⸺ late spider.ㅤ/ ❨ yuji itadori x fem!reader ❩ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ❛ FANFICTION POR LOUICLARK ❜
𝘆uji itadori sempre foi conhecido por desaparecer nos momentos mais inconvenientes, reaparecendo depois com desculpas fracas e um sorriso fácil demais para alguém que claramente escondia algo. Para a maioria, ele era apenas o garoto estranho de cabelo rosa do campus - esquecível, distante, irrelevante.
Para você, nunca foi assim.
Ser sua namorada e conhecer a verdade por trás de seus desaparecimentos não tornava a situação menos frustrante. Ainda assim, às vezes, a única forma de lidar com isso era puni-lo com carinho, até que ele finalmente pedisse desculpas de verdade ⏤⠀ׅ⠀ׅ⠀ׅ⠀💬
( ◞‸◟) . . . ㅤcw!! dni -18, nsfw / personagens envelhecidos (+20) / relacionamento estabelecido / pornografia com enredo / itadori!homem-aranha / certa falta de comunicação / masturbação (m!recebendo) / aquecimento de pau se você espremer bem os olhos / itadori é um bom menino e um bom namorado / elogios / jovens adultos muito apaixonados / sexo apaixonado / sexo de reconciliação / soft!femdom / posição cowgirl / sexo sem proteção (usem camisinha) / ejaculação interna / fofo / nanami é a tia may e por algum motivo isso é um aviso.
( ◜ᴗ◝ ) . . .ㅤhi! Mais uma forma de manter meu perfil um pouco movimento e aumentar juntamente minha obsessão pelo homem aranha e meu amor pelo Itadori. Tipo, ele é tão homem-aranha (embora eu ache ele mais homem-aranha do miles morales do que do peter parker).
Estou escrevendo isso desde o final de janeiro e acho que é perceptível na minha escrita, só que eu juro que não está tão ruim, poderia ser pior.
( 𖹭͏͏͏ palavras: 7,3k )
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Itadori sempre parecia surpreendentemente distante.
Quase sempre ocupado, quase sempre desaparecendo entre uma festa ou outra, ele só voltava a aparecer quando o evento já estava perto do fim, inventando alguma desculpa esfarrapada. Dizia que esteve ali o tempo todo, que tinha ido ao banheiro, ou que surgira alguma emergência com seu tio Nanami, que já era um senhor de idade.
A maioria acreditava. Ou, na verdade, a maioria sequer se importava. Quase ninguém ligava para a presença do garoto esquisito de cabelo rosa no campus. Mal notavam sua ausência por períodos tão longos e, quando percebiam, chegavam a perguntar com genuína confusão: "Ué... o Itadori estava aqui antes?"
Isso nunca pareceu incomodá-la. A inconsistência das desculpas, a própria presença instável, os compromissos desmarcados. Nada disso parecia importar, ao menos era o que você costumava dizer a si mesma. Depois que começaram a se aproximar de verdade, porém, você teve de admitir que sempre se importou.
Talvez porque nutrisse, há muito tempo, uma espécie de paixonite pelo garoto incrivelmente gentil e fofo. Algo involuntário, que surgiu sem pedir permissão. Você reparava demais nele, de um jeito que chegava a irritar a si mesma.
Foi uma pequena surpresa descobrir que ele também retribuía seus sentimentos. Itadori se declarou quando vocês fizeram dupla para um trabalho do último bimestre, combinando de se encontrarem em sua casa. Era importante, ninguém queria correr o risco de repetir aquela matéria na faculdade.
Também foi quando você – não literalmente – o jogou contra a parede, para falar a respeito da grande possibilidade dele ser um herói mascarado que escala paredes.
Você ficou feliz em fazer dupla com ele, mas não conseguiu evitar o receio silencioso de que ele desmarcasse, em algum momento, os encontros que combinaram para organizar tudo juntos. Sua nota era importante para você, não por necessitar de validação acadêmica, mas por necessidade de sobrevivência mesmo. Aquela nota era seu futuro.
No entanto, para sua surpresa, Itadori não faltou a nenhum dos encontros. Sempre chegava um pouco atrasado, é verdade, ofegante, o cabelo ainda mais bagunçado do que o normal, uma marca avermelhada no pescoço que ele dizia ser alergia. Ainda assim, estava ali. Sentava ao seu lado, abria o notebook e sorria como se nada no mundo pudesse ser mais importante do que aquele momento. E, quando estava com você, ele parecia inteiro. Atento demais, prestativo demais. Às vezes, seus olhos se desviavam para a janela, como se acompanhassem algo invisível do lado de fora, e você precisava chamá-lo duas vezes para que ele voltasse a prestar atenção. Ele pedia desculpas rápido, coçava a nuca e ria, sem graça.
— Foi mal, viajei.
Você fingia acreditar. Pelo menos até aquela noite.
Numa dessas noites de estudo, já tarde, quando o campus já deveria estar quase vazio, vocês ouviram um estrondo distante, metal retorcendo, vidro quebrando. Itadori se levantou num pulo, pálido por um segundo antes de forçar um sorriso.
— Eu já volto, tá? Prometo. Esqueci que meu tio me pediu para passar na farmácia e comprar um remédio para a pressão dele.
A desculpa pareceu extremamente esfarrapada e pouco convincente vinda junto daquela expressão contorcida no rosto do jovem adulto. Antes que você pudesse responder, ele já estava indo. De novo. Dessa vez, porém, algo em seu peito apertou diferente. Porque, enquanto ele desaparecia pelo corredor, você notou algo preso à sua mochila: um fio fino, quase imperceptível, brilhando sob a luz fraca do teto como uma teia. E, pela primeira vez, a desculpa da emergência com o tio Nanami não pareceu suficiente.
Você queria ignorar o inevitável, mesmo que no dia seguinte Itadori tenha surgido na aula com um olho surpreendentemente roxo que você tentou ignorar, uma tentativa que se demonstrou falha. Você perguntou eventualmente, tomada por um incômodo imensurável que se manifestou como uma dor no peito. Yuji insistiu que era apenas um pouco azarado demais e tropeçou na volta do mercado, inclusive se desculpou por não ter voltado, disse que a coisa com o tio era séria e tal.
Você resolveu não insistir mais.
Não era da sua conta. Não deveria importar a você o que Yuji Itadori fazia ou não, mas o problema se dava ao fato de que você reparava demais e estava atenta demais, questionando demais e observando demais a presença dele, ou a falta dela.
O incidente do fio de teia, porém, ficou gravado na sua mente como uma farpa. Começou a prestar mais atenção nos detalhes que antes escapavam. A forma como ele absorvia conteúdo com uma facilidade anormal, como seus reflexos eram rápidos até para pegar uma caneta que caía da mesa, como ele evitava multidões e espaços fechados com muito mais frequência do que seria normal para um garoto supostamente descolado. As notícias que pipocavam no celular sobre um vigilante mascarado que balançava entre os prédios se tornaram mais frequentes, e você não conseguia evitar a associação.
Era loucura, claro. Completamente absurdo. Mas o fio na mochila e o olho roxo no dia seguinte ao estrondo eram coincidências que tinham gosto de certeza.
A gota d'água veio uma semana depois. Vocês estavam na sua casa, finalmente, depois que o barulho do campus ficou insuportável. Seu apartamento era pequeno, mas aconchegante, e ter Yuji ali, sentado no chão da sua sala cercado de livros e papeis, parecia quase um sonho.
Quase.
Porque, mais uma vez, ele estava distante. Os olhos castanhos escuros, normalmente tão calorosos, vidravam-se na janela a cada sirene que passava na rua, a cada grito mais alto vindo da vizinhança. Vocês estavam revisando os últimos detalhes do trabalho quando um som metálico, vindo da rua, ecoou pelos vidros. Um acidente de trânsito, talvez. Yuji estremeceu, seus dedos pararam de digitar e ele olhou para a porta como um cão de caça pronto para a corrida.
Você não aguentou mais.
— Não — a palavra saiu firme, cortando o ar entre vocês. Ele se virou, surpreso, os olhos arregalados. — Dessa vez você não vai sair. Senta aqui.
Ele hesitou por um momento, claramente dividido entre o dever que ecoava lá fora e a sua ordem dentro de casa. Para sua surpresa, ele sentou. Não sem antes lançar um último olhar angustiado para a janela, mas sentou. Você se levantou e foi até ele, parando bem na frente do garoto que agora a encarava com uma mistura de culpa e confusão.
— Olha, eu sei que você vai inventar alguma desculpa — você começou, cruzando os braços. — Você sempre inventa. Mas eu quero que você me escute antes de tentar fugir de novo.
Ele abriu a boca para protestar, mas você levantou a mão, calando-o.
— Faz meses que eu reparo nas coisas. Nos sumiços, nos olhos roxos, nas marcas no pescoço. E eu tô cansada de fingir que não vejo — você deu um passo mais perto, encarando-o diretamente. — Eu sei o que você faz. Eu sei quem você é.
O rosto de Yuji empalideceu. Ele engoliu em seco, os olhos desviando para o lado, para a janela, para qualquer lugar que não fosse você. As mãos dele, apoiadas nos joelhos, fecharam-se em punhos nervosos.
— Olha, eu posso explicar... — a voz dele saiu mais aguda que o normal, um tom de pânico genuíno. — Não é o que você tá pensando. Ou, talvez seja, mas eu posso explicar, juro que tem um motivo, e eu nunca quis te envolver nisso porque é perigoso e...
— Yuji — você interrompeu, e ele calou a boca na hora, os olhos arregalados como os de um animal encurralado.
Você o chamando pelo primeiro nome.
Ele respirou fundo, parecendo reunir coragem para algo. Você viu a determinação surgir no olhar dele, a postura mudar ligeiramente, como se ele estivesse se preparando para pular de um prédio. Ele abriu a boca, pronto para finalmente confessar tudo.
— Eu preciso te dizer uma coisa. Algo que venho querendo te falar faz tempo, e já que você sabe, não tem mais porque esconder — a voz dele estava rouca, séria. — Eu só...
— É o homem-aranha. — você completou para ele, antes que pudesse terminar.
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.
Yuji piscou. Uma vez. Duas vezes. A expressão de determinação solene se desfez completamente, substituída por uma confusão tão pura que beirava o cômico. A boca dele, que estava prestes a fazer uma grande revelação, permaneceu entreaberta, as palavras morrendo na língua.
— O quê? — a voz saiu estrangulada.
— O homem-aranha — você repetiu, convicta. — Eu vi a teia na sua mochila. Eu vi você ouvindo os barulhos na rua e querendo correr. Eu juntei os pontos.
Ele continuou piscando, parecendo um peixe fora d'água. A confusão no rosto dele era tão genuína, tão exagerada, que por um momento você duvidou de si mesma. Mas não, não podia ser coincidência.
— Você... você acha que eu sou o homem-aranha? — a pergunta saiu num fio de voz, entre o choque e algo que parecia... tensão?
— Eu tenho oitenta por cento de certeza. — você afirmou, cruzando os braços com ainda mais firmeza. — E a Maki, lá da turma, acha que você é garoto de programa pelos horários estranhos e pelas marcas no pescoço. Mas eu acho mais provável a primeira opção.
Se os olhos de Yuji já estavam arregalados antes, agora pareciam prestes a saltar das órbitas. O vermelho que subiu do pescoço dele foi instantâneo, pintando as orelhas e as bochechas num tom tão vivo que rivalizava com o cabelo.
— GAROTO DE PROGRAMA? — a voz dele saiu num agudo quase inaudível, entre a indignação e o horror absoluto. Ele se levantou num pulo, gesticulando freneticamente. — Não, não, pera, de jeito nenhum! Eu não sou garoto de programa!
Você não conseguiu evitar. Um sorriso teimoso ameaçou seus lábios diante do desespero genuíno dele.
— Então você não é garoto de programa. - você ponderou, mantendo o tom de interrogatório. — Ótimo. Então me diz por que você vive sumindo. Por que volta com olho roxo. Por que tem reflexos tão rápidos. Por que eu achei um fio de teia na sua mochila.
Ele parou de gesticular, a expressão de pânico dando lugar a algo mais hesitante. Os olhos dele vagaram pelo seu rosto, como se estivesse pesando as opções. Mentir de novo ou finalmente contar a verdade. Você esperou, o coração batendo forte contra as costelas.
— Eu não sou o homem-aranha. — ele disse finalmente, e seu coração deu um pequeno tombo. Mas antes que você pudesse processar a decepção, ele continuou, a voz mais baixa. — Mas eu... eu tenho uma coisa pra te contar. Algo que eu tava morrendo de medo de dizer, e quando você veio com essa história de homem-aranha, eu achei que você já sabia e eu podia só... aproveitar o embalo.
Ele coçou a nuca, sem graça, o gesto tão familiar que apertou algo no seu peito.
— A verdade é que eu sumo porque eu tenho... responsabilidades. Coisas que eu não posso explicar direito, pelo menos não agora. E sim, às vezes eu me machuco. Mas não é nada do que você tá pensando. Não tem fantasia, não tem teia de verdade, nada disso. — ele riu sem graça. — Eu juro que não sou o homem-aranha.
A informação caiu como um balde de água fria. Você sentiu o rosto queimar de vergonha. Tinha certeza. Absoluta certeza. E agora...
— Então por que você deixou eu falar tudo aquilo? — você murmurou, mortificada. — Por que não me interrompeu?
— Porque você tava tão convicta — ele admitiu, um sorriso tímido surgindo no canto da boca. — E porque, no fundo, eu queria muito que você estivesse certa. Não sobre o homem-aranha, mas sobre... reparar em mim. Sobre se importar o suficiente pra juntar os pontos.
O olhar dele encontrou o seu, e pela primeira vez na noite, não havia pressa ali. Não havia vontade de fugir para a janela, nenhum barulho externo parecia capaz de distraí-lo. Era só você e ele, e o silêncio que se estendia entre vocês.
— Eu tenho uma coisa pra te falar — ele repetiu, a voz agora macia, hesitante de um jeito diferente. — Algo que eu venho ensaiando faz semanas, mas sempre surge uma sirene, ou um acidente, ou uma desculpa esfarrapada do tio Nanami pra eu fugir.
Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância entre vocês. As mãos dele, tão nervosas momentos antes, agora estavam quietas ao lado do corpo.
— Eu não sei balançar entre prédios — ele disse, um sorriso nervoso dançando nos lábios. — Não sei lutar contra vilões fantasiados. Mas eu sei que, quando eu tô com você, tudo o que acontece lá fora parece menos importante. Sei que eu invento desculpas pra ir embora, mas é porque tenho medo do motivo que me faz querer ficar.
Ele respirou fundo, os olhos castanhos escuros fixos nos seus com uma intensidade que fazia seu coração disparar.
— Eu gosto de você. Não é de hoje, não é de ontem. É desde a primeira vez que você reparou que eu não estava numa festa, desde a primeira vez que você me olhou como se eu realmente importasse. Eu gosto de você, e tô cansado de fingir que não. Mesmo que você ache que eu sou o homem-aranha, mesmo que a Maki ache que eu sou garoto de programa, mesmo que você descubra que eu sou só um cara comum que se mete em enrascadas e chega atrasado nos lugares. Eu gosto de você.
O ar pareceu faltar. Você abriu a boca, fechou, abriu de novo. Nenhum som saiu. As palavras dele ecoavam dentro de você, desmanchando a certeza absurda do homem-aranha, a vergonha do mal-entendido, e deixando apenas uma verdade simples e avassaladora: ele estava ali. Ele sempre esteve.
— Você... — você começou, a voz embargada. — Você tava prestes a se declarar quando eu interrompi falando do homem-aranha?
— Tava — ele admitiu, o sorriso tímido se alargando. — Ia ser épico. Ou não. Provavelmente ia ser bem sem graça. Mas era verdade.
Você não conseguiu evitar o riso que escapou, misturado com algo molhado nos olhos. Ele te olhou, confuso por um segundo, antes de rir também, um som aliviado, quase bobo.
— Eu sou muito idiota — você murmurou, passando a mão no rosto.
— Não, acho que é observadora — ele corrigiu, suavemente. — Só errou o alvo. Mas, quer saber? Eu prefiro assim.
— Prefere que eu ache que você é o homem-aranha?
— Prefiro que você saiba que eu gosto de você. — ele disse simplesmente — O resto a gente resolve depois.
— Itadori... eu ainda acho que você é o homem-aranha.
Ele suspirou, mas havia um sorriso cansado nos lábios.
— Ainda vai querer sair comigo mesmo sabendo que eu visto uma fantasia vermelha, balançando em prédios e fico batendo em criminosos? — perguntou suspirando meio tímido, a cabeça inclinada para o lado e o olhar mais esperançoso que você já viu.
— Na verdade... — você inclinou a cabeça, analisando ele de cima a baixo — eu acho isso meio sexy.
A fase do início do namoro foi quase uma lua de mel. Itadori era maravilhoso, o cara era quase um anjo de tão perfeito, e você se pegava pensando nisso com uma frequência quase constrangedora. Acordar com mensagens dele, encontrar um bilhete inesperado na mochila, sentir a mão quente e grande dele buscando a sua por baixo da mesa do bandejão, tudo isso parecia pequenos milagres diários que você não se cansava de colecionar.
Ele também era seu maior fã em um nível descomunal que não perdia a oportunidade de te expor em qualquer oportunidade que fosse. Era sério, você era a capa de sua tela de bloqueio e o assunto favorito dele para se ter a qualquer hora do dia.
Uma coisa boa foi poder comprovar em primeira mão que ele de fato não era nenhum garoto de programa. Qualquer garoto de programa com a mínima experiência saberia penetrar uma boceta direito, e Itadori falhou nisso como o principiante que era. Foi meio surpreendente para você. Quer dizer, você nunca realmente achou que ele fosse nenhum garoto de programa, aquela teoria da Maki sempre pareceu absurda, mas não esperava que ele nunca tivesse colocado as mãos em uma boceta em todos os seus quase vinte e dois anos de vida.
De acordo com as próprias palavras do seu namorado, ele estava ocupado demais salvando o mundo e sendo um incurável apaixonado por você já fazia uns anos. Ele ganhou poderes aos quinze e já não era muito popular até ganhar os músculos super resistentes, então, obrigada picada de aranha por isso. O pobrezinho lhe jurou de pés juntos que nunca teve exatamente muito interesse em sexo de verdade até te conhecer na faculdade. Você, é claro, acreditou na palavra de um super-herói. Afinal, se não pudesse confiar no homem que passava as noites balançando entre prédios para salvar desconhecidos, em quem poderia confiar?
Ele foi desajeitado, ansioso demais e frenético demais para te penetrar com o pau surpreendentemente grosso demais para seus padrões. E foi perfeito de toda a sua forma imperfeita e desastrosa. Você guardava a memória da expressão concentrada dele, do suor escorrendo pela testa enquanto ele murmurava desculpas e perguntava se estava doendo, se podia continuar, se estava bom. Não estava, tecnicamente, não da primeira vez. Mas tinha sido dele, com ele, e isso fazia toda a diferença.
Quer dizer, ele tinha seus defeitos também. Muitos defeitos, na verdade. Como sempre perder a oportunidade de ficar calado quando a tinha, mesmo em momentos de tensão. Yuji Itadori decidia opinar quando era claro que não, não precisava dar sua opinião pública. Como naquela vez em que você experimentou um vestido novo e ele achou que seria uma boa ideia comentar que "ficava bonito, mas parecia meio desconfortável para correr, caso precisasse". Você não precisava correr para lugar nenhum, mas agradeceu a preocupação com os dentes tão cerrados que quase trincaram.
Ele também era meio bagunceiro. Ele preferia a palavra "organizado do seu jeito próprio", mas a palavra certa que definia a situação do quarto de Itadori era bagunça. Tinha roupa em cima da cadeira, roupa em cima da mesa, roupa no chão, e ocasionalmente alguma peça de herói escondida embaixo da cama que ele sempre jurava ter guardado direito.
Você não o julgava, ele estava visivelmente cansado e cheio das responsabilidades de herói, estudante e agora namorado. Mas isso não impedia que você revirasse os olhos toda vez que precisava sentar em cima de um moletom esquecido no sofá da casa dele.
Apesar de tudo, funcionava. Vocês funcionavam.
Até que a rotina começou a apertar.
No começo eram pequenos atrasos, nada que realmente incomodasse. Ele aparecia vinte minutos depois do combinado com um sorriso desculpado e uma história sobre um assalto no caminho. Você entendia. Ele era o homem-aranha, salvar pessoas era meio que a descrição do cargo.
Mas então os atrasos viraram cancelamentos de última hora. As mensagens de "chego em dez minutos" se transformavam em "não vou conseguir, desculpa, algo urgente aconteceu". Os finais de semana inteiros que vocês planejavam juntos viravam algumas horas roubadas aqui e ali, sempre com ele parecendo exausto, sempre com ele pedindo desculpas, sempre com você dizendo que estava tudo bem.
E estava. Ou pelo menos você repetia isso para si mesma tantas vezes que quase acreditava.
O filme que vocês escolheram juntos era algo que você esperava há semanas. Não era um blockbuster importante, mas era especial porque ele que sugeriu, porque ele que pesquisou os horários, porque ele que te olhou nos olhos e prometeu que dessa vez não ia ter emergência.
Sexta, oito da noite. Ele prometeu.
Oito e quinze chegou. Oito e meia. Oito e quarenta e cinco. Você estava sentada no banco do motorista, carro parado em frente ao cinema, o ingresso amassado na mão, quando a mensagem dele finalmente chegou.
yuji 🕷❤️:
Me desculpa. O duende verde apareceu, tô ajudando os civis agora que resolvi, então vou atrasar um pouco.
Desculpa mesmo, te amo, não me odeia.*
Você não respondeu. Só levantou, jogou o ingresso no lixo e deu meia volta para casa.
Quando subiu o elevador do apartamento, ele estava lá. Encostado na parede do corredor, a cabeça baixa, o cabelo rosa uma bagunça, uma mancha escura na barra da camiseta que você preferiu não investigar. Ele levantou o rosto quando ouviu a porta, e o olho roxo que decorava sua face era novo, fresco, dolorido.
— Eu sei que você tá com raiva — a voz dele saiu rouca, cansada. — E você tem todo direito. Eu devia ter... eu deveria... não termina comigo, tá bom? Eu sei que fui péssimo mesmo... E-eu...
— Entra.
Você abriu a porta e entrou primeiro, deixando ele hesitar por um segundo antes de seguir. O apartamento estava escuro, só a luz da cidade entrando pela janela da sala. Você ouviu ele fechar a porta atrás de si, ouviu os passos hesitantes até o meio da sala, onde parou, esperando.
Você se virou para encará-lo. Ele estava ali, grandão, embora não de maneira exagerada, forte o suficiente para levantar um carro, mas naquele momento parecia um menino esperando bronca. O olho roxo, a postura encolhida, as mãos inquietas ao lado do corpo.
— Senta — você pediu, apontando para o sofá.
Ele obedeceu na hora. Afundou no estofado e te olhou com aqueles olhos castanhos enormes, cheios de culpa e cansaço. Você não sentou. Ficou de pé na frente dele, observando, deixando o silêncio pesar.
— Eu não vou terminar com você — você começou, e viu o alívio imediato cruzar o rosto dele antes de continuar. — Mas você vai me ouvir. E depois você vai me mostrar que entendeu.
Ele abriu a boca para falar, mas você ergueu uma sobrancelha e ele fechou na hora.
— Faz três semanas que a gente não passa uma noite inteira junto — você contou, calma. — Você desmarcou dois jantares, um almoço com a minha mãe, e hoje deixou eu esperando uma hora e meia no carro na frente do cinema.
— Eu sei — a voz dele saiu pequena.
— Você sempre sabe — você se aproximou, parando entre as pernas dele. — Mas saber não basta.
Sua mão encontrou o rosto dele, tocando de leve a pele roxa ao redor do olho. Ele estremeceu, não de dor, mas do contato.
— Dói? — você perguntou, suave, quase temerosa.
— Não — ele mentiu, e ambos os dois sabiam.
Você inclinou a cabeça e pressionou os lábios sobre o hematoma, devagar, sentindo o calor da pele machucada. Ele prendeu a respiração, as mãos subindo instintivamente para sua cintura, mas você recuou antes que ele pudesse te puxar.
— Ainda não — você murmurou. — Você não se desculpou ainda.
O som que ele fez foi quase um gemido frustrado.
— E-eu pedi, eu pedi pra você... Como você quer que eu peça desculpa? — a voz dele estava mais grave, os olhos escurecidos. — Fala. Eu faço.
Você estudou o rosto dele por um momento. A sinceridade ali era tão pura, tão típica dele, que chegava a doer.
— Quero que você me mostre — você respondeu, finalmente sentando no colo dele, ajustando as pernas para pressionar os joelhos ao lado de suas coxas. — Você realmente sente muito, homem-aranha?
Ele engoliu seco, as mãos encontrando suas coxas com uma hesitação que já não existia mais nos primeiros meses. Como se ainda estivesse aprendendo você, mesmo depois de tanto tempo.
— Você quer dizer... — ele começou, incerto.
— Quero — você confirmou, deslizando a mão pela nuca dele, puxando-o para perto.
O beijo começou lento, quase exploratório, mas você rapidamente tomou o controle, mordendo o lábio inferior dele, puxando, ouvindo o suspiro que escapou. As mãos dele apertaram suas coxas, mas não avançaram, esperando sua permissão.
Você afastou o rosto só o suficiente para sussurrar contra a boca dele:
— Tira a camisa.
Ele obedeceu num movimento quase desesperado, arrancando o tecido manchado e jogando longe. Suas mãos encontraram o peito dele, deslizando pelos músculos definidos, sentindo o calor da pele. Você inclinou e mordeu de leve o ombro dele, depois o peito, descendo até encontrar um mamilo e lamber, sentindo ele tremer embaixo de você.
— Isso é a desculpa? — a voz dele saiu entrecortada.
— Isso é só o começo — você respondeu contra a pele dele. — Você vai ter que trabalhar mais que isso.
As mãos dele subiram para sua cintura, puxando a barra da sua blusa, mas você segurou os pulsos dele e os prendeu contra o encosto do sofá.
— Eu não disse que podia tocar — você lembrou, doce demais.
Os olhos dele se arregalaram, confusos, mas ele não tentou se soltar. Ficou ali, de braços abertos, completamente entregue, enquanto você se inclinava para morder o lábio dele de novo.
— Você vem atrasado, desmarca tudo, me deixa esperando — você murmurou entre beijos. — Me ignora por causa de bandido, de acidente, de velhinha atravessando rua.
Parecia extremamente injusto quando você dizia isso em voz alta, afinal, Itadori estava salvando pessoas, sendo um herói. Ele não fez nada de errado.
— Não te ignoro — ele protestou fraco.
— Ignora — você confirmou, descendo os lábios pelo queixo dele, pelo pescoço, mordendo o ponto onde a mandíbula encontrava o ouvido. — E hoje você vai me pagar por cada minuto que passei sentada naquele banco.
O gemido que escapou dele foi baixo, rouco, e você sentiu o corpo dele inteiro tenso por baixo de você. As mãos dele ainda estavam onde você colocou, imóveis, obedientes, mas os olhos estavam escuros, famintos, te devorando enquanto você se movia devagar no colo dele.
— Você vai ficar bem quietinho — você instruiu, deslizando a mão livre pelo peito dele, descendo devagar. — E vai deixar eu fazer o que eu quiser. Porque você merece isso.
— Mereço o quê? — a voz dele saiu quase um sussurro.
— Merece ser lembrado do que acontece quando você esquece de mim.
Sua mão encontrou o cinto dele, os dedos trabalhando a fivela com calma, enquanto você observava a expressão no rosto dele. A expectativa, a entrega, a forma como os olhos castanhos escuros acompanhavam cada movimento seu.
— Mas eu nunca esqueço de você — o murmuro dele era quase trêmulo, sincero demais, vulnerável demais. — É você que eu penso quando tô lá. É você que me faz voltar.
Algo dentro de você derreteu, mas você não deixou transparecer – inicialmente não.
— Eu não tô brava com você de verdade, Yuji. — era verdade, você não estava brava com Yuji, porque não conseguia, não deveria e nem podia sentir raiva de um homem que passava os dias colocando o próprio corpo na linha pelo mundo, mas que ainda assim arrumava jeito de ser dono absoluto do seu coração.
O alívio que cruzou o rosto dele foi tão puro, tão exposto, que você precisou desviar o olhar por um segundo. Yuji Itadori era bonito demais quando se entregava daquele jeito, quando deixava que você visse todas as camadas que o resto do mundo ignorava - a vulnerabilidade que ele escondia atrás dos punhos cerrados e do sorriso eterno.
— Mas você merece um castigo mesmo assim. — você completou, voltando a atenção para o cinto dele. — Por me fazer esperar. Por vir machucado. Por ser tão teimoso que não consegue deixar ninguém te ajudar.
— Eu não quero que você se machuque também — ele tentou protestar, mas a voz falhou, transformando-se num gemido abafado quando você finalmente abriu o cinto e deslizou a mão por dentro da cueca dele, libertando o pau duro.
Era mais grosso que o ideal, mais grosso que o considerado normal - uma daquelas particularidades do corpo dele que você nunca cansava de explorar. O peso preencheu sua palma, quente e já semi-ereto, a pele macia esticada sobre a rigidez do músculo por baixo.
— Shhh. — você silenciou, os dedos envolvendo o comprimento, sentindo a pulsação contra sua pele. — Quietinho, lembra?
Ele mordeu o lábio, os olhos fechando com força, as mãos ainda abertas contra o encosto do sofá onde você as deixou. Obediente. Entregue. Tão lindo que chegava a doer.
Você começou devagar, um movimento quase preguiçoso de punho, apenas para sentir ele endurecer completamente na sua mão. A cada deslizada, a glande ficava mais inchada, mais sensível, e você via o reflexo nas expressões involuntárias que cruzavam o rosto dele – o franzir da testa, o tremor dos lábios, a respiração que ficava mais pesada, mais irregular.
— Isso é bom? — você perguntou, mesmo sabendo a resposta.
— Sim — a voz dele saiu rouca, quase um gemido. — Muito bom. Sua mão é tão boa.
Você apertou um pouco mais na base, sentindo as veias pulsarem contra seus dedos, deslizando a mão até a ponta, onde o pré-gozo já começava a escorrer, quente e lubrificante. O polegar roçou a fenda, colhendo o líquido, espalhando pela cabeça num movimento circular que fez os quadris dele darem um solavanco involuntário.
O barulho que ele fez foi puro instinto - um som baixo na garganta, mistura de gemido e choro abafado, que você colecionou como troféu no fundo da memória.
— Você gosta quando eu faço isso? — você provocou, roçando o polegar na ponta sensível, agora completamente lubrificada, ouvindo o som molhado dos movimentos.
— Gosto — ele confirmou, os olhos ainda fechados, a cabeça jogada para trás no encosto do sofá, revelando a extensão do pescoço, o peito subindo e descendo a cada gole seco que ele dava. — Gosto quando você me toca. Gosto de tudo que você faz. Tudo o que você faz comigo.
— Que fofo. — você murmurou, mas não era ironia. Era verdade, e ele sabia.
Você acelerou o ritmo, a mão deslizando fácil pelo comprimento dele agora completamente ereto, sentindo cada veia pulsando sob a pele fina, cada textura, o calor que parecia irradiar em ondas. O punho apertou na descida, relaxou na subida, criando um ritmo que fazia os gemidos dele ficarem mais altos, mais frequentes.
— Pode fazer barulho - você permitiu, generosa. — Quero ouvir.
Ele não precisou de mais incentivo. Os sons que escapavam dele eram doces, desavergonhados - uma mistura de gemidos e suspiros e seu nome sussurrado como se fosse uma oração. As mãos dele tremiam onde estavam imóveis, os dedos curvados contra o estofado como se ele precisasse de toda força do mundo para não tocar você.
— Olha pra mim. — você pediu.
Ele obedeceu na hora, os olhos castanhos escuros encontrando os seus, e o que você viu ali derreteu qualquer resquício de frieza que ainda existia. Era entrega pura, confiança absoluta, e um amor tão grande que chegava a ser assustador de tão profundo.
— Eu te amo — ele disse, simples assim, como se fosse a coisa mais natural do mundo falar isso enquanto você batia uma punheta pra ele no sofá da sala.
— Eu sei — você respondeu, inclinando para beijar a testa dele. — Também te amo.
A mão livre encontrou o rosto dele, acariciando a pele macia, desviando do hematoma roxo com cuidado. Os olhos dele se fecharam por um segundo, aproveitando o carinho, e você aproveitou para apertar o ritmo da outra mão, a palma deslizando rápida no pau dele, agora completamente molhado de pré-semen, produzindo sons obscenos a cada movimento.
— Tão perto — ele avisou, a voz trêmula, os quadris tentando acompanhar o movimento da sua mão, buscando mais atrito, mais pressão. — Tô quase...
— Ainda não — você interrompeu, parando o movimento completamente.
O som de frustração que ele fez foi quase um choro, os olhos abrindo assustados, o pau pulsando na sua mão, negando o orgasmo que estava tão próximo. A glande inchada brilhava com a umidade, quase roxa de tão cheia.
— Por que parou?
— Porque eu quero sentir você enfiando tudo isso dentro de mim quando isso acontecer — você respondeu, simples, levantando do colo dele e puxando a própria calça com movimentos rápidos. — Quero você dentro.
Os olhos dele se arregalaram, acompanhando cada centímetro de pele que você revelava. A calça no chão, a calcinha descendo pelas pernas, você se livrando da blusa com uma pressa que contradizia todo o controle que tentou manter até agora. O ar fresco do apartamento acertou seus mamilos, endurecendo-os instantaneamente.
— Você é tão linda — ele murmurou, sincero, os olhos percorrendo seu corpo como se fosse a primeira vez. O olhar se fixou na sua boceta, nos lábios já inchados e brilhantes de umidade, nos pelos cuidadosamente aparados. — Tão perfeita.
— Você também — você respondeu, voltando a montar nele, agora com a pele nua contra a pele nua. — Mas ainda não pode tocar.
O protesto dele morreu na garganta quando você se alinhou sobre ele, segurando a base com uma mão e se posicionando devagar. A ponta roçando sua entrada, provocando, deslizando no seu calor, pegando todo o molhado que já escorria entre suas pernas. Você sentiu a glande separar os lábios, deslizar pelo clitóris por um segundo elétrico antes de se posicionar de novo na entrada.
— Você quer isso? — você perguntou, mesmo sabendo a resposta.
— Quero, quero, quero — ele respondeu numa só respiração, a cabeça inclinada para trás, os olhos fechados como se ele precisasse de toda concentração para não implorar. — Por favor, enfia. Coloca tudo. Preciso sentir você.
Você desceu devagar.
O gemido que escapou dele foi longo, arrastado, um som que parecia vir do fundo da alma. As mãos dele apertaram o ar ao lado do corpo, os dedos crispados, e você viu o esforço que ele fazia para não agarrar sua cintura - os músculos dos braços tremiam com a tensão, as veias saltando sob a pele.
— Calma — você murmurou, descendo mais um pouco, sentindo cada centímetro preencher você, abrindo seu caminho. A cabeça do pau dele passou pelo anel mais apertado, e os dois ofegaram juntos com a sensação. — Tão quente, Yuji. Tão duro. Preenche tanto.
— Você que é quente. — a voz dele saiu espremida, os olhos finalmente abrindo para encontrar os seus. — Tão apertada. Tão molhada. Me aperta tanto.
Você sentia cada centímetro sendo engolfado pela sua carne, as paredes internas se ajustando à grossura dele, esticando para acomodar. Quando olhou para baixo, viu a base do pau dele desaparecendo dentro de você, a visão obscena fazendo um novo fluxo de umidade escorrer.
— Falador.
— Honesto. — ele corrigiu, fraco.
Quando você finalmente sentou completamente, os dois suspiraram juntos. O ajuste era perfeito, sempre era, como se os corpos de vocês tivessem sido feitos um para o outro. Você ficou imóvel por um momento, apenas sentindo, apreciando a forma como ele preenchia cada espaço vazio, o pau dele latejando dentro de você, as paredes da sua boceta se contraindo involuntariamente em pequenos espasmos.
— Posso me mexer? — ele perguntou, a voz um sussurro rouco. — Por favor, deixa eu meter.
— Não — você respondeu, começando um movimento lento de quadris. — Eu que vou montar no seu pau. Você só vai sentir.
Ele gemeu alto, concordando com a cabeça, os olhos vidrados em você enquanto você começava a montar nele num ritmo deliberadamente lento. Subia devagar, quase saindo completamente — você sentia a cabeça do pau dele pressionar a entrada, prestes a escapar — antes de descer de novo, ouvindo os sons que escapavam dele a cada movimento.
O som molhado da penetração preenchia a sala, misturado aos gemidos dele e à sua respiração acelerada. Cada descida era mais funda que a anterior, a cabeça do pau dele acertando um ponto interno que fazia suas pernas tremerem.
— Assim? — você provocou, variando o ângulo, procurando o ponto que fazia os olhos dele revirarem. Quando encontrou — aquele ângulo específico onde a cabeça roçava algo dentro dele também — o gemido que ele soltou foi agudo, quase feminino.
— Sim — ele respondeu, automático. — Não. Mais rápido. Por favor. Rebola mais rápido.
— Pediu bonitinho?
— Por favor, por favor, por favor — a voz dele era quase um choro agora, os olhos brilhantes, a expressão tão aberta, tão vulnerável, tão dele. — Preciso de você. Preciso tanto. Quero sentir você gozando no meu pau.
Você acelerou.
O som dos corpos se encontrando preencheu a sala - estalos molhados que se misturavam com os gemidos dele, que ficavam mais altos, mais desesperados a cada segundo. As mãos dele ainda estavam imóveis, mas os braços tremiam com o esforço, os músculos definidos saltando sob a pele coberta de suor.
Seus peitos balançavam com o ritmo, e você viu o olhar dele fixar neles, na forma como os mamilos endurecidos cortavam o ar a cada subida e descida. Mais umidade escorreu entre suas pernas, lubrificando ainda mais o movimento.
— Pode tocar — você permitiu finalmente, e foi como soltar as comportas.
As mãos dele encontraram sua cintura num movimento quase violento, puxando você para baixo com mais força enquanto ele empurrava os quadris para cima, encontrando seu ritmo, aprofundando cada estocada. O pau dele chegou tão fundo que você sentiu uma pontada diferente, uma pressão no fundo da boceta que fez seus olhos arregalarem - a ponta grossa pressionando o colo do útero, quase parecendo querer ultrapassar.
— Assim? — ele perguntou, a voz entrecortada, o pau entrando e saindo de você num ritmo frenético. — Tá bom assim? Tá gostoso?
— Perfeito — você respondeu, e era verdade. — Amo isso, Yuji. Adoro quando você mete fundo.
Ele era perfeito. O jeito que ele te olhava, o jeito que ele te tocava, o jeito que ele murmurava seu nome como se fosse a única palavra que importava no dicionário inteiro. As mãos dele deslizaram pelas suas costas, puxando você para mais perto, para mais fundo, para mais dentro, enquanto os quadris continuavam o movimento incansável.
— Me beija — ele pediu, e você obedeceu.
O beijo era desordenado, dentes e língua e respiração misturadas, enquanto os corpos continuavam se movendo juntos num ritmo que já não pertencia a nenhum dos dois separadamente. Você sentia o gosto dele, sentia a respiração ofegante, sentia os gemidos abafados contra sua boca.
A mão dele deslizou entre seus corpos, os dedos encontrando seu clitóris com uma precisão que só veio com meses de prática. Ele massageava em círculos rápidos, no ritmo das estocadas, e a sensação combinada fez sua visão embaçar.
— Assim? — ele perguntou contra seus lábios. — Gosta assim?
— Sim — você respondeu, a voz saindo num gemido. — Continua. Não para.
Ele obedeceu, os dedos incansáveis no seu clitóris, as estocadas cada vez mais profundas, mais urgentes. Você sentia o aperto no ventre, o calor se espalhando, a aproximação inevitável do orgasmo construindo como uma onda prestes a quebrar.
— Tô perto — você avisou contra a boca dele. — Vou gozar. Vou gozar em você.
— Também — ele respondeu, os dedos apertando sua pele, as estocadas mais profundas, mais urgentes. — Goza. Goza comigo. Quero sentir você me apertando.
Você concordou com a cabeça, enterrando o rosto no pescoço dele, mordendo de leve a pele suada enquanto o ritmo ficava mais errado, mais urgente, mais tudo. O gemido dele foi alto, desesperado, quando ele finalmente se perdeu, e você sentiu o próprio corpo se contrair em resposta.
O orgasmo varreu você como uma onda térmica — as paredes da boceta se contraindo em espasmos rítmicos ao redor do pau dele, apertando, massageando, enquanto você sentia o jato quente do gozo dele preenchendo você por dentro. Uma vez, duas, três vezes — ele continuava gozando, o pau pulsando dentro de você, e cada pulsação provocava uma nova contração sua.
Por um longo momento, só existiu a respiração ofegante de vocês dois, o suor misturado, os corpos ainda conectados, o pau dele ainda pulsando dentro de você, derramando cada gota. Você sentia o gozo escorrendo pelas suas coxas, quente e pegajoso, misturado à sua própria lubrificação.
Ele afrouxou os braços devagar, as mãos subindo para acariciar suas costas num movimento suave, reconfortante, traçando círculos preguiçosos na pele úmida.
— Desculpa — ele murmurou contra seu cabelo.
— Já pediu desculpa — você respondeu, a voz abafada contra o peito dele.
— Mas quero pedir de novo. Por tudo. Pelos atrasos, pelos cancelamentos, por hoje. — os dedos dele continuavam o movimento suave. — Você merece mais do que eu consigo te dar.
Você levantou a cabeça, encontrando os olhos castanhos escuros que te olhavam com uma sinceridade quase dolorosa.
— Você me dá o que importa — você respondeu, tocando o rosto dele com carinho. — Você me dá você. O resto a gente resolve junto, lembra?
O sorriso que surgiu no rosto dele era tão puro, tão aliviado, que iluminou a sala inteira. Ele puxou você para mais um beijo, lento agora, sem pressa, apenas aproveitando a proximidade.
— Te amo — ele repetiu, como se precisasse dizer isso sempre, como se as palavras fossem oxigênio.
— Também te amo, meu homem-aranha.
Ele riu, o som vibrando contra seus lábios.
— Você nunca vai largar essa mão, vai?
— Nunca — você confirmou, séria. — É minha teoria e eu vou morrer com ela.
— Pelo menos espera a gente casar primeiro.
O silêncio que se seguiu foi diferente. Você levantou a cabeça, arregalando os olhos.
— Casar?
O rosa subiu pelo pescoço dele, pintando as orelhas num tom que rivalizava com o cabelo.
— Eu... quer dizer... não agora, claro, a gente é novo ainda, mas... eventualmente... se você quiser... — ele gaguejava, desviando o olhar. — Esquece, foi mal, falei demais.
Você segurou o rosto dele com as duas mãos, forçando-o a te olhar.
— Yuji Itadori.
— Sim?
— Isso foi uma proposta?
Os olhos dele se arregalaram, o pânico e a esperança dançando juntos na expressão.
— Foi mal, eu não devia ter...
— Cala a boca — você interrompeu, beijando ele com força. — E sim.
— Sim o quê? — a voz dele saiu abafada contra seus lábios.
— Sim, eu caso com você. Quando você quiser. Do jeito que você quiser. Sim.
O sorriso que iluminou o rosto dele era tão grande, tão brilhante, que você sentiu os olhos marejarem. Ele te apertou num abraço tão forte que tirou o ar dos seus pulmões, rindo, soluçando, murmurando seu nome repetidas vezes como se fosse a melhor palavra do mundo.
— Eu vou comprar um anel — ele prometeu, a voz embargada. — Vou pedir direito, de joelhos, do jeito que você merece.
— Pode ser amanhã? — você provocou, rindo.
— Pode ser agora. — ele respondeu sério, fazendo menção de levantar.
— Yuji, a gente tá pelado, suado e acabou de transar.
— E daí? Amor não tem hora.
Você riu, puxando ele de volta para o sofá, se aninhando contra o peito quente. O pau dele, agora amolecido, escorregou para fora de você num reflexo do sono, deixando um rastro de gozo escorrer pela sua coxa - uma mistura de vocês dois, quente e pegajosa, escorrendo pelo caminho que ele tinha acabado de percorrer.
— Fica. Depois a gente pensa nisso.
Ele obedeceu, os braços envolvendo você com cuidado, os dedos traçando caminhos distraídos pelas suas costas, às vezes descendo até onde o gozo acumulava, lambuzando os dedos, trazendo de volta para sua pele num carinho íntimo. O silêncio que se instalou era confortável, preenchido apenas pela respiração de vocês dois e pelos sons distantes da cidade lá fora.
— Tô cansado. — ele admitiu finalmente, a voz sonolenta.
— Dorme — você respondeu, beijando o peito dele. — Tô aqui.
— Promete que vai estar aqui quando eu acordar?
A pergunta era tão pequena, tão vulnerável, que partiu seu coração um pouco.
— Prometo — você respondeu firme. — E amanhã a gente conversa sobre como dividir essas responsabilidades. Sobre como você pode me deixar ajudar, pelo menos um pouco. Sobre como eu não vou deixar você carregar tudo sozinho.
Ele apertou você contra o peito, o nariz enterrado no seu cabelo.
— Você é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida.
— Eu sei — você provocou, sentindo o sorriso dele contra sua cabeça. — Agora dorme, homem-aranha.
— Só mais uma coisa — a voz dele já estava pesada de sono. Ele beijou seus lábios, uma última demonstração de amor antes que seu corpo cedesse ao cansaço. Os lábios dele deslizaram pelos seus, chupando seu lábio inferior com uma languidez que contrastava com a urgência de poucos minutos atrás. A língua deslizou para explorar sua boca devagar, com calma, como se tivesse todo tempo do mundo, antes de te soltar aos poucos, dando selinhos molhados em seus lábios que ele também amava beijar.
— Boa noite, Yuji.
— Boa noite, minha futura esposa.
O sorriso que surgiu no seu rosto era tão grande que doía. Você fechou os olhos, sentindo o calor dele, a segurança dos braços dele, o amor que transbordava de cada poro. O gozo dele ainda escorria lentamente pela sua coxa, quente e pegajoso.
Lá fora, a cidade continuava sua vida noturna. Sirenes ocasionais, vozes distantes, o som do trânsito. Mas dentro daquele apartamento, dentro daquele sofá, dentro daquele abraço, nada disso importava.
Você finalmente tinha ele inteiro. E ele finalmente tinha você. E ele pensou que teria para sempre.
Até não ter mais.
© 2026 — esta história é de autoria de louiclark, publicada exclusivamente no tumblr e no wattpad (@/l-louis). Não é permitida a repostagem ou tradução em qualquer outro lugar.
E no final o Itadori passou pelo evento canônico do homem-aranha e a leitora acaba sendo morta por um de seus vilões a fazendo ir de Gwen Stacy... fim!


















