Nossa, pelas barbas de Merlin. Não sei se devo ficar ofendida, ou orgulhosa. Mas acho que a segunda opção é mais valida. Bem, porque talvez, nossa casa não seja bem vista com bons olhos pelas pessoas e já estamos tão acostumados com isso que acontece involuntariamente. Mas a maioria dos assassinos, estranhamente, são sonserinos. Não estou induzindo nada, é apenas um comentário. E não, é porque, simplesmente, o fato de eu já ter um cúmplice é estranho. Um cúmplice, lufano, e homem é mais ainda.
Eu não sei bem o que isso vai ser, mas vai ser alguma coisa. Posso te ajudar em alguma coisa?
Eu me sinto quando tinha treze anos e meus pais fizeram o grande erro de me mandarem para um psicólogo trouxa. Parece aquelas figuras de testes psicológicos.
Bom, eu também estou fora da cama depois do toque de recolher, né? Então isso faz de mim um cúmplice… Eu não conto se você não contar. Mas o que é que você tá vendo aí que não conseguia deixar pra amanhã?
Você? Sendo cúmplice, indiretamente, de uma sonserina? O que espera de mim, Basil? Eu não vou contar, obviamente, pois meu pescoço também estaria em risco. Ah, uma coisa importante, e eu queria saber algumas informações, mas não achei nada muito relevante e que fosse me ajudar.
Sou eu, mas eu não tava tentando ser engraçado. E você tá tentando se encrencar? Já passou do toque de recolher, sabia?
É, eu tô sabendo. Só estava vendo uma coisa rapidinho. Ah, você não vai me dedurar, não é mesmo? Eu só estava vendo um negócio aqui.
Sou eu, mas eu não tava tentando ser engraçado. E você tá tentando se encrencar? Já passou do toque de recolher, sabia?
É, eu tô sabendo. Só estava vendo uma coisa rapidinho. Ah, você não vai me dedurar, não é mesmo? Eu só estava vendo um negócio aqui.
“Sim, está correta. E você é…” Apertou os lábios, sabendo quem era a garota. “Liana. Já competimos algumas vezes, não?” Aproximou-se com passos lentos e hesitantes da garota. “Está procurando por algo especificamente?”
Admitiu para si mesma que uma onda de supresa lhe abateu quando a menina soube o seu nome. Normalmente, as pessoas lhe chamavam de "capitã da sonserina". — Isso. Desculpa, eu sou péssima em memorizar algumas coisas, mas... Grifinória? — A acompanhou com o olhar, meio incerta — Nada demais. Somente vendo se a recomendação do livro que que me fora passado era mesmo verdadeira.
Com o cabelo bagunçado e uma expressão sonolenta, Lewis estava prestes a devolver um livro que havia acabado de ler quando ouviu a voz da garota. Virou m sua direção, franzindo o cenho – Engraçadinho? Ei, eu não estava planejando alguma coisa contra você – ergueu as mãos espalmadas, sorrindo ao se justificar.
Você surgiu do nada e eu nem ouvi chegar, está ficando mestres em disfarces, Lewis. — Riu, largando o livro na estante e olhando para o rapaz — Não deveria estar dormindo? Você parece meio sonolento.
Urania estava disposta a ler alguma coisa antes de dormir, optando, dessa maneira, por um livro da biblioteca. Vasculhava entre as prateleiras algo que pudesse a entreter por alguns segundos, acabando por derrubar um livro no chão. Logo depois, ouviu uma voz feminina do outro lado da prateleira. Caminhou um pouco até conseguir enxergar a dona da voz. “Eu sinto muito. Não era minha intenção assustá-la.”
Soltou um longo suspiro quando a menina apareceu, a suposta preocupação deu lugar a uma sensação de alívio. — Urania, não é? E está tudo bem, desculpas aceitas.